Reportagens
Mendonça multa Flávio por impulsionar post negativo contra Lula
Candidato terá que pagar R$ 5 mil
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (5) multar o presidenciável Flávio Bolsonaro em R$ 5 mil por impulsionamento irregular de propaganda negativa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. 

A publicação questionada pela campanha de Lula mostra uma foto de Flávio, com uma imagem de identificação de sua candidatura, seguida pela legenda:
“Lula abandonou o Brasil. Mas nós vamos resgatar o País e os brasileiros do buraco em que ele nos jogou. Nós vamos proteger o trabalhador, nós vamos proteger as mulheres, nós vamos proteger as crianças. E podem ter certeza, o Brasil vai vencer!”.
Mendonça seguiu parecer da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), para quem “a mensagem toma a rejeição ao candidato adversário como premissa e fundamento persuasivo para a promoção da própria candidatura”.
O ministro destacou que a Lei das Eleições estabelece “finalidade específica para o impulsionamento de conteúdo eleitoral, admitindo sua utilização apenas com o fim de promover ou beneficiar candidatos ou suas agremiações”.
A defesa da campanha de Flávio Bolsonaro argumentou que a publicação fez apenas um “mero juízo político” e que a menção negativa a Lula compunha parcela reduzida da mensagem, na sua maior parte formada por aspectos positivos do próprio candidato.
Apesar de multar a campanha de Flávio, o ministro André Mendonça não julgou ser necessário determinar a remoção do conteúdo. Contudo, ele proibiu o candidato de contratar novos impulsionamentos com mensagem do mesmo teor.
Reportagens
Doze mulheres são eleitas para o Senado
Galeria das Senadoras, no Congresso: número de eleitas neste domingo é o maior já registrado em um único pleito
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Os brasileiros elegeram neste domingo (4) 12 mulheres para o Senado, entre as 54 vagas em disputa. É o maior número de senadoras eleitas em um mesmo pleito desde a redemocratização.
Até então, o recorde havia sido registrado em 2002, quando oito mulheres conquistaram cadeiras na Casa. Em 2018, última eleição em que também foram renovados dois terços do Senado, sete mulheres foram eleitas.

Com o resultado, a bancada feminina deve passar das atuais 15 para 18 integrantes a partir de 2027 (considerando também as suplentes que estiverem no exercício do mandato).
Se esse número se confirmar, elas representarão 22,2% das 81 cadeiras do Senado. Em 2026, a Casa chegou a ter 16 senadoras simultaneamente em exercício, o equivalente a 19,8% das cadeiras.
O pleito deste ano também estabeleceu outro marco, com a vitória de duas mulheres no Distrito Federal. Até então, nenhuma unidade da Federação havia elegido duas mulheres para o Senado na mesma eleição.
As 12 eleitas iniciarão tomarão posse no Senado em fevereiro de 2027, com mandatos até 2035. Veja quem são elas:
Novas senadoras
|
|
| UF | Eleita(s) |
| AC | Mara Rocha (Republicanos) |
| AL | Marina JHC (PSDB) |
| AP | Rayssa Furlan (Podemos) |
| CE | Luizianne (Rede) |
| DF | Michelle Bolsonaro e Bia Kicis (ambas do PL) |
| GO | Gracinha Caiado (União) |
| MG | Marília Campos (PT) |
| PE | Marília Arraes (PDT) |
| RN | Samanda de Lula (PT) |
| RR | Teresa Surita (MDB) |
| SC | Carol de Toni (PL) |
Além das eleitas neste domingo, seis mulheres ocupam atualmente cadeiras com mandato até 2031: Damares Alves (Republicanos-DF), Professora Dorinha Seabra (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS), eleitas titulares em 2022, além de Jussara Lima (PSD-PI) e Lourdinha Pereira (PSB-MA), que exercem o mandato na condição de suplentes.
Nenhuma das atuais senadoras que concorriam a novo mandato conseguiu se reeleger neste domingo. Em 2027, deixarão a atual composição da bancada Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Mara Gabrilli (PSD-SP), além de Dra. Eudócia (PSDB-AL), Daniella Ribeiro (PP-PB), Roberta Acioly (Republicanos-RR) e Ivete da Silveira (MDB-SC).
Dupla feminina
A presença simultânea de duas mulheres na bancada de uma mesma unidade da Federação não é novidade no Senado. O primeiro caso ocorreu no Amazonas, em 2015, quando Vanessa Grazziotin (PCdoB), eleita em 2010, passou a dividir a representação do estado com Sandra Braga (MDB), primeira suplente de Eduardo Braga (MDB), que assumiu o mandato durante a licença do titular para comandar o Ministério de Minas e Energia.
Em 2019, Mato Grosso do Sul também passou a ter duas senadoras entre seus três representantes, com Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (PSB). Naquele momento, era a única unidade da Federação com maioria feminina na bancada.
Em 2023, o Distrito Federal e o Maranhão se juntaram a esse grupo, ao passarem também a contar com duas mulheres simultaneamente no Senado.
Presença nos estados
O resultado de 2026 modifica o mapa histórico da presença feminina no Senado. Com a eleição de Rayssa Furlan, a primeira senadora pelo Amapá, o Piauí passa a ser a única unidade da Federação que nunca elegeu uma mulher para a Casa.

A eleição ocorreu em um ano de crescimento do número de candidaturas femininas ao Senado. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registravam 70 mulheres na disputa, o equivalente a 21,94% das candidaturas ao cargo. Em números absolutos, era o maior total das três últimas eleições: foram 58 candidatas em 2022 e 63 em 2018.
A presença feminina na Casa, no entanto, não depende apenas do resultado das urnas. A composição da bancada pode mudar ao longo da legislatura com a posse de suplentes. Em 2023, por exemplo, a previsão inicial era de 11 senadoras, mas o número chegou a 15 com a posse de quatro suplentes de parlamentares nomeados ministros.
Considerando também as suplentes que exerceram o mandato, todas as unidades da Federação já tiveram mulheres no Senado. A primeira foi Eunice Michiles, que assumiu como suplente em 1979. As primeiras mulheres eleitas diretamente para a Casa foram Júnia Marise (MG) e Marluce Pinto (RR), em 1990.
Série histórica
A presença de mulheres no Senado cresceu de forma gradual nas últimas décadas, embora com oscilações. No início da sessão legislativa de 1980, havia apenas uma senadora em exercício. O número chegou a 5 em 1995, 10 em 2007 e 14 em 2015. Em 2026, alcançou 16, o maior patamar da série histórica até agora.
Bancada Feminina ano a ano |
|
| Obs.: Número representa o início da sessão legislativa, conforme oficializado no Relatório da Presidência, e inclui todas as senadoras em exercício, não apenas as que foram eleitas como titulares (ou seja, inclui suplentes também) | |
| Ano | Bancada |
| 1980 | 1 |
| 1981 | 1 |
| 1982 | 2 |
| 1983 | 1 |
| 1984 | 1 |
| 1985 | 1 |
| 1986 | 1 |
| 1987 | 0 |
| 1988 | 0 |
| 1989 | 0 |
| 1990 | 0 |
| 1991 | 2 |
| 1992 | 2 |
| 1993 | 3 |
| 1994 | 3 |
| 1995 | 5 |
| 1996 | 5 |
| 1997 | 6 |
| 1998 | 6 |
| 1999 | 6 |
| 2000 | 6 |
| 2001 | 5 |
| 2002 | 5 |
| 2003 | 9 |
| 2004 | 9 |
| 2005 | 9 |
| 2006 | 9 |
| 2007 | 10 |
| 2008 | 10 |
| 2009 | 11 |
| 2010 | 10 |
| 2011 | 12 |
| 2012 | 10 |
| 2013 | 8 |
| 2014 | 9 |
| 2015 | 14 |
| 2016 | 12 |
| 2017 | 13 |
| 2018 | 13 |
| 2019 | 12 |
| 2020 | 11 |
| 2021 | 12 |
| 2022 | 13 |
| 2023 | 11 |
| 2024 | 14 |
| 2025 | 13 |
| 2026 | 16 |
| 2027 | 18 (projeção) |
Fonte: Agência Senado
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Eleições 2026: conheça o primeiro suplente de cada partido representado na CLDF
Confira a lista de suplentes que poderão ocupar cadeiras na Câmara Legislativa ao longo dos próximos quatro anos
Foto: João Pedro Carvalho/Agência CLDF
O PL conquistou o maior número de vagas na CLDF, cinco; seguido por PT, MDB, PP e Republicanos, com três
O Distrito Federal elegeu neste domingo (4) seus 24 representantes para a 10ª Legislatura da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), que se inicia em 2027 e vai até 2030. Ao todo, 17 representantes mantiveram seus mandatos e 7 novos parlamentares assumirão uma cadeira a partir do ano que vem.
O PL conquistou o maior número de vagas ao eleger 5 deputados distritais, seguido por PT, MDB, PP e Republicanos (com 3 cadeiras cada), PSOL e PSB (com 2 eleitos cada), e União Brasil, Podemos e PSD (com 1 representante cada).
Diversas lideranças alcançaram votação expressiva nas urnas e, embora não tenham conquistado a vaga direta, garantiram a posição de suplentes de suas legendas. Esses nomes podem assumir mandatos no decorrer da legislatura, seja por licenças, nomeações para outros cargos ou qualquer tipo de vacância. Confira quem são os primeiros suplentes de cada partido com representação na CLDF:

Delegado Fernando Fernandes (Republicanos) – 20.560 votos
Delegado da Polícia Civil, atuou como escrivão, conselheiro tutelar, administrador regional de Ceilândia e deputado distrital. Pauta sua atuação em segurança pública, prevenção ao uso de drogas e infraestrutura social com foco em Ceilândia e Sol Nascente.

Iolando (MDB) – 19.780 votos
Militar reformado da FAB, exerceu mandato de deputado distrital por duas legislaturas (2019–2026) e atuou como presidente da a Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle (CFGTC). Foca sua atuação em acessibilidade, inclusão social e direitos da pessoa com deficiência e dos idosos.

Julia Lucy (PL) – 19.586 votos
É servidora pública federal e foi deputada distrital (2019–2022), período em que exerceu a função de Procuradora da Mulher na CLDF. Atua no incentivo ao empreendedorismo, desburocratização administrativa, fiscalização do gasto público e combate à violência contra a mulher.

Claudio Abrantes (UNIÃO BRASIL) – 15.801 votos
É policial civil e bacharel em Direito. Com forte ligação política em Planaltina, exerceu mandatos como deputado distrital e também ocupou cargos no Executivo do Distrito Federal. Já presidiu a Codhab e atuou na Secretaria de Cultura. Sua trajetória é marcada pela defesa da segurança pública, da cultura e da regularização fundiária.

Subtenente Geraldo Alves (PODEMOS) – 12.412 votos
Policial militar da PMDF com mais de 30 anos de serviço na corporação. Disputou eleições anteriores para a CLDF e direciona suas propostas para a segurança pública, valorização das forças policiais e demandas comunitárias da região do Gama.

Professora Jéssica Motta (PSB) – 11.458 votos
Professora da rede pública de ensino do Distrito Federal. Defende o fortalecimento da educação pública, a valorização da carreira do magistério e políticas públicas voltadas à juventude.

Valdelino Barcelos (PP) – 10.781 votos
Empresário do setor de transporte de cargas e deputado distrital (2019–2022), período em que presidiu a Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da CLDF. Defende pautas ligadas às áreas de mobilidade urbana, infraestrutura e transporte.

Cleber DF Aguasclaras (PSD) – 8.390 votos
Empresário morador de Águas Claras, com atuação no acompanhamento das demandas comunitárias locais. Foca em propostas de mobilidade urbana, infraestrutura, segurança e apoio ao comércio da região.

Jacy Afonso (PT) – 7.165 votos
Bancário do Banco do Brasil, ex-presidente do PT-DF e da CUT-DF, e ex-administrador regional de Santa Maria. Concentra sua pauta política na defesa dos direitos dos trabalhadores, fortalecimento do serviço público e gestão de programas sociais no DF.

Madu K (PSOL) – 3.460 votos
Ativista social e militante dos direitos da juventude e da comunidade LGBTQIA+ no Distrito Federal. Tem atuação ligada à defesa da diversidade, igualdade de gênero, Direitos Humanos e ampliação de políticas públicas para os jovens.
Agência CLDF de Notícias
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Conheça os 54 senadores eleitos neste domingo
Neste domingo (4), os eleitores do país escolheram 54 senadores. Eles terão mandato de oito anos, entre 1º de fevereiro de 2027 e 31 de janeiro de 2035. Para saber mais sobre os eleitos, clique nos links de cada estado na tabela abaixo.
Senadores eleitos por estado |
|
| Acre | Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos) |
| Alagoas | Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB) |
| Amapá | Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD) |
| Amazonas | Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB) |
| Bahia | Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) |
| Ceará | Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede) |
| Distrito Federal | Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL) |
| Espírito Santo | Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos) |
| Goiás | Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União) |
| Maranhão | André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo) |
| Mato Grosso | Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL) |
| Mato Grosso do Sul | Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) |
| Minas Gerais | Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT) |
| Pará | Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União) |
| Paraíba | João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB) |
| Paraná | Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) |
| Pernambuco | Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) |
| Piauí | Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD) |
| Rio de Janeiro | Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL) |
| Rio Grande do Norte | Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT) |
| Rio Grande do Sul | Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo) |
| Rondônia | Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL) |
| Roraima | Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB) |
| Santa Catarina | Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL) |
| São Paulo | Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) |
| Sergipe | Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB) |
| Tocantins | Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB) |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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