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A volta da Asa Branca

Depois de 14 anos, a pombinha asa-branca (Columba picazuro) volta a São Paulo

 


A volta da Asa Branca


Depois de 14 anos, a pombinha asa-branca (Columba picazuro) volta a São Paulo


Silvestre Gorgulho 








O ornitólogo Johan Dalgas Frisch (acima) identificou a ave…

JOHAN DALGAS FRISCH é um engenheiro industrial com 73 anos bem vividos, com muitas histórias para contar. Não tanto de sua indústria, mas de uma outra fascinante paixão: as aves. O sucesso de sua indústria e de suas consultorias rende recursos que o ajudam a patrocinar integralmente suas pesquisas e suas aventuras passarinheiras. Autor de três belos livros Aves Brasileiras, Jardim dos Beija-flores e Os Doze Cantos do Brasil, Dalgas Frisch foi quem primeiro gravou o canto das aves brasileiras, inclusive a do legendário Uirapuru. E desde a década de 60 transformou esses cantos em disco, primeiro numa coleção de long-plays e agora em CDs. E foi mais longe: para acompanhar seu livro Os Doze Cantos do Brasil, produziu um relógio que em vez das badaladas as horas são marcadas por 12 cantos de aves brasileiras. O relógio é um sucesso no Brasil e no exterior. E agora Johan Dalgas Frisch deu a notícia em primeira mão: a pombinha asa-branca (Columba picazuro) voltou para São Paulo. Depois de 14 anos sem ser vista nos arredores da capital paulista, a asa-branca fonte de inspiração de uma da mais belas músicas do cancioneiro popular, voltou e foi imediatamente identificada por Dalgas Frisch. Será que a asa-branca fugiu do braseiro do sertão ou simplesmente encontrou alguém que tenha criado algum programa fome-zero para elas?








… e o filho Chistian fotografou a volta da asa-branca

Quando oiei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do Céu, ai
Pra que tamanha judiação?


As aves têm lugar de destaque especialíssimo no mundo animal. Além da beleza das plumagens, dos cantos melodiosos e de causarem inveja pela sua liberdade em desafiar a lei da gravidade, elas exercem um fascínio fantástico sobre os homens.


Que braseiro que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d´água, perdi meu gado
Morreu de sede, meu alazão.


Mais do que fascínio: elas são úteis no dia-a-dia, pois controlam as pragas dos campos, disseminam sementes e plantas e avisam até as horas do dia.


Inté mesmo a asa-branca
Bateu asas do sertão
Entonce eu disse, adeus Rosinha
Guarda contigo meu coração.


Mas as aves são também sinal de alerta: elas podem sinalizar quando estamos agindo de forma incorreta com os ambientes. Pela fragilidade, elas são verdadeiras indicadoras da qualidade ambiental. São as primeiras a sofrerem com as modificações de seu habitat.



Hoje longe muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Prá mim voltar pro meu sertão.


E a asa-branca voltou para os parques e jardins paulistas. Voltou, quem sabe, com saudade de seus conterrâneos nordestinos que viraram paulistanos ou voltou, talvez, por encontrar benfeitores que promoveram um fome zero para as aves? A resposta fica no ar, mas o fato é que a asa-branca está de volta a São Paulo, depois de 14 anos sumida. Como na canção de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga, a asa-branca é uma promessa de dias melhores. De esperança. De deixar as lágrimas para cantar a volta do amor.


Quando o verde de teus oios
Se espaiá na plantação
Eu te asseguro, num chore não, viu?
Que eu voltarei, viu? Meu coração!


A paixão passarinheira de Johan Dalgas Frisch identificou e documentou a volta da asa-branca. Ele chamou logo seu filho Christian Dalgas Frisch para fotografar e filmar o seu retorno. Agora, paulistana, a asa-branca divide um pouco das benesses do “fome zero” com periquitos e sabiás.


ASA-BRANCA
A asa-branca (Columba picazuro)
pertence à Família Columbidae. Neste grupo estão
as pombas, rolinhas e juritis. Picazuro é nome
indígena (Paraguai) picazúrú .
Distribuição: América Meridional desde nordeste
de Pernambuco até o Paraguai. Registrada por Goeldi,
é a única espécie que tem branco nas asas.

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PELÉ 86, UM ÍDOLO ETERNO

Hoje, 23 de outubro de 2026, o Rei Pelé faria 86 anos. Saudades desse atleta, artista e brasileiro arretado que fez nosso País maior e mais conhecido.

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Logo pela manhã, ao ler a VEJA, me chamou a atenção a frase de outro gênio da raça chamado Eduardo Gonçalves de Andrade, nosso popular Tostão, que escreveu:
– “O Pelé, o maior de todos, estava sempre bem humorado. Demonstrava estar feliz por ser o Pelé. Parece óbvio, mas não é. As celebridades costumam ter comportamentos conflitantes, pela falta de acordo entre o indivíduo e o personagem”.
Pura verdade. Eu que privei da amizade do Rei, posso acrescentar:
– Pelé não só demonstrava estar feliz. Ele tinha o dom de querer fazer feliz quem estava a seu lado. Era simpático, tinha bom humor, paciência e boa vontade em conceder um simples autógrafo. Tenho histórias incríveis para provar isso. Mas, por hora, para relembrar o aniversário de Pelé, tomo emprestado a poesia de Manuel Bandeira: IRENE NO CÉU. Só vou trocar o nome da Irene pelo de Pelé.
PELÉ NO CÉU.
Pelé preto.
Pelé bom.
Pelé sempre de bom humor.
Imagino Pelé entrando no Céu:
– Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
– Entra, Pelé. Você não precisa pedir licença.
Que saudades do Rei Pelé!
Foto:
Duas imagens de Pelé no meu livro “De Casaca e Chuteiras – A Era dos Grandes dribles na Política, na Cultura e na História – 1956-1977 – Brasília-JK-Pelé”.
A terceira foto é quando Pelé fez 70 anos (2010) e ganhou do arquiteto Oscar Niemeyer o projeto pedido pelo prefeito de Santos para construção de um Monumento em sua homenagem para ser construído em frente ao MUSEU PELÉ.
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QUANTO GANHOU LUCIO COSTA POR INVENTAR BRASÍLIA?

(Para homenagear o aniversariante do dia: MARIA ELISA COSTA que faleceu em 25 de agosto de 2026, aos 91 anos)

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Os gênios se preocupam com quase tudo: sua obra, sua história, sua vida, sua família, mas nunca se preocupam com dinheiro. Assim foi Lucio Costa.
Gosto sempre de mostrar esses números: quanto dr. Lucio ganhou por inventar Brasília?
Lá se vão 69 anos.
No dia 15 de março de 1957, a comissão julgadora, coordenada por Oscar Niemeyer, bateu o martelo sobre o projeto urbanístico escolhido para construção de Brasília.
Entre os 26 projetos apresentados, o primeiro lugar – como todos sabem – coube a Lucio Costa. Fora o valor imaterial, cultural e histórico, quanto ganhou dr. Lucio Costa para inventar Brasília? Fiz as contas a preciosa ajuda de um amigo economista, aposentado do Banco Central, Paulo Cesar Caldas.
Vamos ao que interessa:
O prêmio recebido por Lucio Costa , em maio de 1957, foi de Cr$ 1.000.000,00 (Hum milhão de Cruzeiros).
Ao segundo colocado, coube CR$ 500.000,00 (Meio Milhão).
Ao terceiro, CR$ 300.000,00 (Trezentos mil).
Bem, Lucio Costa ganhou um milhão de cruzeiros. O que isso significa? Na época, o salário-mínimo era de CR$ 3.800,00 (três mil e oitocentos cruzeiros). Um Dólar equivalia a Cr$ 66,66 (Sessenta e seis Cruzeiros e sessenta e seis centavos).
LOGO:
– O salário-mínimo correspondia a US$ 57,00 (cinquenta e sete dólares).
– O Prêmio equivalia a US$ 15,000.00 (Quinze mil dólares). Portanto, o Prêmio correspondia, aproximadamente, a 263 salários-mínimos.
Hoje, 22 de outubro de 2026, 69 anos depois, o salário-mínimo é de R$ 1.621,00. Um dólar vale mais ou menos R$ 5,00 (Cinco Reais). Para facilitar as contas, a cinco reais, US$ 15,000.00 correspondem a R$ 75.000,00.
Desse modo, o valor do Prêmio seria, hoje, equivalente a 46,26 salários-mínimos (R$ 75.000,00 divididos por R$ 1.621,00).
UUUUfa! O pior da história, é que segundo conta a filha do dr. Lucio, Maria Elisa Costa (a aniversariante de hoje) seu pai deixou o dinheiro no Banco por anos e anos considerando aquilo uma aposentadoria. Quando foi buscar não valia mais nada.
Coisa dos gênios!
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Sessão especial vai destacar história do 14-Bis e importância da Força Aérea

Santos Dumont voa em seu 14-bis: inventor é patrono da aeronáutica brasileira e herói da pátria
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Yasmim Rodrigues

O Senado faz nesta quarta-feira (21), às 10h, uma sessão especial pelos 120 anos do primeiro voo do 14-Bis e pelo Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira (FAB). A homenagem, proposta pelo senador Dr. Hiran (PP-RR) e outros parlamentares, destaca a atuação da Força Aérea na defesa do espaço aéreo, em missões de resgate e no apoio a regiões de difícil acesso. As datas, comemoradas em 23 de outubro, fazem referência ao dia do primeiro voo do avião criado por Santos Dumont.

 

00:0002:06

 

Opções: Download

Fonte: Agência Senado

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