Poesias
Minhas Primas
Minhas Primas
Silvestre Gorgulho
Como era bom ver minhas primas
Deitadas em meus poemas…
Eram deusas e musas… Muitas delas
Enfeitiçavam minhas rimas…
Brilharam em noites de chuva,
Em noite de lua e em noite estrelas.
Sempre belas…
Como é bom rever minhas primas
Depois que elas conquistaram o mundo.
Todas realizaram sonhos e deixaram rastros.
São cometas de um luzir profundo,
Que souberam galopar os astros…
Nas meninas dos olhos de minhas primas
Enxergo ni-ti-da-men-te meu passado…
No sorriso, um quê de saudade e futuro…
Cada uma delas, do alto de sua elegância,
Consegue me espiar no escuro.
Mas, no duro, podem acreditar,
Seus olhos revelam, mesmo, as aventuras
Dos tempos de infância.