Reportagens
Engenharia florestal reúne participantes de 29 países para debater inovação e sustentabilidade
Realizada pela Universidade Federal do Paraná, a V SEAFLOR promoveu discussões sobre inteligência artificial, empreendedorismo, novas tecnologias e o futuro do setor florestal, com 561 inscrições e participação nacional e internacional.
A inovação tecnológica, o empreendedorismo e a sustentabilidade estiveram no centro dos debates da V Semana de Aperfeiçoamento em Engenharia Florestal (SEAFLOR), realizada em conjunto com o V Advances in Forestry Symposium (ADFORS), entre os dias 24 e 26 de junho de 2026. Promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o encontro reuniu pesquisadores, estudantes, profissionais e representantes de instituições públicas e privadas para discutir os desafios e as oportunidades do setor florestal.
Com o tema “Empreendedorismo e Inovação Tecnológica na Engenharia Florestal”, o evento registrou 561 inscrições, provenientes de 22 estados brasileiros, 97 cidades nacionais, 29 países e 52 cidades internacionais. A programação híbrida, com atividades presenciais e transmissão pela internet, ampliou o acesso ao conhecimento científico e favoreceu o intercâmbio entre especialistas brasileiros e estrangeiros.
Ao longo de três dias, palestras, painéis, rodas de conversa e atividades práticas abordaram o papel das novas tecnologias na transformação da engenharia florestal, destacando soluções capazes de contribuir para a modernização do setor produtivo e o monitoramento ambiental.
Tecnologia e inteligência artificial no setor florestal
Entre os assuntos discutidos estiveram a transformação digital, o uso da inteligência artificial, o sensoriamento remoto e as novas oportunidades de empreendedorismo de base tecnológica.
As apresentações exploraram como ferramentas digitais e sistemas avançados de monitoramento podem apoiar a gestão dos recursos florestais, a coleta de informações ambientais e o desenvolvimento de soluções para empresas e instituições de pesquisa.
O encontro também promoveu debates sobre os desafios e as oportunidades do setor de base florestal, aproximando representantes da academia e do setor produtivo. A proposta foi estimular a troca de experiências e fortalecer a aplicação prática do conhecimento científico.
Um dos destaques da programação foi o minicurso de operação de drones, ministrado pela professora Ana Paula Dalla Corte. A atividade apresentou fundamentos de operação, planejamento de voo, regulamentação e aquisição de dados, além de aplicações dessas tecnologias no inventário florestal e no monitoramento ambiental.
A capacitação incluiu atividades práticas, proporcionando aos participantes contato direto com ferramentas tecnológicas que vêm ampliando as possibilidades de levantamento e análise de informações sobre os recursos florestais.
Cooperação internacional e troca de conhecimentos
A participação de pesquisadores e especialistas estrangeiros foi um dos aspectos centrais da quinta edição da SEAFLOR. A realização conjunta com o ADFORS fortaleceu o caráter internacional do encontro e ampliou as oportunidades de intercâmbio científico.
A programação contou com interpretação simultânea, permitindo que participantes brasileiros acompanhassem apresentações em inglês e que o público internacional tivesse acesso aos debates realizados em português.
A iniciativa contribuiu para aproximar instituições de ensino, pesquisadores e profissionais de diferentes países, estimulando a circulação de conhecimentos e experiências sobre inovação e desenvolvimento tecnológico na engenharia florestal.
Além das palestras, as atividades de integração favoreceram o contato entre estudantes, professores, empresas e representantes de instituições parceiras, criando oportunidades para futuras iniciativas de pesquisa e cooperação.
Ciência, empreendedorismo e sustentabilidade
A quinta edição da SEAFLOR também destacou a importância de transformar o conhecimento produzido nas universidades em soluções aplicáveis aos desafios do setor florestal.
As discussões sobre empreendedorismo e inovação tecnológica evidenciaram o potencial de aproximação entre instituições acadêmicas e empresas, especialmente no desenvolvimento de ferramentas de monitoramento ambiental, sistemas digitais e tecnologias de gestão.
A programação incluiu ainda uma sessão de apresentação de soluções tecnológicas, denominada Innovation Challenge Day, destinada a dar visibilidade a iniciativas inovadoras e estimular o diálogo entre pesquisa científica e aplicação prática.
Ao reunir diferentes áreas do conhecimento e representantes do setor produtivo, o evento reforçou o papel da formação profissional, da pesquisa e da cooperação institucional no desenvolvimento da engenharia florestal.
Relatório Final SEAFLOOR
Reportagens
Eleitor escolherá dois senadores neste ano; veja como votar
Diego Bruno Jimenez/Agência Senado›
Em 2022, os brasileiros escolheram apenas um senador para representar seu estado. Nas eleições gerais deste ano, a responsabilidade é dobrada: o eleitor deverá votar em dois candidatos ao Senado.
Isso ocorre porque, do total de 81 cadeiras de senador, 54 estarão em disputa (duas para cada estado e para o Distrito Federal), o que significa renovação de dois terços da Casa. As 27 cadeiras restantes (um terço) continuarão ocupadas pelos eleitos em 2022, pois o mandato de senador é de oito anos — diferente da Câmara dos Deputados, onde o mandato é de
quatro anos e todas as 513 vagas são disputadas a cada eleição.
Nas próximas eleições gerais, em 2030, o eleitor voltará a votar em apenas um senador, renovando 27 cadeiras. Em 2034, de novo serão dois eleitos, totalizando 54; e assim sucessivamente. Essa alternância, segundo o consultor do Senado Gilberto Guerzoni Filho, faz parte do modelo adotado pela Constituição para garantir a renovação parcial da Casa.
Passo a passo
No dia 4 de outubro, o eleitor votará duas vezes para senador na urna eletrônica. Primeiro o eleitor escolherá um candidato e confirmará o voto. Em seguida, registrará o voto em outro candidato.
Os dois votos precisam ser destinados a dois candidatos diferentes. Caso o eleitor repita o número nas duas oportunidades, apenas o primeiro será considerado válido. O segundo será anulado automaticamente pela urna.
Na votação para senador, não é possível votar na legenda. O eleitor deve digitar o número do candidato, composto por três dígitos, e confirmar o voto. Caso informe apenas o número do partido, o voto será considerado nulo para senador.
Também não é possível votar em candidatos registrados em outro estado. Cada eleitor vota apenas nos candidatos que disputam as vagas da unidade da Federação onde possui domicílio eleitoral.
Voto incompleto
Nesse processo de dupla votação, muitos eleitores eleitores acabam se confundindo e, consequentemente, anulando o seu voto. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas eleições de 2018, quando cada eleitor devia votar em dois candidatos ao Senado, milhões de brasileiros deixaram de preencher uma das vagas ou optaram por votar em branco ou nulo para senador, fenômeno que ficou conhecido como “voto incompleto”. Cerca de 63 milhões de votos para o Senado foram registrados nessa situação.
— Às vezes o eleitor não está atento a isso. Como acontece só de oito em oito anos e ele não lembra mais desse fato, ou é a primeira vez que ele está indo votar, precisa ficar atento porque, na urna eletrônica, ele vai votar duas vezes para o Senado. Vai escolher dois senadores diferentes, do seu estado, e de qualquer partido. Não há nenhuma vinculação: ele pode escolher o primeiro candidato de um partido e o segundo de outro partido.
Guerzoni explica que o segundo nome de senador costuma ser, às vezes, o último voto que o eleitor escolhe.
— Há vários estudos indicando que, na verdade, ele primeiro escolhe seu presidente, em segundo o governador, e as escolhas para o Legislativo ele acaba fazendo depois. No caso de dois senadores fica ainda mais difícil.
No entanto, o consultor considera provável que nesta eleição a escolha ao Senado acabe se tornando foco de bastante atenção do eleitor. Ele avalia que o atual cenário de disputa política entre os dois principais campos ideológicos colocaram as atribuições específicas do Senado no centro do debate eleitoral.
— Além das atribuições semelhantes da Câmara, o Senado tem atribuições próprias como a aprovação de autoridades, aprovação de empréstimos ou a condução da política externa. E por conta da polarização da política, tem tido muito destaque a composição do Senado. Então o que a gente tem visto é uma disputa bastante grande entre governo e oposição para alcançar a maioria ou pelo menos um número significativo de senadores.
Ordem de votação
Ao contrário das eleições para presidente e governador, a disputa para o Senado não tem segundo turno. Serão eleitos os dois candidatos mais votados em cada estado e no Distrito Federal, independentemente do percentual obtido.
A votação seguirá a seguinte sequência na urna eletrônica:
- 1°: deputado federal;
- 2°: deputado estadual ou distrital;
- 3°: primeiro voto para senador;
- 4°: segundo voto para senador;
- 5°: governador;
- 6°: presidente da República.
Somente depois da confirmação do segundo voto para senador a urna permitirá o voto para governador.
‘Colinha’ é permitida; celular, não
Para facilitar a votação, a Justiça Eleitoral recomenda que o eleitor leve uma anotação em papel com os números dos candidatos escolhidos. A chamada “colinha” é permitida e ajuda a reduzir o tempo de permanência na cabine de votação.
Já o uso do telefone celular durante a votação continua proibido. O aparelho deverá permanecer desligado e ser entregue aos mesários antes do ingresso na cabine. Quem se recusar a cumprir a regra poderá ser impedido de votar.
Para ajudar na colinha
- Para senador, vote em dois candidatos diferentes, um após o outro;
- O número do candidato a senador tem três dígitos;
- Não existe voto de legenda para senador;
- Não é possível votar em candidato de outro estado;
- Só depois do segundo voto para senador aparecerá a votação para governador.
Fonte: Agência Senado
Reportagens
Veículos de comunicação da Câmara e do Senado farão cobertura integrada das eleições
Trabalho contará com a parceria de emissoras de rádio e televisão de assembleias legislativas e câmaras municipais – integrantes da Rede Legislativa de Rádio e TV
O foco da cobertura será a eleição dos 513 deputados federais e de 54 senadores (2/3 da composição do Senado), com análises políticas dos resultados – considerando também a eleição dos governadores e do presidente da República.
Confira página especial da Câmara sobre as Eleições 2026
A cobertura especial começa às 8 horas do domingo pelas emissoras de TV e rádio e pelas redes sociais das duas Casas. As agências de notícias entram em campo a partir do meio-dia. O trabalho segue até a divulgação completa dos resultados.
Agências de notícias
Durante a apuração, a Agência Câmara vai publicar as bancadas estaduais eleitas assim que forem definidas, com a votação de cada eleito. No final da apuração, vai divulgar a nova composição da Câmara, comparada com a atual, os índices de renovação e reeleição, os perfis dos novos deputados e deputadas, a evolução das bancadas partidárias e temáticas, os campeões de voto em cada estado, etc. Esse conteúdo será reproduzido nas redes sociais. O site especial sobre eleições da Agência Câmara traz as principais informações sobre as eleições, notícias, entrevistas e programas especiais da Rádio Câmara e da TV Câmara, além de postagens nas redes sociais da Casa.
A Agência Senado terá uma página especial que trará a apuração em todos os estados para senador, governador e presidente da República, em tempo real, com dados do TSE. Estão programadas matérias com os resultados e o balanço feito pelo tribunal. Durante o dia, editores da Agência farão entradas ao vivo na programação da rede, diretamente da redação. O hotsite da Agência Senado sobre as eleições já conta com mais de 70 matérias publicadas. Entre elas uma reportagem que traz o perfil de cada um dos candidatos ao Senado por estado.
Transmissão ao vivo
As emissoras de rádio e TV da Câmara e do Senado vão trabalhar em rede durante a maior parte do domingo, com transmissão ao vivo. Também haverá entradas ao vivo dos tribunais eleitorais.
Ao longo do dia, especialistas convidados e consultores da Câmara e do Senado vão explicar o processo eleitoral e analisar o cenário político.
A partir das 17 horas, com o encerramento da votação, a cobertura será focada na apuração dos votos e na análise dos resultados.
A programação também será transmitida pelos sites das duas Casas. Trechos da programação também serão divulgados nas redes sociais das duas Casas.
Sites e redes sociais
A cobertura especial de eleições também será transmitida pelos sites das duas Casas e pelos perfis oficiais das emissoras de rádio e TV da Câmara e do Senado nas redes sociais. As contas @camaradosdeputados e @senadofederal postarão destaques e resultados.
Ao longo do dia, as contas da Câmara nas diferentes plataformas publicarão lives mostrando os bastidores da cobertura eleitoral e a movimentação das redes sociais neste dia tão importante para a democracia.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Reportagens
CLDF e TRE-DF promovem simulação do Teste de Integridade das urnas
Cerca de 80 servidores do TJDFT e MPDFT que atuarão na auditoria pública das urnas no próximo domingo (4) participaram do treinamento
Foto: Tiago Hardman/Agência CLDF
A auditoria das urnas consiste na simulação de uma votação em condições controladas, com a utilização de votos previamente definidos.
O Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), em parceria com a Câmara Legislativa, promoveu nesta quinta-feira (1º) a simulação para o Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas. Participaram da capacitação 80 servidores do Tribunal de Justiça (TJDFT) e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que atuarão na auditoria pública das urnas no dia da votação, no próximo domingo (4).
De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TRE-DF, Andrey Bernardes Correa, a auditoria garante a segurança do processo eleitoral e oferece transparência aos cidadãos, servindo para comprovar que “as urnas contabilizam perfeitamente os votos”.
A auditoria consiste na simulação de uma votação em condições controladas, com a utilização de votos previamente definidos. Inicialmente, os números de cédulas impressas de teste são lançados em computadores e, em seguida, são digitados na urna eletrônica. Ao término da votação simulada, os boletins de urna são emitidos e os resultados, comparados. Todo o procedimento é filmado.
As 16 urnas eletrônicas utilizadas na simulação, que ocorreu no foyer da CLDF, serão distribuídas em seções eleitorais no sábado (3). Elas serão substituídas, após sorteio, por urnas de seções de todo o DF, sendo auditadas por amostragem. Duas urnas serão testadas na Escola Canadense, no Sudoeste, e mais duas na sede do Tribunal Superior Eleitoral. Outras três serão submetidas ao Teste de Autenticidade, que verifica se o software instalado é o sistema oficial assinado, lacrado e homologado pelo TSE.
É a segunda vez que a Câmara Legislativa participa do Teste de Integridade, oferecendo espaços físicos, recursos tecnológicos e apoio operacional. Todo o procedimento será transmitido ao vivo e de forma ininterrupta pela TV Câmara Distrital. Os trabalhos começam no sábado, às 9h, e seguem até as 17h de domingo, dia das eleições.
Mario Espinheira – Agência CLDF
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