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O BOM E O MAU JUIZ

HOJE, faleceu um bom juiz. Gostava de assistir suas audiências e sentenças.

 

Frank Caprio, que morreu nesta quarta-feira (20) em decorrência de um câncer no pâncreas, era conhecido como o “melhor juiz do mundo”.
Como eu gostava de ver o programa “Caught In Providence”, gravado em seu tribunal em Providence, Rhode Island, onde mostrava decisões judiciais marcadas por compaixão e bom humor.
Em algumas audiências, ele chamava crianças ao tribunal para ajudar a julgar os pais e chegou a cancelar multas de alunos do ensino médio, desde que prometessem seguir os estudos na faculdade.
Sempre que via as decisões judiciais de Frank Caprio, me lembrava de dois brasileiros ilustres: o mineiro Heráclito Fontoura Sobral Pinto (SENHOR JUSTIÇA – defensor ferrenho dos direitos humanos e advogado de vários presos políticos, inclusive de JK) e do paraibano José Américo de Almeida.
(Aliás, vale lembrar que JK, depois de eleito PR, convidou Sobral Pinto para ser ministro do Supremo e ele recusou: -“Não posso aceitar, pois fui seu advogado. Não é justo!”.
ZÉ AMÉRICO, como era chamado, foi tudo de bom: bom romancista, bom político, importante ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e bom senador. Ele que, como governador, fundou a Universidade Federal da Paraíba. Exerceu a magistratura com dignidade. Foi promotor da comarca do Recife e da comarca de Sousa, na Paraíba.
Pois bem, Zé Américo abriu, em 1928, os caminhos para o romance regional com livro A BAGACEIRA, que mostra o sofrimento humano diante da estrutura social arcaica dos engenhos, entre dois períodos de seca. O romance passa no engenho Marzagão, localizado nos arredores de Areia, cidade da zona do Brejo paraibana.
Sempre brilhante, José Américo de Almeida ocupou a cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras.
Mas o que tem a ver, José Américo de Almeida – que faleceu em 10 de março de 1980, em João Pessoa, com o bom juiz Frank Caprio?
Simples, uma frase que Zé Américo deixou para uma reflexão profunda e serena.
– “O MAU JUIZ É O PIOR DOS HOMENS. SE O JUIZ TIVER DE PECAR, QUE ELE SEJA, PELO MENOS, HUMANO”.

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EMILIANO PEREIRA BOTELHO

(1948-2026)

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O Brasil perdeu ontem à noite (11/08) um cidadão empreendedor, dedicado e que deixa um legado incomensurável para a agricultura tropical: EMILIANO PEREIRA BOTELHO.
Paracatu perdeu um filho ilustre e eu perdi um amigo, inclusive, que escreveu a abertura do meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – JK-BRASÍLIA-PELÉ – A Era dos Grandes dribles na Política, Cultura e História”.
Nesse livro, Emiliano, como presidente da CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, escreveu sobre o Planalto Central e a história da revolução verde-amerela do Cerrado, focando na chegada dos japoneses das famílias Kanegae, Hayakawa, Ogawa, Ikeda e Okudi para desbravar a região do Distrito Federal.
Como jogador de futebol, amante da boa música e torcedor do Cruzeiro, EMILIANO BOTELHO tinha seu lado alegre e festeiro. Como profissional da agropecuária, deixa uma história de empreendedorismo: logo depois de ser o superintendente e, depois, presidente da Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu, a Coopervap, presidiu por mais de 30 anos a CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, ligada ao Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados, o Prodecer.
FOTOS
1) Emiliano Botelho quando foi homenageado pela Casa de Cultura e pela Prefeitura Municipal de Paracatu como Personalidade que fez e faz diferença na região.
2) Emiliano, o Ministro Alysson Paolinelli e o primeiro presidente da CAMPO, Paulo Afonso Romano.
3) Emiliano e sua paixão pelo Cruzeiro, que hoje no jogo com o Flamengo bem podia fazer um minuto de silêncio em sua Memória.
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UnB tem finalistas no Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Obras dos docentes Edileuza Penha, Gabriele Cornelli e Elimar Pinheiro concorrem nas áreas de Artes; Tradução; e Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. Premiação ocorre em 11 de agosto, em São Paulo

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Eleições 2026: conheça as regras e faça do seu voto um instrumento de transformação

Entenda o calendário eleitoral, as principais normas do pleito e a importância de buscar informação de qualidade para exercer um voto consciente e fortalecer a democracia brasileira.

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Antes de escolher um candidato, o eleitor escolhe o futuro do país. Em 2026, milhões de brasileiros voltarão às urnas para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Mais do que um direito, o voto é um dos principais instrumentos da democracia e uma oportunidade de influenciar os rumos do Brasil pelos próximos anos.

As eleições deste ano seguem regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que buscam garantir transparência, igualdade entre os candidatos e segurança no processo de votação. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, enquanto o segundo turno, caso necessário para presidente e governadores, ocorrerá em 25 de outubro. A campanha eleitoral oficial começa em 16 de agosto, quando passam a ser permitidas as propagandas e os atos de campanha previstos na legislação.

Além do calendário, algumas normas ganharam destaque em 2026. O TSE atualizou regras relacionadas ao uso da inteligência artificial nas campanhas, reforçou medidas de combate à desinformação, aprimorou procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas e promoveu ajustes na regulamentação do Fundo Eleitoral. O objetivo é aumentar a transparência, proteger a integridade do processo eleitoral e oferecer mais segurança aos eleitores.

Mas conhecer as regras é apenas parte da responsabilidade do eleitor. O voto consciente começa muito antes do dia da eleição. É importante pesquisar a trajetória dos candidatos, avaliar suas propostas, verificar seu histórico de atuação e confirmar se as informações compartilhadas nas redes sociais são verdadeiras. Em um cenário marcado pelo grande volume de conteúdos digitais, desconfiar de mensagens sem fonte confiável e consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral faz toda a diferença.

Também vale lembrar que votos brancos e nulos não são direcionados a nenhum candidato e não alteram o cálculo dos votos válidos utilizados para definir os eleitos. Por isso, participar de forma consciente significa escolher um candidato de acordo com suas convicções e acompanhar, depois da eleição, o trabalho dos representantes escolhidos.

A democracia não se fortalece apenas no dia da votação. Ela depende da participação permanente da sociedade, do respeito às instituições e do compromisso de cada cidadão com a informação de qualidade. Informar-se, comparar propostas e votar com responsabilidade são atitudes que ajudam a construir um país mais justo, transparente e representativo.

Para conferir o calendário completo, as regras atualizadas e outras informações oficiais sobre as Eleições 2026, consulte a página oficial das Eleições 2026 do TSE e o Calendário Eleitoral.

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