Reportagens
CLDF realiza sessão solene em homenagem ao Dia do Monitor Educacional
Solenidade acontecerá no plenário da Câmara Legislativa, na quarta (5), a partir das 9h30, com transmissão pela TV Distrital
Foto: Adelcio Ramos/PMC
Profissionais desempenham papel fundamental no cotidiano das unidades escolares, contribuindo para a promoção de um ambiente educacional seguro
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) realiza sessão solene na próxima quarta-feira (5) em homenagem ao Dia do Monitor Educacional. A solenidade é uma iniciativa do deputado Jorge Vianna (Democrata) e acontecerá no plenário da Casa, com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital e no YouTube, a partir das 9h30.
Segundo o distrital, o objetivo da sessão é “prestar justa homenagem aos monitores educacionais do Distrito Federal, profissionais que desempenham papel fundamental no cotidiano das unidades escolares, contribuindo para a promoção de um ambiente educacional seguro, acolhedor, inclusivo e favorável ao desenvolvimento integral dos estudantes”.
Na avaliação de Jorge Vianna, os monitores educacionais exercem funções indispensáveis de acompanhamento, orientação e apoio aos alunos, colaborando diretamente com as equipes pedagógicas e administrativas das escolas. “Sua atuação fortalece a inclusão escolar, auxilia na organização das atividades educacionais e contribui para a construção de um ambiente de respeito, convivência e aprendizagem”, argumentou o parlamentar.
Luís Cláudio Alves – Agência CLDF
Reportagens
Impacto das telas na saúde mental já é debatido em 80% das escolas
Dados são de pesquisa com mais de 2 mil gestores escolares
Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil
O debate sobre os impactos das tecnologias digitais na saúde mental dos estudantes já faz parte da agenda de oito em cada dez escolas brasileiras. A proporção de instituições de ensino fundamental e médio, públicas e privadas, que discutiram o tema em 2025, cresceu 18 pontos percentuais na comparação com 2024, passando de 62% para 80%.

Os resultados constam na pesquisa TIC Educação 2025, lançada nesta terça-feira (4) e realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade ligada ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
A coleta de dados foi feita por telefone em escolas públicas e particulares, de áreas urbanas e rurais, totalizando 2.404 entrevistas com gestores.
Segundo o Cetic.br, a pesquisa mostra que os debates sobre questões relacionadas aos efeitos das tecnologias digitais no desenvolvimento dos alunos e à adoção crítica desses recursos estão mais presentes nas escolas do país.
Em 2025, 75% dos gestores se reuniram com pais, mães e responsáveis para tratar do uso de tecnologias digitais no ambiente escolar, ante 60% no ano anterior. E 86% conversaram com professores e outros profissionais da instituição sobre o mesmo assunto, em 2024 a proporção era 68%.
Outros temas que passaram a ocupar mais espaço nas pautas das reuniões são o uso seguro, crítico e responsável das tecnologias digitais – de 56% em 2024 para 75% em 2025 – e a inclusão da educação midiática no currículo escolar, de 46% para 67%.
Obstáculos
Segundo o levantamento, 65% das instituições de ensino desenvolvem alguma ação voltada aos estudantes nessa área. No entanto, a presença dessas ações é desigual, ocorrendo com maior prevalência nas escolas urbanas (72%) e entre aquelas que disponibilizam computadores e acesso à internet para uso dos alunos em atividades educacionais (75%).
Entre as que realizam essas iniciativas, 75% dos gestores apontam a baixa participação das famílias e dos responsáveis como um dos principais obstáculos, seguida pela falta de materiais e recursos educacionais de apoio (64%).
Entre as que não realizam atividades desse tipo, a principal dificuldade é a falta de materiais e recursos de apoio (77%), seguida pela baixa participação das famílias (66%) e pela qualidade dos computadores e do acesso à Internet da escola (65%).
“Os dados mostram a necessidade de um olhar atento às desigualdades estruturais, que podem se configurar em desafios à garantia de maior equidade na oferta da educação digital, conforme prevê normativas importantes, como o Plano Nacional de Educação”, avalia Daniela Costa, coordenadora da pesquisa TIC Educação.
Ela acrescenta que “a integração entre escolas e famílias é outro aspecto essencial para a disseminação da educação digital”.
“Para que possam apoiar as famílias de maneira eficaz, as escolas precisam de suporte adequado e políticas públicas estruturadas”, defende.
Em 49% das escolas, os responsáveis buscaram a direção ou profissionais pedagógicos para obter orientações sobre como mediar o consumo digital de crianças e adolescentes. Do outro lado, 48% das escolas ofereceram palestras com especialistas em bem-estar e saúde mental para as famílias, e 46% distribuíram guias e materiais de orientação sobre hábitos saudáveis de uso de recursos digitais.
“Construir uma educação digital plena e segura é um desafio estratégico para o país e que precisa ser compartilhado entre os diferentes atores sociais. A escola tem um papel importante e crescente, mas também as famílias e o Estado. Precisamos aprimorar políticas públicas e estabelecer regras para a atuação de plataformas digitais”, analisa Renata Mielli, coordenadora do CGI.br.
Ela ressalta que regulação e políticas públicas são elementos cruciais para a proteção de crianças e jovens, como aponta o ECA Digital.
“As famílias e os educadores precisam de apoio para compreender a complexidade de temas imateriais, como o funcionamento de algoritmos e sistemas de Inteligência Artificial, para que possamos, coletivamente, proteger crianças e adolescentes contra os riscos e abusos no ambiente virtual”, disse.
Uso de celulares
Segundo o estudo, 51% dos gestores afirmam que os alunos não podem levar o telefone celular pessoal para o ambiente escolar. O resultado variou conforme o perfil da instituição, sendo mais restritiva naquelas com turmas até os anos iniciais (69%) do que nas com ensino médio (31%).
Em 40% das escolas, os alunos estão autorizados a levar o celular pessoal, mas as regras de armazenamento variam entre as instituições. Em 24%, os dispositivos devem ser guardados em bolsos ou acessórios de uso individual, como mochila ou estojo e, em 16%, em locais disponibilizados pelas escolas, como caixas, armários ou outros espaços.
Ao considerar a parcela de escolas que consentem que os alunos levem o celular, 66% permitem o uso do celular pessoal em atividades pedagógicas, proporção que aumenta em contextos que enfrentam maiores barreiras de conectividade e de acesso a computadores. O uso pedagógico do dispositivo sobe para 76% na Região Norte, 76% na Região Nordeste e 75% em áreas rurais.
Inteligência artificial
É a primeira TIC Educação que mapeou o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa por gestores escolares. A pesquisa indicou que 53% deles já utilizam esses sistemas em atividades de gestão pedagógica, administrativa ou financeira.
No entanto, apenas 22% dos gestores informaram que a escola possuía um guia de orientações sobre o uso de tais recursos no ensino, na aprendizagem ou na gestão (19% entre as escolas municipais, 25% entre as estaduais e 25% entre as particulares).
Entre as principais finalidades do uso de IA pelos gestores estão a criação de conteúdos visuais ou de comunicação (83%), elaboração de convites e comunicados (80%) e tradução, revisão ou resumo de textos (71%).
Em 37% das escolas, o uso de IA pelos estudantes em tarefas educacionais é permitida. A proporção chega a 47% na rede estadual e a 52% naquelas com turmas até o ensino médio.
Reportagens
Campanha Agosto Dourado reforça aleitamento materno como compromisso coletivo
Ações destacam a importância da rede de apoio para garantir o direito de mães e bebês à amamentação
Por
Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
Agosto é um mês dedicado à conscientização e ao incentivo ao aleitamento materno. Com esse objetivo, a campanha Agosto Dourado intensifica as ações de promoção, proteção e apoio à amamentação na rede pública. As iniciativas têm como foco sensibilizar toda a sociedade sobre os benefícios do leite humano, que se estendem desde os primeiros dias do recém-nascido até a vida adulta.
De acordo com a coordenadora de Políticas de Aleitamento Materno do DF, Graça Cruz, a campanha busca disseminar informações essenciais para a saúde pública. “No mundo inteiro, realizamos ações de promoção do aleitamento materno para ensinar e reforçar os múltiplos benefícios do leite humano. Os nutrientes e fatores de proteção presentes no leite materno garantem uma base de saúde duradoura”, destaca.
A especialista enfatiza que o suporte durante o Agosto Dourado não deve ser direcionado apenas às lactantes, mas envolver gestantes, familiares, empregadores e a comunidade em geral. A proposta é desmistificar a ideia de que a amamentação é uma responsabilidade individual da mulher. “A amamentação é um direito que precisa ser assegurado por toda a sociedade. Isso envolve os serviços de saúde, a família e também os empregadores, que desempenham um papel fundamental ao apoiarem essa mulher no retorno ao trabalho para que ela continue amamentando”, pontua Cruz.
O Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida, devendo ser mantido de forma complementar com outros alimentos saudáveis até os dois anos de idade ou mais. “Para que a mulher consiga atingir essas metas, ela necessita de uma rede de apoio sólida e atuante”, reforça a coordenadora.
Atendimento
As mães que precisarem de apoio para amamentar ou que desejarem se tornar doadoras de leite humano podem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima ou um dos bancos de leite humano (BLH) espalhados pelo Distrito Federal.
Para obter suporte direto, tirar dúvidas ou agendar a doação de leite humano, as famílias podem acessar o portal oficial Amamenta Brasília. Além do site, a rede disponibiliza atendimento telefônico pelo Disque Saúde 160 (Opção 4) e o Portal do Cidadão para realizar o agendamento para doação de leite.
Agosto Dourado
A denominação “Agosto Dourado” foi definida pela OMS e pela Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (Waba) para simbolizar o “padrão ouro” de qualidade do leite materno — considerado o alimento mais completo e perfeito para a nutrição e imunidade nos primeiros meses de vida. No Brasil, o mês de conscientização foi oficializado pela Lei Federal nº 13.435/2017, reforçando que amamentar é um investimento em saúde pública com impactos para toda a vida.
Reportagens
Campanha de multivacinação em todo o DF
Objetivo é atualizar a caderneta de imunização de crianças e adolescentes menores de 15 anos; mobilização inclui reforço para toda a família e “Dia D” em 22 de agosto
Por
Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes
Terá início, a partir desta segunda-feira (3), a Estratégia de Multivacinação 2026, que segue até 1º de setembro. O objetivo é vacinar crianças e adolescentes que estejam com esquemas vacinais incompletos. A mobilização também terá um “Dia D” em 22 de agosto, quando as ações de imunização serão intensificadas nas unidades básicas de saúde (UBSs) e em pontos comunitários de todas as regiões do DF.
O foco prioritário da iniciativa são crianças e jovens menores de 15 anos (até 14 anos, 11 meses e 29 dias). O objetivo é garantir a aplicação das doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação para proteger a população contra doenças imunopreveníveis e evitar a reintrodução de enfermidades como o sarampo e a poliomielite.
Oportunidade para vacinar toda a família
Apesar do público-alvo prioritário, pais e responsáveis podem aproveitar a ida aos postos para conferir e atualizar a caderneta de toda a família.
Durante o período da campanha, estarão disponíveis no DF:
· Todas as vacinas do Calendário Infantil e do Adolescente (como tríplice viral, pentavalente, poliomielite, febre amarela, meningocócica, pneumocócica e varicela).
· Vacina contra influenza para os grupos prioritários.
· Vacina contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos.
· Vacina contra o sarampo para pessoas elegíveis conforme o histórico vacinal.
Imunização individualizada
Os profissionais de saúde farão a avaliação detalhada do histórico de cada cidadão e aplicarão apenas as doses estritamente necessárias para iniciar ou completar os esquemas atrasados.
Proteção coletiva e eliminação de riscos
As vacinas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são fundamentais para conter a circulação de vírus e bactérias causadores de complicações graves, internações e óbitos.
Orientações
⇒ Compareça com antecedência: não é necessário esperar pelo Dia D (22 de agosto). Procure a unidade de saúde mais próxima ao longo de todo o período da campanha.
⇒ Documentação: leve a caderneta de vacinação e um documento de identificação.
⇒ Perda de caderneta: caso tenha perdido a caderneta de vacinação, compareça à UBS assim mesmo. A equipe de saúde consultará os sistemas digitais de informação para resgatar o histórico vacinal e prestar a devida orientação.
⇒ Doses em atraso: se houver doses atrasadas de longo tempo, não adie. O esquema vacinal não é reiniciado, apenas continuado do ponto onde parou.
Multivacinação 2026 no DF
• Período da ação: 3 de agosto a 1º de setembro
• Dia D de Mobilização Social: 22 de agosto
• Público-alvo prioritário: crianças e adolescentes menores de 15 anos (atualização estendida a jovens até 19 anos para HPV e demais faixas elegíveis para gripe e sarampo).
• Locais de atendimento: salas de vacina nas unidades básicas de saúde (UBS) e ações extramuros (escolas e espaços comunitários sinalizados).
• Horários e postos: a lista detalhada dos locais e horários de atendimento pode ser consultada neste link.
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