Reportagens
Inovatec 2024: maior encontro de inovação em saúde do Centro-Oeste será neste mês, em Brasília
O evento, no Ulysses Centro de Convenções, traz especialistas globais em inovação para discutir o futuro da saúde, com feira de inovação, minicursos e parte da programação gratuita para a comunidade
De 22 a 24 de novembro, o V Encontro Internacional de Inovação em Saúde, o Inovatec 2024, retorna ao Ulysses Centro de Convenções, em Brasília, para discutir as mais recentes inovações na área de saúde e tecnologia. Durante três dias, o evento reunirá alguns dos principais especialistas nacionais e internacionais para discutir temas como bioeconomia, sustentabilidade, inteligência artificial, neurociência e novas terapias.
Desde 2018, o evento é pioneiro no Centro-Oeste, reunindo profissionais, pesquisadores e estudantes com o objetivo de fomentar o ecossistema de saúde e inovação e estimular o debate sobre práticas sustentáveis, bioeconomia e inteligência artificial. Este ano, o Inovatec deve receber um público ainda maior, com palestras, exposições tecnológicas e eventos de capacitação voltados a todas as áreas da saúde.
Entre os palestrantes, um dos destaques será a farmacêutica Janete Vaz, cofundadora do Grupo Sabin, que abrirá a programação abordando o tema “Empreendedorismo feminino na saúde”. O dr. Nuno Santos, do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, falará sobre nanotecnologia e terapias avançadas, com foco no tratamento de AVC, enquanto Roberto Figueiredo, popularmente conhecido como Dr. Bactéria, abordará práticas de prevenção em saúde e comandará um podcast ao vivo.
Além das palestras e painéis, o Inovatec oferecerá minicursos técnico-científicos que abordarão áreas cruciais como nanotecnologia, estética avançada e saúde mental. Esses minicursos têm vagas limitadas e garantem certificação. A programação incluirá, ainda, um coquetel de abertura, coffee breaks e atrações culturais, como uma exposição de arte e ciência que celebra artistas brasileiros.
Feira de Inovação e Health Tech Day
A III Feira de Inovação do DF e a Vila Tech Brasília será uma oportunidade para o público conhecer tecnologias e serviços de empresas e startups dentro do Inovatec 2024. Estarão presentes expositores como Sebrae Nacional, Escola Galois, Grupo Monte Vida e Panebrás. Já o Health Tech Day contará com apresentações de empresas de base tecnológica focadas em gestão, marketing em saúde e inteligência artificial, com premiações para os empreendimentos mais inovadores.
Participação e inscrições
O evento é voltado para estudantes e profissionais de áreas como medicina, biomedicina, farmácia, fisioterapia, psicologia e engenharia, mas também é aberto a todos os interessados da comunidade. Ingressos variam de gratuitos a pacotes completos com acesso às palestras, certificação e workshops práticos. As inscrições podem ser feitas até 20 de novembro no site oficial do Inovatec, onde também é possível conferir a programação completa.
Sobre o Inovatec
Realizado pelo Instituto Amigos do Futuro e promovido pela People&Science Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), o INOVATEC conta com apoio de instituições como Senado Federal, Correios e Telégrafos, Sociedade de Hotelaria Hospitalar e Facilities do DF, Conselhos Regional e Federal de Farmácia entre outros.
Serviço
V Encontro Internacional de Inovação em Saúde – Inovatec 2024
Data: 22 a 24 de novembro
Local: Ala Oeste do Ulysses Centro de Convenções, Brasília
Ingressos: disponíveis em Link – de entrada gratuita a pacotes completos
Programação:
Palco INOVATEC – Auditório Planalto do Ulysses Centro de Convenções.
IV Jornada de hotelaria hospitalar e facilities
22 a 23 de novembro
Sexta-feira (22/11)
13h00 – Abertura da Feira de Tecnologia
14h – Simpósio Hospitalar e Facilities
14h20 – Palestra “O mundo da tecnologia nas práticas hospitalares”, com Marcius Wada
15h – Palestra “Os avanços da tecnologia na higienização do Hospital Rede Sarah”, com Bianca Guidi
15h50 – Palestra “Os impactos no uso da tecnologia em Hotelaria e Facilities Hospitalar”, com Marcos Paulo Barbosa
16h40 – Palestra “Como a alta gestão tem se preparado para a tecnologia e inovação”, com Flávia Favero
17h – Mesa redonda e encerramento, com Flávia Favero, Marcelo Boeger, Dr. Deivson Mundim, Dr. Marcus Paulo e Glenda Negreiros
18 h – ABERTURA OFICIAL
Sábado (23/11)
9h – Palestra de abertura “Nanoteranóstico: O contributo da nanomedicina na inovação diagnóstica e otimização em radioterapia”, com Dr. Ruben Fernandes, professor catedrático na Faculdade de Medicina Fernando Pessoa e coordenador do Centro de Ciências Biomédicas e da Saúde, com moderação de Dr. Nuno Santos
9h30 – Mesa redonda “Inovações em terapêutica e diagnóstica”
Temas:
“New drugs pathways in clinical trials of erectile function and prospectives”, com Dr. Simon Gabriel Comerma Steffensen, pesquisador da Aarhus University (Dinamarca), Initiator Pharma A/S e Professor da Universidade da Venezuela – moderador da mesa
“Avanços e inovações em saúde viabilizados pela autocoleta de microamostras de Sangue e pele”, com Graciele Gomes, farmacêutica especialista em hemoterapia, especialista de produtos na empresa Allcrom
“Pioneering a New Era in Biomedical Research: Exploring 3D Biology Solutions”, com Dr. Penny Tavormina, cientista de Aplicação e Gerente de Distribuição para a América Latina da Molecular Devices
10h30 – Coffee break interativo
11h – Ciclo de palestras em inovação terapêutica – “Reprodução assistida: Crioconservação, inovações e impacto na fertilidade”, com Médica Esp. Dra. Natália Valadares, da Clínica Genesis e do Hospital Regional da Asa Norte; e Dr. Carolyn Cummins, Professor and Associate Scientific Director of the Next Generation Precision Medicine Initiative (PRiME), an institutional strategic initiative at the University of Toronto – moderação do prof. Luiz Romeiro (NMT, Medicina Tropical, UnB)
12h – Almoço
14h – Mesa redonda “Inovações em Bioeconomia e Biotecnologia”, moderada por Dr. João Paulo Longo (Glia Innovation)
Temas:
“Bioeconomia: Cenário e Desafio para os próximos 10 anos”, com dr. João Paulo Longo, professor Instituto Biologia (IB), UnB e Sócio fundador da Glia Innovation
“Inovando em Saúde no Brasil a partir da Biodiversidade”, com dr. Spartaco Astolfi Filho, conselheiro de Inovação da Cristália; Professor da UFAM
“‘The Brigde’ – A ponte entre a academia e a indústria”, com Dr. Peter Eaton, Instrument Scientist at The Bridge, University of Lincoln, UK
15h30 – Coffee break interativo
16h – Mesa redonda “ Inovações disruptivas em educação e saúde”, moderada por dra. Andreanne Gomes Vasconcelos (CEO da People&Science)
Temas:
“A contribuição das instituições de ensino e pesquisa em programas de inovação no Brasil”, com dr. Norberto Lopes, membro Titular da Academia Brasileira de Ciências e professor titular da USP
“Sustentabilidade na Educação: Estratégias para um Desenvolvimento Responsável”, com esp. Dulcinéia Marques, bióloga e Fundadora do Colégio Galois
“A tecnologia na avaliação do movimento: da criança ao idoso”, com dr. Ana Rita Matias, professora da Universidade de Évora-UÉ, Portugal
17h30 – Conferência de encerramento: “Café na Calça – Aproveitem as oportunidades” com Dr. Bactéria”, Roberto Martins Figueiredo, Biomédico e Diretor Técnico da MICROBIOTECNICA – moderação por dra. Andreanne Gomes Vasconcelos (CEO da People&Science)
18h30 – Coffee break com apresentação musical
19h30 – Encerramento das atividades do palco
Domingo (24/11)
9h – Apresentações de e-posters e apresentações orais, pela Comissão Científica do V Inovatec
12h – Almoço
14h – Mesa redonda “Inovações em saúde pública”, moderada por Dr. Rodrigo Gurgel
Temas:
“Novas tecnologias para controle de Aedes aegypti”, com Dr. Rodrigo Gurgel, professor da Faculdade de Medicina (UnB)
“Teste de biópsia liquida para o manejo de pacientes com câncer colorretal no SUS”, com Dr. Fábio Pitella pesquisador no Cancer Precision Medicine Center da Fundação Japonsesa de Pesquisa sobre o Câncer (JFCR), Japão. Professor Faculdade de Saúde (UnB)
“Desafios e inovações no combate às doenças parasitárias: Rumo a novas abordagens terapêuticas”, com Dr. Josué de Moraes, membro Titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP); Professor da Universidade de Guarulhos/SP
15h30 – Coffee break
16h – Mesa redonda “Inovações em Biomedicina”, moderada por Dra. Aline Kelen
Temas:
“Bioeconomia circular no desenvolvimento de bioprodutos”, com M.Sc. Raimundo Lira, biomédico (PUC-GO) e Mestre em Biologia (UFG). CEO da BioUs e pesquisador colaborador da Haplogenics Corporation (Texas, EUA)
“Estética avançada: A transformação dos profissionais da saúde”, com M.Sc. Ana Paula Puga, “Mãe da Biomedicina Estética”; Diretora geral e sócia-proprietária da Instituição de Ensino Superior Nepuga/FAPUGA;Coordenadora do programa de Pós-Graduação em Estética
“Tecnologias disruptivas e AI em saúde”, com M.Sc. Karin Kieling, especialista em super resolução pela Feinberg/Northwestern de Medicina (Univ. de Chicago); Biolab/Nikon Brasil
17h30 – Conferências de encerramento, moderadas por Dr. José Roberto Leite
Temas:
“A medicina do amanhã”, com M.Sc. Raul Canal, presidente da ANADEM (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética); Advogado; Mestre em medicina regenerativa (UNIFESP); Doutorando em odontologia legal pela São Leopoldo Mandic com parceria pela Universidade Estadual da Flórida
“Do diagnóstico à medalha paralímpica, história de Giovanna Boscolo”, com B.Sc. Giovanna Boscolo, biomédica; Atleta do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. Brasileira de Ginástica Aeróbica Esportiva. Em 2018, foi diagnosticada com Ataxia de Friedreich. Medalhista olímpica dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 no lançamento de club
18h30 – Premiação dos trabalhos e das empresas inovadoras (Prêmio Mantevida INOVATEC de Inovação) e encerramento
19h – Coffe break de encerramento com apresentação musical banda: Bordoada, Estilo Rock
Vila Tech Brasília / Health Tech Day
23 de novembro
9h – Apresentação da Health Tech Day e banca de avaliação do Prêmio ManteVida INOVATEC 2024
Inovação e saúde: Como desenvolver um plano de negócios que atraia investidores
Esp. Cícero Yamazaki (CEO da CYX Plano de Negócios).
9h20 – Solução inteligente na saúde de Taiwan
Esp. Peggy Lin (Gerente de projeto do setor médico/hospitalar do Taiwan Trade Center).
9h40 – Como encontrar parceiros em Taiwan
Esp. Sandra Shih
Diretora da Taiwan Trade Center, Brasil.
10h – Coragem para empreender: Transforme medos em oportunidades
Dr. João Campos (Médico oncologista, CEO e fundador do Grupo Nobys Medical).
10h20 – Coffee break interativo
10h40 – Inovação e transformação digital
M.Sc. Mayanna Darck de Lyra (CEO da ICA Banck e ICA Mais Saúde).
11h – Saúde e bem-estar como diferenciais competitivos
B.Sc. Henrique Santos (COO/Diretor de Operações da Zelo Digital).
11h20 – Prospecção de pacientes sem plano de saúde – Via Consultas
Esp. Jeferson Calderaro (Farmacêutico bioquímico-clínico militar, CEO da Via Consultas).
11h40 – Nutrição Antiaging: Potencializando os Resultados dos Tratamentos Estéticos
Esp. Josimara Paiva (Nutricionista e Biomédica, CEO do Instituto JP)
12h – Tecnologia ao serviço da Vida: Aprimorando a autonomia e bem-estar do deficiente visual e paciente
B.Sc. Marcelo Giordano (Graduação em Relações Públicas, Diretor de Marketing Stela System).
12h20 – Almoço
14h – O caminho para a saúde de forma sustentável
Esp. Ygor Nunes (Graduação em Gestão Ambiental, CEO da PharmaHelp e Coordenador Comercial na área de tecnologia na Mundo Digital Tech em Brasília.)
14h20 – A Era da Experiência do Paciente
Esp. Macleure dos Santos (Bacharel em Administração, Fundador e CEO da startup Korax).
14h40 – Prevenção e gestão de saúde com IA
B.Sc. Luiz Vaz (Bacharel em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, CEO da Cliv Tecnologia).
15h – A Jornada do Acadêmico ao Empreendedorismo: da Universidade a startup e vice-versa
Dra. Camila Machado (Mestre e Doutora pela em genética e biologia molecular; CEO da i.rad.Particles).
15h20 – Inovações para o mercado inclusivo
B.Sc. Elisângela de Sousa Almeida (Coordenadora geral da associação dos amigos e familires da pessoa com autismo – PRISMA).
15h40 – POSTERIZE – Gerador automático de pôsteres e gestão de eventos científicos.
Dra. Karen Rapp Py Daniel (Doutora em Biologia animal e Diretora de operações da empresa BioDev Soluções Tecnológicas).
16h – Coffee break interativo
16h20 – Vitae – Inovações em Saúde
M.Sc. Bruno Soares Rabelo (Engenheiro Mecânico e CEO da Via Soluções em Engenharia).
16h40 – Neurociência e Tecnologia: Inovando a Saúde Mental com Hipnose e Inteligência Artificial.
Esp. Guilherme Alcântara (AlivIA APP CEO/Co-Founder, Mind Agency CEO/Founder, Amazônia Venture Builder (Sócio-investidor).
17h – A importância da aderência à norma ABNT NBR IEC 60601 durante o desenvolvimento de equipamentos eletromédicos.
Dr, Geovany Araujo Borges (Doutor em Systèmes Automatiques et Microélectroniques pela Université Montpellier II, Coordenador do Laboratório de Ensaios de Equipamentos e Sistemas Eletromédicos (LENSE), O LENSE foi acreditado em 2022 pelo CGCRE/Inmetro como organismo de avaliação de conformidade)
17h20 – Marketing Médico – Dicas e o que pode e não pode na nova resolução do CFM
André Augusto Ferreira (Diretor de Marketing do Grupo ManteVida)
Banca examinadora
Fabiane Alves Crispim (Mulheres do Brasil Algarve/Évora; Presidente do IIBPR – Instituto Ítalo-brasileiro de Psicologia da Relação).
M. Sc. Johann Alves Bischof (Gerente administrativo financeiro da Embaixada da Suíça).
Maria Cláudia Nunes Pinheiro (Consultora de Tecnologia e Inovação, SESI, Rede FIBRA).
Vila Tech Brasília / Sessão Saúde e Bem-Estar
14h – Sessão de abertura: Bioética para quê/quem? – M.Sc. Andrey Araújo (Professor Instituto de Ensino Superior CONAMAD (IESCON).
14h20 – Projeto Albatroz: Uso de Drones no Combate à Dengue e Malária no Brasil
M.Sc. Geovanio Oitaiã (Secretário Nacional de Políticas para Monitoramento e Segurança no Campo pela CONAFER).
14h40 – Felicidade e Inovação
Esp. Pablinne Ferreira Duarte (Psicóloga com atuação no setor de Saúde, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho em empresa de grande porte, Serviço Social na Indústria, SESI DF).
B.Sc. Romerito Carneiro de Lima (Pedagogo com atuação em educação e saúde e palestrante SESI-Saúde FIBRA, Federação das Indústrias do DF).
15h20 – Neurociência espiritualidade e fenomenologia no TEA
M.Sc. Jayanna Rackell de Moura Soares (Terapeuta transpessoal e neurocientista, Graduada em Direito, Mestrado em Direito Internacional e especialização em Psicologia Transpessoal. Fundadora do Centro de Desenvolvimento Pessoal “Esperando o Alvorecer” e colaboradora da Associação PRISMA).
15h40 – Sempre-Vivas (Nymphographia: Arte e Botânica).
Chriss Cass (Artista e expositor da exposição Arte e Ciência do INOVATEC). A palestra Sempre-Vivas tem o propósito suscitar as reflexões sobre as potências das formas de vida vegetal para estimular a criação de peças criativas, que possam preservar tanto características da forma, quanto da coloração das plantas.

Reportagens
Análise técnica do Congresso diverge de parte dos vetos à Lei Orçamentária
Nota das Consultorias de Orçamento subsidia análise do Congresso (ao fundo) sobre vetos do Planalto (em 1º plano)
Leonardo Sá/Agência Senado
Uma nota técnica divulgada pelas Consultorias de Orçamento do Senado e da Câmara dos Deputados questiona parte dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Orçamento de 2026. A contestação abrange quatro dispositivos vetados que somam R$ 119,7 milhões em emendas parlamentares.
A análise dos consultores não tem caráter decisório, mas busca oferecer subsídios técnicos para que senadores e deputados possam avaliar, de forma qualificada, a manutenção ou a rejeição dos vetos presidenciais pelo Congresso.
A Lei Orçamentária de 2026 (Lei 15.346) foi sancionada na quarta-feira (14) com vetos do Poder Executivo a 22 dispositivos incluídos no texto por senadores e deputados. No total, os pontos vetados somam R$ 393,7 milhões em emendas.
Segundo a nota técnica, as razões apresentadas pelo Palácio do Planalto para justificar quatro dos vetos “não são pertinentes” do ponto de vista técnico e jurídico.
Um exemplo é o dispositivo que destinava R$ 30,4 milhões a projetos de agricultura irrigada no Nordeste. Segundo a análise, o veto pode gerar o descumprimento de uma regra constitucional que determina a aplicação mínima de 50% dos recursos de irrigação na região.
Outros dois vetos questionados na nota técnica liberavam R$ 89,1 milhões em emendas parlamentares para as áreas de atenção hospitalar e atenção primária à saúde. Segundo o Poder Executivo, as programações seriam “usualmente destinadas a acomodar emendas que teriam destinação específica estabelecida pelos parlamentares”.
De acordo com as consultorias, o argumento “não é cabível”. “As dotações classificadas com o identificador RP 2 [de livre execução pelo Executivo] não são passíveis de indicação, para execução orçamentária, pelos parlamentares. Assim, entende-se que não há pertinência das razões de veto apresentadas pelo Poder Executivo”, pontua o documento.
O último veto considerado não pertinente pelos consultores trata de recursos para a implantação da Escola de Sargentos do Exército em Recife. A programação previa R$ 100 mil.
Pontos convergentes
A nota técnica considera pertinentes os argumentos do Poder Executivo para os outros 18 pontos vetados. Segundo o Palácio do Planalto, a inclusão das programações contraria a Lei Complementar 210, de 2024. Segundo a norma, as mudanças propostas pelos parlamentares no Orçamento precisam observar, cumulativamente, três critérios:
- incidir sobre despesas não identificadas;
- ser de interesse nacional; e
- não ter destinatário específico.
Alguns pontos vetados destinavam recursos para ações de saúde em estados específicos, obras rodoviárias com localização definida e investimentos incluídos por emendas de bancadas e comissões, sem previsão no projeto original do Orçamento.
Um dos trechos vetados reservava R$ 7,5 milhões para a Universidade Federal do Delta do Parnaíba, no Piauí. Outros exemplos são dotações assistência hospitalar e ambulatorial nos estados de Amapá, Tocantins, Ceará, Paraíba, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Reportagens
Projeto Ciência na Estrada leva experiências científicas a 12 regiões do DF
A programação inclui atividades práticas, exposições e ações educativas voltadas a diferentes faixas etárias
Agência Brasília* | Edição: Chico Neto
Sucesso em 2005, quando reuniu mais de 55 mil participantes em suas edições, o projeto Ciência na Estrada, iniciativa da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) junto ao Instituto de Gestão e Execução de Projetos (Igepex), segue reforçando a popularização científica em diversas regiões da capital. Neste ano, serão promovidas ações em 12 regiões administrativas, com encerramento previsto no Planetário de Brasília (Plano Piloto).
“Vamos aproximar crianças, jovens e adultos de temas como tecnologia, astronomia, pesquisa científica e tudo que envolva inovação”, afirma o titular da Secti-DF, Rafael Vitorino. “Ao imergir nesse mundo, o conhecimento se amplia, e há uma maior valorização da ciência como ferramenta social de transformação.”
O formato itinerante faz uso de recursos tecnológicos que tornam o aprendizado mais acessível e envolvente. Um dos principais atrativos é o ônibus Ciência na Estrada, uma estrutura com ambientação futurista que simula uma nave espacial, equipada com realidade virtual 360 graus, jogos digitais e conteúdos educativos interativos.
Entre as atrações, destaca-se o projeto Einstein Júnior, iniciativa voltada ao público infantil que promove contato com conceitos científicos por meio de experimentos, oficinas e mediação educativa, complementando as experiências tecnológicas oferecidas pelo projeto.
Para participar, basta acessar a plataforma Sympla e retirar os ingressos gratuitamente conforme as datas escolhidas.
Confira, abaixo, o calendário com os locais de datas para o Ciência na Estrada 2026.
⇒ Ceilândia: 21 a 25 deste mês
⇒ Paranoá: 18 a 22 de fevereiro
⇒ Samambaia: 18 a 22 de março
⇒ Cruzeiro: 22 a 26 de abril
⇒ Estrutural (SCIA), SIA e Guará: 20 a 24 de maio
⇒ Santa Maria: 17 a 21 de junho
⇒ Vicente Pires: 22 a 26 de julho
⇒ Brazlândia: 26 a 30 de agosto
⇒ Arapoanga: 23 a 27 de setembro
⇒ Gama: outubro
⇒ Riacho Fundo: novembro
⇒ Planetário de Brasília (encerramento): dezembro.
*Com informações da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
Reportagens
Atual sucesso do cinema nacional reflete anos de investimento no setor
Para presidente da RioFilme políticas de Estado foram importantes
Anna Karina de Carvalho – repórter da Agência Brasil
O cinema brasileiro atravessa um de seus períodos mais visíveis e simbólicos no cenário internacional, impulsionado por uma combinação de políticas públicas, continuidade institucional e reconhecimento em grandes festivais. Para especialistas do setor, o atual momento, marcado por prêmios, presença em vitrines globais e renovação de talentos, não é fruto do acaso, mas resultado de décadas de investimento e construção de uma política de Estado para o audiovisual.

A avaliação é do presidente da RioFilme, Leonardo Edde, que destaca a importância de transformar o bom momento em um ciclo duradouro.
“O momento do cinema brasileiro é realmente fantástico. É um momentum, como outros que já tivemos ao longo das décadas, sempre com altos e baixos. O que a gente tenta agora é que esse momentum seja o mais extenso possível”, afirmou.
Segundo ele, a recente sequência de destaques ─ que vai de produções consagradas no Oscar e no Globo de Ouro a filmes selecionados em Cannes e, agora, no Festival de Berlim ─ revela a diversidade regional e criativa do país.
“Você tem o Rio, com Ainda Estou Aqui, Pernambuco, com O Agente Secreto, e agora o Brasil chegando a Berlim com projetos de jovens cineastas. É São Paulo, é diversidade, é o Brasil aparecendo”, disse.
Para Leonardo Edde, a chave para sustentar esse crescimento está na continuidade das políticas públicas.
“O que a gente está estruturando é uma política pública perene, com ciclos longos, sem interrupções como vimos em outros momentos da história”.
“Se não houver interrupção, o cinema brasileiro vai estar sempre em alta, porque a gente tem realizadores, artistas, produtores e empresas incríveis”, afirmou.
Ele lembra que o reconhecimento internacional dialoga diretamente com a economia criativa e outros setores. “Isso anda junto com turismo, PIB, indústria. O audiovisual é indústria.”
Na avaliação do presidente da RioFilme, o Brasil avança no caminho de uma indústria audiovisual mais sólida, mas ainda enfrenta desafios estruturais.
“A gente está numa crescente. O Brasil é a bola da vez, mas precisa ser a bola da vez com mais recorrência. Temos um mercado interno forte, mas precisamos nos internacionalizar mais”, disse.
Leonardo Edde reforça também que o papel do poder público vai além do financiamento da produção. “Não é só fomento. É distribuição, promoção e salas de cinema. A sala ainda é o ambiente mais nobre para o filme, e é nossa responsabilidade cuidar desse ecossistema.”
Políticas de incentivo
Nesse sentido, políticas públicas como o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e a Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet, cumprem papéis complementares: a Rouanet estabelece segmentos específicos que podem receber apoio por meio de incentivo fiscal, como produções audiovisuais de curta e média-metragem e a construção e manutenção de salas de cinema, enquanto os longas-metragens recorrem majoritariamente ao FSA.
No caso de O Agente Secreto e Ainda Estou Aqui, as obras premiadas não utilizaram recursos da Rouanet, já que a lei não financia longas.
Em declarações recentes, em janeiro de 2026, Wagner Moura defendeu enfaticamente a Lei Rouanet e outros mecanismos de fomento, reagindo a críticas e desinformação sobre o tema, ao afirmar:
“Eu não posso explicar a Lei Rouanet para quem ainda não assimilou a Lei Áurea”, sugerindo que a resistência às políticas culturais reflete uma incompreensão histórica sobre o papel do Estado.
Já o FSA, administrado pela ANCINE, é hoje um dos principais instrumentos do setor, investindo em todas as etapas da cadeia produtiva: que vai do desenvolvimento à distribuição e sendo amplamente utilizado por grande parte dos longas-metragens brasileiros de maior repercussão.
Desafio de atrair o público
Para a crítica de cinema Flávia Guerra, o atual reconhecimento do cinema brasileiro, impulsionado por títulos como O Agente Secreto, tem um impacto que vai além da bilheteria imediata.
“Toda vez que a gente vive uma boa fase como essa, iniciada no ano passado e que continua agora, é importante lembrar que isso é fruto de décadas de trabalho e de política pública de Estado para o audiovisual”, afirmou.
Flávia pondera que o prestígio internacional não se converte automaticamente em público nas salas, um desafio ampliado pela pandemia e pelo avanço do streaming.
“Ainda enfrentamos dificuldades para levar os filmes brasileiros ao cinema, para conquistar o público e para se manter em cartaz. Mas há um ganho imenso de prestígio. O público começa a ver o filme brasileiro como algo natural no multiplex.”
Nesse contexto, ela destaca a fala de Kleber Mendonça Filho no Globo de Ouro, dirigida especialmente aos jovens.
“Esse clima de ‘Copa do Mundo’ da cultura é muito importante. Assim como no esporte ou na música, ver nossos artistas lá fora inspira jovens a enxergar o audiovisual como profissão, como carreira possível”, disse o diretor.
Para a crítica, a mensagem de Kleber dialoga com um momento global de crise, mas também de oportunidade. “Não desistam do audiovisual. Ele emprega uma cadeia inteira, do motorista da van ao catering, da pousada ao mercadinho. É indústria. A Coreia do Sul está dando aula nesse sentido há anos.”
Berlim e a nova geração
A presença brasileira no Festival de Berlim 2026 se consolida com produções selecionadas em diferentes mostras: Feito Pipa (Gugu’s World), de Allan Deberton, integra a Generation Kplus; Papaya, de Priscilla Kellen, primeiro longa brasileiro de animação selecionado na história do festival, também está na Generation Kplus; A Fabulosa Máquina do Tempo, documentário de Eliza Capai, completa a presença brasileira na mesma mostra; e Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira, foi escolhido para a mostra Panorama, uma das vitrines centrais da Berlinale.
Para Flávia Guerra, o destaque de filmes de jovens cineastas em Berlim exemplifica o efeito positivo da atual fase. “Ver filmes brasileiros ocupando esses espaços é fundamental para garantir continuidade. Não é ser o país de um filme só, mas de uma cinematografia.”
Ela cita ainda a força de obras que dialogam com o público jovem e com temas históricos sob novas abordagens.
“São filmes de gênero, filmes de época, que falam de assuntos muito atuais. Isso cria diálogo com o público e amplia o alcance do nosso cinema.”
Para os especialistas, o desafio agora é transformar reconhecimento em política duradoura e presença constante nas salas e nos festivais. “Quando um filme como O Agente Secreto abre a cabeça do público internacional, ele leva todo o cinema brasileiro junto”, resume Flávia Guerra.
“As indicações e prêmios dependem de muitos fatores, mas o mais importante é garantir que o Brasil seja reconhecido não por um título isolado, e sim por uma cinematografia diversa, contínua e viva.”
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