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África é mãe do hip hop, diz autor do 1º disco do movimento no Brasil
Para MC Who, é preciso sempre renovar compromisso com matriz africana
Quando recebeu o convite para gravar um disco, MC Who pensou que estava diante da realização de um sonho. Mas a importância do projeto que viria se tornar o vinil Hip Hop Cultura de Rua ultrapassou as projeções daquele jovem periférico, que trabalhava de office boy. As oito faixas que vieram a público em 1988 são hoje lembradas como a primeira gravação da cultura hip hop no Brasil.

A coletânea, que reuniu membros dos diferentes grupos que, à época, dançavam e cantavam na Estação São Bento do Metrô, no centro paulistano, foi pensada inicialmente com um disco da banda de MC Who, O Credo. “A gente teve a sorte de ser protagonista de uma foto de capa na época do Jornal da Tarde”, conta Who sobre como surgiu o convite.
A banda, no entanto, não tinha ainda composições próprias suficientes para fechar sozinha um disco. Foi assim que surgiu a ideia de convidar músicos que estavam na cena que ganhava força com artistas de diversas partes da cidade. “Dialogando muito com o punk, que era um pouquinho mais velho que a gente, a gente disse: ‘Uma coletânea contempla todo mundo, e aí todas as gangues vão aparecer’”, lembra. Segundo ele, o disco deverá ser relançado em breve, com as faixas remasterizadas.
O processo de aproximação com a cultura hip hop trouxe, para o MC, muitas reflexões sobre a identidade negra e a forma como a cultura, que atravessa periferias de todo o mundo, dialoga com essa formação. “A grande origem do hip hop é uma mãe, que é a mãe África, que é o processo diaspórico”, enfatiza.
Mais tarde, Who participou de outro momento importante da história do hip hop em São Paulo, que foi a expansão das batalhas de MCs para a Praça Roosevelt, também no centro da cidade. Ali, ele esteve ao lado de figuras centrais da cultura no país, como Mano Brown, dos Racionais MC’s. “Aqui é um dos grandes berços do rap nacional, talvez o maior, mas a gente ainda tem muito a pesquisar”, destaca.
Desde então, a cultura nunca mais saiu daquele espaço. Até hoje acontecem batalhas de rimas e de slam na praça, também conhecida pela cena do teatro independente. “O slam, na nossa percepção, é uma manifestação inspirada pela cultura hip hop também. E também tem a batalha de rima aqui, já foi, já voltou, mas ela está sempre aqui, dialogando com o skate, que também é algo que complementa a semiótica da nossa ocupação da rua”, diz.
Para o MC, recuperar essa história ajuda também a lembrar nomes que acabaram apagados nas narrativas construídas sobre o hip hop no Brasil ao longo dos anos. “Às vezes eu brinco que o Sabotage [rapper paulistano] está dando bronca em todo mundo, dizendo: ‘Eu não quero ficar sentado sozinho aqui nesse Abu Simbel [templo egípcio da antiguidade], nesse panteão. Cadê o J.R. Brown? Cadê o Uzi? Cadê todo mundo?’”, comentou em entrevista ao programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil.
Confira os principais trechos da entrevista com MC Who.
Agência Brasil: Hip Hop Cultura de Rua, a primeira coletânea do gênero feita aqui no Brasil. MC Who, conta um pouco pra gente como é que foi essa história. Era pra ser antes um disco da sua banda, do Credo, era isso?
MC Who: É isso mesmo. A gente teve a sorte de ser protagonista de uma foto de capa na época do Jornal da Tarde. E, nas andanças nas gravadoras, o Wagner Garcia, diretor da [gravadora] Eldorado na época, recém-chegado, viu e perguntou: “Você é poeta da rua?”. Eu achei engraçado, né? Eu falei: “É, a gente faz poesia na rua”. E começou a conversar comigo, pediu dois dias, perguntou se tinha letra, o que a gente tinha pronto e disse: “Me dá uns dois dias que eu vou falar com o chefe”.
Foram os dois dias mais longos da minha vida, esperando essa resposta. Até que veio a resposta positiva. Imagine, um cara que era office boy, de periferia, pais migrantes, operários, e falar: “Vou gravar um disco”. Sendo que a gente não era cantor, não era nada disso. E assim começa a história. Ele [o disco] se transforma numa coletânea, numa perspectiva muito da cultura hip hop, já está se constituindo um movimento hip hop.
Tem esse paradoxo, essa discussão desse binômio e sempre que eu tenho oportunidade eu esclareço. O hip hop é uma cultura. Uma cultura gigantesca, produtiva, criativa e dinâmica. E o movimento é organização política, quer dizer, isso já veio de lá, o mito de origem da cultura hip hop está em 11 de agosto de 1973, com a festa que a Cindy Campbell junto com o seu irmão Kool Herc desenvolveu. E, um ano depois, o Africa Bambaataa pega e inaugura a Zulu Nation, que é para organizar isso de uma maneira sistemática, ter uma proposta de acolhimento daquelas manifestações que aconteciam na rua, e também de se posicionar politicamente, na efervescência na década de 1970. Nós temos ali já naquele momento pós-ações afirmativas: Black Panthers, Black Explotation, quer dizer, todas as manifestações culturais apontando para essa autonomia, esse protagonismo do corpo preto.
A gente já tinha essa carga, essa provocação transgressora da cultura. Então, dialogando muito com o punk, que era um pouquinho mais velho que a gente, a gente disse: “Uma coletânea contempla todo mundo, e aí todas as gangues vão aparecer”. E veio outro desafio: como escolher? A gente parte das gangues de break, que é a Back Spin, com o Thaíde, o MC Jack e eu e Código 13, da Nação Zulu. Isso era uma coisa que transforma o Cultura de Rua na primeira coletânea, porque ele é o que contempla todos os elementos do hip hop, porque o hip hop não pode ser percebido por um elemento só, o elemento só tem o nome dele: breaking, na época break, sem ser anacrônico, mas revisitando esse momento, break, depois breaking, depois a pesquisa nos trouxe a riqueza de informações, a internet nos trouxe toda essa gama do que era praticado lá.
A gente enfrentou muito também: “Ah, vocês estão imitando os americanos.” Depois, com essa trajetória que eu tive de pesquisa, vi que aconteceu na cena black do Rio, onde tinha discussão da turma do Tony Tornado e Gérson King Combo com os sambistas, aquela matéria de 76, histórica, dizendo o que está acontecendo. A gente também passou por um processo parecido. E, depois, com essa possibilidade de se organizar, principalmente intelectualmente, eu, com toda essa possibilidade de troca de informações com outros praticantes do hip hop, chego à conclusão de que não existe essa questão, porque nós somos o mesmo povo diaspórico.
Nós passamos pelas mesmas trajetórias de opressão. Quer dizer, o hip hop, a gente não pode esquecer que ele tem uma mãe. A grande origem do hip hop é uma mãe, que é a mãe África, que é o processo diaspórico. Que eu não gosto, eu sou mais para o lado do Joel Rufino, eu falo que é o deslocamento do corpo preto escravizado. Porque a diáspora é uma questão heroica, da travessia de um deserto e tal, diásporos, espalhar semeando. Não, nós viemos pra cá trancados, nossos antepassados. Então, a gente tem que entender que isso marca essas questões todas, dos apagamentos históricos e tudo.
O que o hip hop precisa e tem compromisso tanto de quando se originou há 50 anos, há quase 40 no Brasil, a gente caminha para 40 anos no ano que vem, na minha percepção, porque a questão histórica precisa de um mito, ela precisa de marcos para poder se fundamentar, ficar consolidado e você dizer para as novas gerações. Esse compromisso com a matriz africana precisa estar sempre sendo renovado e reafirmado dentro da construção da nossa cultura, que é dinâmica.
Agência Brasil: Muito se fala da Estação São Bento, aqui, no centro de São Paulo, da importância que aquele espaço tem para o hip hop, da Rua 24 de Maio, mas e a Praça Roosevelt também tem um papel nessa história, não é verdade? Queria que você contasse um pouco como é que essa praça se insere na história do hip hop e como é que o hip hop ainda está aqui.
MC Who: Essa pergunta é importante porque ela dá espaço para a gente lembrar grandes figuras que não estão mais com a gente, como o J.R. Brown. O J.R. Brown, o DJ Uzi, o Marcos Tadeu Telésforo, o grande letrista DJ Uzi, autodidata na língua inglesa, ele traduzia tudo para a gente entender o que estava acontecendo. E o J.R. Brown era um visionário, era um cara que estava à frente do tempo. Nós éramos amigos, andávamos juntos, dividindo tudo da potência. A gente não ficava só nas equipes de baile, apesar de a gente gostar também, a gente andava nas outras casas, lidava com outras tribos. E a gente entendia que o hip hop estava num caminho que era crescente, que ia ficar muito grande. A gente entendia que estava crescendo demais, que a São Bento já não suportava mais. E ali tudo adolescente, tudo muito, os hormônios, aquela coisa, tinha as questões de protagonismo.
O break, que era a grande atração, começa a dividir essa atenção, e por uma característica muito simples, porque o break precisa do corpo para se expressar, e o rapper, ele fala. Você vê, aqui, nessa entrevista, como a gente fala. Acabou que esse protagonismo das lentes também levou muito a essas discussões. E, principalmente, enquanto tinha a roda de break, os rappers ficavam batendo na lata do lixo, que era a nossa bateria eletrônica, e cantando as suas novas letras, às vezes, até improvisando ali, e isso teoricamente atrapalhava.
Muita gente fala que é uma briga, não é. Foi uma tensão de espaço. Aí o J.R. falou assim: “Who, pega os meninos, vamos subir para a Roosevelt, que lá a praça é só nossa, só do rap, e a gente vai tocar isso lá”. E aqui é um dos grandes berços do rap nacional, talvez o maior, mas a gente ainda tem muito a pesquisar, os outros territórios, 26 estados mais o DF. Mas aqui, na Roosevelt já passou [de tudo] aqui: começando com Racionais, que eram esses mais novos que estavam com a gente. O [Mano] Brown, inclusive, fala isso no livro do TR, que é o antigo DJ do MV Bill, ele escreveu um livro, chama Acorda Hip Hop, onde numa entrevista o Brown fala isso: “Subimos eu, o MC Who, o J.R. Brown e a gente foi pra Roosevelt e ocupou a Roosevelt com o rap.”
Agência Brasil: E continua essa cultura viva aqui?
MC Who: Continua, e é muito legal. Na época, a Roosevelt tinha dois andares. Depois, ela sofreu uma reforma forte, e hoje ela é essa praça mais plana aqui. Lá na outra ponta da Roosevelt, que dá pra ver o caminho pra Radial Leste, ali acontece o Slam Resistência. O slam, na nossa percepção, é uma manifestação inspirada pela cultura hip hop também. E também tem a batalha de rima aqui, já foi, já voltou, mas ela está sempre aqui, dialogando com o skate, que também é algo que complementa a semiótica da nossa ocupação da rua. É importante que a gente não esqueça a Roosevelt dentro das nossas narrativas, porque trazendo a Roosevelt, trazendo o território, trazendo o cenário, a gente traz os personagens.
Às vezes eu brinco que o Sabotage está dando bronca em todo mundo, dizendo: “Eu não quero ficar sentado sozinho aqui nesse Abu Simbel [templo egípcio da antiguidade], nesse panteão. Cadê o J.R. Brown? Cadê o Uzi? Cadê todo mundo? Porque passa por essa coisa da validação, do establishment. Quando a mídia, ou alguém famoso, no caso do [sambista] Cartola, no caso do Donga, eles precisaram ser validados pelo jornalista branco, ou burguês, ou culturalmente mais avançado. Esses precisam estar sendo trazidos, porque eles foram muito importantes. O J.R. dizia: “Toda praça e toda rua é hip hop“. E a gente perdeu ele, um cara que faz muita falta. O DJ Uzi faz muita falta. E o Marcos Tadeu, que também trocou muita letra, que é um dos grandes, talvez o maior letrista da nossa geração e é esquecido. É importante a gente relembrar isso.
Agência Brasil: MC Who, conta pra gente um pouco como foi sua chegada ao hip hop. De que parte aqui de São Paulo você é?
MC Who: Eu nasci e fui criado no Real Parque, perto da Ponte do Morumbi, na época era um bairro operário. Eu passei por outros bairros, Aeroporto, depois eu fui pra Parque Araribá, Vila das Belezas e fomos criados ali na periferia de São Paulo, zona sul e extremo sul sempre. Eu tenho vários irmãos mais velhos e tenho meus tios, que tinham muito disco, até hoje eu tenho esse hábito de manipular os discos. Desde pequeno eu tive disco em casa, tive disco desde Luiz Gonzaga, ou Saraiva, esses instrumentais que o meu pai ouvia, até as coisas mais contemporâneas pra época dos meus irmãos, como Caetano Veloso, Gal Costa, todos esses e vários outros que foram chegando, mais alternativos.
Aí eu entendi que a música era muito além do que aparecia na televisão ou nos jornais ou nas revistas. Tinha coisas alternativas ali. Assim que eu tomei contato. Depois chega a black music tanto no colégio quanto dentro de casa também. Eu fui entender que o Tim Maia era black music e tal. Entender tudo aquilo era também da nossa identidade. Apesar de a gente ser mestiço, a gente queria se identificar com a questão cultural e a música me fez entender que eu era um homem preto. Muita gente desestimulava isso. “Você não é tão preto”. Hoje a gente sabe que é o tal do colorismo, mas na época… Não, tudo que eu faço é coisa de preto. Quando no começo dos anos 80 começam a chegar as primeiras referências da cultura hip hop, cultura de rua, que estava acontecendo nos Estados Unidos. Tem, por exemplo, desde um vídeo da banda [norte-americana] Chic, Hangin’ Out, que mostra o garoto quebrando no breaking, no break, no pop e o boombox ali. Tinha um cenário de falar: “Quero fazer isso”.
Como todo adolescente quer ter isso, quer ter essas identidades. Depois tem um monte de artistas pop que foram usando elementos da cultura de rua como break, como Lionel Richie. Mas eu penso e proponho que o Beat Street, que foi lançado no Brasil como Loucuras do Ritmo, ele seja o grande, apesar de ser uma alegoria bobinha, num caso de romance e tal, mas ele já mostra ali como que funcionava a cultura pra nós. A gente discutindo hoje sabe que, para os Estados Unidos, o Beat Street não é tão importante ou quase nenhum importante, a não ser uma coisa alegórica mesmo, do cinema, da indústria. Eles valorizam o Myron Wad Style, de 1983, que só foi chegar aqui ao Brasil pra gente entender e assistir a ele na década de 1990. Mas ele foi lançado no Brasil também, mas passou num circuito acadêmico, a gente foi descobrir isso depois. O contato com a cultura foi isso: uma identidade imediata.
Existia um desafio muito grande de dizer: “Ó, eles conseguem cantar falado assim porque é inglês. Inglês tem uma série de contrações e tal”. Foi o primeiro desafio para um garoto de 12 anos. Aos poucos, a gente foi conhecendo poesia. E a gente começou a cantar poesia. Seja ela Fernando Pessoa ou Manuel Bandeira. Isso é uma coisa singular minha, cada um teve o seu processo. Mas eu e o Cássio, o DJ Uzi, do Credo, a gente pegou esse caminho. Nós pegamos as métricas das poesias e entendemos que a gente tinha que escrever daquela forma para que a gente tivesse a levada, que hoje chama flow. E é lógico que isso vai se sofisticando, vai ficando cada vez mais sofisticado. Mas era essa necessidade de se expressar, que a gente lia e queria dizer o que estava entendendo daquilo. A história conta o resto, mas eu comecei assim.
Agência Brasil: Queria falar um pouco também sobre O Credo, que era sua banda no início. Queria saber um pouco sobre o que vocês trouxeram para o disco Hip Hop Cultura de Rua.
MC Who: O Credo na época tinha uma preocupação de provocar isso, que as pessoas pensassem nelas, que trouxesse uma reflexão da sua existência. A gente ficava provocando porque tinha a questão da religião, tinha a questão da sua origem, então nós fizemos essas provocações, tanto teóricas dentro das letras, que nós, pela formação familiar, minha mãe influenciou, meu pai influenciou muito a mim ler. O Cassius Franco, o DJ Uzi, também lia muito e pesquisava muito sobre música, quanto à origem dele com o pai, que era DJ também de jazz. As letras tinham essa pegada pra provocar mesmo. E aí também a questão estética de que a gente era influenciado muito, tanto pelo jazz, quanto à música instrumental brasileira, e por essa questão da transgressão, do Malcolm X [líder e pensador negro norte-americano]. A gente ouvia muito Public Enemy na época.
O [grupo de rap norte-americano] Public Enemy provocou a gente também a dialogar com essas influências. A gente foi buscar os guitarristas de metal, que nem eles gravaram com Slayer, Tantrax [bandas de heavy metal] e tal. E a gente foi atrás do Hélcio Aguirra, finado Hélcio, saudoso, que era do Golpe de Estado, a maior banda metal na época, muito amigo do nosso produtor e músico Akira S, que também já vinha de outro setor, dos Garotas que Erraram, que era uma música eletrônica alternativa da época.
Teve uma ideia do Gilson Fernandes, que era o produtor do disco, e falou que o Boccato, o instrumentista Boccato, tinha feito as demos com a gente, mas que o disco tinha que ter o Raul de Souza, que era internacionalmente conhecido. O grande Raul de Souza vem de maneira muito generosa e participa das faixas do Credo, o que muita pouca gente sabe. O maior trombonista do mundo na época, pela Down Beat, que era uma revista especializada, o Raul de Souza gravou com o Credo, que eram os garotos da periferia.
Aproveitando isso, as nossas faixas vão ser remasterizadas porque vai ser lançada uma reprensagem do Cultura de Rua através da Vinil Brasil, onde o Michel fez um trabalho muito especial de recuperação dessa mixagem, dessa qualidade técnica que vai valorizar esses instrumentistas que O Credo teve a honra de receber em suas faixas.
Assista na TV Brasil ao Caminhos da Reportagem sobre hip hop:
Edição: Juliana Andrade
ebc
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Chega ao Congresso projeto que torna crime a exploração de bets
Proposta do Executivo se soma a medida provisória e será examinada pela Câmara e pelo Senado
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O Congresso Nacional recebeu o projeto de lei do Executivo que tipifica crimes relacionados às loterias de apostas de quota fixa, conhecidas como bets. A apresentação do projeto havia sido anunciada pelo governo federal na sexta-feira (25), mesmo dia em que a Presidência da República editou uma medida provisória para proibir as bets no Brasil (MP 1.394/2026).
O projeto de lei (PL 5.477/2026) torna crime tanto a exploração quanto a publicidade de bets, tipificando cinco condutas como criminosas. De acordo com o governo, a intenção é enfrentar os diferentes meios empregados pelas empresas para manter a atividade, inclusive no ambiente digital.
A proibição das bets prevista na MP já está valendo de forma provisória, mas o projeto que trata dos crimes ainda precisará ser votado pelo Congresso para virar lei e entrar em vigor.
Os crimes previstos no texto são:
- explorar ou operar apostas de quota fixa: pena de 4 a 6 anos de reclusão e multa;
- divulgar apostas ou captar apostadores: de 2 a 4 anos de reclusão e multa;
- usar dados pessoais para captar apostadores: de 2 a 4 anos e multa;
- facilitar financeiramente a exploração: de 2 a 4 anos e multa;
- fornecer aplicação de internet para apostas: de 2 a 4 anos e multa, com agravantes em determinadas situações.
O aumento de pena é previsto para várias situações, como no caso de jogos de azar on-line (a exemplo do jogo conhecido como Tigrinho); uso de dados de saúde que permitam inferir transtornos ligados a jogos, de histórico de apostas ou de informações de crianças e adolescentes; situações em que mecanismos de verificação de idade ou localização sejam burlados; e ganho de percentual das apostas ou das perdas pelo divulgador.
Todos os crimes previstos no projeto são considerados como praticados contra o interesse da União, com investigação pela Polícia Federal e julgamento pela Justiça Federal. A proposta ainda determina que, para fixar as multas, será considerada a vantagem econômica obtida pelo agente das apostas.
O projeto deixa claro que as regras não se aplicam à Loteca, loteria esportiva da Caixa Econômica Federal dedicada a prognosticar resultados de partidas de futebol. Essa modalidade continua permitida.
A tramitação do PL 5.477/2026 começa na Câmara dos Deputados. Depois o texto passará pela análise dos senadores.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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Prêmio Jabuti anuncia semifinalistas da 68ª edição
Público poderá votar nos dez semifinalistas para Cultura Digital
Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil
Os semifinalistas da 68ª edição do Prêmio Jabuti foram anunciados nesta terça-feira (29) pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A cerimônia de entrega dos prêmios será em 27 de outubro, na Sala São Paulo, em evento para convidados na capital paulista. Haverá transmissão ao vivo pelo canal da CBL no YouTube. 

Além do Livro do Ano, são 23 categorias, distribuídas em quatro eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.
A edição deste ano conta com 4.675 obras e projetos inscritos.
A lista completa dos semifinalistas está disponível no site oficial da premiação.
No eixo Literatura, estão Conto, Crônica, Escritor Estreante – Poesia, Escritor Estreante – Romance, Histórias em Quadrinhos, Infantil, Juvenil, Poesia, Romance de Entretenimento e Romance Literário.
Em Não Ficção, as categorias são Artes, Biografia e Reportagem, Economia Criativa, Educação, Negócios e Saúde e Bem-estar.
O eixo Produção Editorial reúne Capa, Ilustração, Projeto Gráfico e Tradução.
Já o eixo Inovação contempla Incentivo à Leitura – Cultura Digital, Incentivo à Leitura – Projeto e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.
A presidente da CBL, Sevani Matos, ressalta que “chegar à etapa dos semifinalistas é um momento importante do Prêmio Jabuti, porque dá visibilidade ao trabalho de autores, ilustradores, editores e demais profissionais envolvidos na criação e circulação dos livros”.
Votação popular
O público também poderá votar, a partir desta terça-feira, nos dez semifinalistas de Incentivo à Leitura – Cultura Digital, nova categoria voltada a criadores de conteúdo em plataformas digitais que contribuem para valorizar o livro e estimular a leitura. A votação segue até 9 de outubro, às 12h. Os cinco finalistas serão anunciados em 14 de outubro.
O curador do Prêmio Jabuti, Hubert Alquéres, destaca que “a nova categoria reconhece uma transformação importante na relação entre livros e leitores”.
“As plataformas digitais se tornaram espaços de descoberta, recomendação e formação de comunidades de leitura”, avalia.
Esta 68ª edição traz também uma mudança relevante na disputa pelo Livro do Ano, principal distinção da premiação. A partir deste ano, obras inscritas nas categorias Escritor Estreante – Poesia e Escritor Estreante – Romance passam a concorrer ao título.
Além da estatueta e do prêmio de R$ 70 mil, o vencedor do Livro do Ano poderá escolher participar de uma das principais feiras internacionais do livro: Londres, Bolonha, Frankfurt ou Guadalajara, com despesas custeadas pela CBL e uma programação de palestras e encontros profissionais durante o evento.
Os vencedores de cada uma das 23 categorias receberão a estatueta do Jabuti e um prêmio de R$ 5 mil.
Confira a lista de semifinalistas abaixo:
Eixo: Literatura
Conto
Título: Anatomia de um nariz | Autor(a): Roberto Atihé Curan | Editora(s): Patuá
Título: Ao quase, com amor: cartas e contos | Autor(a): Eve Rojas | Editora(s): Patuá
Título: Caquinhos vermelhos | Autor(a): Mário Medeiros | Editora(s): Fósforo
Título: Corpo estranho: ferida fechada com a lâmina dentro | Autor(a): Marcos Vinicius de Paula | Editora(s): Viseu
Título: Maçã, mesa, moeda | Autor(a): Fernanda Caleffi Barbetta | Editora(s): Laranja Original
Título: Massaranduba | Autor(a): Abáz | Editora(s): Senac Rio
Título: Minha estranha loucura | Autor(a): Evandro Luiz da Conceição | Editora(s): Todavia
Título: Nego tudo: ficções súbitas | Autor(a): Andréa del Fuego | Editora(s): Companhia das Letras
Título: Os anos de vidro | Autor(a): Mateus Baldi | Editora(s): Nós
Título: Tranças de meninas: contos | Autor(a): João Anzanello Carrascoza | Editora(s): Alfaguara
Crônica
Título: 200 crônicas escolhidas | Autor(a): Carlos Herculano Lopes | Editora(s): Autêntica
Título: A crônica não mata: notas do isolamento | Autor(a): Luís Henrique Pellanda | Editora(s): Arquipélago
Título: A nudez de Afrodite: lições do mundo antigo | Autor(a):Claúdio Moreno | Editora(s): Difel
Título: Aproveitar a vida e suas dores | Autor(a): Contardo Calligaris “em memória” | Editora(s): Planeta do Brasil
Título: A sangue quente: crônicas cariocas | Autor(a): Hermés Galvão | Editora(s): Labrador
Título: Então viver é isso | Autor(a): Cássio Zanatta | Editora(s): Maralto Edições
Título: Histórias miseráveis | Autor(a): José Castello | Editora(s): Maralto Edições
Título: Lugares para chorar no Recife e outros | Autor(a): DJ Dolores | Editora(s): Seja Breve Edições
Título: Memórias de menino | Autor(a): Odenildo Sena | Editora(s): Valer
Título: Viagem no país da crônica | Autor(a): Humberto Werneck | Editora(s): Tintada-China Brasil
Escritor Estreante – Poesia
Título: Baleia | Autor(a): Felipe Bier Nogueira | Editora(s): Urutau
Título: Borboleta Canhão | Autor(a): Mariana Castro | Editora(s): Selo do Burro
Título: História a que ninguém deu nome | Autor(a): Juliana Cajives | Editora(s): Mormaço Editorial
Título: Lavra mareia | Autor(a): Camila Paoletti | Editora(s): Patuá
Título: O silêncio é a música mais antiga do mundo | Autor(a): Kalu Coelho | Editora(s): Patuá
Título: Radiografia das árvores | Autor(a): Ivana Fontes | Editora(s): Cachalote
Título: Resto | Autor(a): George França | Editora(s): Urutau
Título: Tripas líquidas minha lírica: (poemas ensaísticos e outros híbridos desvarios) | Autor(a): Stella Prata | Editora(s): Urutau
Título: Tudo existe para desaparecer | Autor(a): Lucas Ortolan | Editora(s): Urutau
Título: Um oceano devorará meu esconderijo | Autor(a): Andressa Nunes | Editora(s): Litteralux
Escritor Estreante – Romance
Título: Antes do início | Autor(a): Ernesto Mané | Editora(s): Tinta-da-China Brasil
Título: Breu de maré | Autor(a): Diego Itabira | Editora(s): Obra Independente
Título: Cantagalo | Autor(a): Fernanda Teixeira Ribeiro | Editora(s): Todavia
Título: Cerapió | Autor(a): Flávia Bin | Editora(s): Urutau
Título: Descer um degrau | Autor(a): Plinio Meirelles | Editora(s): Appris
Título: Horas azuis | Autor(a): Bruna Dantas Lobato | Editora(s): Companhia das Letras
Título: Índigo | Autor(a): Juca Magalhães | Editora(s): Impressões de Minas
Título: Pitangas verdes | Autor(a): Mariana Lobato Botter | Editora(s): Labrador
Título: Remissão | Autor(a): Ildeu Filho | Editora(s): Viseu
Título: Sutura | Autor(a): Roberta Barbosa | Editora(s): Patuá
Histórias em Quadrinhos
Título: Como fazer amigos e enfrentar vampiros | Autor(a): Eric Peleias, Gustavo Borges | Editora(s): Japorama
Título: Daruma: identidade | Autor(a): Monge Han | Editora(s): Pitaya
Título: Dormindo entre cadáveres | Autor(a): Felipe Parucci, Luís Moreira Gonçalves | Editora(s): Comix Zone
Título: Fiodor | Autor(a): Koostella | Editora(s): Pé-de-Cabra, Crime da Mala Editions
Título: Kabuki: verão, outono, inverno, primavera | Autor(a): Guilherme Petreca, Tiago Minamisawa | Editora(s): Pipoca & Nanquim
Título: Ouroboros | Autor(a): Luckas Iohanathan | Editora(s): Comix Zone
Título: Petricor | Autor(a): Jack Azulita | Editora(s): Devir
Título: Reparações | Autor(a): Marcelo Lelis | Editora(s): Figura
Título: Segue o baile | Autor(a): Magô Pool | Editora(s): Veneta
Título: Você precisa saber de mim | Autor(a): Helena Cunha | Editora(s): nVersos
Infantil
Título: A baleia bailarina | Autor(a): Roberta Moysés | Editora(s): Mannú
Título: A letra | Autor(a): Leo Cunha, Raquel Matsushita | Editora(s): Maralto
Título: Alfabeto atrapalhado | Autor(a): Juliane Bortolucci | Editora(s): Asinha
Título: Artur e Isadora na cidade subterrânea | Autor(a): Braulio Tavares | Editora(s): Editora 34
Título: Baleia e o preá | Autor(a): Fernandoapires | Editora(s): Palavras
Título: Eletricista | Autor(a): Augusto Massi | Editora(s): Elo
Título: Fábulas de Leonardo da Vinci | Autor(a): Eraldo Miranda | Editora(s): Ciranda Cultural
Título: Infância roubada | Autor(a): Paula Anias | Editora(s): Casa de Bonecas
Título: Meu | Autor(a): Alexandre Rampazo | Editora(s): Planeta do Brasil
Título: Ximlóp | Autor(a): Gustavo Piqueira | Editora(s): Joaquina
Juvenil
Título: A descoberta que mudou minha vida | Autor(a): Ingrid Haas | Editora(s): InVerso
Título: A escola do fim do mundo | Autor(a): Júlio Emílio Braz | Editora(s): Arte Literária
Título: Ana & Artur desvendam a China | Autor(a): Silvana Salerno | Editora(s): Editora do Brasil
Título: As figuras do nosso prédio | Autor(a): José Roberto Torero, Leo Cunha | Editora(s): Moderna
Título: A única da sala | Autor(a): Tathyana Viana | Editora(s): FTD
Título: Beijo elétrico | Autor(a): Maria Amélia Elói | Editora(s): Ninho da Palavra
Título: Cartas de Cecília | Autor(a): Penélope Martins, Tiago de Melo Andrade | Editora(s): Elo
Título: Diário de Alice: memórias de uma menina autista | Autor(a): Roger Trimer | Editora(s): Casa da Lara
Título: Ocupado! | Autor(a): Paula Fábrio | Editora(s): FTD
Título: Uma Maria | Autor(a): Shirley Souza | Editora(s): Xica Editorial
Poesia
Título: A dança áspera das raízes | Autor(a): Bárbara Mançanares | Editora(s): Praga
Título: A intacta natureza dos dias | Autor(a): Thainá Carvalho | Editora(s): Macabéa
Título: Antes de dar nomes ao mundo | Autor(a): Adriana Lisboa | Editora(s): Relicário
Título: Boris e Marina | Autor(a): Alberto Martins | Editora(s): Companhia das Letras
Título: Diáspora não é lar | Autor(a): Nina Rizzi | Editora(s): Pallas
Título: Imagemas, graphoenigmas: poemas gráficos | Autor(a): Pedro Vicente | Editora(s) Laranja Original
Título: Noite devorada | Autor(a): Mar Becker | Editora(s): Círculo de Poemas
Título: O jardim das oliveiras | Autor(a): Adélia Prado | Editora(s): Record
Título: Porte Étoile | Autor(a): Edimilson de Almeida Pereira | Editora(s): Cobalto
Título: Satori na laje: orikais, poemínimos e outros cantos | Autor(a): Edson Cruz | Editora(s): EditoRia
Romance de Entretenimento
Título: Ao meu redor | Autor(a): André Vianco | Editora(s): Citadel
Título: Aranha movediça | Autor(a): Moacir Fio | Editora(s): Moinhos
Título: A sombra da mentira | Autor(a): Rodrigo Sena Magalhães | Editora(s): Patuá
Título: Cartografia para caminhos incertos | Autor(a): Ian Fraser | Editora(s): Intrínseca
Título: Instruções para desaparecer devagar | Autor(a): Flávia Iriarte | Editora(s): Faria e Silva
Título: Moeda de troca | Autor(a): Lucas Mota | Editora(s): Rocco
Título: Na sombra do lagarto | Autor(a): Maria Filomena Lepecki | Editora(s): Oito e Meio
Título: O tesouro de Joaquim Nabuco | Autor(a): Fernando Lomardo | Editora(s): Obra Independente
Título: Para Elisa | Autor(a): Roberto Denser | Editora(s): O Grifo
Título: Quincas Borba e o Nosferatu: de como o resoluto filósofo e seu relutante assistente Brás Cubas enfrentam o diabólico conde Drácula para salvar a impulsiva Capitu | Autor(a): Edson Aran | Editora(s): Faria e Silva
Romance Literário
Título: Coração sem medo | Autor(a): Itamar Vieira Junior | Editora(s): Todavia
Título: Corsária | Autor(a): Marilene Felinto | Editora(s): Fósforo, Ubu
Título: Dança de enganos | Autor(a): Milton Hatoum | Editora(s): Companhia das Letras
Título: Deepirex | Autor(a): Paulo Eduardo Gonçalves | Editora(s): Arte & Letra
Título: Devastação: drama cósmico | Autor(a): José Castello | Editora(s): Arquipélago
Título: Jumentos na BR | Autor(a): Ricardo Rao | Editora(s): Kotter Editorial
Título: Meridiana | Autor(a): Eliana Alves Cruz | Editora(s): Companhia das Letras
Título: No rastro de Estela | Autor(a): Amanda Julieta | Editora(s): Boto-cor-de-rosa livros arte e café
Título: Uma delicada coleção de ausências | Autor(a): Aline Bei | Editora(s): Companhia das Letras
Título: Vez em quando, Billie Holiday | Autor(a): Evandro Affonso Ferreira | Editora(s): Record
Título: Visita ao pai | Autor(a): Cristovão Tezza | Editora(s): Companhia das Letras
Eixo: Não Ficção
Artes
Título: Abdias, intérprete do Brasil: textos sobre raça e cultura brasileira de 1940 a 1990 | Autor(a): Tulio Custódio (Organizador) | Editora(s): Todavia
Título: Alberto Pitta: Fúnfún Dúdú | Autor(a): Danillo Silva Barata | Editora(s): Anjo Negro
Título: Amazônia negra: as imagens da cor do (in)visível| Autor(a): Marcela Bonfim| Editora(s): Igrá Kniga
Título: Expediente | Autor(a): André Sanches | Editora(s): Voar
Título: Histórias da ecologia | Autor(a): Adriano Pedrosa, André Mesquita, Isabella Rjeille (Organizadores) | Editora(s): MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
Título: O devorador: Zé Celso, vida e arte | Autor(a): Claudio Leal (Organizador) | Editora(s): Edições Sesc São Paulo
Título: Teatro Experimental do Negro: histórias, críticas e outros dramas | Autor(a): Guilherme Diniz | Editora(s): Temporal
Título: Tupinicópolis é aqui? | Autor(a): Alayde Alves | Editora(s): WMF Martins Fontes
Título: Vaqueiro de gibão | Autor(a): Pablo Pinheiro | Editora(s): Deu na Telha
Título: Zanele Muholi: beleza valente | Autor(a): Ana Paula Vitorio, Daniele Queiroz, Thyago Nogueira (Organizadores) | Editora(s): IMS (Instituto Moreira Salles)
Biografia e Reportagem
Título: A audácia dos invertidos: as estratégias de sobrevivência e visibilidade LGBTI+ no Rio de Janeiro e sua importância no Brasil (1950-1990) | Autor(a): Rodrigo Faour | Editora(s): Record
Título: Brasil no espelho: um guia para entender o Brasil e os brasileiros | Autor(a): Felipe Nunes | Editora(s): Globo
Título: Coisa de rico: A vida dos endinheirados brasileiros | Autor(a): Michel Alcoforado | Editora(s): Todavia
Título: Crentes: pequeno manual sobre um grande fenômeno | Autor(a): Guilherme Damasceno, Juliano Spyer, Raphael Khalil | Editora(s): Record
Título: João Gilberto e a insurreição bossa nova: outros lados da história | Autor(a): Tárik de Souza | Editora(s): L&PM
Título: Oswald de Andrade: mau selvagem | Autor(a): Lira Neto | Editora(s): Companhia das Letras
Título: Quem é essa mulher?: uma biografia de Zuzu Angel | Autor(a): Virginia Siqueira Starling | Editora(s): Todavia
Título: Rei: o livro sobre o homem incomparável a quem tentam se comparar há 70 anos | Autor(a): Paulo Vinicius Coelho | Editora(s): Planeta do Brasil
Título: Roberto Marinho: a Globo na ditadura: dos festivais às bombas no Riocentro | Autor(a): Leonencio Nossa | Editora(s): Nova Fronteira
Título: Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio | Autor(a): Ruy Castro | Editora(s): Companhia das Letras
Economia Criativa
Título: A (r)evolução das habilidades para o futuro do trabalho na era da inteligência artificial | Autor(a): Martha Gabriel | Editora(s): Senac São Paulo
Título: Caminhos para a transição do sistema agroalimentar: desafios para o Brasil | Autor(a): Arilson Favareto, Ricardo Abramovay | Editora(s): Senac São Paulo
Título: Contribuições a uma agenda de políticas públicas meso e microeconômicas no Brasil | Autor(a): Anita Kon (Organizadora) | Editora(s): CRV
Título: Economia azul e cidades: uma introdução | Autor(a): Rinaldo Gama, Tomas Alvim (Organizadores) | Editora(s): BEĨ
Título: Fazer cinema no Brasil: mercado, políticas públicas e ecossistema empreendedor cultural | Autor(a): Fernando Antonio Prado Gimenez | Editora(s): Caravana Grupo Editorial
Título: Gestão cultural baseada em evidências: por onde começar | Autor(a): Beth Ponte, Daniele Canedo | Editora(s): SESC São Paulo
Título: Inovação com propósito: negócios com impacto social | Autor(a): Caio Flavio Stettiner, Clayton Alves Cunha, Clayton Pedro Capellari (Organizadores) | Editora(s): Belas Artes
Título: Menos 1 lixo para uma vida mais sustentável | Autor(a): Fe Cortez, Wagner Andrade | Editora(s): Senac São Paulo
Título: Renda Básica Viável: Para o Governo e o Congresso reduzirem a alta desigualdade de renda no Brasil | Autor(a): Walter Barretto Jr. | Editora(s): Obra Independente
Título: Soluções climáticas: entenda como agir agora | Autor(a): Eduardo Carvalho | Editora(s): Inteligência Educacional
Educação
Título: A esperança a gente planta | Autor(a): Alexandre Coimbra | Editora(s): Planeta do Brasil
Título: A Faculdade de Educação e a Formação Docente na USP | Autor(a): Bruno Bontempi Júnior, Diana Gonçalves Vidal | Editora(s): Edusp (Editora da Universidade de São Paulo)
Título: Agora o meu chão são as nuvens: as famílias contemporâneas e os desafios na educação de crianças e adolescentes | Autor(a): Hugo Monteiro Ferreira | Editora(s): Autêntica
Título: Aprendizado incidental: o poder do lifewide learning: desperte para as oportunidades de aprendizado que já existem em sua vida e potencialize seu desenvolvimento | Autor(a): Conrado Schlochauer | Editora(s): Gente
Título: Atlas da Amazônia brasileira: um retrato abrangente e atual da Amazônia brasileira com mais de 300 mapas e ilustrações | Autor(a): Clovis Luciano Teixeira | Editora(s): Obra Independente
Título: Aula como conversa: transformando o jeito de ensinar e de aprender | Autor(a): Sergio Felipe Moraes | Editora(s): Obra Independente
Título: Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade | Autor(a): Manuel Alves de Sousa Junior | Editora(s): Schreiben
Título: Contos de fadas – modos de ser e de usar: educação, arte, psicanálise | Autor(a): Katia Canton | Editora(s): Panda Educação
Título: Inspiração Griot: por uma educação antirracista | Autor(a): Sinara Rúbia | Editora(s): Malê Edições
Título: Saberes indígenas: considerações ancestrais para o futuro da educação infantil | Autor(a): Auritha Tabajara, Claudia Castilho, Kathia Castilho (Organizadores) | Editora(s): Estação das Letras e Cores
Negócios
Título: Brasil e Mundo Árabe: negócios, marketing e Diplomacia Econômica Ampliada | Autor(a): Rubens Hannun | Editora(s): Novo Século
Título: Como investir em criptos?: é possível ganhar nesse mercado? | Autor(a): Paulo Vitor Jordão da Gama Silva | Editora(s): Appris
Título: De galinha a gavião: como impulsionar o voo da economia brasileira | Autor(a): Juliana Rosa | Editora(s): Nova Fronteira
Título: De volta ao jogo: A história de sucesso, dramas e viradas do BTG Pactual | Autor(a): Ariane Abdallah | Editora(s): Portfolio-Penguin
Título: Estado, economia, desafios fiscais e reformas estruturais no Brasil: textos em homenagem a Eduardo Guardia | Autor(a): Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi, Pedro S. Malan (Organizadores) | Editora(s): História Real
Título: Faça o teu melhor: aprimorar a competência recusar a mediocridade exuberar a vida | Autor(a): Mario Sergio Cortella | Editora(s): Planeta do Brasil
Título: Governança regenerativa: uma evolução do sistema de governança para enfrentar os desafios do mundo em transição | Autor(a): Gabriela Blanchet | Editora(s): Bambual
Título: Menos Forecast, Mais Foresight: A arte e a ciência de moldar o amanhã em tempos incertos | Autor(a): Glaucia Guarcello | Editora(s): Alínea
Título: Não se esqueça!: 50 memorandos sobre gestão e liderança com propósito, comprometimento e proatividade | Autor(a): Mario Sergio Cortella | Editora(s): Record
Título: O manual da empresa antirracista: como transformar a sua empresa em uma potência que luta por todos | Autor(a): Adriana Alves | Editora(s): Planeta do Brasil
Saúde e Bem-Estar
Título: A paixão pela mentira: a família e as tiranias | Autor(a): Paulo Schiller | Editora(s): Todavia
Título: A revolução da longevidade: vivemos mais do que nunca. Mas estamos preparados para isso? | Autor(a): Alexandre Kalache | Editora(s): Vestígio
Título: As dores da adolescência: como atender, acolher e cuidar | Autor(a): Carolina Delboni | Editora(s): Summus Editorial
Título: Barros & Fonseca: medicina da dor: princípios e práticas | Autor(a): Carlos Marcelo de Barros, Paulo Renato da Fonseca | Editora(s): Atheneu
Título: Coisa de menino?: uma conversa sobre masculinidade, sexualidade, misoginia e paternidade | Autor(a): Contardo Calligaris “em memória”, Maria Homem | Editora(s): Papirus 7 Mares
Título: Eu só existo no olhar do outro?: um encontro entre psicanalistas para pensar o amor e a existência | Autor(a): Ana Suy, Christian Dunker | Editora(s): Planeta do Brasil
Título: Manual de cuidados paliativos na atenção primária e atenção domiciliar | Autor(a): Caroline Silveira, Kamila Vieira, Renata Meiga (Editoras) | Editora(s): Atheneu
Título: O dilema das galinhas felizes: diálogos sobre a ciência da felicidade | Autor(a): Gustavo Arns, Leandro Karnal | Editora(s): Record
Título: Por que a esquerda morreu?: e o que devemos fazer para ressuscitá-la | Autor(a): Jessé Souza | Editora(s): Civilização Brasileira
Título: Por que os seres humanos sofrem?: Uma teoria psicológica dos direitos fundamentais | Autor(a): Adilson José Moreira | Editora(s): Autêntica
Eixo: Produção Editorial
Capa
Título: Abel Rodríguez (Mogaje Guihu): a árvore da vida e da abundância | Capista: Gabriela Marques de Castro, Gustavo Marchetti, Paulo André Rodilhano Chagas | Editora(s): MASP – (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
Título: Anônimos: móvel moderno brasileiro além dos ícones | Capista: Daniel Brito | Editora(s): Olhares
Título: Ficção completa de Edgar Allan Poe | Capista: Eduardo Lustosa Belga | Editora(s): Nova Fronteira
Título: Frans Krajcberg | Capista: Alles Blau | Editora(s): MASP – (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
Título: Histórias da diversidade LGBTQIA+ | Capista: Paula Tinoco, Roderico Souza | Editora(s): MASP – (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)
Título: Mano a Mano | Capista: Alceu Chiesorin Nunes | Editora(s): Companhia das Letras
Título: O devorador: Zé Celso, vida e arte | Capista: Mateus Valadares | Editora(s): Sesc São Paulo
Título: O Idiota | Capista: Vicente Pessôa | Editora(s): Clube de Literatura Clássica
Título: Outros navios | Capista: Rafael Simões | Editora(s): Sesc São Paulo
Título: Vaqueiro de gibão | Capista: Beatriz Matuck | Editora(s): Deu na Telha
Ilustração
Título: A torre | Ilustrador(a): Marcelo Cipis | Editora(s): FTD
Título: Delivery | Ilustrador(a): Gustavo Nascimento, Natália Gregorini, Odilon Moraes | Editora(s): Baião
Título: Eletricista | Ilustrador(a): Daniel Kondo | Editora(s): Elo
Título: Gran Circo| Ilustrador(a): Nelson Cruz | Editora(s): ÔZé
Título: Guernica: a arte em busca da paz | Ilustrador(a): Vinicius Sabbato | Editora(s): Via Lúdica
Título: Pantaleão e Serapião | Ilustrador(a): Alexandre Camanho | Editora(s): Passarinho
Título: Pinóquio | Ilustrador(a): Gonzalo Ivar Cárcamo Luna | Editora(s): Figura
Título: Prisma | Ilustrador(a): Felipe Kehdi | Editora(s): Joaquina
Título: Samaumeira: a árvore da vida | Ilustrador(a): Cris Eich | Editora(s): PeraBook
Título: Sombras | Ilustrador(a): Fabio Brazil, Luise Weiss | Editora(s): ÔZé
Projeto Gráfico
Título: Dobra | Responsável: Raul Loureiro | Editora(s): Cosac
Título: Excelsior| Responsável: Luciana Facchini | Editora(s): Ubu
Título: Faz colher e borda o cabo | Responsável: Gabriel Gutierrez, Ubiratã Trindade | Editora(s): Centro Cultural Vale do Maranhão
Título: Leonilson: diários de uma voz: trechos transcritos | Responsável: Ana Lenice Dias Fonseca da Silva, Gabriel Dias Clemente, Herbert Frederico Ferrari Allucci, Leonardo Birche de Carvalho, Renata Rendelucci Allucci | Editora(s): Sociedade Amigos do Projeto Leonilson
Título: MMXXV: Klaus Mitteldorf | Responsável: Marcos Pereira de Almeida | Editora(s): Conjunto 31 design & branding, Terra Virgens Edições
Título: Moscou feliz | Responsável: Elaine Ramos | Editora(s): Ubu
Título: O capital | Responsável: Elaine Ramos | Editora(s): Ubu
Título: O Inventor de livros: Aldo Manuzio, Veneza e seu tempo | Responsável: Casa Rex | Editora(s): Ateliê Editorial, Mnema
Título: Teorema | Responsável: Raul Loureiro | Editora(s): Cosac
Título: Wendy Andrade: eu consigo te ver feliz | Responsável: Carlos Bocai, Julia B. Aguiar, Lucas D’Ascenção | Editora(s): Act.
Tradução
Título: Maha ̄bha ̄ rata: história de Sāvitrī | Tradutor(a): Adriano Aprigliano, João Marcos Duarte, Johnny Dotta | Editora(s): Mnēma
Título: Mumbo jumbo | Tradutor(a): João Vitor Schmidt | Editora(s): Zain
Título: O cantar de Roldão: chanson de Roland | Tradutor(a): Ronald Costa | Editora(s): Ateliê Editorial, EDUFU (Editora da Universidade Federal de Uberlândia)
Título: O cavaleiro de bronze e outros contos e versos | Tradutor(a): Rubens Figueiredo | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras
Título: Odisseia: Homero | Tradutor(a): Leonardo Antunes | Editora(s): Mnēma
Título: O oposto da branquitude: reflexões sobre o problema branco | Tradutor(a): Carolina Selvatici | Editora(s): Pallas
Título: O retorno do Barão de Wenckheim | Tradutor(a): Zsuzsanna Spiry | Editora(s): Companhia das Letras
Título: Os irmãos Karamázov | Tradutor(a): Cecília Rosas, Lucas Simone | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras
Título: Os itálicos são meus: autobiografia | Tradutor(a): Aurora Fornoni Bernardini, Irineu Franco Perpétuo, Moissei Mountian | Editora(s): Kalinka
Título: Plotino Enéadas | Tradutor(a): Juvino Alves Maia Junior | Editora(s): Nova Acrópole
Eixo: Inovação
Incentivo à Leitura – Projeto
Título: A cidade da gente | Responsável(eis): Otavio
Título: A feira do livro 2025 | Responsável(eis): Associação Quatro Cinco Um
Título: Cartovivências nas periferias da cidade | Responsável(eis): Ricardo Barbosa da Silva
Título: FLIPEBA: festa literária da ilha de Boipeba | Responsável(eis): Thales Felipe Moraes
Título: Leia Comigo! | Responsável(eis): Luis Norberto Pascoal
Título: Pajeú encantado | Responsável(eis): Jefferson Willian Moraes de Sousa
Título: Palavra que aproxima: narração artística como prática de formação de comunidades leitoras | Responsável(eis): Aline
Título: Programa de rádio Universo Literário | Responsável(eis): Fábia Pereira Lima
Título: Semana Literária Sesc e feira do livro | Responsável(eis): Mayara Elisa de Lima Cirico
Título: Sempre um papo | Responsável(eis): Afonso Augusto Borges Filho
Livro Brasileiro Publicado no Exterior
Título: Água turva | Editora(s): Companhia das Letras, Suhrkamp Verlag
Título: A obscena senhora D | Editora(s): Companhia das Letras, Pushkin Press
Título: A terra dá, a terra quer | Editora(s): Ubu, Editions Wildproject
Título: Bambino a Roma | Editora(s): Companhia das Letras, Feltrinelli Editore
Título: Flor de gume | Editora(s): Moinhos, Fondo de cultura económica
Título: Marrom e amarelo | Editora(s): Companhia das Letras, Gallimard
Título: O crime do bom nazista | Editora(s): Todavia, Pushkin Press
Título: O som do rugido da onça | Editora(s): Companhia das Letras, Liveright/ Norton
Título: Os substitutos | Editora(s): Companhia das Letras, Métailié
Título: Via Ápia| Editora(s): Companhia das Letras, Farrar, Straus & Giroux
Reportagens
Giro Distrital destaca perfil dos candidatos a distrital e detalhes das eleições de 2026
Já está no ar a 218ª edição do programa Giro Distrital! Aqui você fica por dentro dos principais acontecimentos da esfera política de Brasília!
Nesta edição: Especial Eleições! Os preparativos da capital federal para ir às urnas:
1) Disputa na CLDF: levantamento mostra o perfil dos candidatos a uma cadeira de deputado distrital;
2) Diálogo democrático: candidatos a governador revelam como pretendem pautar relação com a CLDF;
3) Raio-x do eleitorado: as prioridades do brasiliense na hora de definir o voto;
4) Por dentro das regras: o que pode e o que não pode no dia da votação;
5) Arte interativa: CLDF recebe exposição interativa sobre a cultura e a história da Ucrânia;
6) Dia mundial sem carro: servidores da CLDF aderem a campanha por transporte mais sustentável:
7) Os destaques da semana na Câmara Legislativa.
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