Gente do Meio
Jorge Ferreira, sociologia nos bares
Silvestre Gorgulho
Jorge Ferreira, da sala de aula para os bares da vida |
O empresário Jorge Ferreira, mais conhecido como Jorjão, trucou para a sorte. Ex-professor, depois de deixar as salas de aula ele aprendeu mais ainda sobre comportamento humano. Teoria e prática. Jorjão foi professor de Sociologia na PUC-Brasília, diretor do Sindicato de Professores do DF e chegou até a editar uma revista por dois anos, a Tira-Prosa, um almanaque cultural de primeira qualidade.
Em 1987, Jorjão – de zape em punho – largou as teorias: trucou para a vida acadêmica, pulou o balcão e, com um primo, abriu seu primeiro restaurante, o Gordeixo. Dois anos depois abriu seu segundo restaurante, o Feitiço Mineiro – um sucesso cultural e gastronômico em Brasília, pentacampeão em prêmios da revista VEJA.
Em 1998, Jorjão abriu o Café do Brasil e logo em seguida o Bar do Brasil e depois o Armazém do Ferreira.
E não parou aí, abre agora no final de julho o Esplanada, aqui mesmo em Brasília, e podemos anunciar para quando setembro vier, seu novo restaurante, desta vez em São Paulo: Cervejaria Imperial, com direito a um espaço onde está sendo construído o museu da cerveja.
Nem vou falar do livro “Serra, Mar e Bar – Causos de Minas” com edição esgotada, escrito por ele e mais quatro mentirosos, porque preciso contar uma última verdade às senhoras e aos senhores: Jorjão é jogador de truco, tem como companheiro de pescaria seu amigo Luiz Inácio Lula da Silva, joga no time de Lula nas peladas de sábado no Palácio do Alvorada e comparece sempre para o joguinho com quatro quilos de uma lingüiça especial de Formiga-MG, que o Presidente a-do-ra!