Reportagens
DF tem 20.148 produtores rurais cadastrados na Emater
Se não fosse a agricultura, o povo não comia”, diz Zequinha da Horta
Jucelino Teles de Lima, 62 anos, trabalha na roça desde os oito anos de idade. Conhecido como Zequinha da Horta – Zequinha porque é diminutivo de Zé, pai dele; da Horta, porque Zequinhas existem muitos, mas da Horta, no Gama, só tem ele –, o produtor rural é um amante da agricultura. Neste Dia Nacional da Agricultura, celebrado em 17 de outubro, Zequinha da Horta é o personagem que ilustra a reportagem. “Amo demais minha roça. Minha vida é essa aqui”, justifica.
Natural de Morro do Chapéu, na Bahia, onde plantava milho, feijão, mandioca, mamona, sisal e criava bode, decidiu mudar para o DF porque lá a água era escassa. Aqui, ele consegue cultivar alface, couve, rúcula, agrião, salsinha, cebolinha, chicória, banana e pimenta, seu xodó.
“A agricultura é a razão de existir da Emater-DF. É pela agricultura e pelos agricultores que estamos aqui”Denise Fonseca, presidente da Emater-DF
O negócio de Zequinha é plantar alimentos, o que, na opinião dele, é a função nobre da agricultura. Ele não tem dúvidas de que tudo o que se faz no campo é importante também para a cidade. “Eu sei que tem muita gente que não dá valor, mas se não fosse a agricultura o povo não comia”, lembra.
Para a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca, atividades como a de Zequinha são o que tornam o trabalho da Emater-DF importante: “A agricultura é a razão de existir da Emater-DF. É pela agricultura e pelos agricultores que estamos aqui. Nossa missão é fomentar a agricultura, levar meios e novas tecnologias para alavancar a produção de forma sustentável”, afirmou.
Em 2020, os principais produtos orgânicos cultivados no DF foram alface, couve, brócolis, cenoura, cebolinha, beterraba, espinafre, couve-flor e banana
Agricultura em números
O Distrito Federal tem 20.148 produtores rurais (dado de 2020). Deste total, 8.954 são agricultores familiares, como Zequinha da Horta. Os outros 11.194 são patronais. Juntos, esses dois grupos produzem pelo menos 160 produtos em mais de 139 mil hectares de terra. Os 10 produtos agrícolas mais cultivados no DF, por produtores atendidos pela Emater-DF, são: soja, milho, feijão, alface, tomate, feno, palmeiras em geral, morango, couve e pimentão.
A produção orgânica é menor, porém também significativa. O DF tem 257 produtores rurais cadastrados como orgânicos no Ministério da Agricultura. Em 2020, em uma área de 598,36 hectares, foram cultivadas 91 variedades de alimentos. Entre os orgânicos, os principais produtos foram: alface, couve, brócolis, cenoura, cebolinha, beterraba, espinafre, couve-flor e banana.

Assistência técnica e extensão rural
Em comum, produtores orgânicos e convencionais do DF, familiares ou patronais, podem receber assistência técnica da Emater-DF. Em 2020, 100.187 pessoas, entre agricultores e moradores de áreas rurais, foram atendidos por extensionistas e funcionários da Emater-DF. O número de atendimentos chegou a 221.736, realizados em 8.527 propriedades da região.
Zequinha da Horta é um exemplo de produtor atendido. Para ele, a Emater-DF é fundamental e sempre presente. “A Emater-DF está sempre de portas abertas para receber nossos produtores. Estamos diariamente no campo, incentivando a produção agrícola, seja para comercialização ou seja para subsistência do agricultor, da sua família e da comunidade”, garante a presidente da Emater-DF, Denise Fonseca.
*Com informações da Emater-DF
Reportagens
Arrecadação federal cresce 5,62% em setembro e soma R$ 239,4 bilhões
Resultado acumulado até setembro alcança R$ 2,351 trilhões
A arrecadação das receitas federais somou R$ 239,4 bilhões em setembro, informou nesta quinta-feira (22) a Receita Federal. O valor representa crescimento real de 5,62%, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com setembro de 2025.

De janeiro a setembro, a arrecadação alcançou R$ 2,351 trilhões, com alta real de 6,97% em relação ao mesmo período do ano passado.
As receitas administradas pela Receita Federal totalizaram R$ 231,4 bilhões em setembro, com crescimento real de 5,03%. Nos nove primeiros meses do ano, a arrecadação dessas receitas chegou a R$ 2,25 trilhões, alta real de 6,89%.
Segundo a Receita, o resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação da contribuição previdenciária, do PIS/Cofins, do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e do recolhimento de Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O órgão também destacou a arrecadação do Imposto de Exportação sobre óleo bruto.
Previdência
A arrecadação previdenciária somou R$ 64,6 bilhões em setembro, com alta real de 6,18%. O resultado refletiu os aumentos reais observados de 1,72% da massa salarial em agosto de 2026 (na comparação com o mesmo mês do ano anterior), bem como de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário em setembro de 2026 em relação a setembro de 2025.
Deve-se ainda ao crescimento de 14,88% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a setembro de 2025.
“Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos”, complementou a Receita.
Importações e rendimentos de capital
Os tributos incidentes sobre as importações arrecadaram R$ 13,3 bilhões no mês, com alta real de 21,07%, influenciados pelo crescimento das importações e pelo aumento das alíquotas efetivas de tributos e com o decréscimo de 4,15% na taxa média de câmbio.
O IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 12,06 bilhões em setembro, com alta real de 9,68%, impulsionado pelo aumento da arrecadação sobre aplicações de renda fixa e pela tributação de dividendos.
Acumulado do ano
No acumulado do ano, a arrecadação da Previdência alcançou R$ 575,9 bilhões, com alta real de 5,16%. Já o IRPJ e a CSLL arrecadaram R$ 444,2 bilhões, com alta de 5,76%.
O IRRF sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 131,15 bilhões entre janeiro e setembro, com alta real de 17,57%. No mesmo período, o PIS/Pasep e a Cofins somaram R$ 466,55 bilhões – aumento real de 4,1%.
Reportagens
Carga máxima de trabalho passará a 42 horas semanais em 15 de dezembro
Antes do Natal: como todos os demais trabalhadores empregados no comércio, caixas de supermercados terão direito a duas folgas semanais
Marcos Oliveira/Agência Senado
Foi promulgada na sexta-feira (16) a emenda constitucional que acaba com a escala de trabalho 6×1 e prevê duas folgas semanais (EC 141/2026). A emenda, oriunda da PEC 221/2019, aprovada pelo Senado na semana passada, reduz gradualmente a carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, ao longo de 14 meses. Conforme o período de transição previsto na lei, isso significa que a carga de 42 horas entra em vigor em 15 de dezembro.
Opções: Download
Fonte: Agência Senado
Reportagens
CLDF aprova crédito orçamentário para Fundo de Assistência Social do DF
Projeto do Executivo quita débitos com organizações que atendem crianças e idosos vinculadas à Secretaria de Desenvolvimento Social
Foto: Tiago Hardman/Agência CLDF
Projeto aprovado abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 45.152.324,00
Os deputados distritais aprovaram, na tarde desta quarta-feira (14), o Projeto de Lei nº 2.492/2026, de autoria do Poder Executivo, que abre crédito suplementar à Lei Orçamentária Anual do Distrito Federal no valor de R$ 45.152.324,00. O crédito será destinado para o pagamento de valores atrasados a entidades que prestam serviço para a Secretaria de Desenvolvimento Social em diversas ações de assistência social.
O deputado Gabriel Magno (PT) votou a favor do projeto, mas fez críticas ao governo. “Esse projeto é para pagar entidades que estão sem receber há meses. Vamos votar a favor porque é fundamental que o atendimento das entidades continue acontecendo, mas sabemos que esse crédito é resultado da falta de transparência no balanço do BRB”, afirmou.
A deputada Paula Belmonte (PSDB) também se pronunciou ao votar favorável ao projeto. “Essas entidades fazem a diferença na vida de milhares de crianças. É inconcebível não existir previsão orçamentária para o atendimento a essas crianças. Também estamos falando de idosos que precisam de acolhimento”, pontuou. Para Max Maciel, o projeto de lei é necessário. “Esse crédito dá uma salvaguarda para as entidades”, observou o deputado. O projeto foi aprovado em primeiro e segundo turnos e segue para sanção ou veto do Poder Executivo.
Eder Wen – Agência CLDF
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