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Publicações abordam inovações para o controle de pragas e doenças na agricultura

Inseto adulto da traça-do-tomateiro (1); lagarta da traça-do-tomateiro (2); pupa da traça-do-tomateiro (3)

 

Saber lidar com pragas e doenças é um diferencial para quem produz. Ao identificar as características físicas, comportamentais e reprodutivas dos insetos, a entomologia contribui na construção de técnicas para o manejo mais adequado das plantas. A Embrapa Agroindústria Tropical publica estudos e pesquisas que visam fortalecer o aparato de conhecimentos e tecnologias para o setor. Essas novidades podem ser encontradas no Repositório de Informação Tecnológica da Embrapa (Infoteca Embrapa). Confira, a seguir, os títulos mais recentes.

 

Insetos associados às Spondias

A partir de uma pesquisa realizada no Campo Experimental da Embrapa, localizado em Pacajus (CE), o estudo “Biodiversidade e hábito alimentar de coleópteros fitófagos associados às Spondias spp.”, elaborado por pesquisadores da Embrapa Agroindústria Tropical, apresenta um inventário das espécies de coleópteros fitógafos, uma ordem de insetos que abrange besouros, joaninhas e escaravelhos, por exemplo, e que se nutrem de matérias vegetais, dando ênfase à biodiversidade e aos hábitos alimentares desses insetos.

As plantas do gênero Spondias spp (família Anacardiaceae) são usadas como hospedeiras. Dentre as frutíferas da família Anacardiaceae, os estudiosos destacam o cajueiro (Anacardium occidentale L.), a mangueira (Mangifera indica L.) e o pistache (Pistacia vera L.) São abordadas ainda espécies do gênero Spondias muito exploradas economicamente nas zonas tropicais: o umbuzeiro ou imbuzeiro (Spondias tuberosa Arruda), a cajazeira ou taperebazeiro, como é conhecida na região Norte do Brasil (Spondias. mombin L. – sin. S. lutea L.); a cirigueleira ou serigueleira (S. purpurea L.); a cajaraneira ou cajá-mangueira (S. dulcis Parkinson. – sin. S. cyntherea Sonn.); e os híbridos naturais cajá-umbuzeiro ou umbu-cajazeira, cajagueleira ou umbugueleira, endêmicas do Nordeste brasileiro.

O estudo concluiu que os insetos da ordem Coleoptera fitógafos de Spondias spp., cujo hábito alimentar consiste em consumir folhas, somam um total de oito espécies e são pertencentes a sete famílias distintas. Dentre as partes afetadas pelas pragas e doenças, destacam-se os frutos, folhas, flores, brotos, botões florais, sementes, tronco, galhos, caule e raízes das plantas hospedeiras.

 

Pragas do cajueiro

Em atividades relacionadas à cajucultura, o estudo “Grau de infestação  da traça-do-cajueiro em clones de cajueiro-anão consorciados com fruteiras” demonstra os resultados do controle dos prejuízos causados pela traça-do-cajueiro ao ser realizado o cultivo consorciado de clones de cajueiro-anão com as frutíferas banana, mamão e melancia. O cultivo consorciado consiste na cultivação de duas ou mais espécies agrícolas numa mesma área.

A traça-do-cajueiro, por sua vez, é a praga mais importante do período de frutificação do cajueiro porque ataca o fruto (castanha), causando elevados prejuízos por destruir completamente a amêndoa da castanha de caju. O estudo investigou a incidência da praga em três clones de cajueiro-anão: CCP 76, BRS 226 e BRS 189, cultivados no Campo Experimental da Embrapa Agroindústria Tropical, em Pacajus (CE). Em resultados globais, o CCP 76 foi o genótipo que apresentou o maior percentual de castanha furada, independentemente do tipo de consórcio.

 

Pragas do tomateiro

A traça é uma praga recorrente em diversos tipos de cultivo. Na tomaticultura, as lagartas alimentam-se do tecido foliar responsável pela fotossíntese (mesófilo foliar) em qualquer estágio de desenvolvimento das plantas, abrindo galerias nas folhas e causando redução da produção. O fruto atacado caracteriza-se pela presença de perfurações.

Objetivando fornecer alternativas que possibilitem o cultivo saudável do fruto, o folder “Manejo da traça-do-tomateiro em tomate cereja em cultivo protegido” aborda técnicas de monitoramento e controle da praga, como: avaliação do ataque da praga pela quantidade de minas nas folhas; avaliação do percentual de frutos atacados; controle da praga com produtos registrados para a cultura, com baixo período de carência; redução da massa foliar pela retirada de brotações, ramos e folhas em excesso; expor frutos e folhas novas à calda de pulverização; retirada de folhas atacadas com presença de larvas e pupas; e avaliação da eficiência dos produtos, contabilizando o número de larvas e pupas vivas e mortas após a aplicação.

A pesquisa comprovou que o cultivo protegido pode incidir na baixa manifestação de pragas e na redução do uso de defensivos em até 80%. Com essa redução, observou-se também maior retorno econômico. Outro método de cultivo protegido é o sem solo, em que as plantas se desenvolvem em vasos ou sacos de cultivos contendo um substrato. As necessidades hídricas e nutritivas são providas por meio de soluções nutritivas.

Os estudos apresentados fomentam a atuação da Embrapa junto ao setor produtivo no desenvolvimento de conhecimento e soluções tecnológicas convenientes ao progresso sustentável das atividades agrícolas no que diz respeito ao controle de pragas e doenças. Para saber mais sobre os estudos sobre tecnologias desenvolvidas pela Embrapa Agroindústria Tropical, acesse o site da Infoteca-e

Ricardo Moura (DRT 1618 JPCE)
Embrapa Agroindústria Tropical

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Brasil supera 100 mil escolas públicas com internet gratuita

Programa quer conectar toda rede pública de ensino até 2026

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Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

O Brasil ultrapassou a marca de 100 mil escolas públicas com acesso à internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. Segundo dados atualizados do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o país já soma 100.720 instituições conectadas dentro dos parâmetros considerados adequados pelo governo federal.

O avanço faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), programa coordenado pelos ministérios da Educação e das Comunicações, em parceria com estados e municípios. A meta do governo é conectar todas as 138 mil escolas públicas de educação básica até o fim de 2026.

Crescimento acelerado

O programa registrou forte avanço nos últimos anos. Em 2023, apenas 45,4% das escolas públicas brasileiras tinham acesso à internet considerada adequada. O índice subiu para 57,3% em dezembro de 2024, chegou a 69,7% no fim de 2025 e alcançou 72,9% em abril deste ano.

Em nota, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o resultado é fruto de um amplo esforço de infraestrutura iniciado em 2023.

“Esse é um momento histórico para a educação e para a inclusão digital do Brasil. Ter mais de 100 mil escolas com acesso gratuito à internet é uma realidade pela qual o governo trabalhou intensamente”, declarou.

Segundo ele, a ampliação da conectividade ajuda a reduzir desigualdades educacionais, especialmente em regiões mais isoladas do país.

“Com essa política transformadora, nossos estudantes terão mais oportunidades de aprendizado e portas abertas para o mercado de trabalho”, acrescentou o ministro.

Uso pedagógico

Além de levar internet às escolas, o programa busca garantir conexão estável e veloz, com redes Wi-Fi adequadas para uso dentro das salas de aula. A proposta é ampliar o acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, ferramentas de inovação e capacitação de professores.

Em nota, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que a iniciativa busca garantir igualdade de oportunidades para os estudantes da rede pública.

“A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas articula políticas e ações para universalizar o acesso à internet de qualidade e garantir o uso pedagógico da tecnologia em todas as escolas públicas”, afirmou.

Avanço no Norte

O maior crescimento proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos historicamente dificultam o acesso à conectividade.

Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice passou para 36,7% em 2024, chegou a 60,5% em 2025 e atingiu 64,3% em abril deste ano.

Coordenado pelos Ministérios das Comunicações e da Educação, o programa é executado pela da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE).Segundo o governo, a expansão reduziu desigualdades regionais e levou conexão de qualidade a escolas que antes estavam praticamente isoladas digitalmente.

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Crie-DF já soma quase 20 mil atendimentos em vacinação e mais de 36,5 mil doses aplicadas

Desde dezembro de 2023, serviço especializado da Secretaria de Saúde amplia o acesso à imunização especial para pacientes com condições específicas

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

Jorge Araújo, 61 anos, passou a ter uma rotina de mais cuidados depois que começou a usar medicamentos imunossupressores para tratar a artrite reumatoide, em 2023. “Hoje tenho a artrite controlada. Pego medicamentos na Farmácia de Alto Custo. Só uma caixa do remédio custa entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês. Sem esse apoio, seria um sacrifício muito grande manter o tratamento”, diz o administrador de empresas.

No entanto, com a imunidade reduzida e maior risco de infecções, o morador de Águas Claras encontrou no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Distrito Federal (Crie-DF) um apoio que trouxe mais segurança ao tratamento.

“Já tomei vacinas contra hepatites A e B, pneumo, meningite, gripe e influenza, e ainda tenho outras agendadas. Por causa dos remédios imunossupressores, minha imunidade fica mais baixa. As vacinas ajudam a me proteger de infecções e doenças mais graves”, conta.

Mais proteção

O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais, ou seja, doses que não fazem parte do calendário básico de vacinação.

Desde dezembro de 2023, o serviço já realizou quase 20 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 36,5 mil doses. Segundo a responsável técnica substituta do centro, Lethícia Lima, a unidade atende pacientes com condições específicas, como transplantados e pessoas com doenças crônicas.

 

O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

“A principal porta de entrada são as unidades básicas de saúde. O paciente apresenta relatório médico e cartão de vacina, e a equipe do Crie avalia quais doses são necessárias”, explica.

Acesso ampliado

Hoje, o centro funciona no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Para ampliar o acesso ao atendimento, a SES-DF implantou, em agosto de 2024, o Crie Virtual. A iniciativa conecta 108 salas de vacinação da rede pública à equipe especializada do hospital.

“O objetivo é facilitar o acesso do usuário. Com o Crie Virtual, conseguimos atender uma pessoa que mora longe e não possui recursos financeiros para ir ao Hmib. Quando a vacina é ofertada perto da residência, ela consegue concluir o calendário vacinal”, explica Lethícia Lima.

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Audiência pública debate direitos dos estudantes com altas habilidades e superdotação

Aumento de vagas nas salas de recursos da rede pública e qualificação de profissionais estiveram entre as reivindicações

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Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu audiência pública, nesta sexta-feira (22), sobre as demandas dos estudantes com altas habilidades e superdotação (AH/SD). A discussão teve a presença de representantes da Secretaria de Educação do DF, do Ministério da Educação, da Universidade de Brasília, da Ordem dos Advogados do Brasil e, principalmente, de mães que clamaram por mais suporte ao desenvolvimento de seus filhos.

>> Confira mais imagens da audiência

Dói perceber a falta de apoio, de compreensão e de preparo da sociedade e até das instituições para acolher esses jovens, além do rótulo da inteligência. Porque superdotação não é apenas o desempenho: é também intensidade emocional, conflitos internos e uma solidão difícil de explicar”, disse Silvia Lustosa, mãe de uma filha com AH/SD e um filho em processo de diagnóstico.

A audiência pública abordou a necessidade de aprimoramento de políticas para esse público, em especial o aumento do número de vagas para Atendimento Educacional Especializado (AEE) na rede pública de ensino. No DF, há filas de espera para esse tipo de atendimento, que é ofertado uma vez por semana no contraturno, geralmente nas salas de recursos das escolas. O serviço é voltado não apenas para alunos com AH/SD, mas também para estudantes com deficiências.

Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

Apesar de não suprir a demanda, participantes da audiência apontaram que a rede pública está à frente da rede privada de ensino, que muitas vezes não oferta qualquer tipo de suporte educacional para estudantes com AH/SD. Atualmente, 10% das matrículas para atendimento especializado nas escolas públicas são disponibilizadas para alunos da rede privada.

Nesse ponto, o deputado distrital Fábio Felix (PSOL), propositor da audiência, defendeu a cobrança de responsabilidade das escolas privadas, sem eximir o papel do Estado. “Os estudantes da educação privada têm direito ao atendimento, em suas especificidades, na educação pública. Nós podemos lutar para pressionar a responsabilização da educação privada, mas não podemos nos desresponsabilizar. Se a escola privada não cumprir esse processo, a educação pública sempre tem que estar de braços abertos, é um direito universal no Brasil”, afirmou o deputado, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa e Promoção da Educação Inclusiva nas Redes Públicas de Ensino do Distrito Federal.

Outra demanda apresentada na audiência foi pela qualificação permanente de profissionais da educação e da saúde, aumentando a capacidade de diagnóstico precoce e de acolhimento a pessoas com AH/SD. A audiência completa, com todos os pontos abordados, pode ser acessada no YouTube da TV Câmara Distrital.

Ana Teresa Malta – Agência CLDF

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