Reportagens

Workshop aborda potencialidades e desafios do cultivo de frutas vermelhas no DF

Evento apontou as frutas vermelhas como grande aposta da agricultura no Distrito Federal

 

Berry Day 2024

O cultivo de frutas vermelhas, como açaí, mirtilo e framboesa, está ganhando cada vez mais espaço no Distrito Federal, e o Berry Day – Workshop: Cenários Potenciais das Frutas Vermelhas no DF, realizado nesta terça-feira (3), marcou esse movimento. O evento reuniu produtores rurais, técnicos e especialistas no Parque Granja do Torto (PGT) para discutir as oportunidades e desafios do setor.

Organizado pelo PGT, em parceria com a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e com a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), o workshop integrou a programação da 32ª Expoabra 2024. O evento ofereceu palestras e discussões que abordaram desde as tecnologias de produção até as possibilidades de diversificação e agregação de valor ao cultivo dessas frutas.

 

O Berry Day contou com palestras, conversas e mesas redondas sobre o cultivo das frutas vermelhas no DF | Foto: Divulgação/ Emater-DF

Ao lado do marido e da irmã, a produtora rural Leandra Alvarenga, da região da Rota do Cavalo, em Sobradinho, começou a produzir mirtilo há pouco mais de um ano. Ela foi uma das participantes que contou a experiência com o cultivo e a comercialização da fruta, que também é conhecida como blueberry, e destacou a importância emocional e econômica de retornar às raízes rurais e investir em frutas vermelhas.

“O meio rural tem seus desafios, mas traz uma satisfação enorme, tanto pela memória afetiva quanto pela qualidade de vida que proporciona. Iniciamos nosso projeto com o mirtilo e vimos que, mesmo com o clima desafiador do Cerrado, é possível produzir frutas de alta qualidade aqui”, compartilhou ela durante a rodada de palestras sobre experiências de produtores de referência em frutas vermelhas.

“O Distrito Federal, com localização estratégica, infraestrutura e produtores dedicados, tem um enorme potencial para se tornar um polo na produção dessas frutas”

Rafael Bueno, secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural

Durante a abertura, o secretário de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, Rafael Bueno, destacou que as frutas vermelhas representam uma oportunidade promissora. “Essas frutas são superalimentos com alta demanda global. O Distrito Federal, com localização estratégica, infraestrutura e produtores dedicados, tem um enorme potencial para se tornar um polo na produção dessas frutas”, afirmou Bueno, ressaltando o apoio do governo para o desenvolvimento desse mercado.

 

O evento destacou as vantagens nutricionais e comerciais das frutas vermelhas | Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília

O presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF), Cleison Duval, ressaltou o empenho das instituições em apoiar os produtores. “O cultivo de frutas vermelhas no DF não é apenas uma oportunidade, mas também um desafio que estamos vencendo juntos. Com a união de esforços entre produtores, governo e instituições de pesquisa, o Distrito Federal tem tudo para se tornar uma referência na produção de frutas vermelhas, agregando valor e inovação ao agronegócio local”, disse Duval.

A Emater-DF participou na abertura e também como mediadora no debate sobre tecnologias de produção na fruticultura e nas palestras sobre experiências de produtores de referência em frutas vermelhas. O evento também contou com discussões sobre potencial de produção de frutas vermelhas no DF e na Ride e sobre produtos alternativos para a produção e beneficiamento de frutas.

O Berry Day 2024 destacou também as vantagens nutricionais e comerciais das frutas vermelhas, bem como a importância de investir em novas tecnologias e na organização dos produtores para acessar mercados de alto valor agregado. “A produção de frutas vermelhas pode transformar o Distrito Federal em um polo agrícola de destaque, aproveitando o conhecimento acumulado e as condições favoráveis da nossa região”, afirmou Fernando Cezar Ribeiro, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Distrito Federal (Fape-DF).

Frederico Calazans, técnico responsável pela Rota da Fruticultura na Seagri, reforçou a importância do Berry Day como um espaço de troca de conhecimentos e experiências. “Este dia foi idealizado para discutirmos tecnologias, sistemas de produção e as melhores práticas para o cultivo de frutas vermelhas. A demanda pelo evento foi tão grande que já estamos planejando uma próxima edição em um espaço maior,” anunciou.

*Com informações da Emater-DF

 

 

Continue Lendo
Clique para comentar

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Reportagens

Brasil supera 100 mil escolas públicas com internet gratuita

Programa quer conectar toda rede pública de ensino até 2026

Publicado

em

Por

 

Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil

O Brasil ultrapassou a marca de 100 mil escolas públicas com acesso à internet gratuita e de qualidade para uso pedagógico. Segundo dados atualizados do Indicador Escolas Conectadas (Inec), o país já soma 100.720 instituições conectadas dentro dos parâmetros considerados adequados pelo governo federal.

O avanço faz parte da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), programa coordenado pelos ministérios da Educação e das Comunicações, em parceria com estados e municípios. A meta do governo é conectar todas as 138 mil escolas públicas de educação básica até o fim de 2026.

Crescimento acelerado

O programa registrou forte avanço nos últimos anos. Em 2023, apenas 45,4% das escolas públicas brasileiras tinham acesso à internet considerada adequada. O índice subiu para 57,3% em dezembro de 2024, chegou a 69,7% no fim de 2025 e alcançou 72,9% em abril deste ano.

Em nota, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirmou que o resultado é fruto de um amplo esforço de infraestrutura iniciado em 2023.

“Esse é um momento histórico para a educação e para a inclusão digital do Brasil. Ter mais de 100 mil escolas com acesso gratuito à internet é uma realidade pela qual o governo trabalhou intensamente”, declarou.

Segundo ele, a ampliação da conectividade ajuda a reduzir desigualdades educacionais, especialmente em regiões mais isoladas do país.

“Com essa política transformadora, nossos estudantes terão mais oportunidades de aprendizado e portas abertas para o mercado de trabalho”, acrescentou o ministro.

Uso pedagógico

Além de levar internet às escolas, o programa busca garantir conexão estável e veloz, com redes Wi-Fi adequadas para uso dentro das salas de aula. A proposta é ampliar o acesso a plataformas educacionais, aulas digitais, ferramentas de inovação e capacitação de professores.

Em nota, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que a iniciativa busca garantir igualdade de oportunidades para os estudantes da rede pública.

“A Estratégia Nacional de Escolas Conectadas articula políticas e ações para universalizar o acesso à internet de qualidade e garantir o uso pedagógico da tecnologia em todas as escolas públicas”, afirmou.

Avanço no Norte

O maior crescimento proporcional ocorreu na Região Norte, onde os desafios logísticos historicamente dificultam o acesso à conectividade.

Em dezembro de 2023, apenas 23,6% das escolas da região tinham internet adequada. O índice passou para 36,7% em 2024, chegou a 60,5% em 2025 e atingiu 64,3% em abril deste ano.

Coordenado pelos Ministérios das Comunicações e da Educação, o programa é executado pela da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (EACE).Segundo o governo, a expansão reduziu desigualdades regionais e levou conexão de qualidade a escolas que antes estavam praticamente isoladas digitalmente.

Continue Lendo

Reportagens

Crie-DF já soma quase 20 mil atendimentos em vacinação e mais de 36,5 mil doses aplicadas

Desde dezembro de 2023, serviço especializado da Secretaria de Saúde amplia o acesso à imunização especial para pacientes com condições específicas

Publicado

em

Por

 

Por

Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

Jorge Araújo, 61 anos, passou a ter uma rotina de mais cuidados depois que começou a usar medicamentos imunossupressores para tratar a artrite reumatoide, em 2023. “Hoje tenho a artrite controlada. Pego medicamentos na Farmácia de Alto Custo. Só uma caixa do remédio custa entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês. Sem esse apoio, seria um sacrifício muito grande manter o tratamento”, diz o administrador de empresas.

No entanto, com a imunidade reduzida e maior risco de infecções, o morador de Águas Claras encontrou no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais do Distrito Federal (Crie-DF) um apoio que trouxe mais segurança ao tratamento.

“Já tomei vacinas contra hepatites A e B, pneumo, meningite, gripe e influenza, e ainda tenho outras agendadas. Por causa dos remédios imunossupressores, minha imunidade fica mais baixa. As vacinas ajudam a me proteger de infecções e doenças mais graves”, conta.

Mais proteção

O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais, ou seja, doses que não fazem parte do calendário básico de vacinação.

Desde dezembro de 2023, o serviço já realizou quase 20 mil atendimentos presenciais e aplicou mais de 36,5 mil doses. Segundo a responsável técnica substituta do centro, Lethícia Lima, a unidade atende pacientes com condições específicas, como transplantados e pessoas com doenças crônicas.

 

O Crie é um serviço especializado da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) que atende pessoas que precisam de vacinas e imunobiológicos especiais | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

“A principal porta de entrada são as unidades básicas de saúde. O paciente apresenta relatório médico e cartão de vacina, e a equipe do Crie avalia quais doses são necessárias”, explica.

Acesso ampliado

Hoje, o centro funciona no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib). Para ampliar o acesso ao atendimento, a SES-DF implantou, em agosto de 2024, o Crie Virtual. A iniciativa conecta 108 salas de vacinação da rede pública à equipe especializada do hospital.

“O objetivo é facilitar o acesso do usuário. Com o Crie Virtual, conseguimos atender uma pessoa que mora longe e não possui recursos financeiros para ir ao Hmib. Quando a vacina é ofertada perto da residência, ela consegue concluir o calendário vacinal”, explica Lethícia Lima.

Continue Lendo

Reportagens

Audiência pública debate direitos dos estudantes com altas habilidades e superdotação

Aumento de vagas nas salas de recursos da rede pública e qualificação de profissionais estiveram entre as reivindicações

Publicado

em

Por

 

Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promoveu audiência pública, nesta sexta-feira (22), sobre as demandas dos estudantes com altas habilidades e superdotação (AH/SD). A discussão teve a presença de representantes da Secretaria de Educação do DF, do Ministério da Educação, da Universidade de Brasília, da Ordem dos Advogados do Brasil e, principalmente, de mães que clamaram por mais suporte ao desenvolvimento de seus filhos.

>> Confira mais imagens da audiência

Dói perceber a falta de apoio, de compreensão e de preparo da sociedade e até das instituições para acolher esses jovens, além do rótulo da inteligência. Porque superdotação não é apenas o desempenho: é também intensidade emocional, conflitos internos e uma solidão difícil de explicar”, disse Silvia Lustosa, mãe de uma filha com AH/SD e um filho em processo de diagnóstico.

A audiência pública abordou a necessidade de aprimoramento de políticas para esse público, em especial o aumento do número de vagas para Atendimento Educacional Especializado (AEE) na rede pública de ensino. No DF, há filas de espera para esse tipo de atendimento, que é ofertado uma vez por semana no contraturno, geralmente nas salas de recursos das escolas. O serviço é voltado não apenas para alunos com AH/SD, mas também para estudantes com deficiências.

Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF

Apesar de não suprir a demanda, participantes da audiência apontaram que a rede pública está à frente da rede privada de ensino, que muitas vezes não oferta qualquer tipo de suporte educacional para estudantes com AH/SD. Atualmente, 10% das matrículas para atendimento especializado nas escolas públicas são disponibilizadas para alunos da rede privada.

Nesse ponto, o deputado distrital Fábio Felix (PSOL), propositor da audiência, defendeu a cobrança de responsabilidade das escolas privadas, sem eximir o papel do Estado. “Os estudantes da educação privada têm direito ao atendimento, em suas especificidades, na educação pública. Nós podemos lutar para pressionar a responsabilização da educação privada, mas não podemos nos desresponsabilizar. Se a escola privada não cumprir esse processo, a educação pública sempre tem que estar de braços abertos, é um direito universal no Brasil”, afirmou o deputado, que é presidente da Frente Parlamentar em Defesa e Promoção da Educação Inclusiva nas Redes Públicas de Ensino do Distrito Federal.

Outra demanda apresentada na audiência foi pela qualificação permanente de profissionais da educação e da saúde, aumentando a capacidade de diagnóstico precoce e de acolhimento a pessoas com AH/SD. A audiência completa, com todos os pontos abordados, pode ser acessada no YouTube da TV Câmara Distrital.

Ana Teresa Malta – Agência CLDF

Continue Lendo

Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010