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“Migração” entre bases: colaboradores do Tamar embarcam em uma jornada de aprendizado

Troca de experiências entre bases conecta equipes do Projeto Tamar e reforça o compromisso com a conservação das tartarugas marinhas

 

Que as tartarugas marinhas são animais migratórios, a gente já sabe. Mas você sabia que as nossas equipes também “migram” entre as bases da Fundação Projeto Tamar? Recentemente, equipes de Florianópolis/SC, Ponta dos Mangues/SE e Aracaju/SE participaram do programa para conhecer outras bases pelo Brasil.
Três funcionários da base de Florianópolis participaram de um intercâmbio em bases no Sergipe e na Bahia. Durante a experiência, Luciana, Rafael e Fabrício tiveram a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre as atividades de campo, as ações de inclusão social e o funcionamento dos Museus dessas regiões.
Em Sergipe foram à praia pra conhecer as atividades de campo, flagraram uma tartaruga-oliva desovando, abriram ninhos, e para encerrar conheceram a confecção e o grupo produtivo de artesanato de Pirambu.

Na Bahia, além de acompanhar de perto o trabalho de campo e as atividades do museu, eles também vivenciaram a rotina da Escolinha de Arembepe. Lá, Fabrício — nativo da Barra da Lagoa e de família de pescadores — teve a oportunidade de compartilhar seus conhecimentos, dando uma aula sobre a arte de tarrafear para as crianças, usando chinelos para simular os peixes. No final, elas já estavam “pescando” mais chinelos do que o próprio professor! Para Fabrício, “foi uma experiência única conhecer tudo o que a Fundação Projeto Tamar realiza, estar próximo das comunidades locais e, ainda, ter a chance de presenciar a desova da tartaruga-oliva.”

Já Ederson, Executor de Base de Ponta dos Mangues/SE, teve a oportunidade de conhecer as atividades realizadas na base do Projeto Tamar em Fernando de Noronha/PE. Lá, acompanhou a equipe em diversas ações de campo, incluindo o monitoramento noturno e diurno das tartarugas marinhas. “Me chamou muito a atenção a densidade de ninhos na Praia do Leão: são mais de 500 ninhos em apenas 1 km de praia”, destaca Ederson. Embora não tenha conseguido participar da atividade de captura intencional, ele se encantou com as belezas naturais da ilha e com a experiência de mergulhar ao lado das tartarugas, tubarões, raias e toda a incrível diversidade de vida que habita a região.

Por fim, a veterinária Gabriella e José Marcos (Zezinho), chefe de manutenção da base de Aracaju/SE, conheceram de perto o trabalho realizado pela Fundação Projeto Tamar em Ubatuba/SP.

Durante a visita, participaram de uma despesca em  uma rede de cerco flutuante acompanhados pelos próprios pescadores parceiros do Tamar. Para Gabriella, foi importante ver na prática como é possível realizar uma atividade pesqueira sustentável, devolvendo ao mar as espécies não-alvo vivas. Naquele dia, inclusive, uma tartaruga-verde juvenil foi capturada, identificada com uma marcação e devolvida ao oceano em segurança. Foi uma experiência de troca muito rica, tanto no aspecto técnico quanto humano. Para Zezinho, inclusive, a viagem já começou especial: foi sua primeira vez andando de avião.

Desde o início dos intercâmbios, em dezembro de 2023, cerca de 30 funcionários de diferentes setores e regionais já tiveram a oportunidade de conhecer de perto a realidade de outras bases da Fundação Projeto Tamar. Além de vivenciarem na prática a rotina dos locais visitados, os intercambistas também realizam apresentações sobre o trabalho desenvolvido em suas próprias unidades, compartilhando experiências com as equipes locais.

Em uma instituição com atuação nacional e 22 bases distribuídas por 8 estados brasileiros, iniciativas como essa são fundamentais para fortalecer a integração e ampliar a compreensão nas equipes sobre o impacto do trabalho da Fundação Projeto Tamar nas diferentes regiões do país.
Essas experiências são motivadoras, trazendo um senso de pertencimento e de apropriação do trabalho realizado. O brilho no olhar transforma a maneira como os intercambistas veem e retratam a Fundação Projeto Tamar, seja no atendimento ao público ou nos seus próprios círculos pessoais.
E você já conhece o trabalho da Fundação Projeto Tamar? Visite nossos Museus e aprenda tudo sobre a conservação das tartarugas marinhas.

 

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A TV JUSTIÇA E A INJUSTIÇA

SE UMA IMAGEM VALE POR MIL PALAVRAS, QUANTO VALE A UMA TRANSMISSÃO AO VIVO EM REDE NACIONAL?

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“A fotografia é a verdade. A TV, pelo vídeo e cinema, é a verdade 24 vezes por segundo”- do cineasta e crítico Jean Luc Godard.
A polêmica está no ar. Melhor, nas telas, em rede nacional.
Duas fotos fizeram mais estragos ao Supremo do que toda quebradeira de 8 de janeiro. Flagrantes terríveis!
A foto de Brenno Carvalho em O GLOBO e a foto de Wilton Junior no ESTADÃO.
E agora surge a polêmica da TV Justiça.
O jornalista Cláudio Dantas foi categórico: “A emissora teria deixado de mostrar os ministros André Mendonça e FUX justamente em momentos importantes dos confrontos que marcaram a sessão”.
E Cláudio Dantas vai além: Jaqueline Paiva, atual responsável pela TV Justiça, ocupou cargos de comunicação em governos petistas, incluindo uma função na Secretaria de Imprensa da Presidência do governo Dilma Rousseff. Jaqueline Paiva atuou na EBC, durante o segundo mandato de Lula. A matéria relata ainda que ela foi nomeada para comandar a comunicação do STF por Edson Fachin.
Fotografia é a verdade. Filme continua sendo a verdade 24 vezes por segundo.
E quanto vale uma transmissão direta ao vivo… EDITADA?
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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ

O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.

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No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.

Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…)  formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”

O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.

Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.

Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

 

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.

 

 

DESCRIÇÃO COMPLETA

 

Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:

Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.” 

 

 

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A MAGIA EM FLORES

A Cidade Canção primaverou-se!

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Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.

 

MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO

“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.

Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo,  a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

 

 

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO

Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.

Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.

Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.

 

SAIBA MAIS

Veja duas outras matérias:

1) O batismo e a

cronologia da criação e urbanização.

2) Como o modelo de gestão participativa levou

 o município de Maringá a bater recordes

de competitividade e de sustentabilidade.

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Reportagens

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