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Motta quer votar sistema distrital misto e regras para redes sociais ainda neste ano

Transição para o novo modelo eleitoral seria em 2030; grupo de trabalho vai debater a regulamentação de plataformas digitais

Motta: “Chegou o momento de enfrentar esse tema [voto distrital]” – Foto: Reprodução TV Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende discutir e votar ainda neste ano mudanças no sistema eleitoral brasileiro, incluindo a adoção do modelo distrital misto para as eleições proporcionais (para deputados federais e estaduais e vereadores).

A proposta prevê a implementação do novo sistema em 2034, com um modelo de transição para as eleições de 2030.

A afirmação foi feita em entrevista coletiva após reunião com lideranças dos partidos que integram o bloco formado por União, PP, PSD, Republicanos, MDB, federação PSDB-Cidadania e Podemos, para tratar da reforma política.

O sistema distrital misto combina o voto em candidatos que representam distritos eleitorais com o voto em partidos ou listas partidárias. O modelo busca reunir a representação de regiões específicas com a participação dos partidos na composição do Poder Legislativo.

Segundo Motta, as conversas sobre o tema foram concluídas com partidos de centro, e a próxima etapa será buscar o diálogo com as demais legendas representadas na Casa, incluindo os partidos da federação formada por PT, PV e PCdoB, além do PL e do Novo.

“Estou feliz em reabrir esse debate e encontrar uma janela ainda neste ano para fazer essa mudança. Estou aqui para atender a um apelo dos líderes, e chegou o momento de enfrentar esse tema”, declarou o presidente.

A discussão trata das regras do sistema proporcional para a escolha de deputados federais, deputados estaduais e vereadores. De acordo com o presidente da Câmara, a intenção é construir uma proposta de consenso entre os partidos.

Ele afirmou que pretende encontrar o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), para tratar das mudanças. O presidente da Câmara ressaltou que as mudanças em discussão se limitam às eleições para o Legislativo, não incluindo o sistema de escolha para os cargos disputados pelo sistema majoritário.

“Queremos avançar com essa proposta ainda este ano para que tanto a Câmara quanto o Senado avaliem essas mudanças. Tudo isso visando trazer mais eficiência e a possibilidade de respeitar o voto do eleitor sobre a sua representação federal, estadual e municipal”, defendeu Motta.

Plataformas digitais

Motta também anunciou a criação de um grupo de trabalho com representantes de todos os partidos da Câmara para construir uma proposta de alteração do Código Eleitoral com regras para as plataformas digitais.

Ele defendeu a regulamentação da propaganda eleitoral nas redes sociais e afirmou que as normas atuais para a propaganda em materiais físicos, na televisão e no rádio precisam ser acompanhadas de critérios claros para o ambiente digital.

“Nosso objetivo não é tolher ninguém, não é censurar ninguém, mas trazer quais são os critérios”, afirmou.

Segundo o presidente, a intenção é estabelecer regras claras, transparentes e isonômicas, de forma que os critérios sejam conhecidos pelos candidatos.

A agenda será tratada como prioridade nos próximos dias, com o apoio dos partidos.

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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MEC Idiomas inclui curso gratuito de coreano, com aulas e exercícios

Plataforma já conta com 774 mil matriculas para inglês e espanhol

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Daniella Almeida – repórter da Agência Brasil

K-pop, K-drama, skincare e culinária. O estilo sul-coreano tem despertado cada vez mais o interesse dos brasileiros, que agora podem aprender o idioma do país asiático gratuitamente na plataforma MEC Idiomas, do Ministério da Educação (MEC).

O portal e o aplicativo do MEC Idiomas já disponibilizavam os cursos gratuitos de inglês e espanhol. O novo curso contará com atividades interativas, exercícios de escrita e pronúncia e aulas com vídeo, para ajudar os estudantes a avançarem gradualmente no idioma.

O MEC Idiomas é um portal e aplicativo gratuito de aprendizagem de línguas, com cursos organizados em etapas do nível básico ao avançado.

Em cada um dos idiomas oferecidos (inglês, espanhol e coreano), as aulas estão organizadas em seis níveis (A1 a C2), contendo de quatro a seis módulos por nível, cada um com 10 a 15 aulas. A plataforma disponibiliza cerca de 800 aulas.

Alfabeto hangul

O coreano será o primeiro idioma do MEC Idiomas a utilizar um sistema de escrita diferente do alfabeto latino.

Por isso, um dos destaques é o aprendizado do hangul, o sistema de escrita oficial da língua coreana. O alfabeto é formado por 24 letras básicas: 14 consoantes e dez vogais. Combinadas, elas formam blocos que representam sílabas.

Na nova aba Letras, do MEC Idiomas, os estudantes poderão ouvir o som de cada letra, consultar sua romanização — representação da pronúncia com caracteres latinos — e acompanhar o próprio progresso.

Um guia apresentará o alfabeto passo a passo. Já as atividades de escrita orientarão a realização dos traços e oferecerão retorno imediato sobre os exercícios.

Sons e letras

A prática também envolverá a associação entre sons e letras. Em uma atividade, será possível ouvir um áudio e identificar a letra correspondente. Em outra, o estudante verá a letra na tela e escolherá, entre diferentes opções, o som adequado.

Os exercícios estarão disponíveis tanto na aba Letras quanto nas aulas de coreano.

Expressões do dia a dia

Além de conhecer e estudar o alfabeto, o usuário poderá praticar conversas cotidianas. As atividades pretendem simular situações reais de comunicação, para facilitar a aprendizagem.

Em um dos exercícios, o estudante acompanhará uma conversa e escolherá a resposta mais adequada.

As alternativas apresentarão a escrita em coreano e a pronúncia, e o sistema explicará por que determinada resposta funciona naquele contexto.

Prática oral

Outro recurso será a prática oral. Os diálogos cotidianos permitirão acompanhar cada fala com áudio, pronúncia e significado, respeitando o ritmo de aprendizagem de cada pessoa.

O estudante poderá ouvir uma frase, acompanhar sua pronúncia e repeti-la em voz alta, usando o microfone do dispositivo.

Caso não possa falar naquele momento, haverá a opção de continuar a aula sem realizar o exercício oral.

Aulas com vídeo

As aulas com vídeo também integrarão a experiência de aprendizagem. Nelas, expressões em coreano serão apresentadas com a romanização e a tradução em português.

A narração explicará o uso das expressões, com legendas que poderão ser ativadas ou desativadas.

MEC Idiomas

Os estudantes têm acesso às seguintes ferramentas:

  • teste de proficiência;
  • trilha de aprendizagem (aula e reforço);
  • teste ao fim dos módulos;
  • recurso de fala e prática;
  • agente de Inteligência Artificial para dúvidas e prática de conversação.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), atualmente, são mais de 774 mil matrículas ativas em inglês e espanhol.

Desse total, 581.705 são em língua inglesa, o equivalente a 75,1%, e 192.996 em espanhol, que correspondem a 24,9%.

Os usuários de 18 a 34 anos representam 60,5% das matrículas, com maior concentração na faixa dos 25 aos 34 anos.

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Trabalho realizado pela Casa da Mãe Atípica vira modelo para outros estados

Vereadoras de Rondônia visitaram a unidade no DF para conhecer os serviços de acolhimento e atendimento às mães atípicas

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

A primeira Casa da Mãe Atípica do Brasil recebeu a presidente da Câmara Municipal de Jaru (RO), Tatiane da Saúde, e a vereadora Suhelen Fernanda. Na tarde desta quarta-feira (28), as parlamentares conheceram a estrutura e os serviços oferecidos pelo equipamento, coordenado pela Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF), em parceria com a Ação Social Renascer. O objetivo é levar a experiência para o município rondoniense.

“Receber representantes de outros estados interessados em conhecer a Casa da Mãe Atípica demonstra a relevância dessa política pública e o potencial de sua experiência em inspirar iniciativas semelhantes em outras regiões do país. Nosso compromisso é garantir que mães e cuidadoras tenham acesso ao acolhimento, à orientação e às oportunidades de capacitação, reconhecendo suas necessidades e valorizando seu papel. Cuidar de quem cuida é uma responsabilidade do poder público, e compartilhar essa experiência é uma forma de contribuir para que mais mulheres tenham acesso a uma rede de apoio humanizada e preparada para atender suas demandas”, afirma a secretária da Mulher do DF, Jackeline Aguiar.

O interesse surgiu após as vereadoras conhecerem a Casa pelas redes sociais, durante a divulgação da inauguração. Em Jaru, há atendimento voltado às crianças atípicas, mas ainda não existe um espaço específico de acolhimento para as mães.

Tatiane da Saúde explicou que a visita surgiu da necessidade de conhecer uma proposta capaz de ampliar o suporte às mães atípicas de seu município.

“Isso me despertou o interesse de conhecer para entender como funciona, talvez levar esse modelo para o nosso estado, para a nossa cidade, para que essa iniciativa possa se multiplicar por todo o Brasil”, explicou a presidente.

Mãe atípica, Tatiane conhece de perto os desafios enfrentados por mulheres que conciliam os cuidados com os filhos e outras responsabilidades. Ao comentar a visita, ela valorizou a receptividade da equipe e a troca de experiências.

“Ficamos muito felizes com a receptividade, com o carinho, com o acolhimento e com as experiências compartilhadas. O olhar humanizado se destacou muito no atendimento, e isso a gente vai levar com certeza”, ressaltou.

A vereadora Suhelen Fernanda destacou as oportunidades de geração de renda que permitem às mães conciliar o trabalho com os cuidados dos filhos.

“Ela estando em casa, podendo cuidar do filho, ainda ter uma renda e poder se sentir digna também de contribuir, trabalhar, isso é muito importante”, afirmou.

Para a diretora-geral da Casa da Mãe Atípica e dos Centros de Referência da Mulher Brasileira, Sueneide Melo, a visita favorece a troca de conhecimentos e pode contribuir para a expansão de políticas públicas voltadas a quem cuida.

“Receber representantes de outros estados interessados em conhecer a Casa da Mãe Atípica demonstra a relevância e o potencial dessa iniciativa. É uma oportunidade de compartilhar experiências e inspirar a construção de políticas públicas que reconheçam que quem cuida também precisa de cuidado. Mais do que apresentar nosso trabalho, é contribuir para que esse olhar de acolhimento e valorização alcance cada vez mais famílias brasileiras”, afirmou.

Conheça a Casa

A primeira Casa da Mãe Atípica do país foi inaugurada no último dia 14, no Estacionamento 13 do Parque da Cidade. O espaço é fruto de parceria entre a Secretaria da Mulher do Distrito Federal e a Ação Social Renascer. O local oferece serviços de saúde, apoio jurídico e cursos de capacitação para mães e cuidadoras. Atendimentos psicológicos e sociais são realizados sem agendamento, exceto para a psiquiatria.

A unidade também conta com oficinas gratuitas de ioga e dança, e opera de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. O objetivo é que as mães sejam acolhidas com empatia. As crianças são cuidadas por psicopedagogas, permitindo que as mães tenham a tranquilidade necessária durante as atividades oferecidas pela casa.

Atualmente, a Casa da Mãe Atípica está com inscrições abertas para cursos gratuitos de capacitação profissional. A iniciativa disponibiliza 60 vagas, distribuídas entre Alongamento de Unhas e Mundo Digital. As aulas começam em 5 de novembro, e as participantes recebem certificado ao concluir as atividades.

 

*Com informações da SMDF

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Contas do governo têm superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro

Precatórios cancelados e alta do petróleo reforçaram caixa da União

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Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil

 

As contas do Governo Central, que reúnem Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registraram superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro, após déficit de R$ 14,4 bilhões no mesmo mês de 2025, informou nesta quinta-feira (29) a Secretaria do Tesouro Nacional.

A receita líquida cresceu 13,6% (acréscimo de R$ 24,6 bilhões) acima da inflação na comparação com setembro do ano passado, enquanto as despesas aumentaram 2,4% – o que corresponde a uma alta de R$ 4,7 bilhões.

O resultado foi impulsionado principalmente pela alta das receitas com petróleo, Imposto de Renda e pela receita extraordinária decorrente da devolução à União de recursos referentes a precatórios de exercícios anteriores cancelados pelo Poder Judiciário.

Alta do petróleo ajuda nas receitas

As receitas provenientes da exploração de recursos naturais cresceram R$ 5,7 bilhões em termos reais, alta de 71,9%. Segundo o Tesouro, o avanço refletiu a valorização internacional do petróleo, o aumento da produção e a comercialização de petróleo e gás da União pela Pré-Sal Petróleo (PPSA).

A rubrica de demais receitas não administradas aumentou R$ 12,8 bilhões em termos reais, principalmente por causa da devolução de recursos de precatórios cancelados.

Já a arrecadação do Imposto de Renda cresceu R$ 7,3 bilhões acima da inflação, puxada sobretudo pelo Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. O imposto de exportação sobre óleo bruto também contribuiu para o resultado, com arrecadação de R$ 2,9 bilhões no mês.

Despesas

Pelo lado das despesas, os créditos extraordinários aumentaram R$ 9,9 bilhões. Segundo o Tesouro, a maior parte dos recursos foi destinada a medidas para reduzir os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio.

Desse total, R$ 7,6 bilhões foram destinados a subvenções econômicas para a produção e a importação de diesel e derivados de petróleo.

O relatório mostra que a guerra no Oriente Médio esteve presente tanto do lado das receitas quanto das despesas públicas. Enquanto a alta do petróleo favoreceu a arrecadação com exploração de recursos naturais, os gastos extraordinários foram direcionados a ações para mitigar os impactos econômicos do conflito.

Os gastos com benefícios previdenciários cresceram R$ 2,1 bilhões acima da inflação, refletindo o aumento do número de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e a política de valorização real do salário mínimo. Parte dessa pressão foi compensada pela queda de R$ 8,4 bilhões, em termos reais, das despesas discricionárias.

Acumulado do ano

Apesar do resultado positivo em setembro, as contas permanecem deficitárias no acumulado do ano. De janeiro a setembro, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 90,2 bilhões, ante déficit de R$ 100,3 bilhões no mesmo período de 2025.

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