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MINA EM BRASÍLIA
A Capital está prestes a ganhar o Memorial Internacional da Água
O mês de outubro chega com a esperança das chuvas. E vem com uma notícia alvissareira: Brasília está prestes a ganhar uma MINA cultural: O Memorial Internacional da Água. O projeto do museu é antigo, feito pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Conheça o local escolhido para sua construção, à beira do Lago Paranoá, ao lado do Museu de Arte de Brasília e da Concha Acústica.

O Memorial Internacional da Água é um projeto de Oscar Niemeyer e já terreno escolhido para sua construção. Ao lado do Museu de Arte Moderna e da Concha Acústica, no lado norte da cidade.
Muitas águas rolaram desde o ano 2000. O projeto de Niemeyer passou da Caesb para a ADASA, foi atualizado e o presidente da entidade, Raimundo Ribeiro, já colocou o tema em reunião de diretoria. Ribeiro conseguiu na Terracap até o terreno para sua construção. Bem ao lado da Concha Acústica, em frente ao Museu de Arte Moderna.
O MINA chega com a intenção de irrigar a consciência brasileira sobre o valor dos recursos hídricos com o objetivo de ser uma instituição sociopedagógica e histórico-cultural, agregado a um núcleo de produção científica.

Para Raimundo Ribeiro, o MINA será uma fonte fantástica de estudos, pesquisas e discussões, mostrando quatro vertentes: O Mundo da Água – a Água e a Civilização – a Água e a Produção de Riqueza – e a Água e o Futuro Sustentável. “Conscientizar e educar a população de uma forma criativa e lúdica para a importância da água como recurso estratégico é um desafio permanente do Estado”.
Durante o lançamento do projeto, o secretário de Cultura e Economia Criativa, Cláudio Abrantes, afirmou: “A cidade é famosa por seus monumentos imponentes e icônicos, e agora busca atrair visitantes para discutir questões hídricas e admirar a arquitetura de Niemeyer, simbolizando a importância da água para a vida. O MINA dá continuidade a esse DNA de Brasília”.
O arquiteto e professor emérito da UnB, José Carlos Coitinho, também saudou a novidade: “É uma bela iniciativa respaldada por um projeto magnífico que traz a forma inconfundível de Niemeyer. Vivemos num momento em que o mundo está enfrentando uma crise hidrográfica e energética. Nos tranquiliza saber que há pessoas pensando nesses debates sobre os recursos hídricos”.
CONCHA ACÚSTICA E MAB
O Museu de Arte Moderna de Brasília – MAB e a Concha Acústica são dois dos espaços culturais mais antigos da cidade. Situados no SHTN, trecho 1, Projeto Orla e polo 3, ambos estão numa área ampla e privilegiada que vai receber agora outro ente cultural: o Memorial Internacional da Água. Ganha a cidade e ganham os turistas.
CONCHA ACÚSTICA E MAB
O Museu de Arte Moderna de Brasília – MAB e a Concha Acústica são dois dos espaços culturais mais antigos da cidade. Situados no SHTN, trecho 1, Projeto Orla e polo 3, ambos estão numa área ampla e privilegiada que vai receber agora outro ente cultural: o Memorial Internacional da Água. Ganha a cidade e ganham os turistas.

O Memorial Internacional da Água – MINA, um projeto deixado por Oscar Niemeyer, tem local determinado para sua construção: entre o Museu de Arte Moderna e a Concha Acústica.

CONCHA ACÚSTICA – A Concha Acústica está localizada às margens do Lago Paranoá, tem capacidade para abrigar 5 mil pessoas, conta com 200 bancos de concreto e possui uma área de 29.750 metros quadrados e área construída de 8.435 metros quadrados dedicada a apresentações artísticas ao ar livre.
Possui ainda uma concha de 42 metros de comprimento e 5 metros de altura na parte mais elevada, além de dependências para bilheteria, camarins, banheiros, além de estacionamento público. Foi construído no período pioneiro da capital, seguindo os padrões da arquitetura moderna, com volumetria e predominância de vãos livres. O prédio abrigou, inicialmente, o Clube das Forças Armadas e, anos depois, o Casarão do Samba.
MUSEU DE ARTE MODERNA – O MAB consolidou-se como espaço de formação e informação, adequando-se à função museológica, aperfeiçoando suas ações, na compreensão de que é um bem cultural imprescindível para a cidade. Neste entendimento, a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa tem empreendido esforços para garantir condições que reúnam conforto, segurança e acessibilidade ao local.
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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ
O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.
No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.
Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…) formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.
Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.
Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.
DESCRIÇÃO COMPLETA
Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:
“Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”
Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.
MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO
“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.
Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo, a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO
Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.
Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.
Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.
SAIBA MAIS
Veja duas outras matérias:
1) O batismo e a
cronologia da criação e urbanização.
2) Como o modelo de gestão participativa levou
o município de Maringá a bater recordes
de competitividade e de sustentabilidade.

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