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Blocos de Carnaval e dicas culturais para a programação do fim de semana no DF
Eventos apoiados pelas secretarias de Turismo e de Cultura e Economia Criativa ocorrem em diferentes pontos da capital federal
Por Thais Umbelino, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger
O Carnaval está chegando e a programação do fim de semana está cheia de opções para quem deseja curtir o feriado com muita animação em diferentes regiões do DF. As alternativas também contemplam dicas culturais para aprender e relaxar. Confira.
Primeiro dia de folia
Marcado para este sábado (1º/3), o bloco Vassourinhas de Brasília tem parceria com o Serviço de Limpeza Urbana e homenageia os garis
A programação do feriado se inicia, em 1º de março, com o mais antigo bloco de frevo Vassourinhas de Brasília. A concentração do grupo será no Sesi Lab, a partir das 15h e o cortejo segue até o Setor Carnavalesco Sul, pela via S2.
A folia vai contar com a energia do maestro Fabiano Medeiros à frente da Orquestra Popular Marafreboi, com cortejo repleto de frevo, maracatu, coco e ciranda e a oficina do grupo de percussão Vivendo & Batucando.
Em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), o bloco Vassourinhas de Brasília traz na linha de frente do cortejo a Ala dos Garis como guardiã da festa. O bloco terá os papa-lixos durante o percurso e fará campanhas educativas sobre descarte correto de resíduos.
Segundo dia
O Bloco das Montadas terá espaço exclusivo para pessoas com deficiência | Foto: Divulgação
No domingo (2/3), o Bloco das Montadas ocupa a área externa do Museu Nacional da República, a partir das 13h, com atrações como Tati Quebra Barraco, Aretuza Lovi, Romero Ferro e Ane Êoketu, além da bateria da escola de samba Capela Imperial, as DJs Ella Nasser e Patty Peronti e a Banda do Bloco das Montadas, que faz sua estreia. Um show de Carnaval composto por um elenco de drag queens é um dos destaques do bloco neste ano.
O Bloco das Montadas tem um espaço exclusivo para pessoas com deficiência (PcDs), com mobilidade reduzida e cadeirantes, de modo que essa parcela do público tenha visibilidade do palco, mais conforto e autonomia. A área ocupada pela atração disponibiliza banheiros acessíveis, além de intérpretes de Libras que vão estar no palco.
Serviço
Bloco das Montadas 2025
→ Domingo, às 13h, na área externa do Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul).
→ Entrada gratuita
→ Informações neste link
Terceiro dia
O bloco Galinho de Brasília se concentra na segunda-feira, às 14h, em frente ao Museu Nacional da República
O bloco Galinho de Brasília vai homenagear o ex-presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek (JK), na segunda-feira (3/3), com bloco marcado para às 14h, na Esplanada dos Ministérios, em frente ao Museu da República.
O desfile conta com trios elétricos, intérpretes de Libras, orquestras de frevo, bonecos gigantes e passistas. A estrutura da festa terá tendas de serviços, posto médico, ambulâncias, equipe de segurança e dois trios elétricos.
Quarto dia
Com início às 16h20, em frente à Fonte da Torre de TV, o bloco Ventoinha de Canudo anima os foliões na terça-feira (4/3) | Foto: Davi Mello
Na terça-feira (4/3), a Ventoinha de Canudo realiza o 22º carnaval de rua em Brasília. Com concentração na Fonte da Torre de TV, a saída da tradicional festa carnavalesca está marcada para as 17h, com cortejo rumo à tesourinha que integra a W3 ao Eixo Monumental. A programação musical também conta com a participação do grupo de maracatu Baque Folha.
O evento começa às 16h20, com uma oficina de perna de pau do Circo do Zé e segue em cortejo com pifeiros, pernaltas e brincantes convidados, entre eles, Circo Artetude e bonecos gigantes da Bagagem Cia de Bonecos. A programação é livre para todos os públicos
A estrutura conta com seguranças, brigadistas, posto médico, UTI móvel e banheiros. Como medidas de acessibilidade, serão oferecidos banheiros e espaços com mediadores especializados para PcDs, dois intérpretes de Libras e uma tenda de acolhimento para mães com bebês e pessoas da melhor idade.
Serviço
Bloco Ventoinha de Canudo – Carnaval de 2025
→ Dia: terça-feira
→ Hora: 16h20 às 22h
→ Local: concentração na Fonte da Torre de TV e cortejo nas tesourinhas da que unem a W3 ao Eixo Monumental
→ Entrada franca
→ Classificação indicativa livre
→ Mais informações neste link
Em Samambaia Sul, o bloco Calango Alternativo invade as ruas a partir das 13h, no estacionamento do Homer Center Castelo. Com entrada gratuita, o evento terá diferentes atrações musicais, de ritmos como rock, música afro-brasileira e reggae, entre outros. A estrutura do evento conta com palco, segurança, banheiros químicos e áreas de descanso.
Confira aqui toda a programação dos blocos.
Dicas culturais
Espaço Cultural Renato Russo terá aulas de teatro, circo e balé fitness, entre outras opções | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília
De março a junho, o Instituto Janelas da Arte, Cidadania e Sustentabilidade oferece programação de cursos de formação em arte e cultura. As aulas serão ministradas no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, e no Instituto No Setor, localizado no Setor Comercial Sul (SCS). Entre os cursos oferecidos, destacam-se o de violão básico e balé fitness, que já estão com inscrições abertas pelo perfil no Instagram do instituto. As vagas são gratuitas e limitadas.
Serviço
Cronograma das aulas
– Espaço Cultural Renato Russo – 508 Sul
Balé Fitness (40h) – 12/3 a 5/6
Violão (40h) – 11/3 a 5/06
Teatro (40h) – 1/4 a 5/6
Circo (40h) – 2/4 a 4/6
Aquarela (20h) – 3/4 a 5/6
Libras para Teatro (20h) – 22/4 a 3/6
Audiodescrição (20h) – 20/5 a 8/6
– Instituto No Setor
Roadie (20h) – 6/5 a 5/6
Áudio básico para técnicos (20h) – 6/5 a 5/6
Memorial dos Povos Indígenas oferece exposições que celebram a diversidade cultural e a riqueza da arte dos povos originários | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília
Com duas exposições em destaque, o Memorial dos Povos Indígenas celebra a diversidade cultural e a riqueza artística dos povos originários do Brasil. Idealizada pela artista indígena Bárbara Rehkayie Kaxuyana, a exposição Imenu: Arte Visual Kaxuyana e Tiriyó apresenta 30 pinturas que retratam grafismos e desenhos tradicionais dos povos Kaxuyana e Tiriyó, habitantes das terras indígenas no Parque do Tumucumaque, no norte do Pará, próximo à fronteira com Suriname, da bacia do rio Trombetas.
Já a exposição Sarã, ãbakoháy ~ug hãhãw: Raízes, Memórias e Território, assinada por Uakyrê Pankararu Braz, apresenta 20 obras que refletem a espiritualidade, as memórias e a relação com o território dos povos Pankararu e Pataxó localizados na Aldeia Cinta Vermelha Jundiba, Vale do Jequitinhonha – Minas Gerais. O título, em língua patxohã, remete a raízes, memórias e territórios.
As mostras fazem parte do edital de incentivo promovido pela gestão do projeto educativo da ONG Amigos da Vida, com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), e ficarão abertas ao público até 23 de março.
Serviço
Memorial dos Povos Indígenas (Zona Cívico-Administrativa, em frente ao Memorial JK)
→ Funcionamento: De terça-feira a domingo, de 09h às 17h
→ Informações neste link
→ Acesso: gratuito.
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A TV JUSTIÇA E A INJUSTIÇA
SE UMA IMAGEM VALE POR MIL PALAVRAS, QUANTO VALE A UMA TRANSMISSÃO AO VIVO EM REDE NACIONAL?

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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ
O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.
No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.
Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…) formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.
Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.
Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.
DESCRIÇÃO COMPLETA
Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:
“Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.
MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO
“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.
Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo, a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO
Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.
Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.
Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.
SAIBA MAIS
Veja duas outras matérias:
1) O batismo e a
cronologia da criação e urbanização.
2) Como o modelo de gestão participativa levou
o município de Maringá a bater recordes
de competitividade e de sustentabilidade.
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