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No Dia da Saúde, DF comemora números positivos em 2025

Confira as conquistas deste GDF no primeiro semestre do ano

 

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Agência Brasília* | Edição: Carolina Caraballo

 

O Dia Nacional da Saúde é comemorado no dia 5 de agosto, em homenagem ao nascimento do sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz. E a Secretaria de Saúde (SES-DF) celebra a data mostrando os avanços nos serviços oferecidos para a população do Distrito Federal. De janeiro a julho deste ano, o Governo do Distrito Federal (GDF) recebeu 10,8 mil elogios – desses, 5,2 mil foram destinados à rede pública de saúde, o que representa 48,85% de todos os elogios recebidos.

No que diz respeito à oncologia, a SES-DF lançou o programa “O câncer não espera. O GDF também não”, que visa oferecer atendimento ágil, coordenado e humano. Foi com esse objetivo central que o programa remodelou a linha de cuidado na rede pública. A jornada do paciente oncológico foi desenhada para que atendimento e tratamento se iniciem em um prazo de até 60 dias. A equipe especializada monitora o usuário em todas as etapas: exame, cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, enfatiza que o tempo é crucial para o atendimento de pacientes diagnosticados com a doença. “No início da minha gestão, tínhamos 900 pacientes aguardando, e um tempo médio de 74 dias para que fossem atendidos. Com a elaboração da linha de cuidado e algumas ações internas, conseguimos, antes mesmo da implementação do programa, reduzir de forma significativa a lista e o tempo de espera”, disse.

Gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o Hospital de Base (HBDF) está oferecendo mais serviços de alta complexidade. A oncologia clínica do hospital foi ampliada e conta com 11 novos consultórios, e um moderno angiógrafo foi instalado no setor de hemodinâmica.

Atenção Primária e dengue

De janeiro a junho, as unidades básicas de saúde (UBSs) realizaram mais de 2,1 milhões de atendimentos. Desse total, 302,9 mil foram de saúde bucal. Os números reforçam a importância da Atenção Primária à Saúde (APS) como a principal porta de entrada do SUS.

Segundo o boletim epidemiológico mais atual, os casos de dengue do primeiro semestre de 2025 diminuíram em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e julho de 2024, foram registrados 272,3 mil casos prováveis da doença. Ao passo que em 2025, no mesmo período, foram 8,7 mil casos – uma redução de aproximadamente 97%. Desde janeiro de 2024, uma força-tarefa composta por 11 órgãos do GDF está ativa, coordenando iniciativas de prevenção e controle da dengue em todo o DF.

De janeiro a junho, as unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal realizaram mais de 2,1 milhões de atendimentos

AVC no Quadrado

Em maio deste ano, a Secretaria de Saúde lançou o projeto AVC no Quadrado, iniciativa para ampliar o atendimento a pessoas vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), além de oferecer mais uma técnica avançada para o tratamento – o foco é reduzir tanto a mortalidade quanto as sequelas em pacientes. A trombólise endovenosa passou a ser oferecida também nos Hospitais Regionais do Gama (HRG) e de Sobradinho (HRS), além do HBDF. A técnica consiste na administração de medicamentos para dissolver o coágulo sanguíneo que bloqueia a artéria afetada, restaurando a normalidade da circulação no cérebro.

Saúde mental

A Secretaria de Saúde criou um cartão de crise para melhorar o atendimento a pacientes dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). O documento impresso reune informações essenciais do usuário para o manejo da crise, como nome completo, contatos pessoais e medicamentos em uso. O objetivo é que o paciente do Caps tenha um atendimento mais ágil, seguro e eficaz em situações de crise psíquica. A adesão é voluntária.

Em abril, o governador Ibaneis Rocha anunciou a criação do primeiro Centro de Referência Especializado em Autismo do DF. O espaço será dedicado ao atendimento de crianças, adolescentes e adultos com transtorno do espectro autista (TEA). O centro será composto por equipes multidisciplinares, com assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionistas e fisioterapeutas, além de salas multissensoriais e equipamentos de estímulo e interação social. O serviço será feito de forma integrada com a Atenção Primária à Saúde.

 

Reforço na assistência

A SES-DF também tomou mais uma medida para ampliar a capacidade da rede pública de oferecer atendimento a pacientes em estado crítico. Por meio de credenciamento, a Saúde já contratou 233 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) na rede complementar. A previsão é contratar 273 vagas de UTI adulta, além de 14 vagas de UTI neonatal e 59 de UTI pediátrica, totalizando 346 leitos para a população.

Foram publicados em julho, os editais de credenciamento para contratação de procedimentos de cabeça e pescoço, oftalmologia, coloproctologia e operações vasculares. Serão beneficiados, por exemplo, pacientes que atualmente sofrem com catarata, hemorróidas e varizes, além daqueles que precisam retirar a tireoide ou amígdalas.

A Secretaria de Saúde convocou, no primeiro semestre, médicos generalistas aprovados em processo seletivo temporário para a carreira. Os profissionais reforçaram a assistência à população nos hospitais regionais de Brazlândia, Planaltina e da Região Leste.

Em junho, o IgesDF recebeu 132 novos profissionais para atuar nas unidades administradas pelo instituto. São médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, técnicos e equipes administrativas que chegam para reforçar o atendimento e ampliar a qualidade dos serviços prestados à população. Os novos profissionais vão atuar no HBDF, no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e nas unidades de pronto atendimento (UPAs).

No primeiro semestre, médicos generalistas aprovados em processo seletivo temporário para a carreira reforçaram a assistência à população nos hospitais regionais de Brazlândia, Planaltina e da Região Leste

Transplantes e urgência

De janeiro a junho de 2025, a SES-DF realizou 424 transplantes, um aumento de quase 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os procedimentos – executados em unidades como o Hospital de Base (HBDF), Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) e o Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF) – envolvem órgãos e tecidos, como rim, fígado, coração, córneas, pele e medula óssea.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem adotado práticas para reduzir os trotes, que é crime previsto em lei. As iniciativas têm funcionado: em três anos, o número de trotes registrados pelo Samu no Distrito Federal caiu 89,2%. Em 2024, esse número chegou a 7.313. Neste ano, até junho, foram 2.731, queda de 31,8%.

Obras

O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) inaugurou, em maio, um novo espaço especializado no atendimento a pacientes de cirurgia bariátrica. A unidade é pioneira no DF e vai oferecer atendimento humanizado e estrutura dedicada a usuários com obesidade. O local conta com seis consultórios que serão utilizados por uma equipe multiprofissional, composta por nove cirurgiões, dois psicólogos, uma endocrinologista, duas técnicas de enfermagem e três nutricionistas.

Julho marcou a conclusão da terraplenagem do primeiro Hospital Regional do Recanto das Emas (HRE). Com investimento de R$ 133,7 milhões, a unidade vai contar com 100 leitos distribuídos entre clínica médica, pediátrica e UTI pediátrica. A Novacap retomou a licitação para construção do Hospital Regional de São Sebastião (HSS). Com capacidade para 100 leitos, o hospital terá investimento de R$ 180 milhões. A estrutura prevê 100 leitos e o centro cirúrgico terá ambulatório e laboratório de diagnóstico por imagem.

Em maio, o governador Ibaneis Rocha assinou a ordem de serviço para a construção do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) no Recanto das Emas. Com investimento de R$ 4,7 milhões, a nova unidade reforçará o atendimento em saúde mental para crianças e adolescentes da região. A obra faz parte de um conjunto de ações deste GDF para ampliar a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

A rede pública de saúde do Distrito Federal acolhe pacientes de todas as partes do Brasil

Segurança e novos equipamentos

Para reforçar a segurança de pacientes e profissionais de saúde, a SES-DF iniciou, em junho, a instalação de mais de 12 mil câmeras de monitoramento em 279 unidades. Além disso, outras tecnologias passarão a fazer parte do sistema de segurança da pasta, incluindo 1,2 mil leitores biométricos e 1,2 mil fechaduras eletromagnéticas, aliado à contratação do serviço de segurança.

Servidores, pacientes e acompanhantes também terão mais conforto nas unidades da Secretaria de Saúde. A pasta iniciou a distribuição de novos equipamentos para hospitais, policlínicas e UBSs. “Esses recebimentos fazem parte do plano de qualificação dos atendimentos, promovendo o bem-estar e um ambiente adequado”, afirmou o secretário Juracy Lacerda.

Os hospitais regionais receberão 95 camas infantis para setores de emergência e internação, fruto de um investimento de R$ 492 mil. Também estão em processo de recebimento 69 cadeiras de rodas infantis, um investimento de R$ 108 mil.

Hospitais, casas de parto, policlínicas e UBSs do DF começaram a receber 947 detectores fetais, equipamentos necessários para monitorar a saúde dos bebês, ainda no útero das mães. Com investimento de mais de R$ 1 milhão, os aparelhos serão usados no acompanhamento desde o pré-natal até o nascimento dos bebês.

A cada dez bebês que nasceram nas unidades da SES-DF em 2024, três eram de famílias residentes de fora do Distrito Federal

Além disso, foi entregue mais um lote de 549 equipamentos de ar-condicionado, parte da compra de 5 mil unidades, representando um investimento de R$ 2 milhões. Ano passado, foram adquiridos outros 1,1 mil aparelhos, que têm permitido a revitalização de consultórios, salas de espera, ambulatórios e outros espaços. Houve ainda o recebimento de 80 televisores, já em distribuição para UBSs e unidades da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS). Com investimento de R$ 85 mil, as TVs serão usadas como painéis de informações nas áreas de espera.

O GDF investiu ainda mais de R$ 17 milhões para garantir um atendimento mais eficiente a crianças durante o período de aumento de doenças respiratórias – janeiro a junho. Entre as iniciativas, destaca-se a aquisição de 1,9 mil cateteres nasais infantis de alto fluxo, distribuídos em oito hospitais com atendimento pediátrico.

Ampliação do atendimento

O DF foi a primeira unidade da Federação a aplicar o medicamento Nirsevimabe, que protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida. A Secretaria fez uma busca ativa para vacinar crianças por meio de agentes comunitários.

O Distrito Federal também se tornou a primeira unidade da Federação a oferecer um dos medicamentos mais caros e inovadores do mundo para o tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) em crianças de até 6 meses de idade. O Hospital da Criança de Brasília (HCB), custeado pelo GDF, com investimento anual de R$ 384 milhões, foi escolhido para ser o primeiro do país a iniciar a infusão de terapia gênica com Zolgensma.

Com a união de esforços da equipe, o Hospital Regional de Planaltina (HRPl) aumentou a quantidade de exames de imagens realizados. Entre janeiro e maio deste ano, foram mais de 23 mil – uma alta de 8,5% se comparado com 2024. O número de radiografias também cresceu – de janeiro a maio, chegou a 21,4 mil, um crescimento de 25,9%.

Os esforços para ampliar e fortalecer as ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador vêm acumulando grandes resultados desde o início do ano. Em maio, a população de Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol passou a contar com um Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest).

Parceria entre as secretarias de Saúde (SES-DF) e Educação (SEEDF), o Programa Saúde na Escola (PSE) será ampliado em 2025-2026. Um total de 632 escolas com 365,5 mil alunos vão participar de atividades no período. Também haverá ações com turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Será a maior atuação do PSE desde que foi instituído, em 2007.

O DF foi a primeira unidade da Federação a aplicar o medicamento Nirsevimabe, que protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

Comitê de Planejamento

Os primeiros resultados do trabalho empreendido pelo Comitê de Planejamento da Saúde do Distrito Federal (Coplans) já começaram a ser percebidos pela população. Instituído em fevereiro, o colegiado tem a função de coletar informações, identificar fragilidades e subsidiar ações de curto, médio e longo prazo voltadas à promoção, prevenção e assistência à saúde.

O secretário de Saúde destacou o papel fundamental que o Coplans tem desempenhado na pasta. “Os problemas são dinâmicos, assim como as soluções. Ter um time debruçado exclusivamente sobre os desafios e construindo resultados permite que a gente sobreponha a lógica de ’apagar incêndios’”, explica Juracy Lacerda.

Atendimento universal

A rede pública de saúde do DF acolhe pacientes de todas as partes do Brasil. A cada dez bebês que nasceram nas unidades da SES-DF em 2024, três eram de famílias residentes de fora do Distrito Federal. No total, foram 31,5 mil partos, sendo mais de 9,5 mil de outras unidades da Federação.

Essa realidade se aplica a outros casos. Das mais de 238 mil internações em hospitais da SES-DF no ano passado, um total de 20,96% (50 mil) foram de pacientes de outras áreas do país. Nas UTIs do DF, quase 29 mil diárias foram utilizadas por pacientes de 24 estados diferentes.

*Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Comissão de Saúde avalia resultados do Iges-DF no primeiro quadrimestre de 2026

Durante audiência pública, instituto apresentou balanço financeiro e administrativo e ouviu apontamentos do Ministério Público, CLDF e do Conselho de Saúde do DF

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Foto: João Pedro Carvalho/Agência CLDF

Diretora-presidente do Iges-DF, Eliane Souza de Abreu apresentou dados referentes ao cumprimento de metas de gestão da entidade à Comissão de Saúde

Representantes do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) compareceram à Câmara Legislativa nesta segunda-feira (28) para apresentar a prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre de 2026. A audiência pública ocorreu no âmbito da Comissão de Saúde (CSA), presidida pela deputada Dayse Amarilio (PSB), e teve a colaboração do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), do Conselho de Saúde e da sociedade civil.

No primeiro período da audiência, a diretora-presidente do Iges-DF, Eliane Souza de Abreu, apresentou dados referentes ao cumprimento de metas de gestão, à utilização das emendas parlamentares e ao gerenciamento e logística de recursos e insumos. A gestora iniciou a apresentação destacando que o instituto cumpriu, no período avaliado, 100% das metas de gestão pactuadas.

A deputada Dayse Amarilio, o promotor de Justiça do MPDFT Jairo Bisol e o presidente do Conselho de Saúde do DF, Domingos de Brito Filho, fizeram considerações sobre os dados apresentados. Amarilio avaliou que alguns indicadores apresentados pelo Iges-DF não correspondem ao que é percebido “na ponta” dos serviços de saúde prestados à população.

Segundo a parlamentar, chegam ao seu gabinete constantes relatos de dificuldades de acesso aos serviços de saúde, especialmente por parte da população em situação de vulnerabilidade. Ela também questionou o direcionamento de pacientes psiquiátricos para as UPAs, avaliando que essas unidades não são as mais adequadas para esse tipo de assistência.

A escassez de profissionais em quantidade suficiente para atender o quantitativo de pacientes, a falta de medicamentos básicos, como dipirona, e a violência praticada contra profissionais de saúde nas unidades também foram alvo de críticas da parlamentar. “Vai demorar a arrumar a saúde de Brasília porque ela não foi prioridade. Nós temos um problema que é orçamentário e que se reflete no colapso geral de todos os hospitais e sistemas”, afirmou.

O promotor de justiça Jairo Bisol criticou a ausência do secretário de Saúde na audiência. Para ele, parte dos problemas da saúde pública tem origem no modelo de “gestão dividida” entre o ente público (Secretaria de Saúde) e o ente privado (Iges-DF). “Não é o secretário de saúde que deveria estar aqui prestando contas? Me parece que o Iges deveria prestar contas ao secretário e ele prestar à população”, questionou.

Para Domingos Filho, os índices apresentados pelo relatório não correspondem às demandas levadas pela população ao Conselho de Saúde. “Os números apresentados no RVQA não correspondem ao que acontece no Iges. Os índices pactuados entre o Iges e a SES não estão sendo cumpridos”, avaliou.

Eliane de Abreu destacou que o Poder Executivo tem feito “esforço hercúleo” para viabilizar as entregas realizadas pelo Iges. Entre as conquistas obtidas no período, a gestora mencionou uma economia superior a R$ 200 mil por mês com a revisão da estrutura organizacional estabelecida no instituto.

Ela destacou ainda que tem trabalhado na recomposição da força de trabalho. Até o momento, 530 profissionais de saúde já foram realocados nas UPAs para suprir a demanda. Além disso, o instituto tem fortalecido o serviço de telessaúde, o que tem melhorado a gestão no atendimento de forma geral. “Essa também tem sido uma prioridade para nós”, pontuou.

 

Foto: João Pedro Carvalho/Agência CLDF

Dados de gestão

Desempenho institucional e metas de gestão: o instituto informou o cumprimento de 100% das metas pactuadas na área de ensino e pesquisa, incluindo a oferta de vagas para residência médica, residência multiprofissional e estágios curriculares. Os indicadores de rotatividade de pessoal também permaneceram dentro dos limites estabelecidos para os hospitais e unidades de pronto atendimento administrados pelo Iges-DF.

Por outro lado, o indicador de sustentabilidade financeira (Fator K) fechou o período em 1,92, abaixo da faixa contratual prevista entre 2,26 e 2,5. Segundo o relatório, o resultado evidencia a necessidade de recomposição financeira da instituição.

Reestruturação administrativa e governança: os gestores apresentaram também medidas adotadas para reorganização administrativa e fortalecimento da governança institucional. Entre as ações destacadas estão a revisão da estrutura organizacional, a redução de cargos administrativos e a realocação de servidores para áreas assistenciais, iniciativa que gerou economia superior a R$ 200 mil por mês. Também foram promovidas mudanças em setores estratégicos da administração do instituto.

O relatório apontou avanços na área de gestão de riscos e segurança do paciente, com a elaboração da Política de Gestão de Crises do Iges-DF, revisão de protocolos assistenciais e fortalecimento dos mecanismos de apuração institucional. Houve ainda ampliação do diálogo com órgãos de controle, entre eles a Comissão de Saúde da CLDF, o Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) e o MPDFT.

Recursos para ampliação da capacidade assistencial

Outro destaque da prestação de contas foi a captação de recursos por meio de emendas parlamentares e convênios federais. Segundo os dados apresentados, foram garantidos R$ 17 milhões em 23 novos convênios firmados com o Ministério da Saúde, destinados à aquisição de equipamentos e ao fortalecimento da estrutura assistencial do Hospital de Base, do Hospital Regional de Santa Maria e das unidades de pronto atendimento.

O Instituto informou também a aquisição e formalização de centenas de equipamentos médico-hospitalares, incluindo aparelhos de anestesia, mesas cirúrgicas, equipamentos de imagem e monitores multiparamétricos, ampliando a capacidade de atendimento da rede sob sua gestão.

Administração e logística

Na área de administração e logística, o Iges-DF destacou avanços na gestão de compras, estoques e abastecimento das unidades de saúde. Entre as medidas adotadas está a migração gradual de contratos para atas de registro de preços, processo que já alcançou 64% de execução e busca reduzir custos, ampliar a previsibilidade das aquisições e preparar a rede para a incorporação de novas UPAs.

De acordo com o relatório, 1.075 itens foram adquiridos no período, permitindo atendimento de 84% das demandas de compras registradas. O instituto atribuiu o resultado à maior agilidade nos processos de negociação e reposição de estoques, reduzindo o risco de desabastecimento de insumos e medicamentos essenciais.

Também foram apresentados os resultados da verticalização do Centro de Distribuição, que proporcionou redução de R$ 7,78 milhões nos estoques em comparação com o ano anterior, além da ampliação da capacidade de armazenamento e do aprimoramento dos mecanismos de rastreabilidade de medicamentos e materiais utilizados nas unidades.

Entre os projetos em andamento, os gestores destacaram a implantação do dispensário eletrônico na UPA de Ceilândia, em fase piloto, com o objetivo de aumentar a segurança na dispensação de medicamentos, melhorar o controle dos estoques e ampliar a rastreabilidade dos insumos utilizados na assistência aos pacientes.

 

Foto: David Calaça / Agência CLDF

 

Balanço financeiro

De acordo com a apresentação do superintendente de Contabilidade, Finanças, Custos e Orçamentos do Iges-DF, Fabiano Batista, a receita total nos três primeiros meses de 2026 foi de R$ 784 milhões e a despesa executada somou R$ 788 milhões, dos quais R$ 26,7 milhões em investimentos. O Instituto iniciou o ano com R$ 46 milhões, remanescentes de 2025.

Embora a disponibilidade financeira tenha sido de R$ 43,7 milhões, esses recursos são vinculados. De acordo com o relatório, a dívida do Iges-DF caiu de R$ 171,7 milhões, no primeiro trimestre de 2022, para R$ 33,4 milhões em 2026. No entanto, técnicos do Iges apontaram defasagem financeira do Instituto.

A deputada Dayse Amarilio questionou sobre o risco de não pagamento dos terceirizados. A presidente do Iges, Eliane de Abreu, disse que protocolou pedido de reequilíbrio financeiro à Secretaria de Saúde e que, no momento, não há atraso no pagamento dos terceirizados. Ela também salientou que a gestão prioriza os contratos com provimento de mão de obra.

O presidente da Comissão de Acompanhamento e Avaliação do Contrato de Gestão do Iges-DF, Luiz Roberto Domingues, no entanto, defendeu a atualização dos repasses, pois o orçamento atual, segundo ele, é baseado nos cálculos de 2024. “O fluxo de recursos e obrigações assumidas do Iges está chegando ao ponto de o Iges correr o risco de não honrar as obrigações contratualizadas sem fazer repactuação, sem fazer reequilíbrio e sem ajustar os contratos com os fornecedores.”

Contratos

De acordo com a superintendente de Contratos do Iges-DF, Luana Fonseca, havia 1.450 instrumento contratuais vigentes em 30 de abril, sendo 1.316 de aquisições, 116 de serviços e 18 de locação. No primeiro trimestre, foram formalizados 793 novos instrumentos, dos quais 518 tinham como objetivo a seleção de fornecedores regulares.

Os contratos celebrados no período somaram R$ 830 milhões, referentes a serviços prestados de três a 24 meses. Desses contratos, 562 foram de aquisição de materiais, 12 de serviços. Houve ainda 84 rescisões e sete apostilamentos. Segundo Fonseca, houve uma redução de 66,6% do total de contratos regulares assinados.

Após a apresentação, Dayse Amarilio questionou a vigência por longos períodos de contratos pagos com verbas indenizatórias. Sobre um determinado contrato, ela criticou: “A gente demorou praticamente três anos para abrir a licitação”.

Os técnicos do Iges-DF se comprometeram a aprimorar a gestão de contratos. “Desde que essa diretoria assumiu o Iges, eu e meus pares temos trabalhado com muito afinco para tratar e entregar respostas. Há questões que não vamos conseguir resolver de pronto, mas isso não significa que não estão no nosso radar, já foram mapeadas”, afirmou a presidente.

O promotor Jairo Bisol parabenizou a condução da audiência pública: “Encantado por ver com que garra e com que competência hoje, na figura da deputada Dayse, vemos esse exercício do controle por parte do Legislativo que eu nunca vi”.

A avaliação das metas do Iges-DF será realizada em uma nova audiência da Comissão de Saúde da Câmara Legislativa.

 

Confira a cobertura fotográfica da audiência no Flickr da CLDF

Christopher Gama e Mario Espinheira – Agência CLDF

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Após empate frustrante, Brasil reencontra Austrália em novo amistoso

Ancelotti deve fazer sete mudanças em relação à equipe de sexta (25)

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Lincoln Chaves – Repórter da EBC

 

Quatro dias após empatarem por 1 a 1, Brasil e Austrália se reencontram nesta terça-feira (29) para novo amistoso no país da Oceania. Desta vez, no Suncorp Stadium, em Brisbane, a partir das 7h (horário de Brasília).

O técnico Carlo Ancelotti deve realizar pelo menos sete mudanças no time que foi a campo na última sexta-feira (25), no Queensland Country Bank Stadium, em Townsville. Autor do gol brasileiro, já nos acréscimos, o atacante Rayan é um dos que devem iniciar o duelo como titular.

O sistema defensivo será totalmente diferente, com o goleiro Otávio, os laterais Vanderson (direita) e Mauro Júnior (esquerda) e os zagueiros Jair e Gabriel Magalhães. Os volantes Danilo e Bruno Guimarães terão a companhia do meia Gabriel Bontempo. Na frente, Rayan forma o trio de ataque com Raphinha e Vinícius Júnior.

Dos 26 convocados por Ancelotti, oito nunca haviam sido chamados à seleção principal. Deles, dois estrearão com a Amarelinha nesta terça: Otávio e Gabriel Bontempo.

O lateral Matheuzinho foi titular no jogo passado, enquanto Jair e Mauro Júnior entraram na etapa final no lugar de Vitor Reis e Douglas Santos, respectivamente. O goleiro Pedro Morisco, o zagueiro Arthur Dias e os volantes Breno Bidon aguardam uma oportunidade.

“O Breno [Bidon] é um jogador que tem muita qualidade, que está jogando muito bem no Campeonato Brasileiro [pelo Corinthians]. Gostei muito de Arthur Dias e dos goleiros, que eu não conhecia. A verdade é que são todas surpresas positivas. Gostei muito do Gabriel Bontempo, Jair… Quero ser objetivo: temos futuro, apesar das críticas”, disse Ancelotti, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (28).

“Eu acho que a geração que jogou a Copa do Mundo de 2018, 2022 e 2026 acabou. Temos que construir uma nova geração levando em consideração alguns jogadores da geração anterior com idade para a próxima Copa do Mundo. É um momento muito interessante para novos e jovens jogadores, de 17, 18, 19 anos. Esperamos ter a possibilidade e a oportunidade de ajudá-los a crescer mais rápido”, concluiu o treinador.

Do lado australiano, a meta é repetir o nível de atuação da partida anterior. Segundo o técnico Tony Popovic, que também atendeu à imprensa nesta segunda, a seleção do país não está acostumada a enfrentar adversários “de nível top” a cada quatro dias, ao contrário dos brasileiros, que atuam regularmente em grandes competições e na Liga dos Campeões da Europa, principal torneio de clubes do mundo.

“Será um grande teste para observarmos: podemos nos recompor fisicamente? Mentalmente? Podemos apresentar novamente a qualidade que mostramos com e sem a bola? É por isso que estamos encarando o Brasil e estamos satisfeitos de eles terem vindo aqui nos proporcionar esse grande teste”, analisou o treinador.

Se repetir a formação do último amistoso, Popovic deve escalar a Austrália com Patrick Beach; Alessandro Circati, Harry Souttare e Lucas Herrington; Jacob Italiano, Jackson Irvine, Paul Okon-Engstler e Connor Metcalfe; Aziz Behich, Kusini Yengi e Nestory Irankunda. Este último marcou, de falta, o gol que abriu o marcador em Townsville.

Após os jogos na Austrália, o Brasil viaja para a Índia. O amistoso contra a seleção da casa será no próximo sábado (3), às 11h, no Salt Lake Stadium, em Calcutá.

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Eleições 2026: eleitores de todo o país irão às urnas em horário unificado, seguindo fuso de Brasília

Medida permite a divulgação dos primeiros votos apurados para todos os cargos logo após as 17 horas

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O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em 2026, os eleitores de todo o Brasil irão às urnas em um horário unificado: entre 8 e 17 horas, no horário de Brasília. Assim que acabar o horário de votação, os primeiros votos apurados para qualquer cargo em disputa já poderão ser divulgados.

A divulgação de todos os resultados ao mesmo tempo não era possível antes de 2022 (quando a unificação passou a valer), por conta dos fusos horários diferentes.

Confira página especial da Câmara sobre as Eleições 2026

“Não podia divulgar os resultados para presidente da República, porque isso poderia, de alguma forma, influenciar o eleitor que ainda estava na fila. A gente divulgava o resultado de governadores e do Parlamento (deputados e senadores), mas não divulgava de presidente até dar 19 horas, pois eram 17 horas no Acre e no Amazonas”, explica o especialista em direito eleitoral Bruno Andrade.

Caminho do voto

Depois que todos os eleitores que estavam na fila terminam de votar, o presidente da mesa encerra a votação na urna eletrônica. A partir daí, a urna não recebe novos votos e são gerados os arquivos necessários para a apuração.

O caminho do voto: da seção eleitoral ao resultado

Para enviar os dados de totalização dos votos no sistema da Justiça Eleitoral, é usada a mídia de resultado. É como um pen drive protegido por travas eletrônicas de segurança que cada urna tem.

Próximas etapas

Depois da eleição, candidatos e partidos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a prestação final das contas de campanha. Em 2026, o prazo termina em 3 de novembro para quem concorreu apenas no primeiro turno. Para os candidatos que disputarem o segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser apresentada até 14 de novembro.

Na diplomação, a pessoa eleita recebe o diploma, documento da Justiça Eleitoral que registra seu nome, o partido, federação ou coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleita. No caso dos suplentes, o documento também informa a classificação.

Esse último dado é importante para os deputados porque os parlamentares não se elegem só pela maioria dos votos. São os partidos e as federações que ganham cadeiras na medida em que recebem mais votos dos eleitores em relação ao total de votos válidos.

Saiba como funciona a eleição para deputados

“Essas cadeiras vão para os melhores colocados dentro do partido ou federação. Se os concorrentes identificarem algum problema nesse cálculo, podem entrar com um recurso depois da diplomação”, acrescenta.

Segundo o especialista, o diploma tem duas funções. A primeira é simbólica: formaliza o reconhecimento de que a pessoa foi eleita. A segunda é jurídica: a diplomação também serve como marco para prazos de questionamento do resultado eleitoral.

Candidaturas indeferidas

Segundo Bruno Andrade, quando o registro de uma candidatura está sub judice, há outro fator complicador. O candidato pode continuar na disputa enquanto essa situação permanecer.  Se o eleito estiver com o registro indeferido, mesmo que a decisão ainda esteja sob recurso, ele não poderá ser diplomado.

“Nesse caso, assume o presidente da Câmara, no caso do presidente da República, e ou o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, no caso de governador. Ele fica interinamente enquanto não resolve o problema. Se foi confirmado o indeferimento do processo, tem que ter nova eleição”, explica.

Posse

Se a diplomação acontecer com sucesso, a pessoa eleita pode tomar posse. A cerimônia é um rito obrigatório, que marca o início da atividade no cargo, embora eventuais processos eleitorais ainda possam continuar em tramitação.

“A partir desse exercício de mandato é que a pessoa vai poder tomar medidas como parlamentar. Pode participar de votações, ser escolhido representante da Maioria, da Minoria, compor bancada”, afirma Bruno Andrade.

“Com a posse é que a gente começa a ter esses atos de parlamentar efetivamente. Antes disso, ele tem a proteção enquanto parlamentar, porque já está diplomado, mas ainda não exerce efetivamente as tarefas de um parlamentar”, conclui.

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A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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