Reportagens

Instituto do Câncer reforça campanha contra o HPV e câncer do colo do útero

Vírus está relacionado a 100% dos casos de câncer do colo do útero e pode ser prevenido

 

 Do Portal do Governo

 

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), unidade ligada ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, retoma a campanha contra o papilomavírus humano (HPV), com atividades que têm o intuito de levar informações de forma dinâmica e auxiliar na conscientização e prevenção do vírus.

Na semana do Dia Internacional de Conscientização sobre o HPV, 4 de março, o Instituto contará com uma programação especial na sua página do Instagram @institutodocancersp, com vídeos de perguntas da população a respeito do vírus, no modelo “Povo Fala”, que serão respondidas pela equipe do Centro de Investigação Translacional em Oncologia (CTO) do Icesp.

Já no dia 3 de março, das 10h às 11h30, especialistas e colaboradores da instituição estarão na estação Capão Redondo, na Linha 5 – Lilás do Metrô de SP, na campanha “Unidos pela conscientização sobre o HPV”, que contará com plaquinhas estilizadas, máscaras, banner interativo e distribuição de folhetos. A equipe estará disponível para responder dúvidas dos passageiros e disseminar informações sobre o assunto.

“É nosso papel conscientizar as pessoas e abordar a importância do autocuidado na prevenção do vírus, que é o causador da infecção sexualmente transmissível mais comum no mundo, atingindo não só mulheres, mas homens também”, enfatiza a Profa. Dra. Luisa Lina Villa, chefe do Laboratório de Pesquisa e Inovação em Câncer do Icesp.

O que é o HPV?

O HPV é um vírus que possui mais de 100 tipos, e que se instala na pele e em mucosas, sendo sua principal forma de transmissão por meio da relação sexual. Mais raramente, pode acontecer também pelo contato com as mãos, objetos ou roupas de uso pessoal contaminados e de mãe para filho, durante o parto.

Ele não só atinge mulheres, como também homens e crianças de ambos os sexos, e pode causar diversas doenças, como verrugas, além de tumores do colo do útero, vagina, ânus, boca e garganta, vulva e pênis.

Por isso, é importante que mulheres consultem um ginecologista regularmente para realizar exames de rotina e principalmente o Papanicolau, a fim de fazer o rastreamento de lesões no colo do útero. Para os homens, porém, ainda não existe rastreamento para os tumores causados por HPV.

De acordo com a Profa. Dra. Luisa, não há um tratamento específico para a doença. “Na maioria dos casos, as infecções são eliminadas espontaneamente pelo organismo, sem que se observe qualquer sinal ou lesão. Entretanto, alguns tipos de HPV podem causar verrugas genitais, e outros tipos, quando persistentes, podem causar o câncer”, explica.

Dentre os tumores causados pelo vírus, o do câncer do colo do útero está 100% ligado a ele. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), este tumor é o terceiro mais incidente entre as mulheres no Brasil. Em 2022, o Icesp atendeu cerca de 265 novos casos.

Prevenção

O uso do preservativo é uma barreira parcial na transmissão do HPV e é sempre recomendável por ser muito eficaz na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (IST), em todos os tipos de relação. A boa higiene genital, das mãos e de objetos de uso íntimo também pode minimizar o risco de contato com o vírus.

Entretanto, a melhor maneira de se prevenir contra o HPV continua sendo a vacinação. Desde 2014, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) disponibiliza, gratuitamente, a vacina quadrivalente, que protege contra quatro tipos diferentes de vírus, dentre os quais estão os tipos 6 e 11, responsáveis por 90% das verrugas genitais, e 16 e 18, causadores de 70% dos cânceres de colo do útero e uma proporção significativa dos tumores em outros locais do corpo.

As vacinas são aplicadas em duas doses para meninos e meninas de 9 a 14 anos e, também, em três doses para homens e mulheres de 9 a 45 anos que vivem com doenças, como HIV, lúpus, pacientes com câncer em tratamento de radioterapia e quimioterapia, e pessoas transplantadas de órgãos sólidos e medula óssea.

De 2014 a 2022, a cobertura vacinal contra o HPV no Estado de São Paulo correspondeu a 78% da primeira dose e 59,6% da segunda dose em meninas. Já de 2017 a 2022, foram registrados 58,4% da primeira dose e 39,2% da segunda dose em meninos. As taxas de cobertura podem ser menores dependendo da região do país.

“Para que a vacina seja 100% eficaz, ela deve ser administrada antes do início da atividade sexual, assim, permite que o vírus seja impedido de entrar no corpo. Além de que, uma pessoa mais nova possui um sistema imune mais potente, gerando anticorpos em grande quantidade e muito eficientes”, finaliza a Profa. Dra. Luisa.

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Reportagens

Brasil supera 100 mil escolas públicas com internet gratuita

Programa quer conectar toda rede pública de ensino até 2026

Publicado

em

Por

 

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

O Brasil ultrapassou a marca de 100 mil escolas públicas com acesso à internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. Segundo dados atualizados do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o país já soma 100.720 instituições conectadas dentro dos parâmetros considerados adequados pelo governo federal.

O avanço faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), programa coordenado pelos ministérios da Educação e das Comunicações, em parceria com estados e municípios. A meta do governo é conectar todas as 138 mil escolas públicas de educação básica até o fim de 2026.

Crescimento acelerado

O programa registrou forte avanço nos últimos anos. Em 2023, apenas 45,4% das escolas públicas brasileiras tinham acesso à internet considerada adequada. O índice subiu para 57,3% em dezembro de 2024, chegou a 69,7% no fim de 2025 e alcançou 72,9% em abril deste ano.

Em nota, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o resultado é fruto de um amplo esforço de infraestrutura iniciado em 2023.

“Esse é um momento histórico para a educação e para a inclusão digital do Brasil. Ter mais de 100 mil escolas com acesso gratuito à internet é uma realidade pela qual o governo trabalhou intensamente”, declarou.

Segundo ele, a ampliação da conectividade ajuda a reduzir desigualdades educacionais, especialmente em regiões mais isoladas do país.

“Com essa política transformadora, nossos estudantes terão mais oportunidades de aprendizado e portas abertas para o mercado de trabalho”, acrescentou o ministro.

Uso pedagógico

Além de levar internet às escolas, o programa busca garantir conexão estável e veloz, com redes Wi-Fi adequadas para uso dentro das salas de aula. A proposta é ampliar o acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, ferramentas de inovação e capacitação de professores.

Em nota, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que a iniciativa busca garantir igualdade de oportunidades para os estudantes da rede pública.

“A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas articula políticas e ações para universalizar o acesso à internet de qualidade e garantir o uso pedagógico da tecnologia em todas as escolas públicas”, afirmou.

Avanço no Norte

O maior crescimento proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos historicamente dificultam o acesso à conectividade.

Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice passou para 36,7% em 2024, chegou a 60,5% em 2025 e atingiu 64,3% em abril deste ano.

Coordenado pelos Ministérios das Comunicações e da Educação, o programa é executado pela da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE).Segundo o governo, a expansão reduziu desigualdades regionais e levou conexão de qualidade a escolas que antes estavam praticamente isoladas digitalmente.

Continue Lendo

Reportagens

Crie-DF já soma quase 20 mil atendimentos em vacinação e mais de 36,5 mil doses aplicadas

Desde dezembro de 2023, serviço especializado da Secretaria de Saúde amplia o acesso à imunização especial para pacientes com condições específicas

Publicado

em

Por

 

Por

Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

Jorge Araújo, 61 anos, passou a ter uma rotina de mais cuidados depois que começou a usar medicamentos imunossupressores para tratar a artrite reumatoide, em 2023. “Hoje tenho a artrite controlada. Pego medicamentos na Farmácia de Alto Custo. Só uma caixa do remédio custa entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês. Sem esse apoio, seria um sacrifício muito grande manter o tratamento”, diz o administrador de empresas.

No entanto, com a imunidade reduzida e maior risco de infecções, o morador de Águas Claras encontrou no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Distrito Federal (Crie-DF) um apoio que trouxe mais segurança ao tratamento.

“Já tomei vacinas contra hepatites A e B, pneumo, meningite, gripe e influenza, e ainda tenho outras agendadas. Por causa dos remédios imunossupressores, minha imunidade fica mais baixa. As vacinas ajudam a me proteger de infecções e doenças mais graves”, conta.

Mais proteção

O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais, ou seja, doses que não fazem parte do calendário básico de vacinação.

Desde dezembro de 2023, o serviço já realizou quase 20 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 36,5 mil doses. Segundo a responsável técnica substituta do centro, Lethícia Lima, a unidade atende pacientes com condições específicas, como transplantados e pessoas com doenças crônicas.

 

O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

“A principal porta de entrada são as unidades básicas de saúde. O paciente apresenta relatório médico e cartão de vacina, e a equipe do Crie avalia quais doses são necessárias”, explica.

Acesso ampliado

Hoje, o centro funciona no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Para ampliar o acesso ao atendimento, a SES-DF implantou, em agosto de 2024, o Crie Virtual. A iniciativa conecta 108 salas de vacinação da rede pública à equipe especializada do hospital.

“O objetivo é facilitar o acesso do usuário. Com o Crie Virtual, conseguimos atender uma pessoa que mora longe e não possui recursos financeiros para ir ao Hmib. Quando a vacina é ofertada perto da residência, ela consegue concluir o calendário vacinal”, explica Lethícia Lima.

Continue Lendo

Reportagens

Audiência pública debate direitos dos estudantes com altas habilidades e superdotação

Aumento de vagas nas salas de recursos da rede pública e qualificação de profissionais estiveram entre as reivindicações

Publicado

em

Por

 

Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu audiência pública, nesta sexta-feira (22), sobre as demandas dos estudantes com altas habilidades e superdotação (AH/SD). A discussão teve a presença de representantes da Secretaria de Educação do DF, do Ministério da Educação, da Universidade de Brasília, da Ordem dos Advogados do Brasil e, principalmente, de mães que clamaram por mais suporte ao desenvolvimento de seus filhos.

>> Confira mais imagens da audiência

Dói perceber a falta de apoio, de compreensão e de preparo da sociedade e até das instituições para acolher esses jovens, além do rótulo da inteligência. Porque superdotação não é apenas o desempenho: é também intensidade emocional, conflitos internos e uma solidão difícil de explicar”, disse Silvia Lustosa, mãe de uma filha com AH/SD e um filho em processo de diagnóstico.

A audiência pública abordou a necessidade de aprimoramento de políticas para esse público, em especial o aumento do número de vagas para Atendimento Educacional Especializado (AEE) na rede pública de ensino. No DF, há filas de espera para esse tipo de atendimento, que é ofertado uma vez por semana no contraturno, geralmente nas salas de recursos das escolas. O serviço é voltado não apenas para alunos com AH/SD, mas também para estudantes com deficiências.

Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

Apesar de não suprir a demanda, participantes da audiência apontaram que a rede pública está à frente da rede privada de ensino, que muitas vezes não oferta qualquer tipo de suporte educacional para estudantes com AH/SD. Atualmente, 10% das matrículas para atendimento especializado nas escolas públicas são disponibilizadas para alunos da rede privada.

Nesse ponto, o deputado distrital Fábio Felix (PSOL), propositor da audiência, defendeu a cobrança de responsabilidade das escolas privadas, sem eximir o papel do Estado. “Os estudantes da educação privada têm direito ao atendimento, em suas especificidades, na educação pública. Nós podemos lutar para pressionar a responsabilização da educação privada, mas não podemos nos desresponsabilizar. Se a escola privada não cumprir esse processo, a educação pública sempre tem que estar de braços abertos, é um direito universal no Brasil”, afirmou o deputado, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa e Promoção da Educação Inclusiva nas Redes Públicas de Ensino do Distrito Federal.

Outra demanda apresentada na audiência foi pela qualificação permanente de profissionais da educação e da saúde, aumentando a capacidade de diagnóstico precoce e de acolhimento a pessoas com AH/SD. A audiência completa, com todos os pontos abordados, pode ser acessada no YouTube da TV Câmara Distrital.

Ana Teresa Malta – Agência CLDF

Continue Lendo

Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010