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Brasília celebra o legado de Athos Bulcão durante a DW! Semana de Design

Segunda edição da DW! Brasília movimenta a capital entre 22 e 25 de setembro com exposições, palestras, lançamentos e experiências que aproximam arte, arquitetura e design

 

 

Brasília volta a ocupar espaço de destaque no calendário nacional do design. Entre os dias 22 e 25 de setembro de 2026, a capital recebe a segunda edição da DW! Brasília, integrando novamente o circuito promovido pela DW! Semana de Design, plataforma que há 15 anos realiza semanas de design em diferentes cidades brasileiras.

Neste ano, a programação se distribui por dois distritos de design — Casapark e Lago Sul — e reúne exposições, palestras, encontros, lançamentos de produtos e coleções, além de experiências ligadas à arquitetura, à arte, ao mobiliário e à economia criativa.

O grande homenageado da edição é Athos Bulcão (1918–2008), artista cuja trajetória está profundamente ligada à construção da identidade visual de Brasília. Seus painéis, relevos e composições geométricas estão incorporados a alguns dos principais edifícios e espaços públicos da cidade, fazendo de sua obra parte da própria experiência urbana da capital.

Athos Bulcão para além dos azulejos

Um dos pontos centrais da DW! Brasília é a exposição “Entre Tempos”, aberta no dia 22 de setembro no Mezanino da Livraria Travessa, no Casapark. A mostra reúne mais de 40 trabalhos de Athos Bulcão e permite ao público conhecer aspectos menos difundidos de sua produção artística.

Com curadoria de Valéria Cabral, presidente da Fundação Athos Bulcão, a seleção percorre quase seis décadas da trajetória do artista, com trabalhos produzidos desde 1943 até os anos 2000. O conjunto reúne desenhos e pinturas a óleo e acrílica, incluindo peças provenientes de coleções particulares e trabalhos pouco conhecidos ou nunca apresentados anteriormente ao grande público.

A proposta amplia a percepção sobre um artista frequentemente associado à azulejaria geométrica que marca a arquitetura brasiliense. “Entre Tempos” revela outras linguagens, pesquisas e momentos de sua produção e ajuda a dimensionar a amplitude de uma carreira que atravessou diferentes técnicas e períodos da arte brasileira.

A exposição permanece aberta ao público até 13 de outubro, com entrada gratuita. A visitação ocorre de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 12h às 20h.

Design, arte e arquitetura ocupam Brasília

Além da homenagem a Athos Bulcão, a DW! Brasília apresenta uma agenda diversificada voltada tanto aos profissionais do setor quanto ao público interessado em criatividade, arquitetura e cultura.

Entre as atrações está uma edição especial da Feira do Fuga, reunindo trabalhos de mais de 50 artistas e coletivos. A programação inclui ainda talks com arquitetos, designers, pesquisadores e artistas, lançamentos de mobiliário e objetos, exposições e outras experiências distribuídas pelos espaços participantes.

A agenda também abre espaço para discussões sobre a projeção internacional do design brasileiro. Entre os encontros realizados nesta edição está uma conversa com Marina Bertoldi, da Christie’s, sobre o mobiliário brasileiro no mercado internacional e sua aproximação com o universo do colecionismo.

No encerramento da programação, nesta sexta-feira (25), o Casapark recebe o artista Nuno Ramos, em encontro que estabelece um diálogo contemporâneo com a produção de Athos Bulcão a partir da obra O Sol faz a festa, originalmente concebida por Athos para o Teatro Nacional de Brasília.

Uma cidade onde arquitetura e arte caminham juntas

A escolha de Athos Bulcão como homenageado ganha significado especial em Brasília. Poucos artistas estabeleceram uma relação tão direta entre obra, arquitetura e cotidiano urbano.

Em vez de restringir a arte aos museus e galerias, Athos colaborou com arquitetos e incorporou suas criações aos edifícios e espaços públicos. Seus trabalhos passaram a dialogar diretamente com a arquitetura modernista e com a circulação das pessoas pela cidade.

Essa relação torna Brasília um cenário particularmente apropriado para uma semana dedicada ao design. Na capital, arquitetura, urbanismo, arte e desenho fazem parte de uma mesma construção cultural — uma característica que a DW! Brasília procura explorar ao ocupar diferentes pontos da cidade e promover o encontro entre profissionais, marcas, criadores e público.

A segunda edição também reforça a inserção de Brasília em um circuito mais amplo. A DW! mantém eventos em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Balneário Camboriú, enquanto a edição paulistana, realizada desde 2012, integra a World Design Weeks, associação internacional que reúne importantes semanas de design.

Ao colocar Athos Bulcão no centro de sua programação, a DW! Brasília também propõe um olhar sobre a própria identidade da capital: uma cidade concebida a partir do encontro entre arquitetura, urbanismo, paisagismo e artes visuais.

Mais de seis décadas depois da inauguração de Brasília, as formas, cores e ritmos criados por Athos continuam presentes no cotidiano da cidade. Celebrar seu legado durante uma semana dedicada ao design é, portanto, também celebrar uma das características mais singulares da capital brasileira: a capacidade de transformar arte e arquitetura em parte da vida cotidiana.

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Alter do Chão

FILHOS E NETOS AO ENCONTRO DO BRASIL REAL

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Pela quinta vez viajo a Alter do Chão, a 26 km de Santarém, no rio Tapajós. Mas essa é uma viagem singular. Única! E todas as minhas energias serão exclusivas, na intensidade que o amor e o conhecimento exigem, dedicadas a meus 6 netos e três sobrinhos. Eles têm entre 6 e 11 anos.
Quero mostrar aos meus netos e filhos um mundo real do Brasil: longe das selvas de pedras e de concreto, a selva verdadeira da Amazônia.
Quero que eles conheçam os rios amazônicos, a floresta, os animais e os povos originários. Vamos e visitar os índios Mundurucus, na comunidade de Bragança – a 6 horas de Santarém – rio acima. Passaremos o sábado, dia 26, na aldeia dos Mundurucus, a convite do Cacique Domingos.
Sei que é um privilégio de avô. Visitar Alter do Chão, conhecida como PÉROLA DO TAPAJÓS, e entrar pelo rio Tapajós é mais que um privilégio: é um encantamento.
Alter do Chão é distrito do município de Santarém, no Pará.
Às margens do Rio Tapajós, Alter é famosa por suas praias de água doce e paisagens naturais impressionantes.
Durante a estação seca (agosto, setembro e outubro), a praia de Alter do Chão se torna um dos principais pontos turísticos da região, atraindo visitantes do mundo todo.
O rio Amazonas tem 1.101 afluentes identificados. O Rio Tapajós é um deles e desempenha um papel crucial na economia e cultura local, com destaque para a pesca e o turismo. A combinação de águas cristalinas e areias brancas torna Alter do Chão um destino imperdível na Amazônia.
Já preparei um livreto de 12 pequenas reportagens para meus filhos e netos lerem. Vamos fazer uma prova no final da viagem. Com bons prêmios para os primeiros colocados.
OS TEMAS
Para quem quiser saber os 12 temas que preparei para meus netos, estão aqui. Será a matéria de capa da edição de novembro da www.folhadomeio.com.br.
1) ALTER DO CHÃO – A PÉROLA DO RIO TAPAJÓS
2) POR QUE O NOME ALTER DO CHÃO?
3) OS CAVALOS E O NOME ALTER nas RAÇAS BRASILEIRAS
4) AS BELEZAS E O ENCANTO DO RIO TAPAJÓS
5) O RIO TAPAJÓS E OS ÍNDIOS MUNDURUCUS
6) CURIOSIDADES SOBRE O RIO AMAZONAS
7) O FOLCLORE E O CARIMBÓ, A DANÇA AMAZÔNICA.
😎 AMAZÔNIA INTERNACIONAL E AMAZÔNIA LEGAL
9) GEOGRAFIA E CURIOSIDADES SOBRE A FLORESTA AMAZÔNICA
10) O PLANETA ÁGUA – UM RIO DEBAIXO DO RIO AMAZONAS
11) AMAZONAS: 1.101 AFLUENTES E FENÔMENO DA POROROCA
12) FLORESTAS TROPICAIS DO PLANETA TERRA. CONCLUSÃO
FOTOS:
1) Vista de Alter do Chão
2) Com os índios Mundurucus
3) Nosso barco Aruã
4) Uma samaúma no Parque Nacional do Tapajós
5) Mapa do rio Solimões/Amazonas e seus afluentes
6) Um filme da ultima visita que fiz à aldeia dos Mundurucus, em 2021
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A TV JUSTIÇA E A INJUSTIÇA

SE UMA IMAGEM VALE POR MIL PALAVRAS, QUANTO VALE A UMA TRANSMISSÃO AO VIVO EM REDE NACIONAL?

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“A fotografia é a verdade. A TV, pelo vídeo e cinema, é a verdade 24 vezes por segundo”- do cineasta e crítico Jean Luc Godard.
A polêmica está no ar. Melhor, nas telas, em rede nacional.
Duas fotos fizeram mais estragos ao Supremo do que toda quebradeira de 8 de janeiro. Flagrantes terríveis!
A foto de Brenno Carvalho em O GLOBO e a foto de Wilton Junior no ESTADÃO.
E agora surge a polêmica da TV Justiça.
O jornalista Cláudio Dantas foi categórico: “A emissora teria deixado de mostrar os ministros André Mendonça e FUX justamente em momentos importantes dos confrontos que marcaram a sessão”.
E Cláudio Dantas vai além: Jaqueline Paiva, atual responsável pela TV Justiça, ocupou cargos de comunicação em governos petistas, incluindo uma função na Secretaria de Imprensa da Presidência do governo Dilma Rousseff. Jaqueline Paiva atuou na EBC, durante o segundo mandato de Lula. A matéria relata ainda que ela foi nomeada para comandar a comunicação do STF por Edson Fachin.
Fotografia é a verdade. Filme continua sendo a verdade 24 vezes por segundo.
E quanto vale uma transmissão direta ao vivo… EDITADA?
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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ

O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.

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No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.

Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…)  formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”

O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.

Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.

Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

 

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.

 

 

DESCRIÇÃO COMPLETA

 

Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:

“Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.” 

 

 

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Reportagens

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