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No Dia da Saúde, DF comemora números positivos em 2025

Confira as conquistas deste GDF no primeiro semestre do ano

 

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Agência Brasília* | Edição: Carolina Caraballo

 

O Dia Nacional da Saúde é comemorado no dia 5 de agosto, em homenagem ao nascimento do sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz. E a Secretaria de Saúde (SES-DF) celebra a data mostrando os avanços nos serviços oferecidos para a população do Distrito Federal. De janeiro a julho deste ano, o Governo do Distrito Federal (GDF) recebeu 10,8 mil elogios – desses, 5,2 mil foram destinados à rede pública de saúde, o que representa 48,85% de todos os elogios recebidos.

No que diz respeito à oncologia, a SES-DF lançou o programa “O câncer não espera. O GDF também não”, que visa oferecer atendimento ágil, coordenado e humano. Foi com esse objetivo central que o programa remodelou a linha de cuidado na rede pública. A jornada do paciente oncológico foi desenhada para que atendimento e tratamento se iniciem em um prazo de até 60 dias. A equipe especializada monitora o usuário em todas as etapas: exame, cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

O secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda, enfatiza que o tempo é crucial para o atendimento de pacientes diagnosticados com a doença. “No início da minha gestão, tínhamos 900 pacientes aguardando, e um tempo médio de 74 dias para que fossem atendidos. Com a elaboração da linha de cuidado e algumas ações internas, conseguimos, antes mesmo da implementação do programa, reduzir de forma significativa a lista e o tempo de espera”, disse.

Gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o Hospital de Base (HBDF) está oferecendo mais serviços de alta complexidade. A oncologia clínica do hospital foi ampliada e conta com 11 novos consultórios, e um moderno angiógrafo foi instalado no setor de hemodinâmica.

Atenção Primária e dengue

De janeiro a junho, as unidades básicas de saúde (UBSs) realizaram mais de 2,1 milhões de atendimentos. Desse total, 302,9 mil foram de saúde bucal. Os números reforçam a importância da Atenção Primária à Saúde (APS) como a principal porta de entrada do SUS.

Segundo o boletim epidemiológico mais atual, os casos de dengue do primeiro semestre de 2025 diminuíram em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre janeiro e julho de 2024, foram registrados 272,3 mil casos prováveis da doença. Ao passo que em 2025, no mesmo período, foram 8,7 mil casos – uma redução de aproximadamente 97%. Desde janeiro de 2024, uma força-tarefa composta por 11 órgãos do GDF está ativa, coordenando iniciativas de prevenção e controle da dengue em todo o DF.

De janeiro a junho, as unidades básicas de saúde (UBSs) do Distrito Federal realizaram mais de 2,1 milhões de atendimentos

AVC no Quadrado

Em maio deste ano, a Secretaria de Saúde lançou o projeto AVC no Quadrado, iniciativa para ampliar o atendimento a pessoas vítimas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), além de oferecer mais uma técnica avançada para o tratamento – o foco é reduzir tanto a mortalidade quanto as sequelas em pacientes. A trombólise endovenosa passou a ser oferecida também nos Hospitais Regionais do Gama (HRG) e de Sobradinho (HRS), além do HBDF. A técnica consiste na administração de medicamentos para dissolver o coágulo sanguíneo que bloqueia a artéria afetada, restaurando a normalidade da circulação no cérebro.

Saúde mental

A Secretaria de Saúde criou um cartão de crise para melhorar o atendimento a pacientes dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). O documento impresso reune informações essenciais do usuário para o manejo da crise, como nome completo, contatos pessoais e medicamentos em uso. O objetivo é que o paciente do Caps tenha um atendimento mais ágil, seguro e eficaz em situações de crise psíquica. A adesão é voluntária.

Em abril, o governador Ibaneis Rocha anunciou a criação do primeiro Centro de Referência Especializado em Autismo do DF. O espaço será dedicado ao atendimento de crianças, adolescentes e adultos com transtorno do espectro autista (TEA). O centro será composto por equipes multidisciplinares, com assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, nutricionistas e fisioterapeutas, além de salas multissensoriais e equipamentos de estímulo e interação social. O serviço será feito de forma integrada com a Atenção Primária à Saúde.

 

Reforço na assistência

A SES-DF também tomou mais uma medida para ampliar a capacidade da rede pública de oferecer atendimento a pacientes em estado crítico. Por meio de credenciamento, a Saúde já contratou 233 leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) na rede complementar. A previsão é contratar 273 vagas de UTI adulta, além de 14 vagas de UTI neonatal e 59 de UTI pediátrica, totalizando 346 leitos para a população.

Foram publicados em julho, os editais de credenciamento para contratação de procedimentos de cabeça e pescoço, oftalmologia, coloproctologia e operações vasculares. Serão beneficiados, por exemplo, pacientes que atualmente sofrem com catarata, hemorróidas e varizes, além daqueles que precisam retirar a tireoide ou amígdalas.

A Secretaria de Saúde convocou, no primeiro semestre, médicos generalistas aprovados em processo seletivo temporário para a carreira. Os profissionais reforçaram a assistência à população nos hospitais regionais de Brazlândia, Planaltina e da Região Leste.

Em junho, o IgesDF recebeu 132 novos profissionais para atuar nas unidades administradas pelo instituto. São médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, técnicos e equipes administrativas que chegam para reforçar o atendimento e ampliar a qualidade dos serviços prestados à população. Os novos profissionais vão atuar no HBDF, no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e nas unidades de pronto atendimento (UPAs).

No primeiro semestre, médicos generalistas aprovados em processo seletivo temporário para a carreira reforçaram a assistência à população nos hospitais regionais de Brazlândia, Planaltina e da Região Leste

Transplantes e urgência

De janeiro a junho de 2025, a SES-DF realizou 424 transplantes, um aumento de quase 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Os procedimentos – executados em unidades como o Hospital de Base (HBDF), Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) e o Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF) – envolvem órgãos e tecidos, como rim, fígado, coração, córneas, pele e medula óssea.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tem adotado práticas para reduzir os trotes, que é crime previsto em lei. As iniciativas têm funcionado: em três anos, o número de trotes registrados pelo Samu no Distrito Federal caiu 89,2%. Em 2024, esse número chegou a 7.313. Neste ano, até junho, foram 2.731, queda de 31,8%.

Obras

O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) inaugurou, em maio, um novo espaço especializado no atendimento a pacientes de cirurgia bariátrica. A unidade é pioneira no DF e vai oferecer atendimento humanizado e estrutura dedicada a usuários com obesidade. O local conta com seis consultórios que serão utilizados por uma equipe multiprofissional, composta por nove cirurgiões, dois psicólogos, uma endocrinologista, duas técnicas de enfermagem e três nutricionistas.

Julho marcou a conclusão da terraplenagem do primeiro Hospital Regional do Recanto das Emas (HRE). Com investimento de R$ 133,7 milhões, a unidade vai contar com 100 leitos distribuídos entre clínica médica, pediátrica e UTI pediátrica. A Novacap retomou a licitação para construção do Hospital Regional de São Sebastião (HSS). Com capacidade para 100 leitos, o hospital terá investimento de R$ 180 milhões. A estrutura prevê 100 leitos e o centro cirúrgico terá ambulatório e laboratório de diagnóstico por imagem.

Em maio, o governador Ibaneis Rocha assinou a ordem de serviço para a construção do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (Capsi) no Recanto das Emas. Com investimento de R$ 4,7 milhões, a nova unidade reforçará o atendimento em saúde mental para crianças e adolescentes da região. A obra faz parte de um conjunto de ações deste GDF para ampliar a Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

A rede pública de saúde do Distrito Federal acolhe pacientes de todas as partes do Brasil

Segurança e novos equipamentos

Para reforçar a segurança de pacientes e profissionais de saúde, a SES-DF iniciou, em junho, a instalação de mais de 12 mil câmeras de monitoramento em 279 unidades. Além disso, outras tecnologias passarão a fazer parte do sistema de segurança da pasta, incluindo 1,2 mil leitores biométricos e 1,2 mil fechaduras eletromagnéticas, aliado à contratação do serviço de segurança.

Servidores, pacientes e acompanhantes também terão mais conforto nas unidades da Secretaria de Saúde. A pasta iniciou a distribuição de novos equipamentos para hospitais, policlínicas e UBSs. “Esses recebimentos fazem parte do plano de qualificação dos atendimentos, promovendo o bem-estar e um ambiente adequado”, afirmou o secretário Juracy Lacerda.

Os hospitais regionais receberão 95 camas infantis para setores de emergência e internação, fruto de um investimento de R$ 492 mil. Também estão em processo de recebimento 69 cadeiras de rodas infantis, um investimento de R$ 108 mil.

Hospitais, casas de parto, policlínicas e UBSs do DF começaram a receber 947 detectores fetais, equipamentos necessários para monitorar a saúde dos bebês, ainda no útero das mães. Com investimento de mais de R$ 1 milhão, os aparelhos serão usados no acompanhamento desde o pré-natal até o nascimento dos bebês.

A cada dez bebês que nasceram nas unidades da SES-DF em 2024, três eram de famílias residentes de fora do Distrito Federal

Além disso, foi entregue mais um lote de 549 equipamentos de ar-condicionado, parte da compra de 5 mil unidades, representando um investimento de R$ 2 milhões. Ano passado, foram adquiridos outros 1,1 mil aparelhos, que têm permitido a revitalização de consultórios, salas de espera, ambulatórios e outros espaços. Houve ainda o recebimento de 80 televisores, já em distribuição para UBSs e unidades da Subsecretaria de Vigilância à Saúde (SVS). Com investimento de R$ 85 mil, as TVs serão usadas como painéis de informações nas áreas de espera.

O GDF investiu ainda mais de R$ 17 milhões para garantir um atendimento mais eficiente a crianças durante o período de aumento de doenças respiratórias – janeiro a junho. Entre as iniciativas, destaca-se a aquisição de 1,9 mil cateteres nasais infantis de alto fluxo, distribuídos em oito hospitais com atendimento pediátrico.

Ampliação do atendimento

O DF foi a primeira unidade da Federação a aplicar o medicamento Nirsevimabe, que protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia nos primeiros meses de vida. A Secretaria fez uma busca ativa para vacinar crianças por meio de agentes comunitários.

O Distrito Federal também se tornou a primeira unidade da Federação a oferecer um dos medicamentos mais caros e inovadores do mundo para o tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME) em crianças de até 6 meses de idade. O Hospital da Criança de Brasília (HCB), custeado pelo GDF, com investimento anual de R$ 384 milhões, foi escolhido para ser o primeiro do país a iniciar a infusão de terapia gênica com Zolgensma.

Com a união de esforços da equipe, o Hospital Regional de Planaltina (HRPl) aumentou a quantidade de exames de imagens realizados. Entre janeiro e maio deste ano, foram mais de 23 mil – uma alta de 8,5% se comparado com 2024. O número de radiografias também cresceu – de janeiro a maio, chegou a 21,4 mil, um crescimento de 25,9%.

Os esforços para ampliar e fortalecer as ações de Vigilância em Saúde do Trabalhador vêm acumulando grandes resultados desde o início do ano. Em maio, a população de Brazlândia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol passou a contar com um Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest).

Parceria entre as secretarias de Saúde (SES-DF) e Educação (SEEDF), o Programa Saúde na Escola (PSE) será ampliado em 2025-2026. Um total de 632 escolas com 365,5 mil alunos vão participar de atividades no período. Também haverá ações com turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Será a maior atuação do PSE desde que foi instituído, em 2007.

O DF foi a primeira unidade da Federação a aplicar o medicamento Nirsevimabe, que protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)

Comitê de Planejamento

Os primeiros resultados do trabalho empreendido pelo Comitê de Planejamento da Saúde do Distrito Federal (Coplans) já começaram a ser percebidos pela população. Instituído em fevereiro, o colegiado tem a função de coletar informações, identificar fragilidades e subsidiar ações de curto, médio e longo prazo voltadas à promoção, prevenção e assistência à saúde.

O secretário de Saúde destacou o papel fundamental que o Coplans tem desempenhado na pasta. “Os problemas são dinâmicos, assim como as soluções. Ter um time debruçado exclusivamente sobre os desafios e construindo resultados permite que a gente sobreponha a lógica de ’apagar incêndios’”, explica Juracy Lacerda.

Atendimento universal

A rede pública de saúde do DF acolhe pacientes de todas as partes do Brasil. A cada dez bebês que nasceram nas unidades da SES-DF em 2024, três eram de famílias residentes de fora do Distrito Federal. No total, foram 31,5 mil partos, sendo mais de 9,5 mil de outras unidades da Federação.

Essa realidade se aplica a outros casos. Das mais de 238 mil internações em hospitais da SES-DF no ano passado, um total de 20,96% (50 mil) foram de pacientes de outras áreas do país. Nas UTIs do DF, quase 29 mil diárias foram utilizadas por pacientes de 24 estados diferentes.

*Com informações da Secretaria de Saúde (SES-DF)

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Análise técnica do Congresso diverge de parte dos vetos à Lei Orçamentária

Nota das Consultorias de Orçamento subsidia análise do Congresso (ao fundo) sobre vetos do Planalto (em 1º plano)
Leonardo Sá/Agência Senado

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Uma nota técnica divulgada pelas Consultorias de Orçamento do Senado e da Câmara dos Deputados questiona parte dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Orçamento de 2026. A contestação abrange quatro dispositivos vetados que somam R$ 119,7 milhões em emendas parlamentares.

A análise dos consultores não tem caráter decisório, mas busca oferecer subsídios técnicos para que senadores e deputados possam avaliar, de forma qualificada, a manutenção ou a rejeição dos vetos presidenciais pelo Congresso.

A Lei Orçamentária de 2026 (Lei 15.346) foi sancionada na quarta-feira (14) com vetos do Poder Executivo a 22 dispositivos incluídos no texto por senadores e deputados. No total, os pontos vetados somam R$ 393,7 milhões em emendas.

Segundo a nota técnica, as razões apresentadas pelo Palácio do Planalto para justificar quatro dos vetos “não são pertinentes” do ponto de vista técnico e jurídico.

Um exemplo é o dispositivo que destinava R$ 30,4 milhões a projetos de agricultura irrigada no Nordeste. Segundo a análise, o veto pode gerar o descumprimento de uma regra constitucional que determina a aplicação mínima de 50% dos recursos de irrigação na região.

Outros dois vetos questionados na nota técnica liberavam R$ 89,1 milhões em emendas parlamentares para as áreas de atenção hospitalar e atenção primária à saúde. Segundo o Poder Executivo, as programações seriam “usualmente destinadas a acomodar emendas que teriam destinação específica estabelecida pelos parlamentares”.

De acordo com as consultorias, o argumento “não é cabível”. “As dotações classificadas com o identificador RP 2 [de livre execução pelo Executivo] não são passíveis de indicação, para execução orçamentária, pelos parlamentares. Assim, entende-se que não há pertinência das razões de veto apresentadas pelo Poder Executivo”, pontua o documento.

O último veto considerado não pertinente pelos consultores trata de recursos para a implantação da Escola de Sargentos do Exército em Recife. A programação previa R$ 100 mil.

Pontos convergentes

A nota técnica considera pertinentes os argumentos do Poder Executivo para os outros 18 pontos vetados. Segundo o Palácio do Planalto, a inclusão das programações contraria a Lei Complementar 210, de 2024. Segundo a norma, as mudanças propostas pelos parlamentares no Orçamento precisam observar, cumulativamente, três critérios:

  • incidir sobre despesas não identificadas;
  • ser de interesse nacional; e
  • não ter destinatário específico.

Alguns pontos vetados destinavam recursos para ações de saúde em estados específicos, obras rodoviárias com localização definida e investimentos incluídos por emendas de bancadas e comissões, sem previsão no projeto original do Orçamento.

Um dos trechos vetados reservava R$ 7,5 milhões para a Universidade Federal do Delta do Parnaíba, no Piauí. Outros exemplos são dotações assistência hospitalar e ambulatorial nos estados de Amapá, Tocantins, Ceará, Paraíba, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Projeto Ciência na Estrada leva experiências científicas a 12 regiões do DF

A programação inclui atividades práticas, exposições e ações educativas voltadas a diferentes faixas etárias

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Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

 

Sucesso em 2005, quando reuniu mais de 55 mil participantes em suas edições, o projeto Ciência na Estrada, iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) junto ao Instituto de Gestão e Execução de Projetos (Igepex), segue reforçando a popularização científica em diversas regiões da capital. Neste ano, serão promovidas ações em 12 regiões administrativas, com encerramento previsto no Planetário de Brasília (Plano Piloto).

“Vamos aproximar crianças, jovens e adultos de temas como tecnologia, astronomia, pesquisa científica e tudo que envolva inovação”, afirma o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. “Ao imergir nesse mundo, o conhecimento se amplia, e há uma maior valorização da ciência como ferramenta social de transformação.”

O formato itinerante faz uso de recursos tecnológicos que tornam o aprendizado mais acessível e envolvente. Um dos principais atrativos é o ônibus Ciência na Estrada, uma estrutura com ambientação futurista que simula uma nave espacial, equipada com realidade virtual 360 graus, jogos digitais e conteúdos educativos interativos.

Entre as atrações, destaca-se o projeto Einstein Júnior, iniciativa voltada ao público infantil que promove contato com conceitos científicos por meio de experimentos, oficinas e mediação educativa, complementando as experiências tecnológicas oferecidas pelo projeto.

Para participar, basta acessar a plataforma Sympla e retirar os ingressos gratuitamente conforme as datas escolhidas.

 

Confira, abaixo, o calendário com os locais de datas para o Ciência na Estrada 2026.

⇒ Ceilândia: 21 a 25 deste mês
⇒ Paranoá: 18 a 22 de fevereiro
⇒ Samambaia: 18 a 22 de março
⇒ Cruzeiro: 22 a 26 de abril
⇒ Estrutural (SCIA), SIA e Guará: 20 a 24 de maio
⇒ Santa Maria: 17 a 21 de junho
⇒ Vicente Pires: 22 a 26 de julho
⇒ Brazlândia: 26 a 30 de agosto
⇒ Arapoanga: 23 a 27 de setembro
⇒ Gama: outubro
⇒ Riacho Fundo: novembro
⇒ Planetário de Brasília (encerramento): dezembro.

*Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação

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Atual sucesso do cinema nacional reflete anos de investimento no setor

Para presidente da RioFilme políticas de Estado foram importantes

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Anna Karina de Carvalho – repórter da Agência Brasil

 

O cinema brasileiro atravessa um de seus períodos mais visíveis e simbólicos no cenário internacional, impulsionado por uma combinação de políticas públicas, continuidade institucional e reconhecimento em grandes festivais. Para especialistas do setor, o atual momento, marcado por prêmios, presença em vitrines globais e renovação de talentos, não é fruto do acaso, mas resultado de décadas de investimento e construção de uma política de Estado para o audiovisual.

A avaliação é do presidente da RioFilme, Leonardo Edde, que destaca a importância de transformar o bom momento em um ciclo duradouro.

“O momento do cinema brasileiro é realmente fantástico. É um momentum, como outros que já tivemos ao longo das décadas, sempre com altos e baixos. O que a gente tenta agora é que esse momentum seja o mais extenso possível”, afirmou.

Segundo ele, a recente sequência de destaques ─ que vai de produções consagradas no Oscar e no Globo de Ouro a filmes selecionados em Cannes e, agora, no Festival de Berlim ─ revela a diversidade regional e criativa do país.

“Você tem o Rio, com Ainda Estou Aqui, Pernambuco, com O Agente Secreto, e agora o Brasil chegando a Berlim com projetos de jovens cineastas. É São Paulo, é diversidade, é o Brasil aparecendo”, disse.

 

Brasília (DF), 23/01/2025 - Cena do filme Ainda estou aqui. Foto: Alile Dara Onawale/Sony Picutres
 Cena do filme Ainda estou aqui. Foto: Alile Dara Onawale/Sony Picutres

Para Leonardo Edde, a chave para sustentar esse crescimento está na continuidade das políticas públicas.

“O que a gente está estruturando é uma política pública perene, com ciclos longos, sem interrupções como vimos em outros momentos da história”.

“Se não houver interrupção, o cinema brasileiro vai estar sempre em alta, porque a gente tem realizadores, artistas, produtores e empresas incríveis”, afirmou.

Ele lembra que o reconhecimento internacional dialoga diretamente com a economia criativa e outros setores. “Isso anda junto com turismo, PIB, indústria. O audiovisual é indústria.”

Na avaliação do presidente da RioFilme, o Brasil avança no caminho de uma indústria audiovisual mais sólida, mas ainda enfrenta desafios estruturais.

“A gente está numa crescente. O Brasil é a bola da vez, mas precisa ser a bola da vez com mais recorrência. Temos um mercado interno forte, mas precisamos nos internacionalizar mais”, disse.

Leonardo Edde reforça também que o papel do poder público vai além do financiamento da produção. “Não é só fomento. É distribuição, promoção e salas de cinema. A sala ainda é o ambiente mais nobre para o filme, e é nossa responsabilidade cuidar desse ecossistema.”

Políticas de incentivo

Nesse sentido, políticas públicas como o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e a Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet, cumprem papéis complementares: a Rouanet estabelece segmentos específicos que podem receber apoio por meio de incentivo fiscal, como produções audiovisuais de curta e média-metragem e a construção e manutenção de salas de cinema, enquanto os longas-metragens recorrem majoritariamente ao FSA.

No caso de O Agente Secreto e Ainda Estou Aqui, as obras premiadas não utilizaram recursos da Rouanet, já que a lei não financia longas.

Em declarações recentes, em janeiro de 2026, Wagner Moura defendeu enfaticamente a Lei Rouanet e outros mecanismos de fomento, reagindo a críticas e desinformação sobre o tema, ao afirmar:

“Eu não posso explicar a Lei Rouanet para quem ainda não assimilou a Lei Áurea”, sugerindo que a resistência às políticas culturais reflete uma incompreensão histórica sobre o papel do Estado.

Já o FSA, administrado pela ANCINE, é hoje um dos principais instrumentos do setor, investindo em todas as etapas da cadeia produtiva: que vai do desenvolvimento à distribuição e sendo amplamente utilizado por grande parte dos longas-metragens brasileiros de maior repercussão.

 

São Paulo (SP), 28/10/2025 - Ator Wagner Moura e o diretor Kleber Mendoça Filho durante entrevista coletiva do elenco do filme O Agente Secreto, no hotel Renaissance. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Ator Wagner Moura e o diretor Kleber Mendoça Filho durante entrevista coletiva do elenco do filme O Agente Secreto, no hotel Renaissance. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Desafio de atrair o público

Para a crítica de cinema Flávia Guerra, o atual reconhecimento do cinema brasileiro, impulsionado por títulos como O Agente Secreto, tem um impacto que vai além da bilheteria imediata.

“Toda vez que a gente vive uma boa fase como essa, iniciada no ano passado e que continua agora, é importante lembrar que isso é fruto de décadas de trabalho e de política pública de Estado para o audiovisual”, afirmou.

Flávia pondera que o prestígio internacional não se converte automaticamente em público nas salas, um desafio ampliado pela pandemia e pelo avanço do streaming.

“Ainda enfrentamos dificuldades para levar os filmes brasileiros ao cinema, para conquistar o público e para se manter em cartaz. Mas há um ganho imenso de prestígio. O público começa a ver o filme brasileiro como algo natural no multiplex.”

Nesse contexto, ela destaca a fala de Kleber Mendonça Filho no Globo de Ouro, dirigida especialmente aos jovens.

“Esse clima de ‘Copa do Mundo’ da cultura é muito importante. Assim como no esporte ou na música, ver nossos artistas lá fora inspira jovens a enxergar o audiovisual como profissão, como carreira possível”, disse o diretor.

Para a crítica, a mensagem de Kleber dialoga com um momento global de crise, mas também de oportunidade. “Não desistam do audiovisual. Ele emprega uma cadeia inteira, do motorista da van ao catering, da pousada ao mercadinho. É indústria. A Coreia do Sul está dando aula nesse sentido há anos.”

Berlim e a nova geração

A presença brasileira no Festival de Berlim 2026 se consolida com produções selecionadas em diferentes mostras: Feito Pipa (Gugu’s World), de Allan Deberton, integra a Generation Kplus; Papaya, de Priscilla Kellen, primeiro longa brasileiro de animação selecionado na história do festival, também está na Generation Kplus; A Fabulosa Máquina do Tempo, documentário de Eliza Capai, completa a presença brasileira na mesma mostra; e Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira, foi escolhido para a mostra Panorama, uma das vitrines centrais da Berlinale.

Para Flávia Guerra, o destaque de filmes de jovens cineastas em Berlim exemplifica o efeito positivo da atual fase. “Ver filmes brasileiros ocupando esses espaços é fundamental para garantir continuidade. Não é ser o país de um filme só, mas de uma cinematografia.”

Ela cita ainda a força de obras que dialogam com o público jovem e com temas históricos sob novas abordagens.

“São filmes de gênero, filmes de época, que falam de assuntos muito atuais. Isso cria diálogo com o público e amplia o alcance do nosso cinema.”

Para os especialistas, o desafio agora é transformar reconhecimento em política duradoura e presença constante nas salas e nos festivais. “Quando um filme como O Agente Secreto abre a cabeça do público internacional, ele leva todo o cinema brasileiro junto”, resume Flávia Guerra.

“As indicações e prêmios dependem de muitos fatores, mas o mais importante é garantir que o Brasil seja reconhecido não por um título isolado, e sim por uma cinematografia diversa, contínua e viva.”

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