Reportagens
Livro resgata memórias de servidores pioneiros e celebra a história da Câmara Legislativa
Obra reúne relatos de 66 ex-servidores e homenageia profissionais que ajudaram a construir e consolidar a CLDF ao longo de seus 35 anos. Lançamento ocorre nesta quarta-feira (17)
Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
A Câmara Legislativa lança nesta quarta-feira (17), em sessão solene, o livro de memórias Nossa Casa, Nossas Histórias, em homenagem aos servidores aposentados da Casa. A obra, produzida pela Diretoria de Gestão de Pessoas (DGP), com apoio da Diretoria de Comunicação Social (Dicom), traz relatos de 66 ex-servidores, cujo profissionalismo e dedicação ajudam a contar os 35 anos de história do Parlamento distrital. A solenidade será realizada às 19h.
Na publicação, o presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), ressalta a importância daqueles que ajudaram a consolidar o Legislativo do Distrito Federal como um espaço de diálogo, cooperação e defesa dos interesses da população.
“Mais do que um registro, esta obra perpetua experiências, valores e vivências que se entrelaçam com a própria história da instituição. Os aposentados da CLDF são a memória viva de momentos significativos que marcaram a trajetória política, administrativa e social do Distrito Federal”, destaca o presidente.
O deputado Ricardo Vale (PT), primeiro vice-presidente da Casa, destaca que a produção do livro mobilizou profissionais de diferentes setores da CLDF, unidos por um propósito comum: preservar a memória dos servidores pioneiros do Legislativo distrital. “Temos a convicção de que estas histórias servirão de inspiração às novas gerações de servidores, que encontrarão nestas páginas uma valiosa fonte de conhecimento, experiência e sensibilidade para continuar escrevendo a história da Câmara Legislativa”, observou o parlamentar.

Já o deputado Pastor Daniel de Castro (PP), primeiro secretário da CLDF e responsável pela gestão de pessoal na Casa, relembrou que muitos dos homenageados estiveram presentes nos primeiros dias da CLDF, instalada em 1º de janeiro de 1991.
“A partir daquele momento, iniciou-se não apenas a formação do Parlamento distrital, mas também a construção cotidiana de sua estrutura administrativa. Desde os primeiros dias, servidores públicos tiveram papel primordial na organização dos setores, na elaboração de normas, no apoio às atividades legislativas e na consolidação institucional”, afirma Daniel de Castro.

Há mais de duas décadas à frente da Diretoria de Gestão de Pessoas, Edilair Sena observa que, para além das rotinas administrativas, o convívio direto com os servidores leva ao compartilhamento de alegrias, tristezas, adversidades e conquistas. “Sou prova disso: conheci pessoas maravilhosas, recebi apoio em momentos difíceis e criei laços verdadeiros de amizade”, afirma a diretora.
Reconhecimento
O projeto Nossa Casa, Nossas Histórias busca perpetuar a memória da CLDF sob o ponto de vista de quem contribuiu ativamente para estruturá-la. Nas páginas do livro, aposentados e aposentadas — de diferentes origens, áreas de atuação e cargos — retratam trajetórias que se entrelaçam com as inovações ocorridas na Casa ao longo dos anos.
A publicação tem caráter de homenagem. Em vários textos, colegas já falecidos são lembrados com carinho. “Cada relato, com riqueza de detalhes e perspectiva singular, apresenta vivências, desafios e momentos memoráveis. Contudo, há dois temas recorrentes: orgulho e gratidão. Orgulho pela contribuição ao Poder Legislativo do Distrito Federal e gratidão pelas oportunidades de aprimoramento profissional e pessoal proporcionadas pela Casa”, acrescenta Edilair Sena.
Bruno Sodré – Agência CLDF
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Moraes dá 48 horas para Bolsonaro informar se autorizou vídeo com IA
Produção foi apresentada no sábado em convenção do Partido Liberal
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (28) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se manifeste, no prazo de 48 horas, sobre a utilização de sua imagem e voz em um vídeo produzido por meio de inteligência artificial (IA) e exibido durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último sábado (25).

Na decisão, Moraes afirma que é necessário esclarecer se Bolsonaro autorizou a produção e a divulgação do vídeo, que simulava um pronunciamento em apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República.
Segundo o ministro, a resposta é necessária para verificar se houve novo descumprimento das condições impostas ao ex-presidente durante a prisão domiciliar humanitária. Se essa hipótese for confirmada, Bolsonaro corre o risco de ter o benefício revogado.
Caso ele não tenha autorizado a produção do vídeo, Moraes aponta eventual grave desrespeito à legislação eleitoral por parte de Flávio Bolsonaro e do PL, podendo, inclusive, acarretar em inelegibilidade.
“Se não houve autorização do custodiado Jair Messias Bolsonaro para utilização de sua imagem e voz para declarações político-eleitoral, além de constituir desrespeito à ordem judicial por Flávio Nantes Bolsonaro e pelo Partido Liberal (PL), tal conduta poderá tipificar a denominada ‘deep fake’, prática expressamente vedada pela legislação eleitoral, um vez que, haverá a caracterização de criação ou divulgação de conteúdo sintético destinado a associar artificialmente a imagem, a voz ou a manifestação de determinada pessoa a candidato, partido ou causa política, sem sua expressa autorização”.
Na decisão desta terça-feira, Moraes lembra que Bolsonaro cumpre pena em prisão domiciliar humanitária, está com os direitos políticos suspensos em razão de condenação criminal definitiva por tentativa de golpe de Estado e está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros.
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Exposição dos Povos da Floresta chega a Brasília e ocupa Memorial dos Povos Indígenas
Em cartaz a partir de quarta-feira (29), mostra tem entrada gratuita e reúne artistas indígenas, povos tradicionais e diferentes expressões da arte amazônica
Por
Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes
Brasília recebe, a partir desta quarta-feira (29), a Exposição dos Povos da Floresta, uma mostra que reúne artistas de diferentes territórios da Amazônia em um encontro entre arte, ancestralidade, território e memória. Integrando a Etapa Brasília do Festival dos Povos da Floresta, a exposição ocupa o Memorial dos Povos Indígenas (MPI), com visitação gratuita até 27 de setembro.
Idealizado pelo Centro de Inovação da Amazônia (Rioterra), o Festival dos Povos da Floresta promove a circulação de artistas, mestres tradicionais e comunidades originárias, ampliando o acesso às múltiplas expressões culturais amazônicas em diferentes regiões do país. A cerimônia de abertura será na terça-feira (28), das 19h às 21h, marcando o encontro de artistas, curadores, convidados e público em uma celebração da diversidade cultural brasileira.
A exposição reúne fotografias, pinturas, esculturas, instalações, registros audiovisuais, experiências em realidade virtual e curtas-metragens, construindo um percurso sensorial que aproxima o visitante das diferentes narrativas e modos de vida presentes na Amazônia.
Entre os destaques estão obras de Gustavo Caboco, Paula Sampaio, Will Arehj, Wauto Am, além do acervo fotográfico da Rioterra com trabalhos de Marcela Bonfim, Alexis Bastos, Fred Bastos, Alexandre Rotuno e do próprio Will Arehj.
A mostra também reúne artistas de Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, refletindo a diversidade estética, cultural e territorial da região amazônica. Participam nomes como Saulo de Souza, Rafael Prado, Evandro Câmara, Bototo, Avener Prado, Isaías Miliano, Pedro Macuxi, Kaiwino Wiz (Georgina), Vinícius Kenede, Caripoune Yermollay, Ya Juarez, Keyla Palikur, Thay Ptit, Hugo Figueiredo e Gilson Tupinambá, entre outros.
Ao longo de sua trajetória, a Exposição dos Povos da Floresta percorreu Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Macapá (AP) e Belém (PA), incorporando novas ocupações artísticas e diferentes olhares curatoriais em cada território. Em Brasília, essas experiências convergem em uma exposição que sintetiza os diálogos construídos ao longo do projeto, sob curadoria de Isabela Bastos e Lucas Baim.
Mais do que apresentar obras de arte, a mostra propõe uma reflexão sobre a pluralidade dos povos amazônicos, evidenciando suas memórias, cosmologias, formas de resistência e modos de produzir conhecimento por meio da arte.
Programação audiovisual e realidade virtual
Além das obras expostas, o público poderá assistir a uma seleção de curtas-metragens produzidos em Rondônia, Roraima, Amapá e Pará, com narrativas que dialogam com os temas da exposição e ampliam a experiência do visitante.
A programação inclui ainda uma imersão em realidade virtual composta por quatro experiências audiovisuais que apresentam paisagens, saberes e vivências da Amazônia, permitindo ao público conhecer diferentes territórios por meio de tecnologia imersiva.
Comprometida com a democratização do acesso à cultura, a exposição contará com recursos de acessibilidade, incluindo intérpretes de Libras e audiodescrição das obras por meio de QR Code.
Ao reunir diferentes linguagens artísticas, territórios e experiências culturais, a Exposição dos Povos da Floresta reafirma o compromisso do festival em fortalecer o protagonismo dos povos amazônicos e ampliar a circulação de suas produções, aproximando o público brasileiro da riqueza artística e cultural da região.
Serviço
Exposição dos Povos da Floresta
⇒ Local: Memorial dos Povos Indígenas (MPI)
⇒ Cerimônia de abertura: terça-feira (28), das 19h às 21h
⇒ Visitação: de quarta-feira (29) a 27 de setembro
⇒ Funcionamento: terça-feira a domingo, das 9h às 17h
⇒ Entrada gratuita.
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