Reportagens

Reforma da Piscina com Ondas terá R$ 8 milhões

Um dos espaços mais populares do Parque da Cidade ganhará complexo aquático; etapa inicial do projeto vai promover a recuperação da piscina

Published

on

 

LÚCIO FLÁVIO, DA AGÊNCIA BRASÍLIA I EDIÇÃO: DÉBORA CRONEMBERGER

Foram 24 anos de espera. Parte da memória afetiva da cidade, a Piscina com Ondas do Parque da Cidade Sarah Kubitschek terá projeto de reforma licitado neste mês e vai ganhar também complexo aquático com área de rio lento – formada por correnteza de águas tranquilas, com os visitantes passeando em boias – e espaço para crianças com tobogã. A obra será executada em três fases, sendo que a primeira abrange a recuperação, propriamente dita, da piscina.

“Já começamos o ano com boas notícias”, comemora a secretária de Esporte e Lazer do DF, Giselle Ferreira. “O que é importante ressaltar é que é um projeto muito bem fundamentado e a empresa contratada para fazer essa parte tem muita experiência no ramo, o que dá mais segurança para o processo de licitação e execução”.

“O Parque da Cidade se mistura com a história de Brasília, do DF, faz parte das lembranças de muitas pessoas; e, a pedido do governador Ibaneis, estamos trazendo de volta para a população seus espaços de recreação”Giselle Ferreira, secretária de Esporte e Lazer

A empresa escolhida para fazer o trabalho terá 120 dias para concluir essa etapa inicial, que conta com investimento de R$ 8 milhões, de emenda parlamentar da distrital Celina Leão. O valor total do investimento é de R$ 22 milhões. “O restante do recurso será captado à medida que a obra avançar para as demais etapas. Nossa meta é focar nessa primeira parte que já tem recursos”, esclarece a secretária.

Localizado no estacionamento 7 do Parque da Cidade, a área da antiga Piscina com Ondas sofrerá uma mudança radical em sua paisagem. Quem frequentou o espaço de lazer, um dos mais queridos e populares do DF, vai perceber a mudança estrutural no local. Serão 30 metros quadrados de extensão.

“Fui muitas vezes na Piscina de Ondas nos anos 80, era uma grande sensação, um dos points de Brasília”, lembra o ortopedista Fabrício Toledo de Souza, 45 anos. “Bem interessante esse novo modelo para o local que marcou toda uma geração”, diz, feliz com a notícia da recuperação da piscina.

O projeto que será licitado agora em janeiro apresenta planejamentos arquitetônico, de engenharia, topográfico e hidráulico para a reforma do local. Em um segundo momento, será construída a passagem que abrigará uma correnteza de águas brandas conhecida como rio lento.

 

A área de rio lento terá correnteza de águas tranquilas, e os visitantes poderão passear com boias

Uma terceira e última fase será dedicada à criação de área para as crianças. A expectativa é que a nova Piscina com Ondas do Parque da Cidade e expansão sejam entregues à população ainda este ano. Um modelo de gestão administrativo do espaço está sendo estudado.

“Queremos democratizar da melhor forma possível”, antecipa a secretária de Esporte. “O Parque da Cidade se mistura com a história de Brasília, do DF, faz parte das lembranças de muitas pessoas; e, a pedido do governador Ibaneis, estamos trazendo de volta para a população seus espaços de recreação.”

Parque da Cidade renovado

Bem centralizado e ambiente agradável para práticas esportivas e de lazer, o Parque da Cidade Sarah Kubistchek – que chega a receber cerca de 100 mil pessoas no fim de semana -, passou por uma série de mudanças em 2021.

Em ação compartilhada com o GDF Presente e o apoio de parceiros como a Novacap, DER, Detran, SLU e outros órgãos do governo, entre eles a Secretaria de Esporte e Lazer, inúmeras intervenções foram feitas no local, tornando o espaço mais seguro e confortável para os frequentadores.

Uma das mais significativas ações foi a reforma das 27 quadras poliesportivas, que, além de pintura nova, receberam adereços como traves de gols, aros e tabelas de basquete. Serviços de limpeza em toda a área verde foram executados, como roçagem, poda de grama e retirada de galhas, folhas e troncos de árvores. É um trabalho de extrema importância, pois evita o entupimento das bocas de lobo e bueiros.

 

 

 

 

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Reportagens

Canabinoides podem auxiliar no tratamento de doenças neurológicas

É o que mostra pesquisa da Unicamp, publicada hoje

Published

on

 

Estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que o canabinoide, substância que pode ser encontrada em plantas do gênero cannabis, podem auxiliar no tratamento de doenças neurológicas e psiquiátricas. A descoberta foi feita por pesquisadores do Laboratório de Neuroproteômica, do Instituto de Biologia (IB), e publicada hoje (27) na revista European Archives of Psychiatry and Clinical Neurosciences.

“A gente sabe muito sobre o efeito dos canabinoides, endocanabinoides ou sintéticos sobre os neurônios. Estamos aprendendo agora que essas substâncias também atuam sobre as células da glia”, diz Daniel Martins-de-Souza, um dos pesquisadores. Ele explica que o nome glia significa cola em grego, porque, no passado, os pesquisadores achavam que essas células ligavam os neurônios uns nos outros, funcionando apenas como células de suporte.

Nas últimas duas décadas, no entanto, estudos mostraram que elas praticam funções importantes no cérebro. A pesquisa analisou a interação de uma dessas células da glia, chamada oligodendrócito, com os canabinoides. O oligodendrócito é responsável por produzir a bainha de mielina, que faz o “encapamento” dos axônios, que são o meio de comunicação entre os neurônios. “Para o neurônio conseguir conversar com outro por meio de impulsos elétricos, ele precisa de um encapamento no fio, vamos assim dizer”, explica o estudioso, comparando com os fios de um poste de energia elétrica.

Falhas nas células da glia podem causar doenças. “A bainha de mielina é destruída, por exemplo, na esclerose múltipla, eventualmente até na doença de Alzheimer. Então, a bainha de mielina é bastante importante para que o neurônio funcione. A gente sempre teve uma visão muito neurocêntrica, ou seja, muito da importância do neurônio no cérebro, mas ele não vai funcionar bem se as células acessórias dele também não funcionarem, como é o caso do oligodendrócito”, acrescenta Martins-de-Souza.

Com a análise in vitro, os pesquisadores viram que os canabinoides promovem a proliferação dos oligodendrócitos. “Todas as eventuais doenças que têm perda de oligodendrócitos poderiam se beneficiar”, afirma o especialista. Ele destaca que estudos com animais e humanos devem confirmar esses dados. A pesquisa também mostrou que, com os canabinoides, os oligodendrócitos amadurecem melhor. “Isso abre novas avenidas pra gente investigar potenciais tratamentos de doenças.”

Depressão e esquizofrenia são outras doenças que podem se beneficiar dessa descoberta.

O que são canabinoides

Além do canabinoide extraído de plantas do gênero cannabis, o canabidiol, o próprio organismo humano produz a substância, chamada endocanabinoide. “Foi descoberto que os compostos da cannabis se ligam a receptores no cérebro, que passaram a ser conhecidos como receptores canabinoides. O que a gente descobriu a posteriori é que o nosso organismo produz substâncias que interagem com esses mesmos receptores. Tudo isso é chamado de canabinoide”, explica o pesquisador.

O estudo, portanto, utilizou tanto compostos extraídos de plantas do gênero cannabis, como o canabidiol, o endocanabinoide, quanto sintéticos.

 

 

Continue Reading

Reportagens

Em visita à Amazon, governador assegura mais apoio a operadores logísticos

Ibaneis Rocha conheceu o Centro de Distribuição da empresa norte-americana e anunciou assinatura de decreto para facilitar ainda mais o trabalho de outros grupos que queiram se instalar no DF

Published

on

 

Ian Ferraz, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo

 

O governador Ibaneis Rocha visitou, nesta quinta-feira (26), o Centro de Distribuição da Amazon no Distrito Federal, localizado em Santa Maria. O encontro com funcionários da empresa norte-americana e gestores do governo serviu para tratar sobre infraestrutura, tributação e a presença da Amazon no Brasil e no DF.

GDF vai assinar um decreto para facilitar ainda mais o trabalho de operadores logísticos que queiram se instalar no Distrito Federal

Na ocasião, Ibaneis Rocha conheceu cada detalhe da operação e se reuniu com diretores da empresa. Na reunião ficou definido que o GDF vai assinar um decreto para facilitar ainda mais o trabalho de operadores logísticos que queiram se instalar no Distrito Federal. O texto está sendo alinhado com o secretário de Economia, Itamar Feitosa, que também participou do encontro, bem como com os secretários de Governo, José Humberto Pires, e de Desenvolvimento Econômico, Jesuíno Pereira.

 

“O Distrito Federal tem esse sinal importante. A cidade foi criada a partir do pensamento de Juscelino Kubitschek de ser um grande ponto de interligação do Brasil. Os operadores logísticos vêm para cá no sentido de integração. Nós temos facilidade de distribuição, tanto para o Centro-Oeste como para o Norte e o Nordeste, e a empresa vem só crescendo aqui. Temos dado incentivos às empresas, é um ramo que emprega bastante. E fiquei satisfeito de ver a operação, a organização e o nível de tecnologia desse centro de distribuição”, afirma o governador Ibaneis Rocha.

 

A vinda da Amazon amplia a presença do Distrito Federal como centro logístico nacional, já que a capital tem o único aeroporto brasileiro com duas pistas em operação simultânea, ligado a todas as capitais do país – além de excelente malha rodoviária, mão de obra capacitada e competitividade fiscal.

 

“É muito importante termos empresas como a Amazon e outras de logística aqui no Distrito Federal. Estamos no centro do país, então temos essa capacidade maior de distribuição. Elas geram emprego e renda para famílias do DF e do entorno, e, com a intenção da Amazon de se expandir, mais empregos podem ser gerados e o serviço ampliado para os clientes ”, acrescenta o secretário de Desenvolvimento Econômico.

A Amazon tem 12 centros de distribuição no Brasil. Na capital, iniciou a operação em outubro de 2020, gerando mais de 200 empregos. Segundo a empresa, são feitas 15 mil entregas diariamente no DF.

Continue Reading

Reportagens

Lei muda orientação por cores em hospitais para atender daltônicos

Medida publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial determina que alas e pulseiras sejam adaptadas para portadores do distúrbio da visão

Published

on

 

Agência Brasília* | Edição: Claudio Fernandes

 

As unidades das redes pública e privada de saúde deverão alterar parcialmente seus sistemas de direcionamento por cores para atender portadoras de daltonismo. É o que determina a Lei nº 7.144, publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

“Tudo que a gente puder fazer para facilitar a vida das pessoas que tenham quaisquer restrições, faremos. Quanto mais acessível o sistema de saúde estiver, mais inclusivo ele é”Pedro Zancanaro, secretário adjunto de Assistência à Saúde

De acordo com a medida, as unidades de saúde devem adaptar os sistemas de orientação por cores de modo a incluir alguma sinalização numérica ou por outro tipo de código. Assim, as pulseiras de classificação de risco e as alas de atendimento, por exemplo, terão de conter algo além da cor. Isso porque quem é daltônico tem dificuldade de diferenciar certas cores, sobretudo os tons verde e vermelho.

O secretário adjunto de Assistência à Saúde, Pedro Zancanaro, afirma que a Secretaria de Saúde estudará medidas para facilitar a visualização dos pacientes com daltonismo. O gestor destacou que a lei representa uma “medida de acessibilidade”. “Tudo que a gente puder fazer para facilitar a vida das pessoas que tenham quaisquer restrições, faremos. Quanto mais acessível o sistema de saúde estiver, mais inclusivo ele é”, pontuou Zancanaro.

O daltonismo é uma denominação popular para discromatopsia ou discromopsia. Trata-se de distúrbio de visão caracterizada pela ausência total ou parcial de células do tipo cones na retina. A condição é hereditária e genética. Geralmente, a pessoa aprende a conviver com o problema, como cita o secretário adjunto. “Um exemplo clássico que mostra essa adaptação dos daltônicos é eles entenderem os semáforos do trânsito”, conclui.

*Com informações da Secretaria de Saúde

 

 

 

Continue Reading

Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010