Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo
Qualificar os jovens do Distrito Federal nas áreas de comunicação e audiovisual visando a inserção no mercado de trabalho. Esse é o objetivo do projeto Comunicador do Futuro lançado, nesta quarta-feira (27), em evento na Casa de Chá, na Praça dos Três Poderes. A iniciativa oferece 240 vagas em cursos de fotografia, gerenciamento de redes, operador de áudio e produção audiovisual. As inscrições podem ser feitas no site oficial e são voltadas para jovens a partir de 16 anos.
“O projeto surgiu por uma necessidade do mercado de trabalho. Estamos trazendo uma dinâmica de formação para os jovens, dando oportunidade para eles ampliarem suas chances nesses campos que estão avançando cada vez mais e precisando de pessoas qualificadas para trabalharem”, afirma o idealizador do projeto e presidente da Associação de Radiodifusão Comunitária no Distrito Federal (Abraço), Divino Cândido.
O projeto Comunicador do Futuro lançado nesta quarta (27) oferece 240 vagas em cursos de capacitação | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
Com fomento do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), as oficinas serão ministradas em uma carreta itinerante que passará por quatro regiões administrativas. Ceilândia, Estrutural, Riacho Fundo II e São Sebastião foram escolhidas devido a demanda da população.
“Como nós trabalhamos com os jovens nas periferias, identificamos as cidades onde havia uma necessidade grande para levar esse projeto. Ele veio para agregar conhecimento, tirar os jovens da ociosidade e até mesmo ajudar a inseri-los no mercado de trabalho”, define a correalizadora do projeto e diretora presidente do Instituto Rede Solidária, Dilma Imai.
Subsecretário de Difusão e Diversidade da Secec, João Cândido: “O objetivo é oferecer não apenas conhecimento teórico, mas também experiências práticas para preparar os alunos para desafios profissionais, incentivando o empreendedorismo e a criatividade”
De acordo com o subsecretário de Difusão e Diversidade da Secec-DF, João Cândido, o projeto será um impulso para os jovens em situação de vulnerabilidade. “O objetivo é oferecer não apenas conhecimento teórico, mas também experiências práticas para preparar os alunos para desafios profissionais, incentivando o empreendedorismo e a criatividade”, explica.
Início das aulas
As aulas começam em 15 de janeiro em Ceilândia, onde ocorrem até 9 de fevereiro. Em seguida, o projeto segue para o Riacho Fundo II (de 19 de fevereiro a 15 de março) passando pela Estrutural (entre 25 de março e 22 de abril) e com encerramento em São Sebastião (de 29 de abril a 24 de maio).
Instrutor Valter Serafim: “O aluno vai aprender várias técnicas que poderão ajudá-lo a conseguir transformar as plataformas digitais em um aliado do dia a dia”
Produtor cultural, músico e formado em marketing digital, Valter Serafim será um dos instrutores. Ele ficará responsável por ministrar o curso de gerenciamento de redes. “O aluno vai aprender várias técnicas que poderão ajudá-lo a conseguir transformar as plataformas digitais em um aliado do dia a dia, seja trazendo uma renda extra ou até mesmo uma oficial para casa”, defende.
As intervenções estéticas invasivas exigem atenção redobrada na escolha do estabelecimento e dos profissionais responsáveis pelo atendimento. Antes de realizar qualquer procedimento, é importante verificar se o local está devidamente licenciado e se o profissional tem habilitação para a atividade.
A morte recente de uma mulher após receber um procedimento injetável em um salão de beleza do Distrito Federal reforça esse cuidado. Durante vistoria realizada no endereço, auditores constataram que o local funcionava sem licença sanitária, não tinha responsável técnico habilitado e não atendia aos critérios exigidos para o manuseio de agulhas e substâncias biológicas.
Diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé ressalta que existe uma confusão recorrente entre serviços de embelezamento e intervenções de saúde. Pela legislação federal, salões de beleza são enquadrados como atividade de médio risco (Cnae 9602-5/01). Isso significa que esses estabelecimentos podem funcionar sem vistoria sanitária prévia para atividades tradicionais, como cortes, penteados, escovas, tinturas e manicure, mas não estão autorizados a realizar procedimentos invasivos.
“A dispensa para serviços básicos não autoriza, sob nenhuma hipótese, práticas invasivas. Salões de beleza não têm infraestrutura sanitária nem autorização legal para manusear agulhas, aplicar injetáveis ou ministrar substâncias”, pontua a diretora.
Segundo Olivé, para oferecer qualquer procedimento com rompimento da barreira cutânea, o estabelecimento deve estar formalmente licenciado como serviço de saúde de alto risco.
Arte: Divulgação
Como checar regularidade e denunciar
Antes de realizar procedimentos estéticos invasivos, o consumidor deve verificar se a clínica de estética possui licenciamento sanitário de alto risco e se o documento está exposto em local visível. Também é importante confirmar a habilitação e o registro do profissional no respectivo conselho de classe.
Fiscalização
As ações fiscalizatórias no setor de estética têm sido ampliadas no Distrito Federal para coibir práticas clandestinas e procedimentos realizados em desacordo com as normas sanitárias.
Em 2025, foram realizadas 1.311 vistorias, que resultaram em 155 interdições, entre totais e parciais, e 957 ampolas de produtos injetáveis irregulares apreendidas. No período, foram registradas 129 manifestações na ouvidoria.
Em 2026, até o momento, foram realizadas 2.655 vistorias, com 125 interdições e a apreensão de 1.524 ampolas irregulares. A ouvidoria recebeu 149 manifestações relacionadas ao tema.
Denuncie
Irregularidades e estabelecimentos suspeitos podem ser denunciados anonimamente à Ouvidoria-Geral do Distrito Federal pelo telefone 162 ou pela plataforma Participa DF. As denúncias podem resultar em inspeções e outras medidas para proteção da saúde da população.
Os participantes da primeira etapa da segunda edição de 2026 do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeiras (Revalida) têm até sábado (19) para comprovar conclusão de curso de graduação em medicina no exterior.
O diploma, certificado ou declaração já pode ser enviado por meio da Página do Participante, no Sistema Revalida, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O prazo final é em 19 de setembro.
Conforme as regras previstas em edital desta edição, os candidatos que não enviarem a documentação exigida, não poderão realizar a inscrição na segunda etapa do exame, mesmo que tenham atingido a nota de corte na prova teórica (60 ou mais pontos).
A segunda etapa do Revalida avalia as habilidades clínicas do candidato graduado no exterior.
Revalida
O Revalida tem o objetivo de verificar se médicos formados no exterior adquiriram os conhecimentos, habilidades e competências necessários para o exercício profissional no Brasil adequados aos princípios e às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
O processo organizado pelos ministérios da Educação e da Saúde serve para dar validade aos diplomas estrangeiros de conclusão da graduação de médicos brasileiros e estrangeiros que desejam atuar no Brasil.
O exame é composto por duas etapas de avaliação, a teórica e a prática. As referências exigidas no Brasil são os atendimentos no contexto de atenção primária, ambulatorial, hospitalar, de urgência, de emergência e comunitária, com base na Diretriz Curricular Nacional do Curso de Medicina, nas normativas associadas e na legislação profissional.
A aprovação no exame atesta que o documento emitido no exterior é compatível com as exigências de formação das universidades brasileiras. A revalidação de diplomas médicos é feita por instituições públicas de educação superior que aderiram ao Revalida.
Hugo Motta: o voto é resultado de um processo construído e aperfeiçoado ao longo do tempo – Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reafirmou a defesa do sistema eleitoral brasileiro e destacou a confiança, a segurança e a transparência das urnas eletrônicas durante a abertura da exposição “O Caminho do Voto”, no Salão Negro do Congresso Nacional, nesta terça-feira (8).
Segundo Motta, o voto é resultado de um processo construído e aperfeiçoado ao longo do tempo. Para ele, o conhecimento sobre o funcionamento do processo eleitoral contribui para fortalecer a confiança nas instituições responsáveis pelas eleições.
“Em 2026, a urna eletrônica completa 30 anos de utilização no Brasil. Desde sua estreia, em 1996, a Justiça Eleitoral desenvolveu sucessivas gerações de equipamentos e aperfeiçoou procedimentos relacionados ao processo de votação e totalização dos resultados”, lembrou.
Hugo Motta também destacou a participação do Poder Legislativo na construção do sistema eleitoral brasileiro. “Foi o Congresso Nacional que estabeleceu as bases jurídicas que permitiram a modernização do processo eleitoral ao longo das últimas três décadas”, disse.
Inteligência Artificial
O presidente da Câmara destacou ainda o avanço da inteligência artificial, que permite a criação e manipulação de fotos, áudios e vídeos. “Precisamos ser vigilantes no combate à desinformação e no aprimoramento da legislação para garantir eleições limpas, com equilíbrio, respeito à liberdade de expressão e regras claras para os participantes do processo eleitoral”, defendeu.
Exposição
Ao se referir à exposição, Motta disse que a iniciativa evidencia um sistema eleitoral construído ao longo de décadas de avanços, aperfeiçoamentos e inovação, com urnas que classificou como seguras, transparentes e confiáveis.
A mostra apresenta as principais etapas do processo eleitoral e os mecanismos que contribuem para a segurança e a transparência das eleições.