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Centro Olímpico e Paralímpico de Santa Maria celebra 14 anos formando atletas e cidadãos

Trajetória de Eduardo Vasconcelos, atleta da Seleção Brasileira de bocha paralímpica, ilustra o papel do esporte público na transformação social

 

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Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares

Quando Eduardo Vasconcelos chegou ao Centro Olímpico e Paralímpico (COP) de Santa Maria, aos 8 anos de idade, ele buscava na natação uma forma de reabilitação. A modalidade que o levaria à Seleção Brasileira de bocha paralímpica ainda nem existia no espaço. Com o apoio dos professores e muita persistência, aquele início improvisado se transformou em uma trajetória de alto rendimento, construída dentro do equipamento público que completa 14 anos em 2026.

“Eu comecei no Centro Olímpico sem saber que aquilo ali mudaria toda a minha vida. A bocha nem existia ainda, a gente não tinha material, adaptava tudo e aprendia treinando. Mas foi ali que eu me descobri como atleta e como pessoa”, relembra Eduardo, hoje integrante da Seleção Brasileira de Jovens, com títulos pan-americanos e vice-campeonato mundial individual e por equipes.

Ao longo dessa trajetória, o esporte se tornou também uma ferramenta de autonomia e desenvolvimento para o atleta, que convive com paralisia cerebral e encontrou na bocha um caminho de expressão, competição e crescimento pessoal. Hoje, aos 22 anos, Eduardo representa o Brasil em competições internacionais e carrega no currículo experiências que começaram ainda na infância, dentro do COP Santa Maria.

14 anos transformando vidas

O Centro Olímpico e Paralímpico de Santa Maria celebra seus 14 anos como um dos principais equipamentos públicos de esporte e inclusão social do Distrito Federal. A data será comemorada com uma programação especial aberta à comunidade, reforçando o papel do espaço na promoção do acesso ao esporte, ao lazer e à formação cidadã.

Atualmente, o COP Santa Maria atende a 4.788 beneficiários, a partir dos 4 anos de idade, incluindo pessoas com deficiência (PcD), idosos e públicos em situação de vulnerabilidade social. O equipamento funciona nos turnos matutino, vespertino e noturno e conta com estrutura completa, como quadras poliesportivas, ginásio, piscina, pista de atletismo, sala de lutas e espaços voltados às atividades esportivas e educativas.

Coordenado pela Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal (SEL-DF), o COP Santa Maria conta com a parceria do Instituto Idecace na gestão pedagógica das atividades. O projeto desenvolve ações que vão além da prática esportiva, integrando esporte, educação e desenvolvimento humano, com foco em valores como disciplina, respeito, convivência e trabalho em equipe.

“O COP Santa Maria é um exemplo claro de como o investimento em esporte público transforma vidas. A história do Eduardo representa centenas de crianças e jovens que encontram aqui não apenas uma modalidade esportiva, mas oportunidade, pertencimento e perspectiva de futuro. Quando investimos nos centros olímpicos e paralímpicos, estamos investindo em inclusão, cidadania e no desenvolvimento humano do Distrito Federal”, destaca o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira.

 

“O COP Santa Maria é um exemplo claro de como o investimento em esporte público transforma vidas. A história do Eduardo representa centenas de crianças e jovens que encontram aqui não apenas uma modalidade esportiva, mas oportunidade, pertencimento e perspectiva de futuro. Quando investimos nos centros olímpicos e paralímpicos, estamos investindo em inclusão, cidadania e no desenvolvimento humano do Distrito Federal”

Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer do DF

“O que celebramos nestes 14 anos vai muito além da estrutura física. Celebramos trajetórias, conquistas e sonhos que começaram dentro de um equipamento público. Nosso compromisso é seguir ampliando o acesso e fortalecendo políticas que garantam que mais histórias como essa continuem nascendo nos nossos COPs”, acrescenta o secretário.

Entre as modalidades oferecidas estão futebol, atividade física orientada, basquetebol, capoterapia, dança, desenvolvimento motor I e II, futebol society, futevôlei, futsal, ginástica localizada, hidroginástica, jiu jítsu, judô, karatê, natação, projeto Futuro Campeão de Basquete, taekwondo e boleibol. Para o público do ensino especial são disponibilizadas atividades adaptadas, como bocha, hidroginástica e estimulação global, garantindo inclusão e acessibilidade às práticas esportivas.

“O Centro Olímpico foi onde tudo começou para mim. Mais do que treinar, ali eu tive oportunidade de aprender, de errar, de evoluir e de acreditar que meu talento podia me levar mais longe. Foi um espaço que abriu portas e me mostrou que eu podia sonhar grande. Cada orientação e cada incentivo fizeram diferença na construção do meu futuro. Se hoje eu cheguei à Seleção Brasileira, é porque lá atrás alguém investiu em mim e no meu potencial”, narra Eduardo Vasconcelos.

Para o presidente do Instituto Idecace, Wilson Cardoso, o aniversário do equipamento simboliza o alcance de uma política pública consistente. “O COP Santa Maria é um espaço de transformação. Aqui, o esporte é ferramenta de inclusão, educação e fortalecimento da comunidade. Celebrar esses 14 anos é reafirmar o compromisso com uma política pública que muda realidades”, afirma.

A comemoração ocorrerá no sábado (7), das 8h às 12h, no próprio COP Santa Maria, com programação voltada às famílias e à comunidade local. Estão previstas apresentações artísticas, bolo comemorativo, pipoca e atividades recreativas, como pula-pula, piscina de bolinhas e tobogã inflável.

Serviço

14º aniversário do COP Santa Maria

Data: sábado, 7 de março Horário: 8h às 12h

Local: Centro Olímpico e Paralímpico de Santa Maria – Quadra Central 3 Área Especial 4, Santa Maria Norte Realização: Secretaria de Esporte e Lazer do DF e Instituto Idecace

 

*Com informações da SEL-DF

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Brasil supera 100 mil escolas públicas com internet gratuita

Programa quer conectar toda rede pública de ensino até 2026

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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

O Brasil ultrapassou a marca de 100 mil escolas públicas com acesso à internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. Segundo dados atualizados do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o país já soma 100.720 instituições conectadas dentro dos parâmetros considerados adequados pelo governo federal.

O avanço faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), programa coordenado pelos ministérios da Educação e das Comunicações, em parceria com estados e municípios. A meta do governo é conectar todas as 138 mil escolas públicas de educação básica até o fim de 2026.

Crescimento acelerado

O programa registrou forte avanço nos últimos anos. Em 2023, apenas 45,4% das escolas públicas brasileiras tinham acesso à internet considerada adequada. O índice subiu para 57,3% em dezembro de 2024, chegou a 69,7% no fim de 2025 e alcançou 72,9% em abril deste ano.

Em nota, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o resultado é fruto de um amplo esforço de infraestrutura iniciado em 2023.

“Esse é um momento histórico para a educação e para a inclusão digital do Brasil. Ter mais de 100 mil escolas com acesso gratuito à internet é uma realidade pela qual o governo trabalhou intensamente”, declarou.

Segundo ele, a ampliação da conectividade ajuda a reduzir desigualdades educacionais, especialmente em regiões mais isoladas do país.

“Com essa política transformadora, nossos estudantes terão mais oportunidades de aprendizado e portas abertas para o mercado de trabalho”, acrescentou o ministro.

Uso pedagógico

Além de levar internet às escolas, o programa busca garantir conexão estável e veloz, com redes Wi-Fi adequadas para uso dentro das salas de aula. A proposta é ampliar o acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, ferramentas de inovação e capacitação de professores.

Em nota, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que a iniciativa busca garantir igualdade de oportunidades para os estudantes da rede pública.

“A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas articula políticas e ações para universalizar o acesso à internet de qualidade e garantir o uso pedagógico da tecnologia em todas as escolas públicas”, afirmou.

Avanço no Norte

O maior crescimento proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos historicamente dificultam o acesso à conectividade.

Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice passou para 36,7% em 2024, chegou a 60,5% em 2025 e atingiu 64,3% em abril deste ano.

Coordenado pelos Ministérios das Comunicações e da Educação, o programa é executado pela da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE).Segundo o governo, a expansão reduziu desigualdades regionais e levou conexão de qualidade a escolas que antes estavam praticamente isoladas digitalmente.

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Crie-DF já soma quase 20 mil atendimentos em vacinação e mais de 36,5 mil doses aplicadas

Desde dezembro de 2023, serviço especializado da Secretaria de Saúde amplia o acesso à imunização especial para pacientes com condições específicas

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

Jorge Araújo, 61 anos, passou a ter uma rotina de mais cuidados depois que começou a usar medicamentos imunossupressores para tratar a artrite reumatoide, em 2023. “Hoje tenho a artrite controlada. Pego medicamentos na Farmácia de Alto Custo. Só uma caixa do remédio custa entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês. Sem esse apoio, seria um sacrifício muito grande manter o tratamento”, diz o administrador de empresas.

No entanto, com a imunidade reduzida e maior risco de infecções, o morador de Águas Claras encontrou no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Distrito Federal (Crie-DF) um apoio que trouxe mais segurança ao tratamento.

“Já tomei vacinas contra hepatites A e B, pneumo, meningite, gripe e influenza, e ainda tenho outras agendadas. Por causa dos remédios imunossupressores, minha imunidade fica mais baixa. As vacinas ajudam a me proteger de infecções e doenças mais graves”, conta.

Mais proteção

O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais, ou seja, doses que não fazem parte do calendário básico de vacinação.

Desde dezembro de 2023, o serviço já realizou quase 20 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 36,5 mil doses. Segundo a responsável técnica substituta do centro, Lethícia Lima, a unidade atende pacientes com condições específicas, como transplantados e pessoas com doenças crônicas.

 

O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

“A principal porta de entrada são as unidades básicas de saúde. O paciente apresenta relatório médico e cartão de vacina, e a equipe do Crie avalia quais doses são necessárias”, explica.

Acesso ampliado

Hoje, o centro funciona no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Para ampliar o acesso ao atendimento, a SES-DF implantou, em agosto de 2024, o Crie Virtual. A iniciativa conecta 108 salas de vacinação da rede pública à equipe especializada do hospital.

“O objetivo é facilitar o acesso do usuário. Com o Crie Virtual, conseguimos atender uma pessoa que mora longe e não possui recursos financeiros para ir ao Hmib. Quando a vacina é ofertada perto da residência, ela consegue concluir o calendário vacinal”, explica Lethícia Lima.

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Audiência pública debate direitos dos estudantes com altas habilidades e superdotação

Aumento de vagas nas salas de recursos da rede pública e qualificação de profissionais estiveram entre as reivindicações

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Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu audiência pública, nesta sexta-feira (22), sobre as demandas dos estudantes com altas habilidades e superdotação (AH/SD). A discussão teve a presença de representantes da Secretaria de Educação do DF, do Ministério da Educação, da Universidade de Brasília, da Ordem dos Advogados do Brasil e, principalmente, de mães que clamaram por mais suporte ao desenvolvimento de seus filhos.

>> Confira mais imagens da audiência

Dói perceber a falta de apoio, de compreensão e de preparo da sociedade e até das instituições para acolher esses jovens, além do rótulo da inteligência. Porque superdotação não é apenas o desempenho: é também intensidade emocional, conflitos internos e uma solidão difícil de explicar”, disse Silvia Lustosa, mãe de uma filha com AH/SD e um filho em processo de diagnóstico.

A audiência pública abordou a necessidade de aprimoramento de políticas para esse público, em especial o aumento do número de vagas para Atendimento Educacional Especializado (AEE) na rede pública de ensino. No DF, há filas de espera para esse tipo de atendimento, que é ofertado uma vez por semana no contraturno, geralmente nas salas de recursos das escolas. O serviço é voltado não apenas para alunos com AH/SD, mas também para estudantes com deficiências.

Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

Apesar de não suprir a demanda, participantes da audiência apontaram que a rede pública está à frente da rede privada de ensino, que muitas vezes não oferta qualquer tipo de suporte educacional para estudantes com AH/SD. Atualmente, 10% das matrículas para atendimento especializado nas escolas públicas são disponibilizadas para alunos da rede privada.

Nesse ponto, o deputado distrital Fábio Felix (PSOL), propositor da audiência, defendeu a cobrança de responsabilidade das escolas privadas, sem eximir o papel do Estado. “Os estudantes da educação privada têm direito ao atendimento, em suas especificidades, na educação pública. Nós podemos lutar para pressionar a responsabilização da educação privada, mas não podemos nos desresponsabilizar. Se a escola privada não cumprir esse processo, a educação pública sempre tem que estar de braços abertos, é um direito universal no Brasil”, afirmou o deputado, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa e Promoção da Educação Inclusiva nas Redes Públicas de Ensino do Distrito Federal.

Outra demanda apresentada na audiência foi pela qualificação permanente de profissionais da educação e da saúde, aumentando a capacidade de diagnóstico precoce e de acolhimento a pessoas com AH/SD. A audiência completa, com todos os pontos abordados, pode ser acessada no YouTube da TV Câmara Distrital.

Ana Teresa Malta – Agência CLDF

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