Governador destaca o papel da construção civil no desenvolvimento do DF
Em evento promovido pela Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco), Ibaneis Rocha ressaltou que o legado da atual gestão é o investimento em obras que solucionam os problemas da capital
Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo
O governador Ibaneis Rocha participou, na noite desta quinta-feira (17), do evento Quinta do Presidente, promovido pela Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco) para debater o cenário da construção civil no Distrito Federal com as principais lideranças do segmento. Na ocasião, o líder do Executivo enfatizou que o setor tem sido essencial para o progresso da cidade, que tem recebido diversos investimentos públicos em obras viárias, de educação, de saúde e de segurança pública.
“Brasília é uma cidade que está em pleno desenvolvimento e crescimento e vai continuar assim pelos próximos anos porque nós implantamos algo que será nosso legado, que é o trabalho. Somos um governo de soluções e estamos aqui para ajudar que a cidade se desenvolva e cresça. Tenho muita convicção de que vale a pena investir aqui”, afirmou o governador.
Ibaneis Rocha destacou que há diversas obras sendo executadas por todo o DF e que o governo tem mantido o pagamento das empresas mesmo diante de dificuldades orçamentárias, como a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Estamos mantendo os pagamentos em dia, com tudo em ordem”, disse.
“Brasília é uma cidade que está em pleno desenvolvimento e crescimento e vai continuar assim pelos próximos anos porque nós implantamos algo que será nosso legado, que é o trabalho. Somos um governo de soluções e estamos aqui para ajudar que a cidade se desenvolva e cresça. Tenho muita convicção de que vale a pena investir aqui”Ibaneis Rocha, governador do DF
O líder do Executivo lembrou, ainda, que o governo dará continuidade nas obras com expectativa de entregas para os anos de 2024 e 2025, o que vai manter o setor da construção civil trabalhando. “Temos aí um cenário positivo na questão das obras públicas. O governo federal liberou parte dos recursos [do PAC] e nós vamos investir também com financiamento próprio para tocar obras que vão ajudar a cidade, como a expansão do metrô”, adiantou.
“Também vamos continuar investindo na área da saúde, da educação e da segurança pública, com diversas escolas, creches, unidades básicas de saúde e moradias populares para serem entregues”, completou. Além disso, Ibaneis Rocha anunciou que no próximo ano o governo pretende lançar empreendimentos nas áreas do Jóquei Clube e da expansão do Noroeste para manter a economia do Distrito Federal girando.
Cenário próspero
Com mais de 40 anos de experiência na construção civil, o presidente da Asbraco, Afonso Assad, ressaltou que o setor vive o melhor momento em Brasília. “Já peguei todos os governos e nunca vi tanta obra e geração de emprego, com as empresas trabalhando diuturnamente, como é o caso da obra da Estrutural. É um governo forte e poderoso, que tem gerado emprego e renda. E é isso que a gente quer”, defendeu o anfitrião.
Presidente da Asbraco, Afonso Assad: “É um governo forte e poderoso, que tem gerado emprego e renda. E é isso que a gente quer” | Foto: Renato Alves/Agência Brasília
Presente no evento, o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, definiu a noite como uma celebração ao cenário atual do Distrito Federal. “O DF virou um canteiro de obras e todo o empresariado está reconhecendo o impacto disso na vida da população e na qualidade de vida da cidade. Hoje, o governo, por meio do BRB, atende as empresas e financia e antecipa recursos que são importantes para que essas obras sigam, dando tranquilidade aos empresários”, comentou.
Esta é a quarta edição do projeto Quinta do Presidente que surgiu há três meses por iniciativa da Asbraco com o intuito de reunir líderes e profissionais do segmento para discutir tendências e definir metas. A associação representa as empresas da construção civil do DF para garantir o crescimento e a sustentabilidade do setor.
“Esse evento nasceu justamente para criarmos essa relação com o poder público e o Legislativo. Estamos sempre conversando para afinar as coisas e resolver também os problemas da cidade”, revelou o presidente da Asbraco, Afonso Assad.
Deputadas da bancada feminina da Câmara – Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
O número de candidaturas femininas para a Câmara dos Deputados caiu 24% em 2026 em relação a 2022, passando de 3.717 para 2.820. Apesar da queda no total de inscritas, a proporção de mulheres entre os concorrentes a deputado federal subiu de 35% para 36,7%.
Nas eleições majoritárias, não há mulheres nas chapas presidenciais de partidos com representação no Congresso Nacional. Além disso, 34 mulheres disputam os governos estaduais e o Distrito Federal, em um universo de 198 concorrentes. Em 2022, foram 38.
Estudo e propostas
Um estudo do Instituto Esfera aponta que é necessário ampliar o acesso das mulheres aos recursos do Fundo Partidário e adotar a reserva de vagas. A pesquisadora Daniela Matos afirma que México e Bolívia alcançaram índices próximos a 50% de mulheres nas cadeiras do Poder Legislativo com esse modelo.
Segundo o levantamento, o Brasil tem a menor representação feminina na política entre os países da América Latina.
Do conjunto geral de 20.719 candidaturas registradas para todos os cargos nas eleições de 2026, 35% são de mulheres. Em 2022, elas representavam 34%.
Conforme o levantamento do Instituto Esfera, entre 1998 e 2022, o número de candidatas à Câmara dos Deputados cresceu 925%. No mesmo período, o número de deputadas eleitas cresceu apenas 210%.
No Brasil, as mulheres representam 52% do eleitorado – Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE
Cotas e financiamento
No Brasil, as mulheres representam 52% do eleitorado, mas ocupam cerca de 18% das vagas do Congresso Nacional, embora a legislação determine cota de 30% para candidaturas e recursos repassados pelos partidos.
Segundo Daniela Matos, falta fiscalização na distribuição das verbas. “O sistema de cotas até garante que a mulher seja candidata, mas não dá condições para a eleição. Não dá condições e um dos motivos é a falta de acesso ao Fundo Partidário”, afirma.
A pesquisadora explica que diversos fatores dificultam a entrada das mulheres na vida pública. “Geralmente o trabalho doméstico ainda recai sobre a mulher: cuidar das crianças e organizar a rotina. A vida partidária ocorre à noite e nos fins de semana, exigindo dedicação contínua. As barreiras culturais e de acesso são muito altas”, ressalta.
Na busca pela inclusão e pela garantia dos direitos previstos na Constituição brasileira, foram criadas, nas últimas décadas, leis e mecanismos para que as pessoas com deficiência possam exercer plena cidadania. É o caso do colar de girassol, da Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) e do Cartão Especial, que garante gratuidade no transporte público. E nenhum deles substitui o outro.
O colar de girassol identifica pessoas com deficiências, síndromes ou doenças que não são visíveis fisicamente. Ele foi regulamentado para validar o direito ao atendimento preferencial e evitar constrangimentos. O uso é opcional e não dispensa a apresentação da Carteira CadPcD. No transporte público, o girassol garante acesso ao embarque prioritário, assentos preferenciais nos ônibus e metrô, mas para transpor a catraca é necessário apresentar também o Cartão Especial.
O girassol representa um pedido discreto por empatia, paciência e compreensão no dia a dia. Ele está regulamentado pela Lei Federal nº 14.624, de 17 de julho de 2023. No DF, o uso do colar é amparado pela Lei Distrital nº 6.842, de 29 de abril de 2021, e regulamentado pelo Decreto nº 45.230, de 1º de dezembro de 2023. Entre as deficiências ocultas ou invisíveis, estão condições como: autismo, TDAH, surdez, epilepsia, fibromialgia e demência. Contudo, o fato de a pessoa não portar o colar, não prejudicará o exercício dos seus direitos e das suas garantias previstos em lei.
Carteira de Identificação de PcD
O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão | Foto: Divulgação
A Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (Carteira CadPcD) foi instituída por meio da Lei Distrital nº 6.809/2021 e regulamentada pelo Decreto nº 42.363/2021. É com ela que a pessoa com deficiência acessa benefícios econômicos e sociais garantidos por políticas públicas, ou seja, previstos em lei. O documento é expedido e renovado gratuitamente.
Para obter a CadPcD, o cidadão precisa fazer o Cadastro da Pessoa com Deficiência, em site próprio. Conforme o art. 1º da referida lei, a carteira só é emitida para pessoas com deficiência de natureza física, auditiva, visual, mental ou múltipla. Ela pode ser especialmente importante quando a deficiência não é aparente.
Cartão Especial
O Passe Livre Especial, ou Cartão Especial, é um benefício específico, com critérios próprios e processo de concessão que envolve documentação, laudo médico e análise conforme a legislação vigente. Podem solicitá-lo pessoas com insuficiência renal e cardíaca crônica, portadores de câncer, de HIV, de anemias congênitas (falciforme e talassemia) e coagulatórias congênitas (hemofilia), além de pessoas com deficiência física, sensorial ou mental.
O cadastro pode ser feito neste site ou presencialmente, na estação do metrô da 112 Sul, em posto especializado no atendimento dos serviços do Cartão Especial. Após o preenchimento, é feita uma análise conclusiva e a validação dos laudos médicos apresentados, requisito indispensável para a liberação do benefício.
Empatia e garantia de direitos
É importante destacar que nem o colar de girassol nem a Carteira CadPcD concedem, por si só, gratuidade ao transporte público. Mais do que identificar uma deficiência, esses recursos ajudam a tornar visíveis necessidades que nem sempre podem ser percebidas. Por isso, é fundamental respeitar quem utiliza o colar ou apresenta uma carteira de identificação, evitando julgamentos e constrangimentos.
Nem toda deficiência pode ser vista, mas toda pessoa merece ter seus direitos e necessidades respeitados.
Iniciativa busca promover educação para a cidadania a partir de atividades que incluem visitas guiadas, contação de histórias, oficinas e espetáculos
Apresentação do grupo Camerata Caipira
A conscientização sobre a preservação da fauna do Cerrado, apresentada de forma lúdica por meio da música, deu o tom do encerramento do projeto Infância Cidadã no auditório da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (25). Com uma proposta lúdica e pedagógica, o grupo Camerata Caipira encantou crianças da Escola de Ensino Fundamental 17 de Ceilândia. O evento integra a 4ª Semana Legislativa pela Primeira Infância, promovida pela Escola do Legislativo (Elegis), que ocorre hoje e amanhã.
A apresentação do grupo reforça a iniciativa da Elegis, que busca promover educação para a cidadania com estudantes de quatro a seis anos de idade, a partir de atividades que incluem visitas guiadas aos espaços da CLDF, contação de histórias, oficinas e espetáculos musicais.
A exibição reuniu ritmos como xote, samba de roda e frevo para mostrar aos alunos a importância da preservação do Cerrado e de espécies nativas como o lobo-guará, o tamanduá, o tatu-canastra, a anta e o teiú.
Alunos do EC 17 de Ceilândia particiaram da apresentação
Instituída pela Resolução nº 357/2025, de autoria da deputada Paula Belmonte (PSDB), a Semana Legislativa pela Primeira Infância integra oficialmente o calendário anual da CLDF. “Ver a Semana Legislativa chegar à quarta edição mostra que essa agenda se consolidou e continua cumprindo o propósito para o qual foi criada: manter as crianças no centro das políticas públicas”, destaca Belmonte.
A distrital ressalta ainda que a primeira infância precisa ser prioridade do Estado. “É nesse período que construímos bases fundamentais para o desenvolvimento das nossas crianças e, consequentemente, para o futuro da nossa sociedade”, acrescenta.
A programação segue na tarde desta terça-feira e durante toda a quarta-feira (26), com uma conferência magna e uma meda redonda.
25 de agosto (terça-feira)
Local: Auditório da CLDF (com visita guiada aos espaços da CLDF)
• 8h às 11h | Projeto Infância Cidadã
• 14h às 17h | Projeto Infância Cidadã
26 de agosto (quarta-feira)
Local: Auditório da CLDF
• 8h30 | Credenciamento e acolhimento
• 9h | Abertura Institucional. Tema: Escutar para Construir: cultura democrática desde a infância
• 9h30 | Conferência Magna. Tema: Escutar para Reconhecer: a criança como sujeito histórico, cultural e de direitos
– Palestrante: Prof.ª Dra. Zoia Prestes
• 11h30 às 14h | Intervalo para almoço
• 14h | Recepção