Não tente apagar o fogo
Reportagens
Justiça Eleitoral rejeita cerca de 1,2 mil registros de candidatura
TSE informa que 99% dos 20,9 mil pedidos já foram analisados
Andre Richter – repórter da Agência Brasil
A Justiça Eleitoral já indeferiu cerca de 1,2 mil registros de candidaturas às eleições gerais de outubro. De acordo com dados do sistema de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 335 registros indeferidos definitivamente e 869 que ainda podem ser contestados por meio de recursos às instâncias superiores.

O levantamento do TSE mostra que o descumprimento de requisitos formais previstos na legislação eleitoral é o principal motivo dos indeferimentos. Na sequência, aparecem a falta de condições de elegibilidade, ilegalidades na convenção partidária e a ausência de incompatibilização com o cargo público.
Segundo o tribunal, cerca de 99% dos pedidos de registro de candidatura já foram analisados pela Justiça Eleitoral em todo o país. Ao todo, foram apresentados 20,9 mil pedidos.
Eleições
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro. Serão eleitos deputados federais, deputados estaduais e distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno está marcado para o dia 25 e poderá ocorrer nas disputa para os cargos de governador e presidente.
A segunda votação será realizada caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, excluídos os votos em branco e os nulos.
Reportagens
Saiba como agir caso um incêndio florestal se aproxime de residência
A orientação é acionar o 193, manter distância do fogo e deixar o imóvel se houver risco
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader
Quem mora perto de áreas de vegetação precisa ficar atento aos incêndios florestais, principalmente quando as chamas começam a se aproximar de casas ou propriedades rurais. Nessa situação, a orientação é ligar para o 193 e seguir as instruções das equipes.
Ao ligar, informe onde está o fogo. Diga o endereço ou um ponto de referência próximo. Também é importante explicar para onde as chamas estão avançando e se há pessoas, veículos ou outras estruturas ameaçadas. Não é preciso chegar perto do incêndio para passar essas informações. Quem tenta acompanhar ou filmar a ocorrência pode ficar exposto à fumaça, ao calor e às chamas.
Quem tenta acompanhar ou filmar a ocorrência pode ficar exposto à fumaça, ao calor e às chamas
Mesmo um foco pequeno pode crescer rapidamente. Por isso, é recomendado que moradores não tentem combater o incêndio por conta própria, principalmente quando há vento, vegetação alta e seca ou muita fumaça. O risco é grande porque o fogo pode mudar de direção rapidamente. A vegetação seca também facilita a propagação das chamas. A prioridade é a segurança das pessoas.
Além disso, a fumaça também pode ser perigosa. Ela pode chegar a casas e vias públicas e reduzir bastante a visibilidade. Quem estiver dirigindo deve diminuir a velocidade e redobrar a atenção. Se a visibilidade estiver muito baixa, o motorista deve evitar o trecho quando isso for possível e seguro.
Reportagens
CLDF homenageia mestres de cerimônias, juízes de paz, cerimonialistas e celebrantes sociais
Solenidade reuniu representantes de diversas áreas do setor de eventos e reconheceu 148 profissionais pelo trabalho desenvolvido na promoção de cerimônias, celebrações e atos, entre outros
Foto: Sara Marques/Agência CLDF
Sessão incluiu entregas de moções de louvor e debates sobre a regulamentação da profissão
A Câmara Legislativa realizou, na noite de quarta-feira (16), sessão solene em homenagem aos mestres de cerimônias, juízes de paz, cerimonialistas e celebrantes sociais. A iniciativa foi do deputado distrital Eduardo Pedrosa (União), que presidiu a solenidade e entregou moções de louvor a 148 profissionais em reconhecimento aos serviços prestados à sociedade.
Pedrosa destacou a relevância dessas atividades na construção de momentos marcantes da vida das pessoas e no fortalecimento dos laços familiares e institucionais. Segundo o parlamentar, os homenageados atuam muitas vezes nos bastidores, mas exercem papel essencial para o sucesso de cerimônias e celebrações. “Hoje, vocês não são os imprescindíveis coadjuvantes de uma solenidade. Vocês é que são os protagonistas homenageados”, afirmou o deputado aos homenageados.

O parlamentar destacou ainda que esses profissionais ajudam a fortalecer vínculos humanos e a transformar acontecimentos em memórias duradouras. “Estou muito orgulhoso com a oportunidade de valorizar e reconhecer o trabalho de tantas pessoas que se dedicam diariamente a cuidar de outras pessoas e a construir histórias que ficarão marcadas para sempre na vida de muitas famílias do Distrito Federal”, pontuou.
Reconhecimento
A juíza de paz Luciana Rocha destacou que a homenagem simboliza o reconhecimento de profissionais responsáveis por organizar, conduzir e dar significado a momentos importantes da vida social. Em sua fala, ela defendeu avanços para a categoria, especialmente no campo da regulamentação profissional.
“Esta sessão solene representa muito mais do que uma homenagem. Ela representa visibilidade, reconhecimento e valorização profissional”, afirmou. Luciana também convidou o deputado Eduardo Pedrosa a apoiar a discussão sobre a regulamentação e fortalecimento das categorias homenageadas. “Não pedimos privilégio, não pedimos tratamento diferenciado. Pedimos que o reconhecimento institucional que já existe possa encontrar correspondência em uma construção legislativa”, disse.

e memórias”, afirmou a juíza de paz Luciana Rocha. (Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)
Profissionais dos bastidores
A mestre de cerimônias Luísa Reis Mascarenhas definiu a atividade de celebrante como um “trabalho dedicado às histórias, à memória e aos afetos”. Ela ressaltou a importância das mulheres no setor e afirmou que celebrar é criar conexões entre pessoas, famílias e gerações.
Atuando no mercado de eventos de Brasília há 26 anos, Antônio César Moreira enfatizou o caráter de serviço presente nas profissões homenageadas. Segundo ele, cerimonialistas, mestres de cerimônias, celebrantes e juízes de paz “transformam sonhos, expectativas e emoções em experiências memoráveis”, muitas vezes atuando discretamente para garantir que tudo aconteça da melhor forma possível.
Já Jaime Madeira, um dos idealizadores da homenagem, agradeceu o apoio de Eduardo Pedrosa à proposta e ressaltou a dedicação dos profissionais que trabalham nos bastidores de eventos. Para ele, a solenidade representa um importante reconhecimento para uma categoria que atua com responsabilidade, técnica e compromisso.
O celebrante Efraim Ben Iudá destacou a relevância dos profissionais que atuam em cerimônias de casamento e eventos sociais, afirmando que eles ajudam a “unir famílias, preservar vínculos e eternizar momentos especiais”. Também defendeu maior valorização e reconhecimento para o setor.
Por sua vez, Ieda Lima ressaltou que a homenagem dá visibilidade a profissionais que desempenham papel fundamental na construção de momentos marcantes para pessoas e instituições. “Nossa profissão merece respeito, qualificação e valorização”, ressaltou.

(Foto: Tiago Orihuela/Agência CLDF)
Representando o Conselho Regional dos Profissionais de Relações Públicas da 6ª Região, André Aureliano destacou a importância do cerimonial como ferramenta estratégica de comunicação institucional e de construção da memória social e política. “É o cerimonial que dá significado aos ritos da vida, da celebração de um casamento à posse de um presidente da República”, destacou.
No final da sessão, foram entregues moções de louvor aos homenageados. No encerramento, o deputado Eduardo Pedrosa reafirmou o compromisso de atuar em favor das categorias representadas. “Mais do que fazer uma homenagem no dia de hoje, a gente trabalhar junto em prol das categorias, em prol dos avanços que a gente sabe que são necessários”, declarou.
Christopher Gama – Agência CLDF de Notícias
Reportagens
Número de professores jovens cai 31% em dez anos, aponta pesquisa
Estudo aponta dificuldade de renovação do quadro do ensino médio
Letycia Treitero Kawada – repórter da Agência Brasil
O número de professores do ensino médio com até 24 anos caiu 31,1% entre 2015 e 2025, enquanto o contingente de docentes com 60 anos ou mais aumentou 104,5% no período. Os dados fazem parte da segunda edição da pesquisa “Apagão dos Professores: o desafio da renovação dos professores no Brasil”, do Instituto Semesp, que aponta dificuldade crescente para a renovação do quadro docente da rede pública.

Segundo o instituto, o envelhecimento do quadro docente, com aumento da proporção de professores em idade mais próxima da aposentadoria, e a intensa contratação de docentes temporários e terceirizados são fatores que podem dificultar a renovação da rede pública. A entidade estima que, em 2040, deverá haver um professor de até 24 anos para cada seis docentes com 60 anos ou mais.
Os dados foram divulgados na manhã desta quarta-feira (16), no 28º Fórum Nacional do Ensino Superior Particular Brasileiro (FNESP), em São Paulo. Além de representantes do Semesp, participam do evento autoridades do Ministério da Educação (MEC), da Unesco e de outros países, como África do Sul, China, Colômbia e México.
Na comparação entre 2015 e 2025, a entidade constatou que o número de professores com até 24 anos encolheu de 17,3 mil para 11,9 mil. Já o contingente de profissionais com idade a partir de 60 anos mais que dobrou, passando de 18,2 mil para 37,3 mil.
Outra conclusão foi de que as contratações temporárias passaram de 146 mil para 205 mil, um crescimento equivalente a 40,4%. Os docentes com esse tipo de vínculo representavam 32,2% do quadro público e passaram a corresponder a 43,4%.
Por outro lado, o quantitativo de professores concursados, efetivos ou estáveis caiu de cerca de 305 mil para 255 mil. Em 2015, eles representavam 67,2% do quadro e, em 2025, passaram a corresponder a pouco mais da metade (54,1%).
Para projetar a capacidade de renovação do quadro docente diante das aposentadorias, o instituto criou um indicador próprio, chamado Taxa de Renovação Docente. Quanto menor o índice, maior a dificuldade de reposição dos profissionais.
Em 2015, havia praticamente um professor com até 24 anos para cada professor com 60 anos ou mais. passou a ser de aproximadamente um professor de até 24 anos para cada três com 60 anos ou mais, com a taxa caindo de 0,95 para 0,32. As menores taxas de renovação foram registradas em Geografia (0,216), História (0,234), Língua Portuguesa (0,240), Sociologia (0,263), Filosofia (0,274) e Artes (0,278).
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