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PARQUE NACIONAL DA SERRA DA CAPIVARA

RECURSOS PARA A FUMDHAM

 

Por André Pessoa – Especial (De São Raimundo Nonato – PI)

 

O Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí, é uma joia da natureza brasileira com centenas de sítios arqueológicos e pesquisas sobre a ocupação do continente americano com repercussão internacional.
O Parque dos foi criado em 1979, através de um pedido da arqueóloga Niéde Guidon que, desde a década de 1980, realiza pesquisas na região. Ao longo das décadas, por meio da Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), o Parque já recebeu recursos de vários organismos internacionais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), fazendo dele uma das reservas mais bem estruturadas do país.
No entanto, desde 2016 a instituição vinha sofrendo com a falta de recursos para manutenção do parque, em prejuízo da visitação pública.

ATRATIVO TURÍSTICO
Nos últimos anos a Serra da Capivara se tornou um dos atrativos turísticos mais exclusivos do Nordeste, recebendo visitantes do Brasil e do exterior e gerando emprego e renda de forma sustentável em uma das áreas mais carentes do semiárido.
Apesar desse potencial, com a aposentadoria da pesquisadora Niéde Guidon, a captação de recursos no exterior diminuiu na última década. E nem o governo federal, nem o estadual, deram a devida atenção para a manutenção da Serra da Capivara, que por ser um parque arqueológico necessita de cuidados diferentes de outras unidades de conservação.

AÇÃO CIVIL PÚBLICA
Em 2015, após Ação Civil Pública movida pela OAB, seccional do Piauí, contra a União, o Ibama e ICMBio, foram aprovados recursos da Câmara Federal de Compensação Ambiental (CFCA), que abrange valores compensatórios referentes a processos de licenciamento. Na época, o órgão liberou R$ 1,8 milhão dos R$ 4,5 milhões previstos, mas o processo ficou parado, sem mais repasses.
A boa notícia veio agora como resultado de novas petições, com resultado favorável ao parque. Serão liberados de forma imediata R$ 3 milhões da CFCA, visando à manutenção da área.
A responsabilidade pela aplicação dos recursos será da FUMDHAM, organização não governamental fundada pela pesquisadora Niéde Guidon (91 anos), e que administra o parque através de um contrato de cogestão com o ICMBio.

PLANO DE TRABALHO
O plano de trabalho apresentado pela FUMDHAM não recebeu objeções e não houve parecer contrário da União. O Ministério Público Federal também se mostrou favorável e no seu parecer afirmou que não há notícia de irregularidades na execução da verba anterior, sendo notória a correta aplicação dos recursos, conforme diversas prestações de contas já anexada aos autos.
Segundo o advogado Wilson Ferreira, um dos autores das petições junto aos órgãos envolvidos, os atuais recursos foram liberados quando a situação já estava se tornando insustentável. “É responsabilidade do Governo Federal manter esse Patrimônio da Humanidade que é a Serra da Capivara e, nesse caso, não existem justificativas de falta de recursos. A Capivara é um parque arqueológico diferenciado, muito sensível e que necessita de cuidados diários, não é possível esperar pois as pinturas rupestres podem se degradar por inúmeros fatores, entre outros perigos à manutenção de suas paisagens, fauna e flora”, explicou o advogado.

LIBERAÇÃO DOS RECURSOS
“O pedido de cumprimento provisório da sentença foi formulado pela FUMDHAM que pediu o bloqueio da verba que agora teve o resultado com a liberação dos recursos em prol do Parque Nacional Serra da Capivara”, disse Wilson Ferreira. Os recursos vão proporcionar a FUMDHAM um alívio nas finanças e certamente gerará uma série de empregos temporários, fará o comércio se movimentar e, principalmente, garantirá a correta manutenção do parque.
Nos últimos anos o parque nacional estava se degradando, com passarelas, estradas, sinalização, e pinturas rupestres danificadas. Agora chega uma nova esperança.

 

 

 

 

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EMILIANO PEREIRA BOTELHO

(1948-2026)

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O Brasil perdeu ontem à noite (11/08) um cidadão empreendedor, dedicado e que deixa um legado incomensurável para a agricultura tropical: EMILIANO PEREIRA BOTELHO.
Paracatu perdeu um filho ilustre e eu perdi um amigo, inclusive, que escreveu a abertura do meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – JK-BRASÍLIA-PELÉ – A Era dos Grandes dribles na Política, Cultura e História”.
Nesse livro, Emiliano, como presidente da CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, escreveu sobre o Planalto Central e a história da revolução verde-amerela do Cerrado, focando na chegada dos japoneses das famílias Kanegae, Hayakawa, Ogawa, Ikeda e Okudi para desbravar a região do Distrito Federal.
Como jogador de futebol, amante da boa música e torcedor do Cruzeiro, EMILIANO BOTELHO tinha seu lado alegre e festeiro. Como profissional da agropecuária, deixa uma história de empreendedorismo: logo depois de ser o superintendente e, depois, presidente da Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu, a Coopervap, presidiu por mais de 30 anos a CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, ligada ao Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados, o Prodecer.
FOTOS
1) Emiliano Botelho quando foi homenageado pela Casa de Cultura e pela Prefeitura Municipal de Paracatu como Personalidade que fez e faz diferença na região.
2) Emiliano, o Ministro Alysson Paolinelli e o primeiro presidente da CAMPO, Paulo Afonso Romano.
3) Emiliano e sua paixão pelo Cruzeiro, que hoje no jogo com o Flamengo bem podia fazer um minuto de silêncio em sua Memória.
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UnB tem finalistas no Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Obras dos docentes Edileuza Penha, Gabriele Cornelli e Elimar Pinheiro concorrem nas áreas de Artes; Tradução; e Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. Premiação ocorre em 11 de agosto, em São Paulo

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Eleições 2026: conheça as regras e faça do seu voto um instrumento de transformação

Entenda o calendário eleitoral, as principais normas do pleito e a importância de buscar informação de qualidade para exercer um voto consciente e fortalecer a democracia brasileira.

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Antes de escolher um candidato, o eleitor escolhe o futuro do país. Em 2026, milhões de brasileiros voltarão às urnas para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Mais do que um direito, o voto é um dos principais instrumentos da democracia e uma oportunidade de influenciar os rumos do Brasil pelos próximos anos.

As eleições deste ano seguem regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que buscam garantir transparência, igualdade entre os candidatos e segurança no processo de votação. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, enquanto o segundo turno, caso necessário para presidente e governadores, ocorrerá em 25 de outubro. A campanha eleitoral oficial começa em 16 de agosto, quando passam a ser permitidas as propagandas e os atos de campanha previstos na legislação.

Além do calendário, algumas normas ganharam destaque em 2026. O TSE atualizou regras relacionadas ao uso da inteligência artificial nas campanhas, reforçou medidas de combate à desinformação, aprimorou procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas e promoveu ajustes na regulamentação do Fundo Eleitoral. O objetivo é aumentar a transparência, proteger a integridade do processo eleitoral e oferecer mais segurança aos eleitores.

Mas conhecer as regras é apenas parte da responsabilidade do eleitor. O voto consciente começa muito antes do dia da eleição. É importante pesquisar a trajetória dos candidatos, avaliar suas propostas, verificar seu histórico de atuação e confirmar se as informações compartilhadas nas redes sociais são verdadeiras. Em um cenário marcado pelo grande volume de conteúdos digitais, desconfiar de mensagens sem fonte confiável e consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral faz toda a diferença.

Também vale lembrar que votos brancos e nulos não são direcionados a nenhum candidato e não alteram o cálculo dos votos válidos utilizados para definir os eleitos. Por isso, participar de forma consciente significa escolher um candidato de acordo com suas convicções e acompanhar, depois da eleição, o trabalho dos representantes escolhidos.

A democracia não se fortalece apenas no dia da votação. Ela depende da participação permanente da sociedade, do respeito às instituições e do compromisso de cada cidadão com a informação de qualidade. Informar-se, comparar propostas e votar com responsabilidade são atitudes que ajudam a construir um país mais justo, transparente e representativo.

Para conferir o calendário completo, as regras atualizadas e outras informações oficiais sobre as Eleições 2026, consulte a página oficial das Eleições 2026 do TSE e o Calendário Eleitoral.

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