Reportagens
Investimento de R$ 90 milhões amplia segurança hídrica de 340 mil moradores
Construção da Subadutora de Água Tratada Gama, autorizada na manhã desta terça (14), vai reforçar abastecimento da região de São Sebastião, Jardim Botânico, Lago Sul e porção leste do DF
Carolina Caraballo, da Agência Brasília | Edição: Saulo Moreno
O fornecimento de água para as regiões de São Sebastião, Jardim Botânico e Lago Sul vai ser ampliado. Uma ordem de serviço que autoriza a construção da Subadutora de Água Tratada (SAT) Gama foi assinada, na manhã desta terça-feira (14), pelo governador Ibaneis Rocha. Com investimento de quase R$ 90 milhões, a obra vai aliviar o sistema Torto/Santa Maria, responsável pelo abastecimento de 11% da população do Distrito Federal.
“A região leste é uma das que mais crescem no Distrito Federal. Tanto que temos dado uma atenção muito especial à área implementando serviços públicos como escolas, creches, asfaltamento, duplicação de vias e o viaduto que nós estamos construindo no Jardim Botânico. Agora vamos poder levar a segurança hídrica para toda essa população”Governador Ibaneis Rocha
A nova subadutora irá interligar a Estação de Tratamento de Água (ETA) Corumbá à região do Jardim Botânico e adjacências. Serão 25,5 km de tubulações em ferro fundido, com diâmetros variando de 600 mm a 900 mm e uma vazão de 700 litros por segundo. Os dutos serão implantados ao longo da BR-251 e da DF-001, saindo do reservatório do Gama e chegando até os reservatórios do Lago Sul e do Jardins Mangueiral, em São Sebastião.
A ampliação do fornecimento de água vai beneficiar mais de 340 mil moradores do Setor Habitacional Tororó, Lago Sul, São Sebastião e Jardim Botânico, incluindo os futuros residentes do loteamento Aldeias do Cerrado, complexo urbanístico planejado pelo GDF e localizado no Núcleo Rural Nova Betânia. A construção da subadutora será iniciada pela Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) ainda neste mês de novembro.
“A região leste é uma das que mais crescem no Distrito Federal. Tanto que temos dado uma atenção muito especial à área implementando serviços públicos como escolas, creches, asfaltamento, duplicação de vias e o viaduto que nós estamos construindo no Jardim Botânico”, afirmou o governador Ibaneis Rocha. “Agora vamos poder levar a segurança hídrica para toda essa população.”

O líder do Executivo ressaltou que a construção da SAT Gama faz parte do Sistema Corumbá. Inaugurado em abril de 2022, em parceria com o governo de Goiás, o complexo de obras permitiu a captação de água no reservatório de Corumbá IV, como forma de preservar o volume do Rio Descoberto e ampliar o abastecimento de água tratada da região sul do DF, abrangendo Santa Maria, Gama e Recanto das Emas, entre outras cidades.
Desenvolvimento
Muitos moradores da região leste do DF são abastecidos por sistemas de pequeno porte, que captam água de córregos e poços artesianos de baixa vazão. Um fornecimento que fica bastante prejudicado na época da estiagem. De acordo com o presidente da Caesb, Luís Antônio Reis, a nova subadutora trará mais consistência ao abastecimento da área localizada atrás do Lago Sul.
“Essa não é só uma obra de engenharia. É um passo muito grande em direção a um melhor abastecimento para milhares de moradores de São Sebastião, Morro da Cruz, Tororó, Mangueirão, Jardim Botânico e outras regiões”, garantiu Luís Antônio. “A subadutora Gama vai, a qualquer tempo, garantir o abastecimento da região leste do DF com a melhor água do Brasil.”
A empresária Maria José Feitosa, 53 anos, está ansiosa para ver a subadutora pronta. Ela mora no Tororó há 24 anos e já sofreu muito com racionamento de água. “Depender de poço artesiano é difícil. Agora mesmo, no meu condomínio, já avisaram a todos que o consumo precisa ser reduzido por causa da seca”, contou. “A ampliação do abastecimento vai trazer mais conforto, além de valorizar bastante a nossa região.”
Administrador do Jardim Botânico, Aderivaldo Cardoso, acredita que os condomínios residenciais não serão os únicos beneficiados com a construção da SAT. “Essa ampliação do fornecimento de água vai estimular o desenvolvimento econômico da região”, apontou. “Temos algumas áreas com intensa produção agrícola. Além disso, a nossa área tem uma capacidade forte de crescer como potência industrial.”
Reportagens
Fim da escala 6×1 passa pela 3ª sessão de discussão no Plenário
Paulo Paim (de costas e no telão) defendeu a proposta e disse que ela deve ter primeira votação na semana que vem
Ton Molina/Agência Senado
A proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e acaba com a escala 6×1 (seis dias trabalhados e um de descanso) passou pela terceira sessão de discussão no Plenário nesta quinta-feira (8). A PEC 221/2019 ainda precisará de duas sessões de discussão para completar o total de cinco sessões antes da votação em primeiro turno.
O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a proposta e disse que ela será votada na próxima semana.
— A votação será na semana que vem. O Brasil todo está nessa expectativa. Três sessões terminam hoje, mais duas na terça e na quarta, e na própria quarta à noite ou na quinta-feira nós votaremos essa proposta, que será uma grande conquista para o povo trabalhador — disse Paim em Plenário.
Caso a PEC seja aprovada em primeiro turno, seguirá para o segundo turno, com outras três sessões de discussão em Plenário antes da votação final. Uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações, o que representa o apoio de pelo menos 49 senadores.
A proposição, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. O relator foi o senador Omar Aziz (PSD-AM).
‘Hora da mudança’
Único senador inscrito para discutir a proposta nesta quinta-feira, Paim lembrou que na Câmara dos Deputados a PEC foi aprovada com apenas 19 votos contrários (e 461 favoráveis). Na sua visão, o Senado deveria aprovar o texto por unanimidade, assim não haveria perdedores e vencedores. Para ele, nenhum parlamentar deveria querer ter no currículo um voto contra a redução da jornada:
— A sociedade que construirmos hoje é a sociedade em que nós mesmos vamos viver e envelhecer. Não podemos aceitar que alguém passe a vida inteira trabalhando seis dias e descansando um dia. Não aceitamos! É chegada a hora da mudança. Não podemos aceitar jornadas que afastem pais, mães, filhos, netos e bisnetos. Não podemos aceitar que o trabalhador chegue à aposentadoria doente, cansado, sem forças para aproveitar a vida.
Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que uma votação mais rápida da PEC depende dos senadores, que podem apresentar requerimentos para dispensar prazos e sessões de discussão. Se algum requerimento for apresentado, será colocado em votação, afirmou Davi.


Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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MEC irá pedir investigação de ameaças a universidades em redes sociais
Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos será acionada
Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil
O Ministério da Educação (MEC) irá acionar a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal após ameaças denunciadas por universidades federais. Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que a pasta tem “uma preocupação grande de que essa violência escale”.

O ministro conversou com a Agência Brasil após visitar a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que sofreu um incêndio de grandes proporções, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões.
A PF foi acionada para investigar as causas do incêndio. No entanto, como há também denúncias de ameaças feitas nas redes sociais, o ministro pedirá uma investigação específica.
“Nós acionamos a Polícia Federal, que já instaurou inquérito sobre o incêndio em Pernambuco. Mas, após as ameaças verificadas nas redes sociais, nós vamos acionar agora a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, que atua em conjunto com o Ministério da Educação para vários eventos de ameaças na rede escolar e também ameaça de universidades”, ressaltou.
Além das ameaças na UFPE, nesta quinta-feira (8), a Universidade Federal Fluminense (UFF) também informou em nota que recebeu denúncias de ameaças à instituição.
A universidade informou que se trata de conteúdos compartilhados em aplicativos de mensagens e redes sociais. As mensagens falam, por exemplo, em incendiar a universidade e agredir estudantes em atos políticos. A PF também foi acionada para este caso.
“Toda vez que a gente tem uma situação de risco, a gente aciona a Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF e, dessa vez também, tendo em vista o que a gente encontrou no monitoramento das redes sociais e naquilo que a gente tem recebido de estudantes, reitores e professores”, disse, Barchini.
“A universidade é um ambiente plural, um ambiente de manifestação política também”, acrescentou.
Reportagens
Projeto Marias da Penha estreia ciclo de contação de histórias e música contra a violência de gênero na CLDF
Ação com estudantes do CEF 03 de Sobradinho abre série de 10 apresentações culturais e educativas promovidas em instituições do DF
Foto: Divulgação
A programação terá contação de histórias com o Grupo Paepalanthus, que traduz temas urgentes em narrativas lúdicas e poéticas
Unindo arte, debate e cidadania, o Projeto Marias da Penha: Cultura e Conscientização contra a Violência de Gênero dá início nesta quinta-feira (8) a uma nova etapa de suas atividades, apostando na contação de histórias e em intervenções artísticas como ferramentas de transformação social. A abertura acontece, a partir das 14h, na Sala de Reunião das Comissões Pedro de Sousa, localizada no Térreo Superior (TS) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), com a participação de turmas do Centro de Ensino Fundamental 03 (CEF 03) de Sobradinho.
A atividade de hoje é a primeira de uma série de 10 apresentações que irão circular pela CLDF e por diversas outras instituições do Distrito Federal. A proposta leva reflexões sobre a prevenção da violência doméstica e familiar de maneira acessível e sensível aos jovens, dialogando diretamente com a realidade da comunidade escolar.
A programação traz a contação de histórias do Grupo Paepalanthus, que traduz temas urgentes em narrativas lúdicas e poéticas, além da discotecagem temática comandada pelo DJ Zapatta, trazendo repertório focado na valorização, força e no empoderamento feminino.
Durante o encontro na CLDF, os estudantes visitam a Exposição Marias, conhecem o histórico do projeto e recebem a cartilha educativa “Não é Mimimi, é Violência” — material didático desenvolvido para auxiliar na identificação de condutas abusivas e na divulgação dos canais de apoio e denúncia.
Com entrada franca, a iniciativa é uma realização conjunta da Artise e do Projeto Marias da Penha, contando com o fomento do Ministério da Cultura e o apoio institucional da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e do Conselho Curador de Cultura.
Serviço
Abertura do ciclo de contações – Projeto Marias da Penha.
Data: Hoje, 8 de outubro de 2026.
Horário: 14h
Local: Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) – Sala de Reunião das Comissões Pedro de Sousa (Térreo Superior – TS).
Atrações: Contação de histórias com o Grupo Paepalanthus e discotecagem com DJ Zapatta
Entrada: Gratuita.
Agência CLDF
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