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5 motivos para praticar a filantropia

O Movimento Bem Maior reuniu cinco motivos para mostrar que a hora de agir é agora!

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Se você pretende viver em um mundo mais justo, não faltam razões para praticar a filantropia e ajudar a enraizar a cultura de doação na nossa sociedade. Não é nada complicado, basta querer. E a sua participação pode fazer a diferença na vida de muita gente, inclusive na sua.

1) Você faz parte do mundo

Como os dicionários nos mostram, a palavra filantropia significa ‘amor à humanidade’ e ‘generosidade com os outros’. Só o sentido literal já seria um grande motivo para todos entenderem a sua importância. Mas, diante de tanta desigualdade social, é ainda mais clamorosa a necessidade de espalhar a solidariedade. Não vivemos em bolhas nem podemos fechar os nossos olhos, ignorando tudo o que está ao nosso redor. Pelo contrário, temos que exercitar o nosso olhar empático, de nos identificar com a situação de uma outra pessoa e procurar agir para mudar a realidade do nosso país. Existe uma clara interdependência, todos nós somos corresponsáveis pelas situações atuais. A sociedade civil organizada tem um papel central para construir um país melhor.

2) Inúmeras causas precisam do seu apoio

Com a crise da Covid-19, foi necessária a realização de muitas doações emergenciais, como entrega de máscaras e de comida. No entanto, inúmeras causas importantes continuam a precisar de apoio. Em meio a tantos problemas, como escolher uma causa para começar a ajudar? Um bom caminho é identificar as causas que toquem o seu coração. Converse com familiares e amigos, busque informações, pesquise na internet e veja as demandas. Tente escolher um projeto que combine com o seu perfil. Se você gosta de praticar alguma modalidade esportiva, há várias instituições que trabalham com crianças e jovens por meio do esporte e da educação juntos. Se você curte viajar, apoiar projetos que auxiliam refugiados pode gerar uma grande empatia. Olhe para o trabalho daquela pequena organização que atua no seu bairro, você poderá se identificar com ela. Depois de escolher uma causa, procure colocar a doação como uma ação fixa no seu planejamento financeiro mensal. Isso é relevante para que as organizações possam se organizar e manter seu funcionamento mesmo em períodos em que as contribuições são menores.

3) As ONGs fazem um trabalho essencial

As ONGs, apoiadas por vários setores da sociedade, foram protagonistas de muitas ações para socorrer a sociedade durante a pandemia. Atividades extremamente importantes, como a de levar comida a quem precisava, foram noticiadas com maior frequência pelos jornais, TV e internet. O avanço da tecnologia também tornou mais fácil acompanhar as iniciativas das organizações, checar a transparência, e conhecer o impacto gerado a partir das doações. Assim, as pessoas passaram a conhecer mais o trabalho sério e dedicado das entidades, e o reflexo foi o crescimento da confiança da população no terceiro setor. Segundo a Pesquisa Doação Brasil, coordenada pelo IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), a confiança nas organizações, entre os doadores, subiu de 74% em 2015 para 93% em 2020. Já o índice de pessoas que não doam por não confiar nas instituições caiu de 17% para 4% em cinco anos.

4) É possível doar mais que dinheiro

É comum nos depararmos com anúncios de grandes doações no noticiário. No entanto, não devemos associar a imagem de grande filantropo a somente bilionários norte-americanos. Todos podem realizar doações que cabem no bolso, que também transformam realidades.  E é possível doar também de outras maneiras: você pode simplesmente compartilhar um pouco do seu tempo, do seu trabalho e do seu carinho por meio do voluntariado. Essa é uma experiência com um poder transformador. Ao se envolver diretamente nas ações, o voluntário tem a oportunidade de ver, de perto, o impacto gerado pelas ações e tem a chance de receber, como agradecimento, um abraço ou ganhar um sorriso da pessoa beneficiada.

5) Construir um legado positivo

Precisamos sempre lembrar que somos efêmeros e que no nosso dia a dia construímos um legado para deixar para as próximas gerações. A partir de nossas ações, servimos de exemplo para os nossos filhos e netos. Gestos atenciosos e simples de um pai ou uma mãe representam importantes lições. Ao tratar as outras pessoas sempre com respeito, mostra-se às crianças que ninguém é melhor do que ninguém. Ensinar que doar uma roupa é uma forma de ajudar alguém que esteja precisando, e não porque o item é uma sobra, significa transmitir uma valiosa orientação. Deixar de utilizar o seu carro particular quando possível para não deteriorar ainda mais a condição climática significa outra lição. Para deixarmos um mundo melhor como herança, é importante agir agora e também plantar as sementes para o futuro.

Carola Matarazzo

Diretora executiva do Movimento Bem Maior

 

 

 

 

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Canabinoides podem auxiliar no tratamento de doenças neurológicas

É o que mostra pesquisa da Unicamp, publicada hoje

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Estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que o canabinoide, substância que pode ser encontrada em plantas do gênero cannabis, podem auxiliar no tratamento de doenças neurológicas e psiquiátricas. A descoberta foi feita por pesquisadores do Laboratório de Neuroproteômica, do Instituto de Biologia (IB), e publicada hoje (27) na revista European Archives of Psychiatry and Clinical Neurosciences.

“A gente sabe muito sobre o efeito dos canabinoides, endocanabinoides ou sintéticos sobre os neurônios. Estamos aprendendo agora que essas substâncias também atuam sobre as células da glia”, diz Daniel Martins-de-Souza, um dos pesquisadores. Ele explica que o nome glia significa cola em grego, porque, no passado, os pesquisadores achavam que essas células ligavam os neurônios uns nos outros, funcionando apenas como células de suporte.

Nas últimas duas décadas, no entanto, estudos mostraram que elas praticam funções importantes no cérebro. A pesquisa analisou a interação de uma dessas células da glia, chamada oligodendrócito, com os canabinoides. O oligodendrócito é responsável por produzir a bainha de mielina, que faz o “encapamento” dos axônios, que são o meio de comunicação entre os neurônios. “Para o neurônio conseguir conversar com outro por meio de impulsos elétricos, ele precisa de um encapamento no fio, vamos assim dizer”, explica o estudioso, comparando com os fios de um poste de energia elétrica.

Falhas nas células da glia podem causar doenças. “A bainha de mielina é destruída, por exemplo, na esclerose múltipla, eventualmente até na doença de Alzheimer. Então, a bainha de mielina é bastante importante para que o neurônio funcione. A gente sempre teve uma visão muito neurocêntrica, ou seja, muito da importância do neurônio no cérebro, mas ele não vai funcionar bem se as células acessórias dele também não funcionarem, como é o caso do oligodendrócito”, acrescenta Martins-de-Souza.

Com a análise in vitro, os pesquisadores viram que os canabinoides promovem a proliferação dos oligodendrócitos. “Todas as eventuais doenças que têm perda de oligodendrócitos poderiam se beneficiar”, afirma o especialista. Ele destaca que estudos com animais e humanos devem confirmar esses dados. A pesquisa também mostrou que, com os canabinoides, os oligodendrócitos amadurecem melhor. “Isso abre novas avenidas pra gente investigar potenciais tratamentos de doenças.”

Depressão e esquizofrenia são outras doenças que podem se beneficiar dessa descoberta.

O que são canabinoides

Além do canabinoide extraído de plantas do gênero cannabis, o canabidiol, o próprio organismo humano produz a substância, chamada endocanabinoide. “Foi descoberto que os compostos da cannabis se ligam a receptores no cérebro, que passaram a ser conhecidos como receptores canabinoides. O que a gente descobriu a posteriori é que o nosso organismo produz substâncias que interagem com esses mesmos receptores. Tudo isso é chamado de canabinoide”, explica o pesquisador.

O estudo, portanto, utilizou tanto compostos extraídos de plantas do gênero cannabis, como o canabidiol, o endocanabinoide, quanto sintéticos.

 

 

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Em visita à Amazon, governador assegura mais apoio a operadores logísticos

Ibaneis Rocha conheceu o Centro de Distribuição da empresa norte-americana e anunciou assinatura de decreto para facilitar ainda mais o trabalho de outros grupos que queiram se instalar no DF

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Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo

 

O governador Ibaneis Rocha visitou, nesta quinta-feira (26), o Centro de Distribuição da Amazon no Distrito Federal, localizado em Santa Maria. O encontro com funcionários da empresa norte-americana e gestores do governo serviu para tratar sobre infraestrutura, tributação e a presença da Amazon no Brasil e no DF.

GDF vai assinar um decreto para facilitar ainda mais o trabalho de operadores logísticos que queiram se instalar no Distrito Federal

Na ocasião, Ibaneis Rocha conheceu cada detalhe da operação e se reuniu com diretores da empresa. Na reunião ficou definido que o GDF vai assinar um decreto para facilitar ainda mais o trabalho de operadores logísticos que queiram se instalar no Distrito Federal. O texto está sendo alinhado com o secretário de Economia, Itamar Feitosa, que também participou do encontro, bem como com os secretários de Governo, José Humberto Pires, e de Desenvolvimento Econômico, Jesuíno Pereira.

 

“O Distrito Federal tem esse sinal importante. A cidade foi criada a partir do pensamento de Juscelino Kubitschek de ser um grande ponto de interligação do Brasil. Os operadores logísticos vêm para cá no sentido de integração. Nós temos facilidade de distribuição, tanto para o Centro-Oeste como para o Norte e o Nordeste, e a empresa vem só crescendo aqui. Temos dado incentivos às empresas, é um ramo que emprega bastante. E fiquei satisfeito de ver a operação, a organização e o nível de tecnologia desse centro de distribuição”, afirma o governador Ibaneis Rocha.

 

A vinda da Amazon amplia a presença do Distrito Federal como centro logístico nacional, já que a capital tem o único aeroporto brasileiro com duas pistas em operação simultânea, ligado a todas as capitais do país – além de excelente malha rodoviária, mão de obra capacitada e competitividade fiscal.

 

“É muito importante termos empresas como a Amazon e outras de logística aqui no Distrito Federal. Estamos no centro do país, então temos essa capacidade maior de distribuição. Elas geram emprego e renda para famílias do DF e do entorno, e, com a intenção da Amazon de se expandir, mais empregos podem ser gerados e o serviço ampliado para os clientes ”, acrescenta o secretário de Desenvolvimento Econômico.

A Amazon tem 12 centros de distribuição no Brasil. Na capital, iniciou a operação em outubro de 2020, gerando mais de 200 empregos. Segundo a empresa, são feitas 15 mil entregas diariamente no DF.

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Lei muda orientação por cores em hospitais para atender daltônicos

Medida publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial determina que alas e pulseiras sejam adaptadas para portadores do distúrbio da visão

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Agência Brasília* | Edição: Claudio Fernandes

 

As unidades das redes pública e privada de saúde deverão alterar parcialmente seus sistemas de direcionamento por cores para atender portadoras de daltonismo. É o que determina a Lei nº 7.144, publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

“Tudo que a gente puder fazer para facilitar a vida das pessoas que tenham quaisquer restrições, faremos. Quanto mais acessível o sistema de saúde estiver, mais inclusivo ele é”Pedro Zancanaro, secretário adjunto de Assistência à Saúde

De acordo com a medida, as unidades de saúde devem adaptar os sistemas de orientação por cores de modo a incluir alguma sinalização numérica ou por outro tipo de código. Assim, as pulseiras de classificação de risco e as alas de atendimento, por exemplo, terão de conter algo além da cor. Isso porque quem é daltônico tem dificuldade de diferenciar certas cores, sobretudo os tons verde e vermelho.

O secretário adjunto de Assistência à Saúde, Pedro Zancanaro, afirma que a Secretaria de Saúde estudará medidas para facilitar a visualização dos pacientes com daltonismo. O gestor destacou que a lei representa uma “medida de acessibilidade”. “Tudo que a gente puder fazer para facilitar a vida das pessoas que tenham quaisquer restrições, faremos. Quanto mais acessível o sistema de saúde estiver, mais inclusivo ele é”, pontuou Zancanaro.

O daltonismo é uma denominação popular para discromatopsia ou discromopsia. Trata-se de distúrbio de visão caracterizada pela ausência total ou parcial de células do tipo cones na retina. A condição é hereditária e genética. Geralmente, a pessoa aprende a conviver com o problema, como cita o secretário adjunto. “Um exemplo clássico que mostra essa adaptação dos daltônicos é eles entenderem os semáforos do trânsito”, conclui.

*Com informações da Secretaria de Saúde

 

 

 

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