Janela da Corte

MARIANE VICENTINI

mariane.jpg

Published

on

Não
é sonho de domingo, mas a pura realidade.
Para quem ainda não viu, só
tem hoje para ver, em carne e osso, toda a
beleza e competência de Mariane Vicentini,
Paulo Burlamaqui e Jaqueline Sperandio que
levam a peça “Cartas Portuguesas”
no Teatro dos Bancários. Elas vivem
o drama de amor, erotismo e sofrimento de
uma freira portuguesa apaixonada por um oficial
francês. A presença de Mariane
enche de orgulho o brasiliense. Hoje, estrela
global de primeira grandeza, Mariane é
da primeira safra de formandos da Faculdade
Dulcina de Teatro, ponto de referência
de nossa cultura. Antes de acontecer em outros
ibopes, Mariane brilhou nos palcos de Brasília
como bailarina clássica e solista do
Grupo Brasiliense de Balé. Com mais
de 20 peças no currículo, Mariane
Vicentini explodiu com sua atuação
em três novelas: “Perigosas Peruas”
, “Mapa da Mina” e “Explode
Coração”, além
da minissérie “Incidente em Antares”.
No Cinema, ela participou do longa-metragem
“A Terceira Margem do Rio”, de
Nelson Pereira dos Santos, fez, também,
“No Coração dos Deuses”,
de Geraldo Moraes, em fase final de filmagen,
em Tocantins. Prata da casa, com brilho próprio
e muito além dos cerrados goianos,
Mariane Vicentini abre a JANELA DA CORTE deste
domingo.

1 – Sem medo de mentir:
o Rio ou Brasília?


Brasília é minha cidade, onde
fui criada, onde me formei e onde tive oportunidades
para começar a minha vida profissional.
É o céu mais bonito que já
vi. Mas o Rio é lindo, sedutor, faz
parte do eixo cultural e a TV Globo é
no Rio.

2 – O que é melhor
no Rio e ruim em Brasília e vice-versa?


Melhor no Rio: a praia do Arpoador até
o fim do Leblon e as oportunidades de trabalho.
Pior: a violência e a superficialidade.
Melhor de Brasília: Liberdade, a família
e os amigos. Pior: desemprego.

3 – Onde você
se sente melhor, no teatro ou na tevê?


Sem comparação, no teatro

4 – Quem faz sua cabeça:

Cineasta: Geraldo Moraes, Nelson Pereira,
Valtinho Salles e Walter Lima.

Escritor: Os poetas Mário Quintana
e Pablo Neruda.

Político: Arruda

Artista: Dulcina de Moraes

5 – Qual o trabalho
que lhe deu maior realização
profissional?


É sempre o que estou fazendo no momento.
E neste momento, no Cinema, faço “No
Coração dos Deuses” e,
no Teatro, “Cartas Portuguesas”
e “Hilda Furacão”.

6 – Onde se representa
mais no dia-a-dia. No Rio ou em Brasília?


Eu, pessoalmente, em lugar nenhum.

7 – Quem tem que representar
mais: um artista, um político ou uma
primeira-dama?


Eu, como atriz, interpreto os meus personagens.
Na vida real prefiro as pessoas autênticas.

8 – Dá para viver
de fazer teatro no Brasil?


É ainda muito difícil.

9 – Você participou
ativamente das eleições de 94.
Como será sua participação
em 98?


Eu sempre faço, com paixão,
o que eu acredito.

10 – Onde está
o melhor: no Cinema ou na Televisão.


No Cinema.

11 – Já se viu,
no teatro, uma atriz fazer vários personagens.
Em “Cartas Portuguesas” é
o contrário. Três atrizes fazem
um mesmo personagem, no caso a freira Mariana
Alcoforado? Isso é porque tem muito
amor, sacrifício e desordem para uma
só mulher?


Não. Esta foi uma opção
do diretor. E nós vivemos intensamente
o amor, o sacrifício e a desordem de
Mariana.

12 – Historicamente,
você acha que “Cartas Portuguesas”
foi mesmo escrita por uma freira portuguesa?



Acho que sim. O texto transmite uma paixão
tão viril que é impossível
que uma mulher, uma freira não tenha
escrito.

13 – Quem gosta de complicar
mais numa relação amorosa, o
Homem ou a Mulher?


O homem.

14 – Existe censura
politicamente correta?


Não!

15 – Quem é artista
dos bons nesse Brasil?


Muitos, o Brasil tem muitos artistas maravilhosos.

16 – Qual o pecado capital
de Brasília?


Não ordenar o seu crescimento. Esse
é o grande pecado dos governantes.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Reportagens

Sair da versão mobile