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NÃO É MAIS TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

O crime organizado plantou-se no ESTADO. Os Tres Poderes viraram quatro…

 

UMA PEQUENA COLETÂNEA DAS ASSOMBROSAS MENSAGENS EXTRAÍDAS PELA PF DO CELULAR DE VORCARO
Por Carlos Arouck
08/03/2026 às 20:21
O conteúdo a seguir reúne informações publicadas por veículos como O Globo, G1, CNN Brasil, Estadão, Folha de S.Paulo, BBC, Gazeta do Povo e Veja, além de decisões do Supremo Tribunal Federal e informações da Polícia Federal do Brasil, publicadas ao longo de março de 2026.
As mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, tornaram-se peça central nas investigações sobre um esquema de fraudes envolvendo empréstimos consignados vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo estimativas citadas nas investigações, o impacto potencial no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pode chegar a R$ 47,3 bilhões, somando operações atribuídas ao Banco Master e ao Will Bank, o que configuraria o maior risco financeiro já registrado no sistema de garantia bancária brasileiro.
A perícia da Polícia Federal utilizou técnicas de análise forense digital para recuperar conversas armazenadas no aparelho de Vorcaro, incluindo mensagens enviadas com o recurso de “visualização única” no aplicativo WhatsApp. Parte do material teria sido preservada por meio de capturas de tela armazenadas no bloco de notas do próprio aparelho.
Os diálogos revelam momentos de tensão no dia da primeira prisão do empresário, ocorrida em 17 de novembro de 2025 no Aeroporto Internacional de Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. Também aparecem conversas sobre tentativas de venda do Banco Master ao grupo Fictor, apresentado em negociações como ligado a investidores árabes, além de contatos com políticos e autoridades.
Trechos das mensagens passaram a circular na imprensa, o que levou à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro André Mendonça para apurar o vazamento do material.
Entre os diálogos analisados pela perícia, há conversas registradas em 17 de novembro de 2025 com um contato salvo no celular de Vorcaro como “Alexandre Moraes”. Nas mensagens, o empresário pede informações sobre possíveis vazamentos de reportagens e sobre o andamento de investigações.
Em um dos trechos registrados às 7h19, Vorcaro escreve:
“Bom dia. Tudo bem? Estou tentando antecipar os investidores… De um lado, acho que o tema de que falamos começou a dar uma vazada […] Mas a turma do BRB me disse que tá tendo um movimento de sacanagem do caso. E que a mesma jornalista de antes estava fazendo perguntas lá.”
Mais tarde, às 17h22, ele afirma:
“Fiz uma correria aqui pra tentar salvar. Fiz o que deu, vou anunciar parte da transação.”
Minutos depois, às 17h26, envia nova mensagem:
“Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”
Às 20h48, escreve:
“Foi. Seria melhor na sexta junto com os gringos, mas foi o que deu […] Tô indo assinar… e estou online.”
Segundo os registros periciais citados nas reportagens, a resposta foi apenas um emoji de confirmação.
Outras mensagens mencionadas nas reportagens indicam encontros presenciais. Em abril de 2025, Vorcaro escreve:
“Tô indo encontrar Alexandre Moraes aqui perto de casa”.
Em março do mesmo ano, registra:
“Chegou Hugo e Ciro aqui pra falarem com Alexandre”, em referência aos políticos Hugo Motta e Ciro Nogueira.
O ministro Alexandre de Moraes declarou publicamente que não manteve qualquer troca de mensagens com o empresário. Em manifestação enviada à imprensa, afirmou que não recebeu as mensagens citadas e classificou como falsa a associação feita com seu nome.
A Polícia Federal confirmou a extração das conversas e seus horários, mas afirmou que não há comprovação técnica definitiva de que o destinatário das mensagens fosse o ministro. Reportagens de O Globo e do Estadão disseram ter verificado o número associado ao contato e o contexto das conversas.
As mensagens também mencionam encontros e relações com figuras políticas.
O senador Ciro Nogueira aparece descrito em conversas como “grande amigo”. Em determinado diálogo, Vorcaro comemora a aprovação de um projeto de lei considerado favorável ao setor financeiro.
Há ainda referência a um jantar na residência oficial da Câmara dos Deputados, em 26 de fevereiro de 2025, organizado pelo então presidente da Casa, Hugo Motta, que teria reunido seis empresários.
Outro trecho menciona uma reunião ocorrida em dezembro de 2024 com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na qual também estaria presente o economista Gabriel Galípolo, indicado para presidir o Banco Central do Brasil.
Em conversas privadas, Vorcaro também faz críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro após publicações em redes sociais.
Outro registro citado nas reportagens refere-se a um evento realizado em Londres em abril de 2024, no qual Vorcaro discursou ao lado de autoridades do Judiciário, incluindo os ministros do STF Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
Parte do material apreendido inclui conversas pessoais com a empresária Martha Graeff. Trechos dessas mensagens foram divulgados pela imprensa, o que levou a defesa do empresário a questionar a divulgação com base na Lei 9.296 de 1996, que regula interceptações e sigilo de comunicações.
As conversas tratam de temas pessoais, viagens e encontros sociais. Há referências a uma suposta “extorsão bem chata” em Brasília em abril de 2024, além de planos de viagens para Lisboa e Saint-Tropez.
Em outros trechos aparecem convites para camarotes no Carnaval de 2025, além da menção a possíveis convidados estrangeiros, como Ivanka Trump e Jared Kushner.
Também aparecem mensagens rotineiras enviadas a diferentes contatos, com cumprimentos e comentários sobre encontros sociais e políticos.
Segundo os investigadores, parte das conversas aponta para um esquema de fraude relacionado a empréstimos consignados vinculados ao INSS.
Entre os elementos citados nas investigações estão o uso de bases de dados obtidas ilegalmente, supostamente originadas de sistemas ligados à Polícia Federal, à Receita Federal e a bancos de dados internacionais. Os investigadores também mencionam pagamentos regulares a servidores públicos descritos nas mensagens como “consultorias informais”.
Outro ponto citado nas reportagens envolve um contrato firmado com o escritório Barci de Moraes, ligado a familiares do ministro Alexandre de Moraes, com valores mensais estimados em R$ 3,6 milhões.
Mensagens trocadas no próprio dia 17 de novembro de 2025 indicam preocupação em concluir a venda do Banco Master antes de uma eventual intervenção regulatória. No dia seguinte, 18 de novembro, foi decretada a liquidação da instituição.
Outro conjunto de mensagens menciona um grupo interno apelidado de “A turma”, que receberia cerca de R$ 1 milhão por mês.
Segundo a Polícia Federal, o grupo seria coordenado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido “Sicário”. Ele foi posteriormente preso e morreu durante o desenrolar das investigações.
Os investigadores classificaram o núcleo como uma organização criminosa com atuação semelhante à de estruturas mafiosas, envolvendo monitoramento ilegal de pessoas, tentativas de remoção de conteúdos negativos na internet e intimidação de adversários.
Entre as mensagens atribuídas a Vorcaro está uma conversa sobre o jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo. Em determinado trecho, o empresário escreve que gostaria de vê-lo agredido em um assalto. Mourão responde perguntando se poderia agir, e Vorcaro confirma.
Há também mensagens direcionadas a uma ex-funcionária identificada como Monique e a empregados do banco, nas quais aparecem ordens para “dar um sacode” e “intimidar”.
Outras conversas mencionam o monitoramento do ex-marido de Martha Graeff, com referência ao suposto acesso indevido a contas em redes sociais.
O senador Alessandro Vieira, integrante da comissão parlamentar que investiga o crime organizado, afirmou que o material indica a existência de uma estrutura paralela de pressão e vigilância.
O ministro Alexandre de Moraes negou qualquer contato com Daniel Vorcaro e declarou que não há veracidade nas mensagens atribuídas a ele.
A Polícia Federal afirmou que, até o momento, não há elementos suficientes para investigação direta do ministro. Paralelamente, o ministro André Mendonça determinou a abertura de inquérito no STF para apurar o vazamento das mensagens.
A defesa de Daniel Vorcaro solicitou investigação sobre a divulgação do material, especialmente das conversas de natureza pessoal, e sustenta que partes das mensagens foram retiradas de contexto.
Na terceira fase da Operação Compliance Zero, realizada em 4 de março de 2026, Vorcaro voltou a ser preso juntamente com outros investigados.
As mensagens também passaram a ser analisadas pela comissão parlamentar que investiga fraudes no INSS. Parte dos documentos foi encaminhada a órgãos de controle e levou ao afastamento de servidores ligados ao Banco Central.
O desfecho do caso ainda está em aberto, mas as investigações da Polícia Federal do Brasil já indicam que o episódio ultrapassa os limites de um escândalo bancário. O que começou como suspeita de fraudes em consignados do Instituto Nacional do Seguro Social passou a revelar uma rede de poder, dinheiro e influência que agora precisa ser completamente exposta. Se as suspeitas se confirmarem, o Caso Master poderá entrar para a história como um dos episódios mais graves de captura institucional já revelados no país.
Carlos Arouck
Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.
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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ

O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.

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No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.

Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…)  formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”

O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.

Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.

Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

 

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.

 

 

DESCRIÇÃO COMPLETA

 

Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:

Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.” 

 

 

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A MAGIA EM FLORES

A Cidade Canção primaverou-se!

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Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.

 

MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO

“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.

Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo,  a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

 

 

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO

Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.

Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.

Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.

 

SAIBA MAIS

Veja duas outras matérias:

1) O batismo e a

cronologia da criação e urbanização.

2) Como o modelo de gestão participativa levou

 o município de Maringá a bater recordes

de competitividade e de sustentabilidade.

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ERA UMA VEZ…

QUANDO NASCIA UM REI.

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Mais uma data cheia de uma lenda brasileira.
Neste 2026, fazem 70 anos da posse de JK na Presidência da República, em 31 de janeiro… 50 anos de sua morte em 22 de agosto… e, 70 anos do primeiro jogo oficial do Rei Pelé, então um menino de apenas 15 anos, como profissional do Santos.
Pelé, que completaria 16 anos em 23 de outubro de 1956, entrou no segundo tempo (no lugar de Del Vecchio) do jogo Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, fez gol aos 36 min do segundo tempo e ganhou seu primeiro troféu: a Taça Independência.
Daí para frente, o Edson virou DICO… que virou PELÉ… que reinventou o futebol e que parou guerras.
Recebi de um leitor de meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – PELÉ-BRASÍLIA-JK – A ERA DOS GRANDES DRIBLES NA POLÍTICA, CULTURA E HISTÓRIA” o seguinte comentário sobre a polêmica quem foi maior: Pelé ou Maradona?
– “Pelé tornou o futebol mudialmente conhecido. Maradona ficou conhecido por causa do futebol”.
FOTOS: A súmula original com o registro do primeiro gol de Pelé integra o acervo do Museu de Santo André desde 2019. Ela registra a partida realizada em 7 de setembro de 1956 entre o Santos Futebol Clube e o Corinthians de Santo André no Estádio Américo Guazzeli.
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