Reportagens
Exposição na CLDF lembra a destruição da cidade tcheca de Lídice pelos nazistas
Em cartaz até 11 de dezembro, na Galeria Espelho d´Água, a mostra reúne fotos históricas e desenhos de crianças, inclusive do Distrito Federal, que são enviados para a República Tcheca
Foto: Carolina Curi/ Agência CLDF
A destruição, pelos nazistas, da pequena cidade de Lídice (na atual República Tcheca), em dia 10 de junho de 1942, chocou o mundo. Além de atearem fogo e demolirem todas as edificações com o uso de explosivos, os homens foram fuzilados, mulheres mortas e dezenas de crianças, asfixiadas com gás.
Para lembrar o massacre, ocorrido durante a Segunda Guerra Mundial, foi aberta uma exposição na Câmara Legislativa, nesta quinta-feira (27), que reúne fotos históricas e desenhos realizados por crianças. Pela primeira vez, participaram do projeto, que reúne trabalhos de jovens do mundo inteiro, estudantes do Distrito Federal – alunos da Escola Classe 68, da Ceilândia. Entre eles, Sardeiro da Silva Wenzo, de seis anos de idade, que recebeu Menção Honrosa.
Antes da inauguração da mostra, que fica aberta até o dia 11 de dezembro na Galeria Espelho d´Água, foi exibido o documentário Lidice: como a morte de Heydrich selou o destino de uma vila inteira, dirigido por Daniel Rosa, que, aborda os acontecimentos que marcaram a antiga Lídice – onde, atualmente, um memorial, relembra a tragédia. O título do filme faz menção a Reinhard Heydrich, general de Hitler, cuja morte em Praga gerou a vingança nazista.

A notícia da destruição se espalhou e, em resposta, diversas cidades pelo mundo adotaram o nome da localidade tcheca dizimada, além disso, meninas foram batizadas como Lídice. No Brasil, em 1944, dois anos após o massacre, Santo Antônio do Capivari, a cerca de 40 quilômetros de Angra dos Reis (RJ), recebeu o nome de Lídice, atual distrito do município de Rio Claro.
Desde o final dos anos 1960, a República Tcheca estimula a confecção de desenhos por crianças para recordar o trágico episódio. “A partir de 1973, o projeto passou a ter caráter internacional. Crianças do mundo inteiro enviam desenhos ao Memorial de Lídice. Esses trabalhos são uma ponte simbólica entre os meninos e meninas mortos durante a guerra e as que têm o privilégio de viver”, declarou a embaixadora Pavla Havrlíková, ao abrir a exposição.
Na ocasião, também falaram o secretário executivo da Secretaria de Relações Internacionais do GDF, Paulo Cesar Chaves, que ratificou o apoio do governo a iniciativas como essa, de cunho histórico e cultural; e Jane Marrocos, do Conselho Curador de Cultura da Câmara Legislativa, que destacou o papel da Casa “como anfitriã de importantes eventos” realizados em parceria com as representações internacionais acreditadas em Brasília.
Marco Túlio Alencar – Agência CLDF
Reportagens
Metrô-DF fortalece ações de segurança com a aquisição de drone de alta tecnologia
Aparelho amplia monitoramento do sistema metroviário e reforça a proteção dos usuários
Por
Agência Brasília* | Edição: Chico Neto
Uma nova ferramenta tecnológica acaba de pousar na Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) para reforçar a segurança e o monitoramento do sistema metroviário. Trata-se do drone DJI Matrice 4T (M4T), um equipamento de última geração voltado para operações de inspeção, vigilância e apoio a ações de segurança pública.
O aparelho, adquirido por meio de emenda parlamentar do deputado Max Maciel, chega ao Metrô-DF em um momento estratégico para fortalecer as ações de segurança da companhia, ampliando a capacidade de monitoramento e contribuindo para a otimização das atividades dos empregados do Corpo de Segurança Operacional (CSO). A tecnologia será usada para intensificar as ações de fiscalização preventiva e ostensivas, garantindo maior segurança aos usuários do metrô.
Entre os diferenciais do equipamento estão a capacidade de voo diurno e noturno e sensores que permitem a operação mesmo em áreas com pouca ou nenhuma iluminação. O drone também conta com uma câmera térmica de alta resolução, sistema de zoom e de laser de longo alcance, além de recursos de inteligência artificial e sensores de detecção de obstáculos, o que possibilitará a visualização detalhada de pessoas, de veículos e objetos em tempo real.
Monitoramento
“Com todas essas funcionalidades, o drone também poderá ser utilizado para inspeções técnicas e monitoramento da infraestrutura metroviária, auxiliando na vistoria de trilhos, equipamentos de via e outras estruturas essenciais para o funcionamento do sistema”, enumera o diretor de Operação e Manutenção do Metrô-DF, Márcio Aquino.
Outro recurso importante do equipamento é a presença de holofotes e alto-falantes integrados, que permitem a comunicação direta com usuários ou transeuntes em áreas restritas, o que facilitará o apoio e a transmissão de orientações rápidas em situações de risco.
Atualmente, o CSO do Metrô-DF conta com oito pilotos habilitados para a operação remota da aeronave. O equipamento tem uma autonomia de, aproximadamente, 35 minutos de voo, podendo atingir a velocidade de até 75 km/h.
A aeronave possui registro oficial na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e opera em conformidade com toda a legislação vigente, além de seguir os procedimentos operacionais internos estabelecidos pela companhia.
*Com informações do Metrô-DF
Reportagens
Ministério da Educação inaugura sede do IFSP em Presidente Prudente
Unidade funcionava em espaço cedido pela prefeitura do município
Bruno Bocchni – Repórter da Agência Brasil
O Ministério da Educação inaugurou nesta segunda-feira (27) a sede própria do Campus Presidente Prudente do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), no município do oeste paulista. A obra teve investimentos de R$ 14,2 milhões, sendo R$ 8,2 milhões provenientes do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal.

A nova sede tem 7,7 mil metros quadrados de área construída, com nove salas de aulas, duas salas administrativas destinadas à direção e à secretaria, uma sala de tecnologia da informação e laboratórios de química, microbiologia, alimentos e informática, além de quadra poliesportiva e estacionamento. Antes da sede própria, a unidade funcionava em espaço cedido pela prefeitura do município.
Segundo o ministério, além dos cursos de capacitação e de formação inicial e continuada já em funcionamento – como futsal feminino e masculino, informática, Língua Brasileira de Sinais (Libras), cuidador infantil, barbeiro, almoxarife e cuidador de idosos – a nova sede deverá ampliar a oferta de qualificação profissional e de cursos técnicos e superiores.
Entre os cursos previstos estão o de formação popular em Direitos das Mulheres, em parceria com o Ministério das Mulheres; cursos do Pronatec Empreender; e curso técnico em agroindústria, técnico integrado ao ensino médio em agroindústria e técnico integrado em alimentos.
Durante a inauguração, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou novos investimentos na unidade:
“Atualmente, esta unidade oferece apenas 800 vagas, mas nós vamos ampliar esse número para 1,4 mil oportunidades após o início das obras do restaurante estudantil, da biblioteca e do novo conjunto de salas de aula, que começam em maio deste ano, e a contratação de novos professores e técnicos”, disse.
De acordo com o ministério, em julho deste ano será feito o processo seletivo para o curso técnico de agroindústria e, a partir de 2027, os vestibulares para a seleção de estudantes do ensino médio integrado.
Reportagens
Plataforma cruza dados para rastrear cadeias de commodities
Ferramenta ajudará empresas e governos a atender exigências europeias
Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil
Começa a funcionar nesta segunda-feira (27) a plataforma digital do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN) que reúne e cruza dados socioambientais de diversas fontes, com recorte municipal e estadual, permitindo identificar impactos locais associados à produção de commodities.

A Plataforma Socioambiental é uma iniciativa que busca viabilizar a rastreabilidade das cadeias de commodities, especialmente em relação ao que prevê o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR).
Esse regulamento proíbe a importação, no bloco europeu, de produtos oriundos de áreas desmatadas. A expectativa é de que o EUDR passe a ter maior impacto nos próximos anos, diante da aproximação comercial entre Mercosul e a União Europeia.
As cadeias de produtos acompanhados pela plataforma são as de soja, café, cacau, palma, borracha e produtos de origem bovina.
Segundo o instituto, a ferramenta ajudará, por exemplo, empresas voltadas às demandas por consumo consciente, nas quais os consumidores dão preferência a produtos que não prejudiquem comunidades locais ou o meio ambiente.
A plataforma, explica o ISPN, pode ser usada por empresas estrangeiras, governos locais, empresários e pelo poder público, contribuindo para a transparência no campo, o estímulo ao consumo consciente e a formulação de políticas públicas mais eficientes.
Disponível no site do instituto, a ferramenta é baseada em bancos de dados de 15 entidades nacionais e estrangeiras das áreas de direitos humanos, meio ambiente e sociedade civil.
As informações abrangem o período a partir de 2002 e poderão ser atualizadas anualmente, segundo o ISPN. Há também a expectativa de incorporação gradual de novas bases de dados.
Cruzamento de dados
Os cruzamentos permitem análises específicas sobre disputas por água e terra, bem como sobre ocorrências de trabalho escravo, violência, contaminação ambiental e uso de recursos hídricos.
A base de conflitos sociais é fornecida pela Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Segundo o instituto, análises preliminares mostram que poucos municípios brasileiros não registram conflitos, e que violações de direitos humanos ocorrem em praticamente todo o país.
Os cruzamentos de dados indicam, ainda, que desmatamento e produção de commodities frequentemente caminham juntos, associados a conflitos por terra, água e diferentes formas de violência.
Mostra também que, em áreas com mineração, é comum a ocorrência de conflitos por água.
A ferramenta possibilita também identificar alguns tipos de irregularidades fundiárias, como a chamada grilagem verde, quando áreas conservadas ocupadas por comunidades tradicionais são declaradas como reserva legal de grandes propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR), que é declaratório.
A ferramenta será apresentada no dia 28 de abril a representantes das embaixadas de França, Alemanha, Holanda, Bélgica e Dinamarca, em encontro presencial. Outros países participarão de forma remota.
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