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ALYSSON PAOLINELLI, OBRIGADO!

QUANDO PAOLINELLI TOCOU SANFONA

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(Como viajo neste sábado, vou abrir já as comemorações pelo aniversário do Ministro Alysson, que domingo, 10, comemora 86 anos.)
Quem tem um pouquinho de vivência e a sabedoria dos “cabelos brancos” se lembra que a revista TIME, final dos anos 70, fez futurologia trazendo o nome dos 150 futuros líderes mundiais. Entre eles, um mineiro de 38 anos: o então ministro da Agricultura, Alysson Paolinelli.
Pois bem, Alysson Paolinelli completa neste (domingo) 10 de Julho – 86 anos. E onde ele está? Hoje, se recuperando de uma gripe em sua casa em Lagoa Santa-MG, para voltar a percorrer o Brasil com suas palestras, seus estudos e sua incorrigível confiança na agricultura tropical que ele e sua equipe “inventaram” durante o governo Geisel.
Sim, em 15 de março de 1974, Ernesto Geisel entregou ao jovem Paolinelli a Pasta da Agricultura. Antes, em janeiro de 1974, num encontro, na casa do Jardim Botânico RJ com o presidente eleito pelo Colégio Eleitoral, Paolinelli foi enfático:
– A agricultura brasileira só sairá da mesmice de 5 séculos de extrativismo se sofrer uma revolução tecnológica. Diferente do setor industrial, o trabalho com a terra é diferente de fabricar um produto industrial. Este, paga-se royalties e se faz igual. Já para fazer agricultura tropical requer corrigir solo, produzir sementes selecionadas, fixar nitrogênio no solo, ter controle biológico de pragas e adaptar condições de plantio e colheita. Não há como copiar.
E assim, com uma equipe de primeira grandeza, pode receber do Prêmio Nobel da Paz 1970, Norman Borlaug, um elogio:
– Vocês fizeram a Revolução Verde Tropical.
Nesse 10 de julho, ao completar 86 anos, Alysson Paolinelli vê seu nome sendo indicado ao Comitê do Prêmio Nobel por várias entidades científicas e por universidades – capitaneadas pela USP – para receber o Prêmio Nobel da Paz 2022.
Obrigado Alysson Paolinelli por ter feito História e por deixado este legado para o mundo: SEM COMIDA NÃO HÁ PAZ!
SANFONEIRO – No dia 3 de janeiro deste ano, o ministro Paolinelli, a Marisa eu e Vera passamos uns dias na fazenda Panambi, em Buritis-MG, com o casal EGON e JULIETA. Toda região, há 40 anos, era o típico Cerrado: terra de fazer longe… uma terra só herdada ou dada. Pois bem, hoje a região é um celeiro, um centro produtor de soja, trigo, milho, café, trigo com produtividade altíssima. Uma manhã Egon pegou o carro e fomos visitar a fazenda. Foi quando descobri que o ministro Alysson Paolinelli foi um grande sanfoneiro.
– Pois é, ministro. E pensar que o senhor foi causa e consequência dessa revolução tecnológica na agricultura brasileira?
E ele com sua humildade bem mineira:
– Que nada, só toquei a sanfona!
E como tocou…

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