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ADEUS AUREMARINHA

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São Lourenço amanheceu triste. Sem graça!
Rosas e violetas cumprem um dia de silêncio
Há lágrimas nas ruas… o girassol não abriu.
As flores do Parque das Águas e da praça
murcharam, enquanto a cidade se abraça
pranteando a flor Áurea que partiu.
Por que, oh Céus, secou essa bela flor
que decorava a alma e sonhos da família?
Por que alunos e sobrinhos perdem o amor
que agora, órfãos, em preces e vigília
choram por triste e tamanha dor?
À noite, não haverá vaga-lumes nas várzeas
para brincar luzentes de acende-esconde.
À tardinha, as garças voltarão tristes ao parque
pois na janela não estará ela a apreciar.
Pela manhã, as borboletas nem vão dançar
porque a flor Áurea Jardim murchou.
Mas a vida continua. Aurinha deixou sementes
para fazer outros jardins florirem
em outras plagas e em outras gentes.

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