Artigos

PRAÇA VERMELHA, KREMLIN, BOLSONARO, PUTIN E A ÁGUA DE CÔCO

Published

on

 

Pergunta feita hoje, pela manhã, no estacionamento da UnB por um vendedor de água de côco:
– Moço, está todo mundo falando nessa visita do Bolsonaro à Rússia. Me diga uma coisa, o que ia repercutir mais: a visita do presidente da Rússia ao Brasil ou o encontro agora dia 16 do presidente do Brasil com o presidente Putin?
Respondi:
– Como o presidente Putin não marcou nenhuma visita ao Brasil, evidente que a visita de Bolsonaro à Moscou é real, começa hoje dia 14 e repercutirá muito. E muito mais ainda se o presidente brasileiro resolver, na volta, parar em KIEV e for tomar um cafezinho com o presidente Volodymyr Zelensky, da Ucrânia.
– Isso mesmo, moço. Também acho.
– Tem mais: olha, no final da visita, o Putin e o Bolsonaro vão fazer uma nota conjunta que vai virar manchete em todos os jornais do mundo.
– Interessante isso, moço.
– Pois é, pode sair uma nota forte na base que os Estados Unidos, França, Alemanha e outros países “vão ter que me engolir”. Bolsonaro não vai voltar atrás. Sem um canal direto com Biden e isolado por alguns líderes europeus, Bolsonaro quer mostrar o seu valor e a posição estratégica do Brasil.
– É verdade, moço.
– Pois é! Mas tudo pode acontecer.
– Mas, moço, já que o Bolsonaro está muito visado e se acontecer um novo atentado contra ele?
– Aí, meu caro, metade da CIA é suspeita. Metade da KGB é suspeita. Metade da esquerda é suspeita. Só se salva o Adélio que já está preso e incomunicável.
– Moço, o senhor entende de Rússia, heim?
– É porque eu já vendi água de côco na Praça Vermelha, numa banquinha bem ali ao lado do Kremlin.
– Ah, bom.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Reportagens

Sair da versão mobile