Reportagens
Renascimento do autódromo: como este GDF destravou a obra de uma das pistas mais icônicas do Brasil
Complexo já estava deteriorado antes mesmo do fechamento em 2014; esforços para a reforma foram iniciados por este GDF, que devolve o espaço completamente modernizado e apto para competições de diversas modalidades
Adriana Izel, da Agência Brasília* | Edição: Carolina Caraballo
Por mais de uma década, o Autódromo Internacional de Brasília permaneceu de portas fechadas, enquanto sua estrutura se deteriorava. O espaço, que estava em estado de abandono antes mesmo do fechamento em 2014, jamais havia recebido uma grande intervenção. Mantinha o asfalto original da inauguração — realizada em 1974 — e carecia das atualizações necessárias para atender aos padrões de segurança exigidos pelas principais competições automobilísticas.
Durante muito tempo, a tão esperada reforma parecia apenas uma promessa distante. Até que, em 2021, foram dados os primeiros passos para sua recuperação — um esforço que culmina agora na devolução do complexo à população do Distrito Federal, com o evento de reinauguração do local: a penúltima etapa do ano da Stock Car, neste dia 30.
Recuperar o complexo, que possui uma das maiores pistas de automobilismo do Brasil, foi um dos desafios assumidos por este Governo do Distrito Federal (GDF). Diversos entraves foram vencidos até que a obra fosse iniciada e dividida em três etapas, com a primeira fase focada na qualificação da pista, o que permite a reabertura do espaço apto a receber grandes eventos.
“Primeiro temos que ressaltar que nós tentamos iniciar essa obra em 2022. Tivemos muitos problemas na questão do asfalto. A licitação também ficou parada um período no Tribunal de Contas [do Distrito Federal]. Graças a Deus, conseguimos ultrapassar esses entraves burocráticos e a empresa começou as obras aqui”, recorda o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha.
“No mais, é agradecer a compreensão de todos, da imprensa e da população do Distrito Federal. Procuramos fazer tudo com muito carinho”, acrescentou. “São quase 12 anos que o autódromo não funcionava e agora a gente devolve isso para a sociedade, para a população do Distrito Federal.”
Trabalho em etapas
O GDF iniciou os primeiros trabalhos no local ainda em 2021 com uma intervenção asfáltica feita pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF), órgão responsável pela construção do espaço, com projeto do engenheiro Samuel Dias. A obra serviu de base para a implantação do novo asfalto. Durante os serviços, uma amostra do pavimento original foi colhida para integrar o Museu Histórico, Artístico e Científico (MuDER).
“O Departamento de Estradas de Rodagem faz parte da história da construção de Brasília. Participou da construção e da manutenção dos principais monumentos da nossa cidade, e o autódromo é um deles. O departamento está acostumado a fazer rodovias e autoestradas, e construir um autódromo realmente é algo muito bacana para a nossa história”, destacou o presidente do DER, Fauzi Nacfur Junior.
Sobre o processo de reconstrução, ele explicou: “Tivemos que fazer um estudo desde o projeto inicial. Porque há 20 ou 30 anos, os veículos alcançavam até 200 km por hora. Hoje, ultrapassam 300 km. O DER entrou também alterando curvas, porque os raios são diferentes. Tudo foi pensado para dar segurança para os pilotos e chancelado pela Confederação Brasileira de Automobilismo.”
Em 2022, o governo transferiu a gestão do Autódromo Internacional de Brasília da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) para o Banco de Brasília (BRB), com concessão válida por 30 anos. O novo contrato marcou um avanço decisivo no processo de reforma do espaço, cujas obras tiveram início em 2022 e, depois, foram retomadas em fevereiro de 2025, quando a licitação foi liberada pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), após um ano e sete meses de análise e espera pela autorização.
Um novo autódromo
Com investimento de R$ 60 milhões, a primeira etapa da reforma teve como foco preparar e qualificar a pista para competições, fazendo as devidas adequações. A maior intervenção desta fase foi no asfalto. Completamente modificado, o pavimento passou a ser similar ao utilizado no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. São 20 centímetros de camada de gap graded, técnica que permite melhor aderência com o pneu, evita deformações permanentes e garante resistência de drenagem, além de ter durabilidade estimada de 20 anos.
A obra manteve o traçado original, considerado pioneiro e bastante elogiado, com algumas modificações para ampliar a capacidade de competições. Agora os 5.384 metros de extensão da pista podem se desdobrar em seis configurações distintas — sendo três traçados principais — para atender diferentes categorias de automobilismo e motociclismo nacionais e internacionais. Também foram criadas novas curvas, totalizando 16; uma chicane antes da reta final; e a curva principal recebeu inclinação de cinco graus.
A reforma envolveu ainda uma ampla intervenção técnica para refazer a terraplanagem e a drenagem, além do paisagismo.
“Foi um projeto complexo, porque, quando a gente contratou a empresa para fazer o diagnóstico, era um cenário. Quando fomos analisar in loco, descobrimos coisas como tubulações que estavam todas quebradas embaixo da terra… Tivemos que praticamente refazer toda a estrutura de drenagem do autódromo”, lembrou o superintendente do BRB Autódromo, Fernando Distretti. “A pista também teve que praticamente refazer o nível dela, então da pista original a gente aumentou 4 cm de altura, para tirar toda a parte de flexão e bumps [solavancos] que tinham na pista.”
Prevista para 2026, a segunda etapa contemplará a entrega definitiva dos boxes — um total de 40 —, do kartódromo, que passará a ser homologado para disputas, e do centro médico. Já a terceira fase inclui a instalação de novos empreendimentos dentro do complexo no chamado Racing Center, com lojas de carros e equipamentos esportivos, áreas de eventos e um Museu do Automobilismo.
*Colaborou Geovanna Gravia
Reportagens
Eleições 2026: eleitores de todo o país irão às urnas em horário unificado, seguindo fuso de Brasília
Medida permite a divulgação dos primeiros votos apurados para todos os cargos logo após as 17 horas
Em 2026, os eleitores de todo o Brasil irão às urnas em um horário unificado: entre 8 e 17 horas, no horário de Brasília. Assim que acabar o horário de votação, os primeiros votos apurados para qualquer cargo em disputa já poderão ser divulgados.
A divulgação de todos os resultados ao mesmo tempo não era possível antes de 2022 (quando a unificação passou a valer), por conta dos fusos horários diferentes.
Confira página especial da Câmara sobre as Eleições 2026
“Não podia divulgar os resultados para presidente da República, porque isso poderia, de alguma forma, influenciar o eleitor que ainda estava na fila. A gente divulgava o resultado de governadores e do Parlamento (deputados e senadores), mas não divulgava de presidente até dar 19 horas, pois eram 17 horas no Acre e no Amazonas”, explica o especialista em direito eleitoral Bruno Andrade.
Caminho do voto
Depois que todos os eleitores que estavam na fila terminam de votar, o presidente da mesa encerra a votação na urna eletrônica. A partir daí, a urna não recebe novos votos e são gerados os arquivos necessários para a apuração.
O caminho do voto: da seção eleitoral ao resultado
Para enviar os dados de totalização dos votos no sistema da Justiça Eleitoral, é usada a mídia de resultado. É como um pen drive protegido por travas eletrônicas de segurança que cada urna tem.
Próximas etapas
Depois da eleição, candidatos e partidos precisam apresentar à Justiça Eleitoral a prestação final das contas de campanha. Em 2026, o prazo termina em 3 de novembro para quem concorreu apenas no primeiro turno. Para os candidatos que disputarem o segundo turno, a prestação de contas referente aos dois turnos deverá ser apresentada até 14 de novembro.
Na diplomação, a pessoa eleita recebe o diploma, documento da Justiça Eleitoral que registra seu nome, o partido, federação ou coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleita. No caso dos suplentes, o documento também informa a classificação.
Esse último dado é importante para os deputados porque os parlamentares não se elegem só pela maioria dos votos. São os partidos e as federações que ganham cadeiras na medida em que recebem mais votos dos eleitores em relação ao total de votos válidos.
Saiba como funciona a eleição para deputados
“Essas cadeiras vão para os melhores colocados dentro do partido ou federação. Se os concorrentes identificarem algum problema nesse cálculo, podem entrar com um recurso depois da diplomação”, acrescenta.
Segundo o especialista, o diploma tem duas funções. A primeira é simbólica: formaliza o reconhecimento de que a pessoa foi eleita. A segunda é jurídica: a diplomação também serve como marco para prazos de questionamento do resultado eleitoral.
Candidaturas indeferidas
Segundo Bruno Andrade, quando o registro de uma candidatura está sub judice, há outro fator complicador. O candidato pode continuar na disputa enquanto essa situação permanecer. Se o eleito estiver com o registro indeferido, mesmo que a decisão ainda esteja sob recurso, ele não poderá ser diplomado.
“Nesse caso, assume o presidente da Câmara, no caso do presidente da República, e ou o presidente da Assembleia Legislativa Estadual, no caso de governador. Ele fica interinamente enquanto não resolve o problema. Se foi confirmado o indeferimento do processo, tem que ter nova eleição”, explica.
Posse
Se a diplomação acontecer com sucesso, a pessoa eleita pode tomar posse. A cerimônia é um rito obrigatório, que marca o início da atividade no cargo, embora eventuais processos eleitorais ainda possam continuar em tramitação.
“A partir desse exercício de mandato é que a pessoa vai poder tomar medidas como parlamentar. Pode participar de votações, ser escolhido representante da Maioria, da Minoria, compor bancada”, afirma Bruno Andrade.
“Com a posse é que a gente começa a ter esses atos de parlamentar efetivamente. Antes disso, ele tem a proteção enquanto parlamentar, porque já está diplomado, mas ainda não exerce efetivamente as tarefas de um parlamentar”, conclui.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Reportagens
Câmara Legislativa promove sessão solene sobre conscientização do câncer infantojuvenil
Sessão marcada para segunda (28) faz alusão ao Setembro Dourado e à necessidade de diagnóstico precoce e tratamento adequado contra a doença
Foto: Helene Santos/Governo do Ceará
Câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil
A Câmara Legislativa realiza sessão solene na próxima segunda-feira (28) em alusão à campanha Setembro Dourado, dedicada às ações preventivas, educativas e de conscientização sobre o câncer infantojuvenil. De autoria do deputado Eduardo Pedrosa (União), o evento ocorrerá no Plenário, a partir das 19h, e contará com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital.
De acordo com Eduardo Pedrosa, a solenidade “servirá como um fórum qualificado para debater gargalos no sistema de saúde do DF, dar visibilidade à causa, apoiar o trabalho das organizações da sociedade civil e impulsionar políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, acolhimento e tratamento humanizado”.
Em seu requerimento, o parlamentar ressaltou que o câncer infantojuvenil representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de um a 19 anos no Brasil. Segundo o parlamentar, as chances de cura podem superar 80% com o diagnóstico precoce e tratamento adequado. “O grande desafio reside no fato de que muitos sintomas se assemelham a doenças comuns da infância, o que frequentemente retarda o diagnóstico definitivo”, ressaltou.
A campanha Setembro Dourado visa informar a população sobre os principais sinais e sintomas da doença, além de incentivar a solidariedade às crianças, adolescentes e famílias que enfrentam essa jornada. Com ações educativas e de mobilização social realizadas ao longo do mês, contribui para ampliar o conhecimento sobre o tema e fortalecer a rede de apoio aos pacientes.
Mario Espinheira – Agência CLDF
Reportagens
Censo Escolar: resultado preliminar está disponível no site do Inep
Gestores têm 30 dias para corrigir informações pelo Sistema EducaCenso
Daniella Almeida – Repórter da Agência Brasil
Os resultados preliminares do Censo Escolar da Educação Básica de 2026 estão disponíveis para conferência no painel de resultados no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Os resultados referem-se às matrículas presenciais efetivas na educação básica das redes estaduais e municipais de educação e estão apresentados em ordem alfabética dos estados.

Os responsáveis pelo envio dos dados têm agora 30 dias para corrigir erros, por meio do Sistema EducaCenso do Inep.
Cronograma
O cronograma prevê que no dia 11 de dezembro deverá ocorrer o envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
As informações são usadas no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais estatísticas da Educação Básica está programada para 1º de fevereiro de 2027.
Situação dos alunos
Em 1º de fevereiro de 2027 tem início a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da situação do aluno.
Nesta fase, o diretor ou responsável pela escola deverá coletar as informações sobre rendimento e movimento escolar daqueles estudantes que foram declarados na primeira etapa, incluindo dados de aprovação, reprovação, abandono e transferência.
O período de coleta termina no dia 12 de março de 2027.
E a partir de 1º de abril de 2027, as taxas preliminares de rendimento escolar e os relatórios por escola estarão disponíveis para conferência.
Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.
Censo Escolar
Os dados no Censo Escolar servem para formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas educacionais, além de servir de referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.
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