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“Troféu Câmara Legislativa é fundamental”, atestam cineastas, artistas e críticos

Prêmio da CLDF para filmes brasilienses chega à 27ª edição. Selecionados serão exibidos na Mostra Brasília a partir do dia 15 de setembro, durante o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

 

Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

Maria do Rosário Caetano, junto com Marcélia Cartaxo, integrou o júri do Troféu Câmara Legislativa em 2014

“O prêmio da Câmara Legislativa deu visibilidade ao cinema brasiliense e, o que é melhor, viu lotarem todas as sessões do Cine Brasília, em cada uma de suas edições. Assisti a sessões abarrotadas”. A declaração da jornalista especializada em cinema Maria do Rosário Caetano – também pesquisadora, autora e organizadora de várias obras sobre o tema – dá a medida da importância do Troféu Câmara Legislativa para o setor audiovisual local.

Criado em 1996, com o objetivo de reconhecer o talento dos cineastas do Distrito Federal e incentivar os jovens realizadores, o Troféu, ano após ano, acompanhou o crescimento da produção cinematográfica local. Na primeira edição, apenas seis títulos concorreram.  Em 2025, “tivemos de avaliar mais de uma centena de inscritos”, observou Glaucia Rabelo Veloso, atriz, professora e pesquisadora, que integrou a Comissão de Seleção.

 

Cineasta Sérgio Moriconi recebe Troféu Câmara na 3ª edição do prêmio. Foto: Fábio Rivas/ Agência CLDF 

 

Vencedor na terceira edição do Troféu com o curta-metragem “Athos” – dedicado ao multiartista Athos Bulcão –, Sérgio Moriconi, cineasta, crítico e professor, acrescenta: “O Festival de Cinema era um funil apertadíssimo e várias vezes não entrava nenhum filme produzido aqui. A partir da premiação da Câmara Legislativa, os cineastas puderam apresentar seus trabalhos para plateias sempre cheias, estimulando uma cultura de cinema em Brasília. Os realizadores passaram a se encontrar, discutir e a ter um espaço maravilhoso para apresentar suas obras, o Cine Brasília”.

No início, os troféus eram concedidos apenas aos melhores filmes e não contemplavam categorias técnicas. Diretores, roteiristas, atrizes e atores, além de outros trabalhadores e trabalhadoras do cinema local começaram a ser contemplados a partir da edição de número 17, em 2012.

Para Gleide Firmino, duas vezes premiada como melhor atriz da competição – inclusive no ano passado, pelo seu trabalho no curta “Via Sacra” –, o Troféu Câmara Legislativa tem contribuído para “construir a história, muito bonita, do cinema brasiliense”. Além do reconhecimento, considera a premiação um estímulo “aos artistas que atuam tanto na frente quanto atrás das câmeras”.

 

A atriz Gleide Firmino. Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

Paradigma

À época da criação, pela Câmara Legislativa, do Troféu para o cinema do DF, eram raras as premiações para filmes locais nos grandes festivais do país. Atendendo a reivindicações dos produtores, cineastas, técnicos e artistas de várias gerações, os deputados distritais acataram o pleito. “A CLDF, junto com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, estabeleceu um paradigma”, atesta Maria do Rosário Caetano, chamando a atenção para a “realidade” da produção regional de filmes.

“Hoje, o Cine Ceará, além de sua competição ibero-americana, realiza mostra de curtas e longas cearenses; o soteropolitano Panorama de Cinema tem sua competição nacional e baiana; e o Festival Aruanda, de João Pessoa, reúne a produção dos nove estados nordestinos na mostra Sob o Céu do Nordeste, além da competição de longas brasileiros. Mais cedo ou mais tarde, outros estados da Federação acabarão por copiar os dois festivais mais antigos do país — o de Brasília (1965) e o de Gramado (1973)”, acredita Rosário Caetano.

 

O diretor Tiago de Aragão. Foto: Carlos Gandra/ Agência CLDF

 

O estímulo à produção de filmes brasilienses oportunizado pelo Troféu Câmara Legislativa é asseverado pelo diretor Tiago de Aragão que, ao lado de Cristiane Bernardes, venceu a 26ª edição do prêmio, no ano passado, com o longa-metragem “A Câmara” – documentário escolhido pelo júri popular, composto pelos espectadores que acompanham a Mostra Brasília.

“Para além da competição, o Troféu da CLDF consolidou-se como um importante impulsionador de nossa produção, revelador de talentos e registro dinâmico do cinema local”, afirmou Aragão, destacando ser possível, por meio do acompanhamento da premiação, “construir um importante panorama do cinema de Brasília, que aponta para a sua diversidade e potência”. Estes fatos, na avaliação de Sergio Moriconi, levam à conclusão de que a premiação é “fator fundamental para o desenvolvimento da cinematografia local”. “Então, vida longa ao Troféu Câmara Legislativa”, conclui Gleide Firmino.

Marco Túlio Alencar – Agência CLDF

 

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DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer

Atendimento é gratuito e requer documento pessoal e relatório médico atualizado

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa.

As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados.

Como doar

Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467.

 

A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador.

Como acessar o serviço

O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses.

O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @‌redefemininabrasilia.

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Livro sobre participação das mulheres na política do DF será lançado na CLDF na quinta (13)

Obra da advogada Janaina Rodrigues analisa uma década de participação feminina na Câmara Legislativa

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Foto: Reprodução

Livro é fruto de dissertação de mestrado e se dirige a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadoras, além do público em geral

A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediará, no próximo 13 agosto, a partir das 19h, o lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital, de autoria da advogada Janaína Rodrigues de Sousa. A obra analisa a participação feminina na política do Distrito Federal a partir de 2013 — ano em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal implementou a Procuradoria Geral da Mulher. O lançamento será transmitido ao vivo pela TV Câmara e no YouTube.

A obra, que será lançada no dia 13, nasceu durante o mestrado da autora. Janaína destaca que o livro se dirige a mulheres que atuam ou desejam atuar na política, a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadores, além do público em geral. Ela espera também incentivar novas pesquisas sobre o tema na Câmara Legislativa. “Desejo que ele sirva como instrumento de formação política e de conscientização. Quero que as pessoas compreendam que a participação feminina não interessa apenas às mulheres — ela é indispensável para fortalecer a democracia e tornar as políticas públicas mais representativas.”

O livro mapeia os obstáculos que as mulheres enfrentam ao longo da trajetória política, com ênfase nas barreiras que persistem mesmo após a eleição. “Mesmo ocupando uma cadeira no Parlamento, muitas mulheres continuam afastadas dos principais espaços de poder, como a Mesa Diretora, as presidências de comissões estratégicas — o que chamamos de hard politics — e as relatorias de maior relevância. É o chamado ‘teto de vidro’: uma barreira muitas vezes invisível que permite a presença das mulheres, mas dificulta seu acesso ao poder real de decisão”, explica a autora.

Para Janaína, ocupar espaço não é suficiente se não vier acompanhado de poder de decisão. “Eu acredito que a presença das mulheres na política não pode ser apenas simbólica. Nós precisamos ocupar os espaços onde as decisões são tomadas, transformar nossas experiências em leis e a nossa voz em poder. Não estamos pedindo licença para participar da história — estamos assumindo o protagonismo de escrevê-la. A política é, também, um espaço para chamar de nosso. Precisamos de mais mulheres nos representando”, conclui.

Serviço
Lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital
Local: Foyer do Plenário
Quando: 13 de agosto, às 19h

Ana Carolina Rubo (sob supervisão de Ivan Iunes)

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Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

Trabalho de estagiário foi destaque do MP na Rio Innovation Week

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Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

 

Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar.

“Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.

A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado.

“É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”.

Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.

“O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”.

Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia.

“Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.

 

Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas.( o estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) 
Crédito: MPRJ/Bruno Bou
O estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) Crédito: MPRJ/Bruno Bou

Reconhecimento

O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo.

“Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.

A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento.

“Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”.

“Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.

Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur.

“Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.

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