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O BATISMO E A URBANIZAÇÃO

A cronologia da criação e urbanização de Maringá, hoje um município exemplo de sustentabilidade

 

A maioria das cidades brasileiras interioranas brasileiras nasceu às margens de rios ou em entroncamentos, quase sempre ponto de apoio e descanso de tropeiros. Maringá não fugiu a regra. No entrocamento ao noroeste do Paraná, em 1940, surgiu um núcleo rural rústico como ponto de apoio comercial para os trabalhadores da região. O núcleo foi batizado com o nome de Maringá.

 

Durante o processo de colonização do norte do Paraná pela Companhia de Terras Norte do Paraná, na década de 1940, a música “Maringá” era frequentemente cantada pelos trabalhadores nas frentes de desmatamento e construção. Segundo relatos, foi Elizabeth Thomas, esposa de Arthur Thomas, um dos diretores da Companhia de Terras Norte do Paraná, que  sugeriu que o núcleo recebesse o nome da música. A proposta foi aceita e tudo foi oficializado em 10 de maio de 1947.

 

CRONOLOGIA HISTÓRICA DE MARINGÁ

Inspirado na música que fazia sucesso na época da colonização, Maringá teve um ritmo frenético de desenvolvimento econômico, urbanístico e cultural.

 

Hotel Campestre,  primeiro hotel de Maringá, é inaugurado em 1942. Em setembro de 1956, foi construído o primeiro grande hotel de alvenaria e luxo da cidade nova chamado Grande Hotel Maringá, que depois passou a se chamar Hotel Bandeirantes.

 

1923 – O início de tudo foi em 1923, quando uma comitiva liderada por Edwin Samuel Montagu, ex-secretário de Finanças do Tesouro Britânico, veio ao Brasil para negociar uma dívida. Entre os membros da comitiva estava Simon Joseph Fraser, o 16º Lorde Lovat da Escócia, que viajou com outro objetivo em mente: procurar terras férteis para cultivar algodão, matéria-prima imprescindível para a indústria têxtil britânica.

Lorde Lovat visitou terras do interior paulista e chegou ao norte do Paraná. Decidiu investir na plantação de algodão na região e fundou a empresa Brazil Plantation Sindicate, responsável pelo gerenciamento de suas propriedades em terras brasileiras.

1925 – Em junho de 1925, é fundada a Paraná Plantations Company, empresa de Londres que comandaria a subsidiária Companhia de Terras Norte do Paraná, no Brasil. A região era predominantemente ocupada por florestas de Mata Atlântica, atraindo a atenção de produtores rurais paulistas, mineiros, japoneses e italianos, atraídos pela presença da terra roxa (nome vem de terra rossa, em italiano, ou terra vermelha).

1929 – Em 21 de agosto de 1929, foi fundada Londrina, uma homenagem a Londres, capital ingleza. Com a venda dos primeiros lotes de terra no “norte novo do Paraná”, veio a febre da ocupação da região. Era a chegada em massa de desbravadores. Nasceram os primeiros núcleos urbanos.

1938 – Começa a colonização de Maringá. O povoamento da área compreendida pelo atual município iniciou-se em 1938. Mas foi, apenas, a partir dos primeiros anos da década de 40, que começaram a ser erguidas as primeiras edificações de madeira, na localidade conhecida, mais tarde, por Maringá Velho. Em 1938, foi vendido o primeiro lote de Maringá, adquirido pelo padre alemão Emílio Clemente Scherer, que veio para o Brasil fugindo do  nazismo.

 

Esta foto aérea registra parte da atual Zona 3, quando a região ainda passava pela abertura de suas ruas e avenidas e dava os primeiros passos de sua ocupação urbana.

1940 – Em 12 de fevereiro de 1940, surge a primeira igreja de Maringá, construída pelo padre Scherer. Ele é considerado pioneiro. Foi o primeiro desbravador de Maringá. A propriedade que ele adquiriu foi batizada de Fazenda São Bonifácio. Vale lembrar que São Bonifácio foi um monge beneditino, conhecido como “Apóstolo da Alemanha”.

1942 –   Num entroncamento, surge nesse ano um pequeno povoado, que servia como ponto de apoio aos pioneiros desbravadores.

1943 –  Segundo o historiador do Patrimônio Histórico de Maringá, João Laércio Lopes Leal, foi em 1943 que nasceu o projeto da cidade de Maringá. O projeto é assinado pelo urbanista paulista Jorge de Macedo Vieira, adepto do conceito de “Cidade Jardim” elaborado pelo britânico Ebenezer Howard. O urbanista Macedo Vieira recebeu a ajuda de seu amigo e ex-colega da Escola Politécnica da USP, Cássio Vidigal, então diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná.

1947 – A fundação oficial de Maringá – data em que a cidade comemora seu aniversário – é 10 de maio de 1947, quando a Companhia de Terras Norte do Paraná abriu um escritório na cidade. Essa Companhia foi adquirida por investidores brasileiros nos anos 1940 e, em 1951, rebatizada como Companhia Melhoramentos Norte do Paraná. Prestes a fazer 80 anos, Maringá tem hoje cerca de 430 mil habitantes.

1950 –  Na década de 1950, Maringá pulou de 40 mil habitantes para 100 mil, sobressaindo a Vila Operária e o Maringá Velho como regiões mais prósperas. Nesse contexto destacam-se no perímetro urbano as casas comerciais, serrarias, as máquinas de café e as cerealistas.

 

Idealizada por Dom Jaime Luiz Coelho e projetada pelo arquiteto José Augusto Bellucci, a bela Catedral de Maringá foi construída entre julho de 1959 e maio de 1972.

 

1960 –  Em 1960, Maringá registra expansão tanto vertical quanto horizontal, solidificando a posição de centro regional, atestando ares de metrópole. Na esteira do vertiginoso progresso nascem instituições seminais ao desenvolvimento sócio-econômico, caso da cooperativa COCAMAR (27 de março de 1963) e da Universidade Estadual de Maringá (1969), Basílica de Maringá, o Country Clube, o Parque do Ingá, o Parque Alfredo Nyffeler, o Parque do Japão e o Bosque das Grevíleas.

 

Em 1959, o compositor mineiro Joubert de Carvalho foi homenageado pela cidade de Maringá com o nome de uma rua, antes chamada de rua

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Brasília celebra o legado de Athos Bulcão durante a DW! Semana de Design

Segunda edição da DW! Brasília movimenta a capital entre 22 e 25 de setembro com exposições, palestras, lançamentos e experiências que aproximam arte, arquitetura e design

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Brasília volta a ocupar espaço de destaque no calendário nacional do design. Entre os dias 22 e 25 de setembro de 2026, a capital recebe a segunda edição da DW! Brasília, integrando novamente o circuito promovido pela DW! Semana de Design, plataforma que há 15 anos realiza semanas de design em diferentes cidades brasileiras.

Neste ano, a programação se distribui por dois distritos de design — Casapark e Lago Sul — e reúne exposições, palestras, encontros, lançamentos de produtos e coleções, além de experiências ligadas à arquitetura, à arte, ao mobiliário e à economia criativa.

O grande homenageado da edição é Athos Bulcão (1918–2008), artista cuja trajetória está profundamente ligada à construção da identidade visual de Brasília. Seus painéis, relevos e composições geométricas estão incorporados a alguns dos principais edifícios e espaços públicos da cidade, fazendo de sua obra parte da própria experiência urbana da capital.

Athos Bulcão para além dos azulejos

Um dos pontos centrais da DW! Brasília é a exposição “Entre Tempos”, aberta no dia 22 de setembro no Mezanino da Livraria Travessa, no Casapark. A mostra reúne mais de 40 trabalhos de Athos Bulcão e permite ao público conhecer aspectos menos difundidos de sua produção artística.

Com curadoria de Valéria Cabral, presidente da Fundação Athos Bulcão, a seleção percorre quase seis décadas da trajetória do artista, com trabalhos produzidos desde 1943 até os anos 2000. O conjunto reúne desenhos e pinturas a óleo e acrílica, incluindo peças provenientes de coleções particulares e trabalhos pouco conhecidos ou nunca apresentados anteriormente ao grande público.

A proposta amplia a percepção sobre um artista frequentemente associado à azulejaria geométrica que marca a arquitetura brasiliense. “Entre Tempos” revela outras linguagens, pesquisas e momentos de sua produção e ajuda a dimensionar a amplitude de uma carreira que atravessou diferentes técnicas e períodos da arte brasileira.

A exposição permanece aberta ao público até 13 de outubro, com entrada gratuita. A visitação ocorre de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos e feriados, das 12h às 20h.

Design, arte e arquitetura ocupam Brasília

Além da homenagem a Athos Bulcão, a DW! Brasília apresenta uma agenda diversificada voltada tanto aos profissionais do setor quanto ao público interessado em criatividade, arquitetura e cultura.

Entre as atrações está uma edição especial da Feira do Fuga, reunindo trabalhos de mais de 50 artistas e coletivos. A programação inclui ainda talks com arquitetos, designers, pesquisadores e artistas, lançamentos de mobiliário e objetos, exposições e outras experiências distribuídas pelos espaços participantes.

A agenda também abre espaço para discussões sobre a projeção internacional do design brasileiro. Entre os encontros realizados nesta edição está uma conversa com Marina Bertoldi, da Christie’s, sobre o mobiliário brasileiro no mercado internacional e sua aproximação com o universo do colecionismo.

No encerramento da programação, nesta sexta-feira (25), o Casapark recebe o artista Nuno Ramos, em encontro que estabelece um diálogo contemporâneo com a produção de Athos Bulcão a partir da obra O Sol faz a festa, originalmente concebida por Athos para o Teatro Nacional de Brasília.

Uma cidade onde arquitetura e arte caminham juntas

A escolha de Athos Bulcão como homenageado ganha significado especial em Brasília. Poucos artistas estabeleceram uma relação tão direta entre obra, arquitetura e cotidiano urbano.

Em vez de restringir a arte aos museus e galerias, Athos colaborou com arquitetos e incorporou suas criações aos edifícios e espaços públicos. Seus trabalhos passaram a dialogar diretamente com a arquitetura modernista e com a circulação das pessoas pela cidade.

Essa relação torna Brasília um cenário particularmente apropriado para uma semana dedicada ao design. Na capital, arquitetura, urbanismo, arte e desenho fazem parte de uma mesma construção cultural — uma característica que a DW! Brasília procura explorar ao ocupar diferentes pontos da cidade e promover o encontro entre profissionais, marcas, criadores e público.

A segunda edição também reforça a inserção de Brasília em um circuito mais amplo. A DW! mantém eventos em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Balneário Camboriú, enquanto a edição paulistana, realizada desde 2012, integra a World Design Weeks, associação internacional que reúne importantes semanas de design.

Ao colocar Athos Bulcão no centro de sua programação, a DW! Brasília também propõe um olhar sobre a própria identidade da capital: uma cidade concebida a partir do encontro entre arquitetura, urbanismo, paisagismo e artes visuais.

Mais de seis décadas depois da inauguração de Brasília, as formas, cores e ritmos criados por Athos continuam presentes no cotidiano da cidade. Celebrar seu legado durante uma semana dedicada ao design é, portanto, também celebrar uma das características mais singulares da capital brasileira: a capacidade de transformar arte e arquitetura em parte da vida cotidiana.

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Alter do Chão

FILHOS E NETOS AO ENCONTRO DO BRASIL REAL

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Pela quinta vez viajo a Alter do Chão, a 26 km de Santarém, no rio Tapajós. Mas essa é uma viagem singular. Única! E todas as minhas energias serão exclusivas, na intensidade que o amor e o conhecimento exigem, dedicadas a meus 6 netos e três sobrinhos. Eles têm entre 6 e 11 anos.
Quero mostrar aos meus netos e filhos um mundo real do Brasil: longe das selvas de pedras e de concreto, a selva verdadeira da Amazônia.
Quero que eles conheçam os rios amazônicos, a floresta, os animais e os povos originários. Vamos e visitar os índios Mundurucus, na comunidade de Bragança – a 6 horas de Santarém – rio acima. Passaremos o sábado, dia 26, na aldeia dos Mundurucus, a convite do Cacique Domingos.
Sei que é um privilégio de avô. Visitar Alter do Chão, conhecida como PÉROLA DO TAPAJÓS, e entrar pelo rio Tapajós é mais que um privilégio: é um encantamento.
Alter do Chão é distrito do município de Santarém, no Pará.
Às margens do Rio Tapajós, Alter é famosa por suas praias de água doce e paisagens naturais impressionantes.
Durante a estação seca (agosto, setembro e outubro), a praia de Alter do Chão se torna um dos principais pontos turísticos da região, atraindo visitantes do mundo todo.
O rio Amazonas tem 1.101 afluentes identificados. O Rio Tapajós é um deles e desempenha um papel crucial na economia e cultura local, com destaque para a pesca e o turismo. A combinação de águas cristalinas e areias brancas torna Alter do Chão um destino imperdível na Amazônia.
Já preparei um livreto de 12 pequenas reportagens para meus filhos e netos lerem. Vamos fazer uma prova no final da viagem. Com bons prêmios para os primeiros colocados.
OS TEMAS
Para quem quiser saber os 12 temas que preparei para meus netos, estão aqui. Será a matéria de capa da edição de novembro da www.folhadomeio.com.br.
1) ALTER DO CHÃO – A PÉROLA DO RIO TAPAJÓS
2) POR QUE O NOME ALTER DO CHÃO?
3) OS CAVALOS E O NOME ALTER nas RAÇAS BRASILEIRAS
4) AS BELEZAS E O ENCANTO DO RIO TAPAJÓS
5) O RIO TAPAJÓS E OS ÍNDIOS MUNDURUCUS
6) CURIOSIDADES SOBRE O RIO AMAZONAS
7) O FOLCLORE E O CARIMBÓ, A DANÇA AMAZÔNICA.
😎 AMAZÔNIA INTERNACIONAL E AMAZÔNIA LEGAL
9) GEOGRAFIA E CURIOSIDADES SOBRE A FLORESTA AMAZÔNICA
10) O PLANETA ÁGUA – UM RIO DEBAIXO DO RIO AMAZONAS
11) AMAZONAS: 1.101 AFLUENTES E FENÔMENO DA POROROCA
12) FLORESTAS TROPICAIS DO PLANETA TERRA. CONCLUSÃO
FOTOS:
1) Vista de Alter do Chão
2) Com os índios Mundurucus
3) Nosso barco Aruã
4) Uma samaúma no Parque Nacional do Tapajós
5) Mapa do rio Solimões/Amazonas e seus afluentes
6) Um filme da ultima visita que fiz à aldeia dos Mundurucus, em 2021
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A TV JUSTIÇA E A INJUSTIÇA

SE UMA IMAGEM VALE POR MIL PALAVRAS, QUANTO VALE A UMA TRANSMISSÃO AO VIVO EM REDE NACIONAL?

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“A fotografia é a verdade. A TV, pelo vídeo e cinema, é a verdade 24 vezes por segundo”- do cineasta e crítico Jean Luc Godard.
A polêmica está no ar. Melhor, nas telas, em rede nacional.
Duas fotos fizeram mais estragos ao Supremo do que toda quebradeira de 8 de janeiro. Flagrantes terríveis!
A foto de Brenno Carvalho em O GLOBO e a foto de Wilton Junior no ESTADÃO.
E agora surge a polêmica da TV Justiça.
O jornalista Cláudio Dantas foi categórico: “A emissora teria deixado de mostrar os ministros André Mendonça e FUX justamente em momentos importantes dos confrontos que marcaram a sessão”.
E Cláudio Dantas vai além: Jaqueline Paiva, atual responsável pela TV Justiça, ocupou cargos de comunicação em governos petistas, incluindo uma função na Secretaria de Imprensa da Presidência do governo Dilma Rousseff. Jaqueline Paiva atuou na EBC, durante o segundo mandato de Lula. A matéria relata ainda que ela foi nomeada para comandar a comunicação do STF por Edson Fachin.
Fotografia é a verdade. Filme continua sendo a verdade 24 vezes por segundo.
E quanto vale uma transmissão direta ao vivo… EDITADA?
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