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A imagem que transformou a percepção global da crise do plástico: Filhotes de albatrozes mortos revelam a devastação causada pelo plástico
A icônica foto de Chris Jordan desperta conscientização e impulsiona ação para combater a poluição plástica em todo o mundo
Em 2009, uma imagem impactante tirada pelo fotógrafo Chris Jordan ganhou destaque nas mídias sociais e se tornou um símbolo visual da crise do plástico que assola nosso planeta. A fotografia mostrava filhotes de albatrozes mortos com seus estômagos cheios de plástico, revelando a triste realidade dos danos causados por esse material em nossos ecossistemas. Essa foto em particular teve um poder transformador, despertando consciência e levando a uma mudança significativa na percepção mundial sobre o problema do plástico.
Contexto da crise do plástico:
Nos últimos anos, a crise do plástico se tornou um dos maiores desafios ambientais que enfrentamos. O uso excessivo de plástico descartável, a falta de reciclagem adequada e a má gestão dos resíduos têm causado impactos devastadores em nossos oceanos, vida marinha e até mesmo em seres humanos. O plástico, uma vez produzido, pode levar séculos para se decompor, resultando em enormes quantidades de resíduos que se acumulam nos ecossistemas terrestres e marinhos.
A foto impactante:
A imagem capturada por Chris Jordan mostrava uma fileira de filhotes de albatrozes mortos, deitados no chão, com seus corpos frágeis abertos. O que mais chocou o mundo foi a visão dos estômagos dessas aves cheios de pedaços de plástico colorido. A imagem transmitia uma mensagem angustiante e poderosa sobre os efeitos prejudiciais do plástico na vida selvagem e, por extensão, no meio ambiente como um todo.
Viralização e repercussão mundial:
Assim que a foto foi compartilhada nas redes sociais, sua mensagem impactante se espalhou rapidamente. Pessoas de todo o mundo foram tocadas pela tristeza e pela injustiça representadas na imagem. A fotografia gerou uma onda de indignação, estimulando ações concretas e mudanças de comportamento em relação ao uso de plástico descartável.
Conscientização e mudanças:
A imagem dos filhotes de albatrozes mortos com plástico no estômago tocou profundamente o público, aumentando a conscientização sobre os danos ambientais causados pelo plástico. A partir desse ponto de inflexão, governos, empresas e indivíduos passaram a adotar medidas para enfrentar a crise do plástico. A proibição de sacolas plásticas, a redução do uso de canudos descartáveis e o aumento da reciclagem são apenas alguns exemplos das mudanças positivas que ocorreram.
Avanços na legislação e políticas:
A foto de Chris Jordan também desencadeou uma mudança no panorama legislativo e político em relação ao plástico. Muitos países adotaram regulamentações mais rígidas para a redução do uso de plásticos descartáveis e implementaram políticas de gestão de resíduos mais eficazes. A pressão pública gerada pela conscientização da crise do plástico resultou em ações concretas para mitigar seus impactos.
A luta continua:
Embora a imagem dos filhotes de albatrozes tenha sido um marco importante na percepção global da crise do plástico, a luta para resolver esse problema está longe de terminar. É fundamental que continuemos a promover a conscientização e a tomar medidas para reduzir o uso de plástico descartável, encontrar alternativas sustentáveis e melhorar a gestão dos resíduos. Somente por meio de esforços coletivos e mudanças em nossa mentalidade poderemos proteger nosso planeta e as futuras gerações da devastação causada pelo plástico.
A foto tirada por Chris Jordan, mostrando filhotes de albatrozes mortos com plástico no estômago, teve um impacto significativo na percepção mundial sobre a crise do plástico. A imagem provocou indignação e conscientização, levando a mudanças na legislação, políticas e comportamentos individuais. No entanto, é importante lembrar que a batalha contra o plástico ainda não acabou. Precisamos continuar pressionando por medidas mais abrangentes e adotar práticas sustentáveis para enfrentar esse desafio global e preservar nosso planeta para as gerações futuras.
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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ
O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.
No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.
Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…) formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.
Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.
Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.
DESCRIÇÃO COMPLETA
Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:
“Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.
MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO
“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.
Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo, a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO
Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.
Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.
Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.
SAIBA MAIS
Veja duas outras matérias:
1) O batismo e a
cronologia da criação e urbanização.
2) Como o modelo de gestão participativa levou
o município de Maringá a bater recordes
de competitividade e de sustentabilidade.

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