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FASCÍNIO DAS AVES

A beleza e a importância dos pássaros para o Planeta

 

As aves são joias da natureza, lembra sempre o ornitólogo Johan Dalgas Frisch. Elas significam muito mais do que a beleza, a liberdade e a renovação. As aves são as grandes plantadeiras de florestas, pois semeiam sementes por onde vivem. Fundamentais para manter o equilíbrio da vida na Terra, as aves protegem e ajudam preservar o bom funcionamento de todo o ecossistema. O Brasil é um país extremamente rico por natureza, e claro, pela abundância de aves. Segundo Johan Dalgas Frisch, autor de vários livros sobre aves, o Dia da Ave é comemorado no Brasil desde 1968. Mas foi só em 2002 que o Dia da Ave se revestiu de um maior significado. Por quê? Simples, porque foi em 2002 que todas as aves brasileiras passaram a ter, simbolicamente, uma única ave para representá-las: o sabiá laranjeira (Turdus rufiventris), nossa Ave Nacional.

 

O DIA DO SABIÁ LARANJEIRA

Todo 5 de outubro, para comemorar o Dia da Ave, muitas escolas e associações ecológicas promovem passeios a parques e florestas para observação de pássaros, uma das atividades que mais crescem no ecoturismo. Curtir o voo de uma ave, apreciar seu canto e fotografar sua plumagem, mais do que o prazer que proporciona é se integrar ao meio ambiente, ajudando formar uma forte consciência ecológica.

 

A AVIFAUNA BRASILEIRA

 

O crejoá (Cotinga maculata) é uma ave da família Cotingidae e é endêmica no Leste do Brasil, nas florestas costeiras e Mata Atlântica.

 

A avifauna brasileira é uma das mais ricas do mundo, abrigando mais de 200 espécies endêmicas, isto é, exclusivas dos nossos ecossistemas. Compara-se à avifauna da Colômbia e do Peru.

Muitas entidades, públicas e também da iniciativa privada, atuam na preservação de toda esta biodiversidade. Segundo a ONG Birdlife International, temos 122 espécies de aves ameaçadas de extinção no Brasil. Integrar a conservação das aves ao desenvolvimento sustentável das populações é um enorme desafio. O início deste trabalho pode estar no estímulo à curiosidade e ao carinho das crianças pela natureza, por meio da educação ambiental. Ano a ano, novas espécies de aves são descritas e admiradas. Hoje, conhecemos mais de 9 mil em todo o mundo. Elas constituem um dos grupos de animais de mais ampla distribuição geográfica, estando representadas em praticamente todos os ambientes.

 

As aves são verdadeiras joias da natureza.

 

 

O ato burocrático que garantiu o sabiá laranjeira como Ave Nacional foi justamente sua importância no folclore popular e na literatura do País. A iniciativa para fazer do Sabiá a Ave Nacional partiu o engenheiro e ornitólogo Johan Dalgas Frisch.

 

O DECRETO e REGULAMENTAÇÃO

O decreto que regulou o assunto, assinado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e publicado pelo Diário Oficial da União no dia 04 de outubro (seção 1, página 35) revoga o decreto 63.234, de 12 de setembro de 1968, mas mantém as comemorações do Dia Nacional da Ave, com cunho eminentemente educativo, no dia 5 de outubro. E escolheu o Sabiá como centro destas festividades.

O Sabiá – turdus rufiventris – foi a espécie escolhida pela popularidade que exerce na cultura e no folclore brasileiros. A sugestão inicial partiu da Associação de Preservação da Vida Selvagem, presidida por Johan Dalgas Frisch.

Em 1987, no governo José Sarney, o Sabiá passou perto de se tornar a Ave Nacional. Um erro de redação no decreto, assinado pelo então ministro da educação, Jorge Bornhausen, acabou atrapalhando: o nome científico da ave – Turdus rufiventris – não foi citado.

 

O DECRETO

SABIÁ, AVE NACIONAL DO BRASIL

DECRETO DE 3 DE OUTUBRO DE 2002

Dispõe sobre o “Dia da Ave” e dá outras providências.

     O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso II, da Constituição,

     DECRETA:
Art. 1º – O “Dia da Ave”, instituído pelo Decreto nº 63.234, de 12 de setembro de 1968, será comemorado no dia 5 de outubro de cada ano.
Art. 2º – O centro de interesse para as festividades do “Dia da Ave” será o Sabiá (Turdus Rufiventris), como símbolo representativo da fauna ornitológica brasileira e considerada popularmente Ave Nacional do Brasil.
Art. 3º – As comemorações do “Dia da Ave” terão cunho eminentemente educativo e serão realizadas com a participação das escolas e da comunidade.
Art. 4º – Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 5º – Revoga-se o Decreto nº 63.234, de 12 de setembro de 1968.

 

Brasília, 3 de outubro de 2002; 181º da Independência e 114º da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Paulo Renato Souza
José Carlos Carvalho
Euclides Scalco

 

Em outubro de 2002, José Carlos Carvalho, ministro do Meio Ambiente, recebeu de Johan Dalgas Frisch todos os estudos para que o Brasil pudesse definir o SABIÁ como Ave Nacional.

 

O ministro Euclides Scalco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, entre o jornalista Ciro Porto e Johan Dalgas Frisch, ouve as explicações sobre a importância do Brasil ter uma Ave Nacional.

 

O jornal FOLHA DO MEIO AMBIENTE trouxe a reportagem completa na edição 129 de outubro de 2002.

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Inovação verde

Sustentabilidade e a sigla ESG tem dominado grande parte da pauta de encontros empresariais

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O conceito da sustentabilidade e a sigla ESG tem dominado grande parte da pauta de encontros empresariais, seminários e congressos de negócios. O discurso garante não ser apenas mais um modismo, como tantos outros no passado, e sim um conceito que teria vindo para ficar, até porque não teríamos escolha, se quisermos salvar o planeta. Além disso, as gerações Y e Z estão mais atentas ao assunto e cobrando maior responsabilidade ambiental, social e de governança das empresas.  O mercado financeiro e as certificadoras também observam esse novo momento para oferecer vantagens e reconhecer as companhias que demonstrarem maior comprometimento com a sustentabilidade.

Nessa pauta, um dos principais desafios é desenvolver tecnologias que sejam sustentáveis, tanto economicamente viáveis quanto atraentes para o mercado.  Hitendra Patel, diretora do IXL Center da Hult International Business School, e que no Brasil é parceiro da Revista Amanhã em um ranking de inovação, criou o termo “greenovations” para essas soluções, e destaca a necessidade da viabilidade financeira para o assunto ganhar relevância entre as empresas. Boas ideias e tecnologias não são suficientes para criar produtos e serviços ambientalmente sustentáveis. É preciso torná-los lucrativos e atrativos, criando um círculo virtuoso.

As empresas precisam transformar essa pauta em cultura para que ela permeie os novos modelos de negócios. Os setores público e privado devem trabalhar juntos para evitar excessos na legislação, buscar eficiência nos licenciamentos, equilíbrio e ponderação nas fiscalizações e oferecer estímulos à inovabilidade. É a melhor maneira de transformar o que muitas vezes ainda é visto como moda, ou como um fardo a carregar, em um compromisso espontâneo e duradouro.

 

Escrito por Carlos Rodolfo Schneider – empresário

 

 

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Brasil, falta de Neymar e resultado das urnas

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Tô pensando o seguinte:
NEYMAR faz muita falta à Seleção Brasileira. Assim como o VAR faz falta na eleição no Brasil.
Quando o Juiz vai pro VAR ele busca transparência e retidão no lance.
É tudo que se quer no resultado das urnas.
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Debênture Verde: Biotrop investe R$ 92,5 milhões em sustentabilidade no primeiro ano

Com o crescimento acelerado da demanda por produtos biológicos e naturais na agricultura, empresa amplia investimentos em P&D, estruturas, laboratórios e prepara o lançamento de novos produtos, contribuindo cada vez mais com a agricultura regenerativa

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A Biotrop, empresa dentre as líderes em soluções biológicas e naturais para o agronegócio, através da sua controlada – Total Biotecnologia S.A., acaba de ser certificada pelo Bureau Veritas pela destinação de mais de R$ 92,5 milhões de recursos para as iniciativas sustentáveis, oriundas das debêntures verdes captadas.

Do valor de R$ 100 milhões obtidos com o título, um montante superior a 92% foi destinado para investimentos em três importantes blocos: capital de giro para a fabricação e distribuição de bioinsumos; investimentos na planta, que inclui a expansão fabril, equipamentos para os laboratórios, veículos e tecnologia da informação; e para as atividades de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), incluindo inovação, para garantir novos produtos destinados à agricultura sustentável. O valor restante dos recursos da debênture será alocado para novas demandas.

De acordo com o diretor financeiro, Adriano Zan, impressiona o montante que a Biotrop destinou de recursos já no primeiro ano da debênture. “Após a emissão, a companhia tem o prazo de até cinco anos para destinar os 100% de recursos. A rapidez desse processo é a prova da célere adoção de biotecnologias pelos agricultores, sobretudo as soluções sustentáveis da Biotrop. Um passo importante para a empresa e para a agricultura brasileira”, diz.

Para o CEO da empresa, Antonio Carlos Zem, esse relatório comprova o comprometimento e respeito da Biotrop com o mercado e principalmente a transparência com os investidores. “Utilizamos as debêntures verdes, entregamos indicadores financeiros melhores que os requeridos e usamos os recursos de modo sustentável para expandir a agricultura biológica. Pretendemos obter centenas de milhões em financiamentos verdes para 2023, dado o crescimento acelerado, o que pode ser uma ótima oportunidade para nossos credores”, diz.

Zem ressalta ainda as expectativas para o futuro. “Os agricultores no Brasil e na América Latina podem esperar o lançamento de novos produtos e maior capacidade de atender aos clientes. A Biotrop está liderando o mercado com uma robusta plataforma de inovação em várias dimensões dos biológicos. Ao associar P&D de ponta, acesso de mercado superior e equipe preparada e focada exclusivamente em biológicos, conseguimos crescer de forma exponencial, rentável, sustentável, com direção estratégica e através de pessoas extraordinárias!”, finaliza o executivo.

Sobre o título captado

Debêntures verdes são aquelas cujos recursos são investidos tanto em projetos com benefícios ambientais quanto sociais. Esses títulos de renda fixa são emitidos por empresas que precisam financiar um projeto, pagar uma dívida ou aumentar o capital. Para isso, elas pagam uma remuneração em troca do financiamento. No caso da Biotrop, as debêntures foram emitidas conforme a abordagem da ICMA (International Capital Market Association) e das Nações Unidas. O Banco Itaú BBA foi o coordenador-líder da emissão.

Sobre – A Biotrop é uma empresa brasileira, fruto da visão e empreendedorismo de um seleto grupo de profissionais apaixonados pelo agronegócio. Atua com foco em pesquisa e desenvolvimento de soluções diferenciadas e inovadoras, com o objetivo de contribuir para uma agricultura mais sustentável, saudável e regenerativa. Com escritório em Vinhedo (SP) e fábrica em Curitiba (PR), a empresa leva ao mercado o que há de melhor no mundo em soluções biológicas e naturais. Acesse www.biotrop.com.br.

 

 

 

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Reportagens

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