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Eixão do Lazer: Um Espaço de Cultura e Recreação em Conflito

O desafio de equilibrar as manifestações artísticas e o respeito à qualidade de vida dos moradores de Brasília

 

Desde sua criação, o Eixão se estabeleceu como uma vasta e democrática área de lazer, atraindo moradores de todo o Distrito Federal e sendo um espaço aberto a diversas manifestações artísticas, culturais e religiosas. O Eixão do Lazer, inaugurado em 14 de junho de 1991, foi uma iniciativa brilhante que transformou uma grande extensão do Plano Piloto em um espaço de recreação, trazendo alegria e promoção de um estilo de vida saudável para a população. As pessoas puderam caminhar, correr, andar de bicicleta, patinar, fazer piqueniques em família, namorar e desfrutar de bebidas como sucos, água de coco e caldo de cana acompanhados de petiscos. O sucesso foi quase imediato, atraindo também moradores de outras regiões do DF.

A popularidade do Eixão do Lazer pode ser atribuída à sua proximidade das residências, eliminando a necessidade de se pegar o carro para ir a um parque, aliado à sua natureza inclusiva. Ao ser uma área pública acessível a todos, em contraste com espaços privados como clubes e shoppings, o Eixão se destacou. Pequenos grupos de músicos de forró e chorinho tocavam suas canções de forma acusticamente leve, convivendo em harmonia com os frequentadores.

No entanto, os domingos no Eixão foram cruciais para humanizar esta via expressa que divide Brasília ao meio e que, em tempos, foi chamada de “Eixão da Morte.” Ao longo de seus 33 anos, o Eixão do Lazer firmou-se como um ponto de encontro, cultivando um público fiel e fomentando o comércio local, com opções de alimentação e serviços como aluguel de bicicletas.

Atualmente, o Eixão do Lazer enfrenta desafios decorrentes do seu próprio sucesso. A grande procura dos brasilienses atraiu diversas atividades econômicas e grupos musicais, principalmente na Asa Norte, onde o número de visitantes é significativamente maior. A falta de uma regulamentação adequada levou a conflitos, especialmente entre os moradores e os produtores culturais e vendedores de bebidas alcoólicas.

De um lado, os moradores, principalmente os que residem em prédios próximos, reclamam do barulho excessivo de músicas como rock e eletrônica, além do incômodo causado por pessoas embriagadas aos domingos, dia destinado ao descanso. Do outro lado, os produtores culturais e comerciantes buscam liberdade em seus shows e atividades.

É importante recordar que o Eixão atravessa as principais áreas residenciais de Brasília, que devem ser tratadas como tal. Os direitos dos moradores a um ambiente tranquilo e de qualidade de vida, sem sons excessivos, devem ser reconhecidos conforme a legislação vigente.

Portanto, é urgente que o poder público crie e implemente uma regulamentação que defina claramente as atividades permitidas, incluindo limites de horário e som ao longo dos 14 km do Eixão. Os moradores também se preocupam com a limpeza no local e o uso desordenado dos estacionamentos por visitantes que frequentemente consomem bebidas alcoólicas e dirigem de forma perigosa.

Desde sua origem, o Eixão tem sido um espaço democrático para lazer, aberto a diversas manifestações culturais. É crucial incentivar a cultura, atraindo grupos de diferentes estados e até mesmo de outros países, especialmente considerando a presença de representações diplomáticas em Brasília. Contudo, isso deve ser feito de forma regulamentada, com definição de locais adequados, horários e limites sonoros.

Com diálogo, respeito à legislação ambiental e urbana, e sensibilidade, o poder público pode organizar as várias atividades do Eixão, situando-as de maneira apropriada em relação às áreas residenciais, com base na intensidade sonora. A cultura é vital para o bem-estar, mas é essencial lembrar que o Eixão não deve ser um espaço destinado apenas a shows, feiras gastronômicas ou locais de festas.

Diante de interesses variados, a busca por consenso pode não ser prática. O importante é garantir que todos sejam respeitados e que as apresentações musicais sejam apreciadas por aqueles que optaram por estar em seu alcance, sem que o som chegue de maneira invasiva às residências.

 

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QUANTO GANHOU LUCIO COSTA POR INVENTAR BRASÍLIA?

(Para homenagear o aniversariante do dia: MARIA ELISA COSTA que faleceu em 25 de agosto de 2026, aos 91 anos)

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Os gênios se preocupam com quase tudo: sua obra, sua história, sua vida, sua família, mas nunca se preocupam com dinheiro. Assim foi Lucio Costa.
Gosto sempre de mostrar esses números: quanto dr. Lucio ganhou por inventar Brasília?
Lá se vão 69 anos.
No dia 15 de março de 1957, a comissão julgadora, coordenada por Oscar Niemeyer, bateu o martelo sobre o projeto urbanístico escolhido para construção de Brasília.
Entre os 26 projetos apresentados, o primeiro lugar – como todos sabem – coube a Lucio Costa. Fora o valor imaterial, cultural e histórico, quanto ganhou dr. Lucio Costa para inventar Brasília? Fiz as contas a preciosa ajuda de um amigo economista, aposentado do Banco Central, Paulo Cesar Caldas.
Vamos ao que interessa:
O prêmio recebido por Lucio Costa , em maio de 1957, foi de Cr$ 1.000.000,00 (Hum milhão de Cruzeiros).
Ao segundo colocado, coube CR$ 500.000,00 (Meio Milhão).
Ao terceiro, CR$ 300.000,00 (Trezentos mil).
Bem, Lucio Costa ganhou um milhão de cruzeiros. O que isso significa? Na época, o salário-mínimo era de CR$ 3.800,00 (três mil e oitocentos cruzeiros). Um Dólar equivalia a Cr$ 66,66 (Sessenta e seis Cruzeiros e sessenta e seis centavos).
LOGO:
– O salário-mínimo correspondia a US$ 57,00 (cinquenta e sete dólares).
– O Prêmio equivalia a US$ 15,000.00 (Quinze mil dólares). Portanto, o Prêmio correspondia, aproximadamente, a 263 salários-mínimos.
Hoje, 22 de outubro de 2026, 69 anos depois, o salário-mínimo é de R$ 1.621,00. Um dólar vale mais ou menos R$ 5,00 (Cinco Reais). Para facilitar as contas, a cinco reais, US$ 15,000.00 correspondem a R$ 75.000,00.
Desse modo, o valor do Prêmio seria, hoje, equivalente a 46,26 salários-mínimos (R$ 75.000,00 divididos por R$ 1.621,00).
UUUUfa! O pior da história, é que segundo conta a filha do dr. Lucio, Maria Elisa Costa (a aniversariante de hoje) seu pai deixou o dinheiro no Banco por anos e anos considerando aquilo uma aposentadoria. Quando foi buscar não valia mais nada.
Coisa dos gênios!
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Sessão especial vai destacar história do 14-Bis e importância da Força Aérea

Santos Dumont voa em seu 14-bis: inventor é patrono da aeronáutica brasileira e herói da pátria
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Yasmim Rodrigues

O Senado faz nesta quarta-feira (21), às 10h, uma sessão especial pelos 120 anos do primeiro voo do 14-Bis e pelo Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB). A homenagem, proposta pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e outros parlamentares, destaca a atuação da Força Aérea na defesa do espaço aéreo, em missões de resgate e no apoio a regiões de difícil acesso. As datas, comemoradas em 23 de outubro, fazem referência ao dia do primeiro voo do avião criado por Santos Dumont.

 

00:0002:06

 

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Fonte: Agência Senado

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13 TEMPORADAS NETFLIX

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É INACREDITÁVEL!
A rede de beldades, bondades, maldades, idades, lealdades e autoridades em torno de DANIEL VORCARO ultrapassa qualquer imaginação, ficção, invenção e simulação.
É ACREDITÁVEL!
Já estão preparando um série NETFLIX com 13 temporadas?
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