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O LEGADO DE NIÈDE GUIDON PARA O MUNDO E O BRASIL

Guardiã do Parque Nacional da Serra da Capivara

 

 

Guardiã do Parque Nacional da Serra da Capivara, a arqueóloga Niède Guidon reescreveu a história da ocupação humana das Américas e, a partir de seu trabalho em São Raimundo Nonato, Piauí, empreendeu pela pesquisa e pelo turismo um trabalho científico e social que transformou uma das regiões mais pobres do Brasil. A arqueóloga Niède Guidon morreu na madrugada do dia 4 de junho, aos 92 anos. Niède Guidon era uma amiga especial, e dada sua ligação com a Folha do Meio Ambiente, ela me concedeu em agosto do ano passado uma entrevista exclusiva. Foi sua última entrevista. Como reconhecimento pelo seu trabalho e seu amor à ciência e ao Brasil e a pedido de muitos leitores do jornal, republicamos nesta edição a íntegra da entrevista de Niède.

 

A ÚLTIMA ENTREVISTA

DE NIÈDE GUIDON

 

SILVESTRE GORGULHO (texto)

ANDRÉ PESSOA (fotos)

 

A pesquisa, o trabalho científico e o esforço de alguns estudiosos sempre estão derrubando teorias. Por exemplo, a gente aprendeu que os primeiros homens chegaram às Américas pelo Estreito de Bhering, no Alasca, vindos da Sibéria. Pois, pesquisadores descobriram que não é bem assim. E a contestação para essa teoria está em pleno sertão brasileiro. Sítios arqueológicos no Nordeste guardam indícios de que a ocupação humana se deu há mais e 50 mil anos. Pinturas rupestres mostram como era a vida em um passado distante: caçadas, orgias, animais desconhecidos e baleias sugerem que a paisagem e os costumes eram bem diferentes do que conhecemos hoje. Todos estes estudos foram feitos a 530 quilômetros de Teresina, capital do Piauí, próximo às cidades de Coronel José Dias, Brejo do Piauí, João Costa e São Raimundo Nonato. É ali que está um dos parques nacionais mais importantes do Brasil: o Parque Nacional da Serra da Capivara. Sua guardiã e maior pesquisadora, a arqueóloga Niède Guidon, acaba de receber o título ‘Doutora Honoris Causa’ da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Merecidamente!

A arqueóloga Niède Guidon, depois de 54 anos de muito trabalho no Parque Nacional da Serra da Capivara, é hoje presidente emérita da Fumdhan – Fundação do Homem Americano. (fotos André Pessoa)

 

NIÉDE GUIDON – A GUARDIÃ QUE FAZ HISTÓRIA

Reconhecida internacionalmente pelo seu trabalho científico, Niède Guidon é arqueóloga e doutora pela Sorbonne. Foi seu trabalho, sua luta e sua dedicação que gerou a criação do Parque Nacional da Serra da Capivara. A verdade é que Niède, hoje com 91 anos (12 de março de 1933) tinha um ideal: proteger, pesquisar e fazer do Parque Nacional da Serra da Capivara, uma região pobre em economia, mas muito rica em História e Cultura. E transformar a região em um grande centro de estudos e de turismo no coração do Piauí. E ela conseguiu. Foram 54 anos para Niède mudar o perfil econômico da área com investimentos educação, em cultura e turismo.

A arqueóloga atuou na área por cinco décadas, sendo diretora-presidente da Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM). Atualmente, ela é presidente emérita. Em 2018, Niède também foi condecorada com o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF).

 

ENTREVISTA – NIÈDE GUIDON

NIÈDE GUIDON, a guerreira sertaneja

que redescobriu e preservou um dos maiores patrimônios do Brasil.

 

Silvestre Gorgulho – O início não foi fácil. Você sempre uma guerreira e iluminada. Conheço sua luta quando começou os estudos e pesquisas na Serra da Capivara. Como foi difícil impedir a depredação e criar condições de preservação. Até ameaças de morte você sofreu…

NIÈDE GUIDON – Não foi fácil mesmo. Mas sonho é sonho, comprometimento é comprometimento e sempre com muita determinação. Tudo começou em 1970. Dirigia uma equipe franco-brasileira do Piauí e iniciava as pesquisas em São Raimundo Nonato, pequena cidade perdida no sertão, numa das mais pobres regiões do Brasil. Hoje, 54 anos depois, podemos fazer um balanço de tudo o que foi feito e, principalmente, do que resta a fazer. Mas tem trabalho para mais uma geração! Era inútil falar em proteção ambiental em regiões como São Raimundo Nonato, onde as pessoas morriam de fome, sem criar alternativas de trabalho. Não foi fácil. Se algo não fosse feito imediatamente, os sítios seriam destruídos totalmente. A paisagem degradada e o ecossistema – único na região – seriam aniquilados.

 

A arqueóloga Niède Guidon fazendo o que mais gosta: trabalho de pesquisa

 

Silvestre – E qual esse balanço?
NIÈDE
 – Foram 54 anos de muita dedicação. Nesse tempo foram descobertos vestígios concretos da presença do primeiro homem americano na região, datados com até 50 mil anos. Quem visitou o parque sabe das milhares de pinturas rupestres, fogueiras, urnas funerárias e ossadas de animais pré-históricos, pois todo esse acervo está reunido hoje no museu da Fumdham (Fundação Museu do Homem Americano). O resultado desse mais de meio século de trabalho foi desvendar para o Brasil e para o mundo um patrimônio cultural cuja importância é igual ao das cavernas de Lascaux, na França, ou as da Austrália. Ambas são visitadas anualmente por milhões de turistas.

Silvestre – Qual é a importância do Parque da Serra da Capivara para a ciência e para a cultura?
NIÈDE
 – Para a ciência, a importância do Parque está no fato de que ele preserva áreas de Caatinga primária. Nessa área, há cerca de 9.000 anos, se encontravam dois biomas: a floresta amazônica e a mata atlântica. Até hoje temos espécies animais e vegetais de ambos os biomas dentro do Parque. Nele se encontra a maior concentração de sítios rupestres do mundo. A pesquisa nesses sítios arqueológicos permitiu que demonstrássemos a antiguidade das culturas autóctones do Brasil. O Parque, hoje declarado Patrimônio Cultural da Humanidade, tem um acervo comparável a qualquer dos mais famosos sítios do velho mundo. O estudo desses sítios revela a verdadeira origem dos primeiros homens que povoaram a região.

 

Silvestre – Niède, hoje – mais de meio século após sua chegada – a região em torno da Serra da Capivara é outra. Como você se sente ao passar um filme na sua cabeça desde que você chegou na região?

NIÈDE – Olha, no “filme na minha cabeça” só “edito” os prazeres das descobertas…. Em 1963, trabalhando do Museu do Ipiranga, em São Paulo, tive as primeiras notícias sobre a existência da riqueza pré-histórica da região da Serra da Capivara. Consegui vir pela primeira vez em 1970 e identifiquei os primeiros cinco sítios arqueológicos com pinturas. Muitos anos se passaram. Mesmo, hoje, aposentada e afastada das atividades, percebo que muitas barreiras foram superadas, a região se desenvolve e este grande patrimônio está protegido.

 

Silvestre – Você foi persistente e determinada. Quais foram as maiores dificuldades encontradas?

NIÈDE – Inicialmente conhecemos uma região afastada de qualquer centro urbano, com uma população muito pobre e sem esperanças de melhoras. Fomos muito bem recebidos, mesmo que essas pessoas não entendiam a importância do que chamavam “desenhos de caboclos”. Soubemos então que devíamos trabalhar em prol do desenvolvimento socioeconômico cultural e assim foi. Criamos escolas, desenvolvemos atividades rentáveis, aconselhados por técnicos do BID começamos especialmente a apicultura e o turismo com tudo o que esta atividade envolve.

 

Silvestre – E as dificuldades.

NIÈDE – Dificuldades houve muitas. Às vezes até incompreensão e, também. muita luta para conseguir recursos. Mas é bom lembrar que também tivemos apoios consideráveis. Um projeto do porte do nosso – digo nosso porque foi de toda uma equipe – não começaria e nem fazia a revolução que fez, logicamente, sem enfrentar muitas dificuldades.

 

 

NIÈDE: “Muitas pessoas ajudaram. Poderia citar vários nomes, mas quem não pode deixar de estar nessa relação é Anne-Marie Pessis”.

 

Silvestre – O trabalho de um líder, por mais sucesso que tenha, nunca termina. O que ainda precisa ser feito na região do Parque da Capivara?

NIÈDE – Acho importante destacar que nunca trabalhei, nem pensei, nem agi só. Nunca pensei em ser líder, fui fazendo meu trabalho, procurei especialistas em diferentes áreas e juntos trabalhamos. Poderia citar vários nomes, mas quem não pode deixar de estar nessa relação é Anne-Marie Pessis (*) que, desde o começo dos anos 80, atuou junto em todas as áreas e hoje preside a Fundação Museu do Homem Americano. Estou convencida de que está tudo muito bem encaminhado, funcionando cada vez melhor. Os jovens quase não migram mais, os que se formam fora, em disciplinas como medicina, arquitetura, engenharia…. voltam. É importante ressaltar que muitos que migraram anos atrás retornam para o lugar onde nasceram.

 

Silvestre – Você cumpriu uma missão difícil e importante ao plantar uma nova mentalidade de pesquisa, de educação e de desenvolvimento regional. Há ainda mais a fazer?

NIÈDE – A verdade é que uma nova mentalidade foi instalada e todos que participaram de alguma forma deste processo estão com a consciência tranquila do dever cumprido. Mas não podemos parar aqui. Há muito a descobrir e há muito o que fazer ainda… A continuidade dos trabalhos de pesquisa vai depender das novas gerações.

 

(*) A arqueóloga francesa Anne-Marie Pessis pesquisa, junto com Niède Guidon, a Pré-História brasileira e são responsáveis pela Fundação do Homem Americano. Anne-Marie Pessis, que hoje preside a Fumdham, é professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Para Pessis, Niède adotou, desde o início, uma abordagem pluridisciplinar nas pesquisas científicas nas terras do semiárido e integrou cientistas de diversas áreas do conhecimento. Anne-Marie tem dois livros sobre o Parque: um referente às pinturas rupestres e outro sobre o bioma e as sociedades humanas da região.

 

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Sessão especial vai destacar história do 14-Bis e importância da Força Aérea

Santos Dumont voa em seu 14-bis: inventor é patrono da aeronáutica brasileira e herói da pátria
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Yasmim Rodrigues

O Senado faz nesta quarta-feira (21), às 10h, uma sessão especial pelos 120 anos do primeiro voo do 14-Bis e pelo Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB). A homenagem, proposta pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e outros parlamentares, destaca a atuação da Força Aérea na defesa do espaço aéreo, em missões de resgate e no apoio a regiões de difícil acesso. As datas, comemoradas em 23 de outubro, fazem referência ao dia do primeiro voo do avião criado por Santos Dumont.

 

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Fonte: Agência Senado

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13 TEMPORADAS NETFLIX

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ORGULHO DO PARANÁ

A cidade das flores, da catedral e dos parques é exemplo de sustentabilidade. Conheça mais sobre o terceiro município paranaense.

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Maringá nasceu no meio da mata e o planejamento urbano, muito bem elaborado, garantiu que muitos ipês roxos fossem respeitados dentro daquele conceito de cidade jardim. Hoje seus habitantes e turistas, que visitam a cidade atraídos pelo espetáculo anual, se orgulham de ver a beleza das floradas, registram e compartilham suas fotos e vídeos, as postagens ganham o mundo conectado pelas redes sociais.

 

Para facilitar o encontro das árvores floridas pela população e turistas e também uma maneira de proteger e cuidar dos ipês, a Prefeitura de Maringá elaborou um roteiro dos ipês floridos, com um mapa apontando a localização de todas as árvores.

A CATEDRAL DE MARINGÁ

A Catedral idealizada por Dom Jaime Luiz Coelho e projetada pelo arquiteto José Augusto Bellucci. O templo tem uma altura de 124 e lembra que o peregrino deve ser afastar do mundo para ficar mais perto de Deus. Foi construída entre julho de 1959 e maio de 1972. De forma cônica, possui um diâmetro externo de 50 metros e uma nave circular, com diâmetro interno de 38 metros. Apresenta 114 metros de altura, mais dez metros de cruz no topo, somando 124 metros. É o 10º monumento mais alto do mundo e o primeiro da América do sul.

 

 

Contornando a catedral, abaixo das rampas de acesso ao seu interior, estão os espelhos d’água que formam as fontes luminosas com chafariz, que jorram suas águas a mais de 5 metros de altura. Seus 16 vitrais de linhas abstratas e cores exuberantes são verdadeiras obras de arte, de autoria de Lorenz Helmair. A arquitetura interior é de inspiração de Manfred Ostterroht.

 

 

MODELO DE GOVERNANÇA

QUANDO OS CIDADÃOS PARTICIPAM DA GESTÃO DA CIDADE

 

A vida administrativa, em Maringá, teve um avanço de qualidade e de gestão a partir de 1996, quando foi criado o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão foi implantado no cinquentenário da cidade, em 1997, quando aconteceu a posse dos primeiros dirigentes. O CODEM virou referência para muitas cidades brasileiras pelo sucesso na participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais. Outros municípios, inclusive Brasília, copiaram a ideia e criaram o CODESE (Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico, como modelo de governança.

E foi justamente este modelo de governança que ajudou Maringá planejar melhor seu desenvolvimento e crescimento de forma sustentável.

Em 2025, Maringá foi classificada como a sétima cidade mais competitiva do Brasil no Ranking de Competitividade dos Municípios, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). No Paraná, o município ocupa a segunda colocação, ficando atrás apenas de Curitiba, que aparece em quinto lugar no levantamento.

O bom desempenho da Cidade foi impulsionado principalmente pelos avanços no saneamento básico e na eficiência da gestão pública. Maringá alcançou a primeira posição nacional em cobertura da coleta de resíduos domésticos e recebeu nota máxima na destinação adequada do lixo, consolidando-se como referência na área. Apenas nesse pilar, subiu 24 colocações em relação ao ano passado. Também se destacou no funcionamento da máquina pública, ocupando a sétima posição no País.

Na área ambiental, o município aparece em primeiro lugar no combate ao desmatamento ilegal e a 14ª posição em qualidade da educação, além do 22º lugar em qualidade da saúde.

Entre as 10 cidades com maior vegetação urbana em área total, destacam-se grandes capitais como Rio de Janeiro (12.844 ha), São Paulo (11.814 ha) e Brasília (10.256 ha). Esses números refletem a extensão territorial e, em muitos casos, a presença de parques naturais e áreas de proteção ambiental dentro dos limites urbanos.

 

O PARQUE DO INGÁ

Uma homenagem ao município paraibano de Ingá

 

A cidade de Maringá nasceu na segunda metade da década de 1940, planejada pela  Companhia de melhoramento do Norte do Paraná. Os primeiros assentamentos do noroeste do Paranã evoluíram rapidamente. Diante do avanço da então pequena vila, que virou cidade em 1947, 21 anos depois, em 1968, foi criado o Bosque 01. Mais tarde, essa área verde recebeu o  nome de Parque do Ingá. Ao contrário do que algumas pessoas contam, de que o motivo do nome seria porque havia no bosque árvores da espécie Ingá, a principal razão foi outra: fazer uma homenagem da Cidade-Canção ao município paraibano de Ingá, que deu origem à famosa música Maringá, um neologismo de “Maria de Ingá”.

 

Além da canção, a cidade de Maringá fez outra homenagem ao município paraibano de Ingá. Deu o nome de Parque do Ingá à mais importante área verde da cidade. (foto: Rafael Macri / PMM)

 

 

O Parque do Ingá foi criado com objetivo de ser uma área de preservação da flora e fauna local numa perspectiva inclusive do desenvolvimento do ecoturismo. O Parque do Ingá, que compreende uma área de 473.300 m², cuja vegetação é denominada Floresta Estacional Semidecidual, encontra-se numa região geográfica denominada terceiro Planalto Paranaense. Localiza-se na região central de Maringá entre as avenidas São Paulo, Anchieta, Néo Alves Martins, Laguna e Juscelino Kubitschek.

 

CONHECENDO A CIDADE DE INGÁ-PB

A cidade paraibana, que está no DNA do nome Maringá, foi fundada ao redor da Pedra de Ingá, um monumento arqueológico.

 

O município de Ingá, na Paraíba, está a menos de 100km da capital, João Pessoa. O nome vem de um monumento natural ou sítio arqueológico com o nome Itacoatiara do Ingá, localizado à margem de um rio do Agreste. As inscrições e desenhos no monumento têm sulcos profundos que atravessam uma parede da pedra e resistem há milhares de ano sem uma tradução definitiva. A cidade de Ingá cresceu ao redor desse cenário, hoje protegido como monumento natural, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

 

Segundo o Iphan as formas sugerem animais, frutas, pessoas e elementos celestes, sem apresentar essas leituras como uma tradução definitiva. O tombamento federal ocorreu em 1944. Pesquisas também registraram artefatos líticos e cerâmicos encontrados na superfície, ampliando o interesse arqueológico do lugar.

 

A Pedra do Ingá é um dos monumentos arqueológicos mais importantes e misteriosos do mundo, localizada no município de Ingá, no agreste do estado da Paraíba. Classificada como uma “itacoatiara” (termo do tupi que significa “pedra pintada” ou “riscada”), trata-se de um imenso bloco de gnaisse com cerca de 46 metros de comprimento e 3,8 metros de altura inteiramente coberto por inscrições rupestres profundas gravadas na rocha.

O painel exibe quase 400 gravuras enigmáticas que combinam diferentes formas geométricas e figurativas. O significado exato de toda essa simbologia permanece um mistério absoluto para a ciência.

 

 

 

“Em todo o planeta nós temos registros de pedras gravadas. Elas estão na África, no continente americano, na Europa, na Ásia e na Oceania. O sítio arqueológico itacoatiara do Ingá torna-se importante pela quantidade de gravuras que tem. E, também, pela beleza cênica. Esses dois pontos acabaram por transformar a Pedra do Ingá num dos sítios arqueológicos mais importantes do Brasil”. Juvandi de Souza Santos – Universidade Estadual da PB

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