Reportagens
Empresas brasileiras buscam alternativas sustentáveis para transporte coletivo
Em comemoração ao Dia de Proteção às Florestas,17/07, Viação Ouro e Prata lança Selo de Passagem Neutra, que reduz as emissões de CO² durante as viagens
Ações sustentáveis têm chamado cada vez mais atenção das empresas de todo o mundo. A preocupação em entregar um bom serviço sem causar danos irreversíveis ao meio ambiente já é uma das metas de grandes negócios como Google e Audi.
A Viação Ouro e Prata, frota de ônibus nacional e internacional, sempre pensa em novos projetos que envolvam a responsabilidade socioambiental, já que este é um dos principais valores da empresa. “Nossa trajetória é marcada pela visão sustentável ao preservar recursos naturais para trazer os melhores resultados para o meio ambiente e para as pessoas. Através destas ações, contribuímos com a redução dos impactos no meio ambiente e inspiramos outras empresas e pessoas a realizarem ações voltadas à causas sociais e sustentáveis”, explica Luana Fleck, Diretora da Ouro e Prata.
Entre as principais ações ligadas ao meio ambiente, está o plantio de árvores. No aniversário de 82 anos da empresa, foi realizada uma ação de reflorestamento em uma área de proteção ambiental onde a empresa plantou 438 árvores nativas na área de preservação permanente na escola de ensino médio JOCUM, na cidade de Gravataí/RS. O bioma escolhido foi a Mata Atlântica, que abrange cerca de 15% do território nacional, em 17 estados. Como resultado, 73.000 kg de CO² foram compensados. A ação ainda contemplou os 3 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU, que tem como objetivo engajar as empresas para o desenvolvimento. São eles: ODS 11 (tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis), ODS 13 (tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos), e ODS 15 (proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da terra e deter a perda).
A lavagem dos ônibus também tem um diferencial. A empresa utiliza um sistema de captação, tratamento e reutilização da água da chuva na lavagem e descarga dos ônibus – cerca de 300 mil litros de água por mês deixam de ser retiradas do meio ambiente.
Além disso, a empresa participa do Projeto Seleciclar, programa que consiste na separação seletiva, acondicionamento e destinação dos materiais recicláveis, orgânicos e metais. Na área social, a Ouro e Prata realiza doação de capas de poltrona anteriormente utilizadas nos ônibus e, também, de impressos e lonas para grupos de economia solidária que os transformam em produtos como camisetas, cobertores, bolsas, que geram renda a famílias em situação de vulnerabilidade social.
No mês da proteção às florestas (comemorado no dia 17/07), a Ouro e Prata se tornou a primeira empresa do setor rodoviário a implementar o Selo Passagem Neutra, que compensa o gás carbônico emitido nas viagens, um dos causadores das mudanças climáticas.
“A estimativa com a nova funcionalidade na compra das passagens, é que a empresa compense mais de 252.000kg de CO² equivalente até o final de 2022. O pioneirismo desta ação está em incentivar uma consciência ambiental na sociedade e estamos muito felizes em disponibilizar ao passageiro a opção de compensar o carbono da sua viagem, fazendo com que ele também faça parte da mudança junto com a gente. Isso se soma as demais ações que nós já praticamos diariamente pensando em um futuro melhor para o planeta”, ressalta Luana.
Entenda como funciona
Ao adquirir a passagem pelo site, o cliente terá a opção de neutralizar o gás carbônico emitido na viagem através de um “aceite” que estará disponível no carrinho de compras. Ao escolher a opção de neutralizar o carbono, o passageiro pagará uma taxa fixa de R$ 1,60 que será utilizada para a compensação do CO² emitido em sua viagem. Todo o valor arrecadado será revertido para projetos certificados de proteção climática e ambiental através da Eccaplan, empresa de Consultoria em Sustentabilidade, parceira para a gestão destas iniciativas.
O valor serve para apoiar projetos ambientais brasileiros certificados. Todas as iniciativas seguem padrões e normas internacionais, como: Verified Carbon Standard e ONU. O projeto apoiado pela Ouro e Prata, inicialmente, será a Fazenda Florestal Santa Maria, situada dentro da área compreendida como Amazônia Legal, ocupando 71.714 hectares de floresta nativa, no município de Colniza (MT).
Reportagens
Alcolumbre retira maioridade penal da pauta e vai aguardar Câmara
Presidente do Senado disse que atendeu a pedido de Hugo Motta
Luciano Nascimento – repórter da Agência Brasil
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou da pauta desta quarta-feira (4) a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 anos para 16 anos. 

Alcolumbre disse que atendeu a um pedido do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Agora, caberá à Câmara dos Deputados debater o tema em uma comissão especial.
“Vou aguardar a Câmara dos Deputados”, disse Alcolumbre, ao ressaltar que o compromisso é de que o texto seja votado na Casa ainda em novembro. “Quando chegar aqui, nós vamos votar”, completou.
A articulação envolveu a retirada da discussão sobre a redução da maioridade penal do texto da PEC da Segurança Pública (PEC18/2025), que foi aprovada ontem (3). A oposição queria incluir a questão da redução da maioridade na PEC, mas o presidente do Senado decidiu separar o tema, abordado em duas emendas dos senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Camilo Santana (PT-CE).
“Na condição de presidente do Senado, preciso compreender que a ponderação [de Motta] foi razoável. Eu preciso tentar, da melhor maneira possível, manter uma relação pacífica, cuidadosa e atenciosa a uma demanda do presidente da Câmara dos Deputados”, reiterou.
Propostas
O tema agora está em discussão em três propostas. Na proposta do senador Camilo Santana (PEC 20/2026), a maioridade penal passaria para os 16 anos nos casos de crimes hediondos. Para os demais crimes, continuaria aos 18 anos.
A proposta de autoria do senador Rogério Marinho (PEC 19/2026) defende reduzir a maioridade penal para 16 anos, como regra geral, e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.
Já a o texto em discussão na Comissão Especial da Câmara dos Deputados (PEC 32/2015) estabelece a maioridade penal e civil aos 16 anos de idade. A proposta está sendo analisada pela comissão junto com outras PECs sobre o mesma tema.
Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil
Reportagens
CLDF recebe exposição de alunos de altas habilidades de Ceilândia
Exposição AHrte: Tramas da alma, Vida bicho e Brasilidades será aberta ao público nesta quinta-feira (5), às 19h, e segue até 27 de novembro
Foto: Tiago Hardman/Agência CLDF
Obras que integram a Mostra AHrte foram produzidas por alunos do Atendimento Educacional Especializado de Altas Habilidades/Superdotação da Escola Classe 64, de Ceilândia
A Câmara Legislativa do Distrito Federal recebe, a partir desta quinta-feira (5), a Mostra Integrada AHrte, que reúne as exposições: Tramas da Alma, Vida Bicho e Brasilidades. As obras, feitas por alunos do Atendimento Educacional Especializado (AEE) de Altas Habilidades/Superdotação de Ceilândia, ficam expostas na Galeria Espelho D’Água até 27 de novembro. A abertura oficial ocorrerá às 19h.
A mostra materializa o universo criativo de estudantes com altas habilidades/superdotação atendidos na área de artes visuais do AEE da Escola Classe 64, de Ceilândia. Destacando a potência criativa dos alunos, a mostra celebra os 50 anos do atendimento de Altas Habilidades/Superdotação no DF.
Cada uma das exposições foi produzida a partir de diferentes perspectivas e técnicas : “A temática da Vida Bicho surgiu com a ideia de pintar o animal com o qual cada aluno se identificava. A técnica utilizada se aproximou do realismo nos olhos do animal pintado, e mobilizou aproximações e desejos”, revela a professora itinerante do AEE Cristina Leite.
A exposição Tramas da Alma parte da ideia de autonomia dos alunos, que utilizaram texturas, cores, recursos táteis e formas para compor as obras. A coletânea Brasilidades instiga pertencimento e identidades dos jovens que fazem parte do projeto “ao se sentir pertencente coletivamente, as ideias validam os sentimentos e emoções em uma dança de diversidade cultural, cores e vibrações que unem os sentidos e significados da fauna, flora e folclore brasileiro”, descreve a professora itinerante do AEE Gizelle Mendes.

A Mostra AHrte conecta a subjetividade humana com a riqueza cultural do Brasil. “Visitar este espaço é, acima de tudo, acolher o olhar desses jovens criadores, cujas produções transformam inquietações internas, afetos e identidades em fios invisíveis que nos conectam, emocionam e provocam a enxergar o mundo com maior profundidade”, afirma Cristina. Ao expor suas produções, o estudante aprende a comunicar sua visão de mundo para as famílias, professores e comunidade, “estabelecendo trocas sociais ricas, autênticas e horizontais”, acrescenta Mendes.
O AEE da Escola Classe 64 da Ceilândia atende, aproximadamente, 200 alunos. As professoras destacam características únicas dos estudantes. “A rapidez para a compreensão da temática e da proposta de trabalho, o foco no envolvimento e desenvolvimento da tarefa, o detalhismo e o domínio de múltiplas linguagens, a percepção aprofundada, além do pensamento autêntico e divergente e dos traços de inovação, se sobressaem”, descreve Cristina Leite.
Serviço:
Mostra AHrte: Tramas da Alma, Vida de Bicho e Brasilidades
Onde: Galeria Espelho D‘Água – Cãmara Legislativa do Distrito Federal
Quando: 5 a 27 de novembro
Ana Carolina Rubo (Sob supervisão de Ivan Iunes)
Reportagens
Aberta consulta pública para elaboração do Plano de Aplicação de Recursos da Pnab 2026
Agentes culturais, entidades e coletivos do Distrito Federal podem participar até terça-feira (10); contribuições vão subsidiar o planejamento do próximo ciclo da política nacional de fomento à cultura
Por
Agência Brasília* | Edição: Chico Neto
A Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) abriu, nesta quinta-feira (5), uma consulta pública para ouvir a comunidade cultural sobre o próximo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab). A participação ocorre por meio de formulário eletrônico, disponível até terça-feira (10), e tem como objetivo reunir informações e contribuições para a elaboração do Plano de Aplicação de Recursos (PAR).
O documento deverá ser encaminhado pela Secec-DF ao Ministério da Cultura até o dia 13 deste mês. A consulta busca identificar as necessidades e os desafios enfrentados pelos profissionais e artistas do Distrito Federal, de modo a orientar o planejamento da aplicação dos recursos da política nacional de fomento à cultura. Podem participar pessoas físicas, jurídicas e coletivos culturais. Cada participante poderá preencher o formulário uma única vez, dentro do período estabelecido.
“Uma política pública de cultura precisa ser construída com a participação de quem atua diariamente no setor”, enfatiza o secretário de Cultura e Economia Criativa, Fernando Modesto. “Queremos ouvir artistas, produtores, coletivos e demais agentes culturais para compreender suas necessidades e considerar essas contribuições na elaboração do plano. Esse diálogo é essencial para que os recursos públicos sejam planejados de acordo com a realidade cultural do Distrito Federal.”
Instituída pela Lei nº 14.399/2022, a Pnab estabelece o marco legal para o processo de consulta pública. A iniciativa permite que a comunidade cultural apresente informações e contribuições que servirão de subsídio à elaboração do PAR.
O formulário pode ser acessado neste endereço.
*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa
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