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AMBIENTALISTAS CRITICARAM VIAGEM DE JATOS PARTICULARES À COP’27
Em discurso na Conferência do Clima, ministro Joaquim Leite afirmou que personalidades viajam em jatos luxuosos para cobrar ações desconexas com a ‘realidade de diversas regiões do Brasil e do mundo’.
Há muitas críticas a líderes, empresários e ‘filantropos” que vão de jatinhos particulares à Conferência do Clima. Segundo observadores da COP, mais de 400 jatinhos levaram ativistas pró-clima para COP’27. A emissão de gases do efeito estufa com viagens de aviões particulares é de 5 a 14 vezes maior do que a média por passageiros em aviões de carreira. De acordo com a BBC, a partir de dados da FlightRadar24, 36 jatos pousaram em Sharm el-Sheikh durante o evento. Outros 64 aviões particulares chegaram no Cairo, dos quais 24 voaram até Sharm el-Sheikh. A emissora britânica também verificou voos privados partindo do Reino Unido, Estados Unidos, Itália, França e Holanda.
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também viajou para o evento em um avião particular, pertencente ao ex-dono da Qualicorp. O petista foi em um modelo Gulfstream G600, com capacidade para 16 pessoas. Um voo direto do Brasil para o Egito leva em média 12 horas e 30 minutos, cobrindo uma distância de 10.024 quilômetros.
Segundo o Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial do Reino Unido, 2,5 kg (5,5 lb) de CO2e (equivalência em dióxido de carbono) são emitidos para cada litro de combustível de turbina de aviação queimado. Portanto, o voo de Lula ao Egito gastaria gastou só de ida aproximadamente 52,2 mil quilos de CO2e. No início do evento, em 6 de novembro, mais de 500 manifestantes impediram a saída de jatos particulares do Aeroporto Schiphol, em Amsterdã, na Holanda. Alguns sentaram ao redor dos aviões para impedir a decolagem, enquanto outros andaram de bicicleta no local.
CRÍTICAS DO MINISTRO DO MEIO AMBIENTE
O ministro do Meio Ambiente do Brasil, Joaquim Leite, criticou “líderes e empresários” que foram de jatos particulares à Conferência do Clima da ONU. “Eles fazem um discurso e praticam o inverso. Líderes e empresários, sempre com um exagerado número de assessores, vieram em jatos particulares ao luxuoso balneário do Mar Vermelho para cobrar metas de redução de emissões dos outros. Um paradoxo! Sugerem carros ultramodernos a hidrogênio ou 100% elétricos, completamente desconexos da realidade de diversas regiões do Brasil e do mundo e dão este mau exemplo”, afirmou o ministro. E acrescentou: “Os governos têm a responsabilidade de atuar nesta agenda com racionalidade sem discursos populistas e utópicos”.
QUEREMOS EXEMPLO DO LULA
Sobre a viagem de Lula e sua comitiva no jatinho do empresário José Seripieri Junior, fundador da ‘Qualicorp’ e dono da ‘Qsaúde’, ambientalistas fizeram severas críticas. E a iniciativa do presidente eleito gerou reações nas redes sociais, com fortes críticas: “O problema não foi o avião fretado ou não fretado. Até a gente achou que era fretado. O que queremos e exigimos de Lula é o exemplo moral. É o exemplo”, ressaltou um participante e acrescentou: “E tem um agravante: o dono do jatinho está envolvido na “Lava Jato” e foi doador para a campanha do petista.

O jato Gulfstream 600 que Lula e comitiva à COP’27 foi motivo de severas críticas e de preocupação da assessoria do presidente eleito por pertencer a um empresário envolvido na ‘Lava Jato’.
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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ
O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.
No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.
Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…) formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.
Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.
Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.
DESCRIÇÃO COMPLETA
Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:
“Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.
MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO
“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.
Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo, a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO
Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.
Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.
Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.
SAIBA MAIS
Veja duas outras matérias:
1) O batismo e a
cronologia da criação e urbanização.
2) Como o modelo de gestão participativa levou
o município de Maringá a bater recordes
de competitividade e de sustentabilidade.

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