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Com delegados eleitos e propostas de políticas urbanas aprovadas, termina 6ª Conferência Distrital

Foram três dias de evento no Museu Nacional da República; próxima etapa, prevista para outubro, será de âmbito nacional

 

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Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

 

A 6ª Conferência Distrital das Cidades (CDC) terminou neste domingo (31), com o saldo de 41 delegados eleitos e 19 propostas de políticas urbanas aprovadas que serão levadas à 6ª Conferência Nacional das Cidades, organizada pelo Ministério das Cidades e prevista para outubro.

 

“Esse foi um momento muito importante, porque foram eleitos nossos representantes na Conferência Nacional; além de representarem suas entidades, também vão representar o Distrito Federal e, com isso, a todos nós”

Tereza Lodder, coordenadora-executiva da comissão organizadora da 6ª CDC e secretária adjunta de Desenvolvimento Urbano e Habitação 

 

Coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF), a 6ª CDC teve como objetivo promover um debate amplo e democrático com a população. Para fortalecer a participação popular, o evento foi transmitido ao vivo no canal do YouTube Conexão Seduh.

População representada

Ao longo de três dias de conferência, o Museu Nacional da República reuniu representantes da sociedade civil, como movimentos populares, trabalhadores, empresários, organizações não governamentais (ONGs), entidades profissionais e acadêmicas; e do poder público, como os administradores regionais, para construir propostas que fortaleçam a política urbana distrital e nacional, tratando desde temas como habitação ao meio ambiente.

“Esse foi um momento muito importante, porque foram eleitos nossos representantes na Conferência Nacional; além de representarem suas entidades, também vão representar o Distrito Federal e, com isso, a todos nós”, pontuou Tereza Lodder, coordenadora-executiva da comissão organizadora da 6ª CDC e secretária adjunta de Desenvolvimento Urbano e Habitação que, durante a conferência, foi homenageada por representantes movimentos populares.

Conforme a programação, o último dia do evento foi dedicado à eleição dos delegados dos nove representantes de movimentos populares de habitação para o Conselho de Desenvolvimento Habitacional do DF (Condhab), o Conselho de Administração da Companhia de Desenvolvimento Habitacional/Codhab-DF e o Conselho Gestor do Fundo Distrital de Habitação de Interesse Social (Fundhis), além de quatro representantes da sociedade civil para a comissão preparatória do Conselho Distrital das Cidades (ConCidades DF).

Para aprimorar o processo de eleição, a equipe de tecnologia da Seduh-DF desenvolveu um sistema de votação tanto para chapas quanto para a eleição individual por segmento, de forma a facilitar a definição dos delegados que participarão da Conferência Nacional e dos conselhos.

Propostas

O segundo dia da 6ª CDC, sábado (30), foi dedicado à seleção das propostas. Pela manhã, os participantes, divididos em grupos por eixos temáticos, tiveram a oportunidade de relembrar, debater e esclarecer dúvidas sobre as deliberações aprovadas na etapa preparatória.

A criação de núcleos permanentes de habitação popular foi uma das propostas que ganharam destaque na conferência

Na sequência, os grupos de trabalho fizeram os últimos ajustes nos textos, garantindo que as propostas estivessem alinhadas com as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU).

Entre os destaques, surgiram propostas sobre ampliação do acesso à água e ao saneamento básico como direito fundamental, criação de núcleos permanentes de habitação popular, promoção da mobilidade ativa e acessível e fortalecimento da gestão democrática e participativa. Também ganharam relevância temas como a integração federativa, prevenção de riscos socioambientais, valorização da educação cidadã e combate às desigualdades urbanas.

As propostas que não avançaram para a etapa nacional também terão peso: todas estarão registradas no relatório final da 6ª CDC e serão encaminhadas aos órgãos competentes, de forma a subsidiar debates futuros nos espaços de participação da sociedade civil do DF. O documento estará disponível em breve no site oficial da conferência, permitindo que a população acompanhe, em detalhes, cada uma das propostas apresentadas e aprovadas.

 

Tema e lema

Nesta edição, a conferência teve como tema “Construindo a Política Nacional de Desenvolvimento Urbano”, discutindo formas de reduzir as desigualdades socioespaciais, complementando o Estatuto da Cidade no sentido da promoção da reforma urbana.

Qualificando o tema, o lema “Caminhos para Cidades Inclusivas Democráticas, Sustentáveis e com Justiça Social” enfatizou a importância da justiça social e da participação democrática para que os objetivos da conferência se tornem realidade.

Apoiados no tema e no lema, os debates da 6ª CDC foram pautados em torno de três eixos: Articulação entre os principais setores urbanos e políticas públicas, Gestão estratégica e financiamento e Grandes temas transversais. O objetivo é propor políticas e soluções sustentáveis para os problemas urbanos que a sociedade enfrenta.

Veja mais no site da 6ª Conferência Distrital das Cidades.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação

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Eleições 2026: eleitores de todo o país irão às urnas em horário unificado, seguindo fuso de Brasília

Medida permite a divulgação dos primeiros votos apurados para todos os cargos logo após as 17 horas

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O primeiro turno das eleições será realizado no dia 4 de outubro – Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Em 2026, os eleitores de todo o Brasil irão às urnas em um horário unificado: entre 8 e 17 horas, no horário de Brasília. Assim que acabar o horário de votação, os primeiros votos apurados para qualquer cargo em disputa já poderão ser divulgados.

A divulgação de todos os resultados ao mesmo tempo não era possível antes de 2022 (quando a unificação passou a valer), por conta dos fusos horários diferentes.

Confira página especial da Câmara sobre as Eleições 2026

“Não podia divulgar os resultados para presidente da República, porque isso poderia, de alguma forma, influenciar o eleitor que ainda estava na fila. A gente divulgava o resultado de governadores e do Parlamento (deputados e senadores), mas não divulgava de presidente até dar 19 horas, pois eram 17 horas no Acre e no Amazonas”, explica o especialista em direito eleitoral Bruno Andrade.

Caminho do voto

Depois que todos os eleitores que estavam na fila terminam de votar, o presidente da mesa encerra a votação na urna eletrônica. A partir daí, a urna não recebe novos votos e são gerados os arquivos necessários para a apuração.

O caminho do voto: da seção eleitoral ao resultado

Para enviar os dados de totalização dos votos no sistema da Justiça Eleitoral, é usada a mídia de resultado. É como um pen drive protegido por travas eletrônicas de segurança que cada urna tem.

Próximas etapas

Depois da eleição, candidatos e partidos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a prestação final das contas de campanha. Em 2026, o prazo termina em 3 de novembro para quem concorreu apenas no primeiro turno. Para os candidatos que disputarem o segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser apresentada até 14 de novembro.

Na diplomação, a pessoa eleita recebe o diploma, documento da Justiça Eleitoral que registra seu nome, o partido, federação ou coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleita. No caso dos suplentes, o documento também informa a classificação.

Esse último dado é importante para os deputados porque os parlamentares não se elegem só pela maioria dos votos. São os partidos e as federações que ganham cadeiras na medida em que recebem mais votos dos eleitores em relação ao total de votos válidos.

Saiba como funciona a eleição para deputados

“Essas cadeiras vão para os melhores colocados dentro do partido ou federação. Se os concorrentes identificarem algum problema nesse cálculo, podem entrar com um recurso depois da diplomação”, acrescenta.

Segundo o especialista, o diploma tem duas funções. A primeira é simbólica: formaliza o reconhecimento de que a pessoa foi eleita. A segunda é jurídica: a diplomação também serve como marco para prazos de questionamento do resultado eleitoral.

Candidaturas indeferidas

Segundo Bruno Andrade, quando o registro de uma candidatura está sub judice, há outro fator complicador. O candidato pode continuar na disputa enquanto essa situação permanecer.  Se o eleito estiver com o registro indeferido, mesmo que a decisão ainda esteja sob recurso, ele não poderá ser diplomado.

“Nesse caso, assume o presidente da Câmara, no caso do presidente da República, e ou o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, no caso de governador. Ele fica interinamente enquanto não resolve o problema. Se foi confirmado o indeferimento do processo, tem que ter nova eleição”, explica.

Posse

Se a diplomação acontecer com sucesso, a pessoa eleita pode tomar posse. A cerimônia é um rito obrigatório, que marca o início da atividade no cargo, embora eventuais processos eleitorais ainda possam continuar em tramitação.

“A partir desse exercício de mandato é que a pessoa vai poder tomar medidas como parlamentar. Pode participar de votações, ser escolhido representante da Maioria, da Minoria, compor bancada”, afirma Bruno Andrade.

“Com a posse é que a gente começa a ter esses atos de parlamentar efetivamente. Antes disso, ele tem a proteção enquanto parlamentar, porque já está diplomado, mas ainda não exerce efetivamente as tarefas de um parlamentar”, conclui.

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A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura “Agência Câmara”.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Câmara Legislativa promove sessão solene sobre conscientização do câncer infantojuvenil

Sessão marcada para segunda (28) faz alusão ao Setembro Dourado e à necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado contra a doença

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Foto: Helene Santos/Governo do Ceará

Câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil

A Câmara Legislativa realiza sessão solene na próxima segunda-feira (28) em alusão à campanha Setembro Dourado, dedicada às ações preventivas, educativas e de conscientização sobre o câncer infantojuvenil. De autoria do deputado Eduardo Pedrosa (União), o evento ocorrerá no Plenário, a partir das 19h, e contará com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital.

De acordo com Eduardo Pedrosa, a solenidade “servirá como um fórum qualificado para debater gargalos no sistema de saúde do DF, dar visibilidade à causa, apoiar o trabalho das organizações da sociedade civil e impulsionar políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, acolhimento e tratamento humanizado”.

Em seu requerimento, o parlamentar ressaltou que o câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil. Segundo o parlamentar, as chances de cura podem superar 80% com o diagnóstico precoce e tratamento adequado. “O grande desafio reside no fato de que muitos sintomas se assemelham a doenças comuns da infância, o que frequentemente retarda o diagnóstico definitivo”, ressaltou.

A campanha Setembro Dourado visa informar a população sobre os principais sinais e sintomas da doença, além de incentivar a solidariedade às crianças, adolescentes e famílias que enfrentam essa jornada. Com ações educativas e de mobilização social realizadas ao longo do mês, contribui para ampliar o conhecimento sobre o tema e fortalecer a rede de apoio aos pacientes.

Mario Espinheira – Agência CLDF

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Censo Escolar: resultado preliminar está disponível no site do Inep

Gestores têm 30 dias para corrigir informações pelo Sistema EducaCenso

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Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil

 

Os resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2026 estão disponíveis para conferência no painel de resultados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os resultados referem-se às matrículas presenciais efetivas na educação básica das redes estaduais e municipais de educação e estão apresentados em ordem alfabética dos estados.

Os responsáveis pelo envio dos dados têm agora 30 dias para corrigir erros, por meio do Sistema EducaCenso do Inep.

Cronograma

O cronograma prevê que no dia 11 de dezembro deverá ocorrer o envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

As informações são usadas no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais estatísticas da Educação Básica está programada para 1º de fevereiro de 2027.

Situação dos alunos

Em 1º de fevereiro de 2027 tem início a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da situação do aluno.

Nesta fase, o diretor ou responsável pela escola deverá coletar as informações sobre rendimento e movimento escolar daqueles estudantes que foram declarados na primeira etapa, incluindo dados de aprovação, reprovação, abandono e transferência.

O período de coleta termina no dia 12 de março de 2027.

E a partir de 1º de abril de 2027, as taxas preliminares de rendimento escolar e os relatórios por escola estarão disponíveis para conferência.

Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.

Censo Escolar

Os dados no Censo Escolar servem para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas educacionais, além de servir de referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.

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