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Inovatec 2024: maior encontro de inovação em saúde do Centro-Oeste será neste mês, em Brasília

O evento, no Ulysses Centro de Convenções, traz especialistas globais em inovação para discutir o futuro da saúde, com feira de inovação, minicursos e parte da programação gratuita para a comunidade

De 22 a 24 de novembro, o V Encontro Internacional de Inovação em Saúde, o Inovatec 2024, retorna ao Ulysses Centro de Convenções, em Brasília, para discutir as mais recentes inovações na área de saúde e tecnologia. Durante três dias, o evento reunirá alguns dos principais especialistas nacionais e internacionais para discutir temas como bioeconomia, sustentabilidade, inteligência artificial, neurociência e novas terapias.

Desde 2018, o evento é pioneiro no Centro-Oeste, reunindo profissionais, pesquisadores e estudantes com o objetivo de fomentar o ecossistema de saúde e inovação e estimular o debate sobre práticas sustentáveis, bioeconomia e inteligência artificial. Este ano, o Inovatec deve receber um público ainda maior, com palestras, exposições tecnológicas e eventos de capacitação voltados a todas as áreas da saúde.

Entre os palestrantes, um dos destaques será a farmacêutica Janete Vaz, cofundadora do Grupo Sabin, que abrirá a programação abordando o tema “Empreendedorismo feminino na saúde”. O dr. Nuno Santos, do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, falará sobre nanotecnologia e terapias avançadas, com foco no tratamento de AVC, enquanto Roberto Figueiredo, popularmente conhecido como Dr. Bactéria, abordará práticas de prevenção em saúde e comandará um podcast ao vivo.

Além das palestras e painéis, o Inovatec oferecerá minicursos técnico-científicos que abordarão áreas cruciais como nanotecnologia, estética avançada e saúde mental. Esses minicursos têm vagas limitadas e garantem certificação. A programação incluirá, ainda, um coquetel de abertura, coffee breaks e atrações culturais, como uma exposição de arte e ciência que celebra artistas brasileiros.

Feira de Inovação e Health Tech Day

A III Feira de Inovação do DF e a Vila Tech Brasília será uma oportunidade para o público conhecer tecnologias e serviços de empresas e startups dentro do Inovatec 2024. Estarão presentes expositores como Sebrae Nacional, Escola Galois, Grupo Monte Vida e Panebrás. Já o Health Tech Day contará com apresentações de empresas de base tecnológica focadas em gestão, marketing em saúde e inteligência artificial, com premiações para os empreendimentos mais inovadores.

Participação e inscrições

O evento é voltado para estudantes e profissionais de áreas como medicina, biomedicina, farmácia, fisioterapia, psicologia e engenharia, mas também é aberto a todos os interessados da comunidade. Ingressos variam de gratuitos a pacotes completos com acesso às palestras, certificação e workshops práticos. As inscrições podem ser feitas até 20 de novembro no site oficial do Inovatec, onde também é possível conferir a programação completa.

Sobre o Inovatec

Realizado pelo Instituto Amigos do Futuro e promovido pela People&Science Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), o INOVATEC conta com apoio de instituições como Senado Federal, Correios e Telégrafos, Sociedade de Hotelaria Hospitalar e Facilities do DF, Conselhos Regional e Federal de Farmácia entre outros.

Serviço
V Encontro Internacional de Inovação em Saúde – Inovatec 2024
Data: 22 a 24 de novembro
Local: Ala Oeste do Ulysses Centro de Convenções, Brasília
Ingressos: disponíveis em Link – de entrada gratuita a pacotes completos

Programação:

Palco INOVATEC – Auditório Planalto do Ulysses Centro de Convenções.
IV Jornada de hotelaria hospitalar e facilities
22 a 23 de novembro
Sexta-feira (22/11)
13h00 – Abertura da Feira de Tecnologia
14h – Simpósio Hospitalar e Facilities
14h20 – Palestra “O mundo da tecnologia nas práticas hospitalares”, com Marcius Wada
15h – Palestra “Os avanços da tecnologia na higienização do Hospital Rede Sarah”, com Bianca Guidi
15h50 – Palestra “Os impactos no uso da tecnologia em Hotelaria e Facilities Hospitalar”, com Marcos Paulo Barbosa
16h40 – Palestra “Como a alta gestão tem se preparado para a tecnologia e inovação”, com Flávia Favero
17h – Mesa redonda e encerramento, com Flávia Favero, Marcelo Boeger, Dr. Deivson Mundim, Dr. Marcus Paulo e Glenda Negreiros
18 h – ABERTURA OFICIAL

Sábado (23/11)
9h – Palestra de abertura “Nanoteranóstico: O contributo da nanomedicina na inovação diagnóstica e otimização em radioterapia”, com Dr. Ruben Fernandes, professor catedrático na Faculdade de Medicina Fernando Pessoa e coordenador do Centro de Ciências Biomédicas e da Saúde, com moderação de Dr. Nuno Santos
9h30 – Mesa redonda “Inovações em terapêutica e diagnóstica”
Temas:
“New drugs pathways in clinical trials of erectile function and prospectives”, com Dr. Simon Gabriel Comerma Steffensen, pesquisador da Aarhus University (Dinamarca), Initiator Pharma A/S e Professor da Universidade da Venezuela – moderador da mesa
“Avanços e inovações em saúde viabilizados pela autocoleta de microamostras de Sangue e pele”, com Graciele Gomes, farmacêutica especialista em hemoterapia, especialista de produtos na empresa Allcrom
“Pioneering a New Era in Biomedical Research: Exploring 3D Biology Solutions”, com Dr. Penny Tavormina, cientista de Aplicação e Gerente de Distribuição para a América Latina da Molecular Devices
10h30 – Coffee break interativo
11h – Ciclo de palestras em inovação terapêutica – “Reprodução assistida: Crioconservação, inovações e impacto na fertilidade”, com Médica Esp. Dra. Natália Valadares, da Clínica Genesis e do Hospital Regional da Asa Norte; e Dr. Carolyn Cummins, Professor and Associate Scientific Director of the Next Generation Precision Medicine Initiative (PRiME), an institutional strategic initiative at the University of Toronto – moderação do prof. Luiz Romeiro (NMT, Medicina Tropical, UnB)
12h – Almoço
14h – Mesa redonda “Inovações em Bioeconomia e Biotecnologia”, moderada por Dr. João Paulo Longo (Glia Innovation)
Temas:
“Bioeconomia: Cenário e Desafio para os próximos 10 anos”, com dr. João Paulo Longo, professor Instituto Biologia (IB), UnB e Sócio fundador da Glia Innovation
“Inovando em Saúde no Brasil a partir da Biodiversidade”, com dr. Spartaco Astolfi Filho, conselheiro de Inovação da Cristália; Professor da UFAM
“‘The Brigde’ – A ponte entre a academia e a indústria”, com Dr. Peter Eaton, Instrument Scientist at The Bridge, University of Lincoln, UK
15h30 – Coffee break interativo
16h – Mesa redonda “ Inovações disruptivas em educação e saúde”, moderada por dra. Andreanne Gomes Vasconcelos (CEO da People&Science)

Temas:
“A contribuição das instituições de ensino e pesquisa em programas de inovação no Brasil”, com dr. Norberto Lopes, membro Titular da Academia Brasileira de Ciências e professor titular da USP
“Sustentabilidade na Educação: Estratégias para um Desenvolvimento Responsável”, com esp. Dulcinéia Marques, bióloga e Fundadora do Colégio Galois
“A tecnologia na avaliação do movimento: da criança ao idoso”, com dr. Ana Rita Matias, professora da Universidade de Évora-UÉ, Portugal
17h30 – Conferência de encerramento: “Café na Calça – Aproveitem as oportunidades” com Dr. Bactéria”, Roberto Martins Figueiredo, Biomédico e Diretor Técnico da MICROBIOTECNICA – moderação por dra. Andreanne Gomes Vasconcelos (CEO da People&Science)
18h30 – Coffee break com apresentação musical
19h30 – Encerramento das atividades do palco

Domingo (24/11)
9h – Apresentações de e-posters e apresentações orais, pela Comissão Científica do V Inovatec
12h – Almoço
14h – Mesa redonda “Inovações em saúde pública”, moderada por Dr. Rodrigo Gurgel
Temas:
“Novas tecnologias para controle de Aedes aegypti”, com Dr. Rodrigo Gurgel, professor da Faculdade de Medicina (UnB)
“Teste de biópsia liquida para o manejo de pacientes com câncer colorretal no SUS”, com Dr. Fábio Pitella pesquisador no Cancer Precision Medicine Center da Fundação Japonsesa de Pesquisa sobre o Câncer (JFCR), Japão. Professor Faculdade de Saúde (UnB)
“Desafios e inovações no combate às doenças parasitárias: Rumo a novas abordagens terapêuticas”, com Dr. Josué de Moraes, membro Titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo (ACIESP); Professor da Universidade de Guarulhos/SP
15h30 – Coffee break
16h – Mesa redonda “Inovações em Biomedicina”, moderada por Dra. Aline Kelen
Temas:
“Bioeconomia circular no desenvolvimento de bioprodutos”, com M.Sc. Raimundo Lira, biomédico (PUC-GO) e Mestre em Biologia (UFG). CEO da BioUs e pesquisador colaborador da Haplogenics Corporation (Texas, EUA)
“Estética avançada: A transformação dos profissionais da saúde”, com M.Sc. Ana Paula Puga, “Mãe da Biomedicina Estética”; Diretora geral e sócia-proprietária da Instituição de Ensino Superior Nepuga/FAPUGA;Coordenadora do programa de Pós-Graduação em Estética
“Tecnologias disruptivas e AI em saúde”, com M.Sc. Karin Kieling, especialista em super resolução pela Feinberg/Northwestern de Medicina (Univ. de Chicago); Biolab/Nikon Brasil
17h30 – Conferências de encerramento, moderadas por Dr. José Roberto Leite
Temas:
“A medicina do amanhã”, com M.Sc. Raul Canal, presidente da ANADEM (Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética); Advogado; Mestre em medicina regenerativa (UNIFESP); Doutorando em odontologia legal pela São Leopoldo Mandic com parceria pela Universidade Estadual da Flórida
“Do diagnóstico à medalha paralímpica, história de Giovanna Boscolo”, com B.Sc. Giovanna Boscolo, biomédica; Atleta do Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro. Brasileira de Ginástica Aeróbica Esportiva. Em 2018, foi diagnosticada com Ataxia de Friedreich. Medalhista olímpica dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024 no lançamento de club
18h30 – Premiação dos trabalhos e das empresas inovadoras (Prêmio Mantevida INOVATEC de Inovação) e encerramento
19h – Coffe break de encerramento com apresentação musical banda: Bordoada, Estilo Rock

Vila Tech Brasília / Health Tech Day
23 de novembro

9h – Apresentação da Health Tech Day e banca de avaliação do Prêmio ManteVida INOVATEC 2024

Inovação e saúde: Como desenvolver um plano de negócios que atraia investidores
Esp. Cícero Yamazaki (CEO da CYX Plano de Negócios).

9h20 – Solução inteligente na saúde de Taiwan
Esp. Peggy Lin (Gerente de projeto do setor médico/hospitalar do Taiwan Trade Center).

9h40 – Como encontrar parceiros em Taiwan
Esp. Sandra Shih
Diretora da Taiwan Trade Center, Brasil.

10h – Coragem para empreender: Transforme medos em oportunidades
Dr. João Campos (Médico oncologista, CEO e fundador do Grupo Nobys Medical).

10h20 – Coffee break interativo

10h40 – Inovação e transformação digital
M.Sc. Mayanna Darck de Lyra (CEO da ICA Banck e ICA Mais Saúde).

11h – Saúde e bem-estar como diferenciais competitivos
B.Sc. Henrique Santos (COO/Diretor de Operações da Zelo Digital).

11h20 – Prospecção de pacientes sem plano de saúde – Via Consultas
Esp. Jeferson Calderaro (Farmacêutico bioquímico-clínico militar, CEO da Via Consultas).

11h40 – Nutrição Antiaging: Potencializando os Resultados dos Tratamentos Estéticos
Esp. Josimara Paiva (Nutricionista e Biomédica, CEO do Instituto JP)

12h – Tecnologia ao serviço da Vida: Aprimorando a autonomia e bem-estar do deficiente visual e paciente
B.Sc. Marcelo Giordano (Graduação em Relações Públicas, Diretor de Marketing Stela System).

12h20 – Almoço

14h – O caminho para a saúde de forma sustentável
Esp. Ygor Nunes (Graduação em Gestão Ambiental, CEO da PharmaHelp e Coordenador Comercial na área de tecnologia na Mundo Digital Tech em Brasília.)

14h20 – A Era da Experiência do Paciente
Esp. Macleure dos Santos (Bacharel em Administração, Fundador e CEO da startup Korax).

14h40 – Prevenção e gestão de saúde com IA
B.Sc. Luiz Vaz (Bacharel em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, CEO da Cliv Tecnologia).

15h – A Jornada do Acadêmico ao Empreendedorismo: da Universidade a startup e vice-versa
Dra. Camila Machado (Mestre e Doutora pela em genética e biologia molecular; CEO da i.rad.Particles).

15h20 – Inovações para o mercado inclusivo
B.Sc. Elisângela de Sousa Almeida (Coordenadora geral da associação dos amigos e familires da pessoa com autismo – PRISMA).

15h40 – POSTERIZE – Gerador automático de pôsteres e gestão de eventos científicos.
Dra. Karen Rapp Py Daniel (Doutora em Biologia animal e Diretora de operações da empresa BioDev Soluções Tecnológicas).

16h – Coffee break interativo

16h20 – Vitae – Inovações em Saúde
M.Sc. Bruno Soares Rabelo (Engenheiro Mecânico e CEO da Via Soluções em Engenharia).

16h40 – Neurociência e Tecnologia: Inovando a Saúde Mental com Hipnose e Inteligência Artificial.
Esp. Guilherme Alcântara (AlivIA APP CEO/Co-Founder, Mind Agency CEO/Founder, Amazônia Venture Builder (Sócio-investidor).

17h – A importância da aderência à norma ABNT NBR IEC 60601 durante o desenvolvimento de equipamentos eletromédicos.
Dr, Geovany Araujo Borges (Doutor em Systèmes Automatiques et Microélectroniques pela Université Montpellier II, Coordenador do Laboratório de Ensaios de Equipamentos e Sistemas Eletromédicos (LENSE), O LENSE foi acreditado em 2022 pelo CGCRE/Inmetro como organismo de avaliação de conformidade)

17h20 – Marketing Médico – Dicas e o que pode e não pode na nova resolução do CFM
André Augusto Ferreira (Diretor de Marketing do Grupo ManteVida)

Banca examinadora

Fabiane Alves Crispim (Mulheres do Brasil Algarve/Évora; Presidente do IIBPR – Instituto Ítalo-brasileiro de Psicologia da Relação).
M. Sc. Johann Alves Bischof (Gerente administrativo financeiro da Embaixada da Suíça).
Maria Cláudia Nunes Pinheiro (Consultora de Tecnologia e Inovação, SESI, Rede FIBRA).

Vila Tech Brasília / Sessão Saúde e Bem-Estar

14h – Sessão de abertura: Bioética para quê/quem? – M.Sc. Andrey Araújo (Professor Instituto de Ensino Superior CONAMAD (IESCON).
14h20 – Projeto Albatroz: Uso de Drones no Combate à Dengue e Malária no Brasil
M.Sc. Geovanio Oitaiã (Secretário Nacional de Políticas para Monitoramento e Segurança no Campo pela CONAFER).
14h40 – Felicidade e Inovação
Esp. Pablinne Ferreira Duarte (Psicóloga com atuação no setor de Saúde, Meio Ambiente e Segurança do Trabalho em empresa de grande porte, Serviço Social na Indústria, SESI DF).
B.Sc. Romerito Carneiro de Lima (Pedagogo com atuação em educação e saúde e palestrante SESI-Saúde FIBRA, Federação das Indústrias do DF).

15h20 – Neurociência espiritualidade e fenomenologia no TEA
M.Sc. Jayanna Rackell de Moura Soares (Terapeuta transpessoal e neurocientista, Graduada em Direito, Mestrado em Direito Internacional e especialização em Psicologia Transpessoal. Fundadora do Centro de Desenvolvimento Pessoal “Esperando o Alvorecer” e colaboradora da Associação PRISMA).

15h40 – Sempre-Vivas (Nymphographia: Arte e Botânica).
Chriss Cass (Artista e expositor da exposição Arte e Ciência do INOVATEC). A palestra Sempre-Vivas tem o propósito suscitar as reflexões sobre as potências das formas de vida vegetal para estimular a criação de peças criativas, que possam preservar tanto características da forma, quanto da coloração das plantas.

 

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Trinta e um pesquisadores da Embrapa estão entre os mais citados do mundo

O estudo avaliou 26 disciplinas científicas em mais de 70 países

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Foto: Freepik

 

O número de pesquisadores da Embrapa presentes no ranking internacional da Research.com cresceu 25% em relação a 2025, passando de 24 para 31 cientistas reconhecidos entre os mais citados do mundo em oito áreas de atuação (confira os nomes em quadro abaixo). O estudo avaliou 26 disciplinas científicas de mais de 70 países.

Para classificar os cientistas, foi utilizado o indicador denominado Discipline H-index (D-index), que considera o número de artigos e a quantidade de citações para cada área avaliada. Para fazer a seleção, foram combinados dados bibliométricos de várias fontes, incluindo OpenAlex e CrossRef. As informações foram coletadas em novembro de 2025 e abrangeram somente pesquisadores ativos, com publicações nos últimos cinco anos.

O ranking avaliou 175.448 pesquisadores em nível global, selecionados a partir de fontes de dados bibliométricos. Os requisitos consideram também prêmios, bolsas e reconhecimentos acadêmicos outorgados pelas principais instituições de pesquisa e agências governamentais.

Segundo a plataforma Research.com, o objetivo do estudo é apontar os principais especialistas em áreas específicas de conhecimento de diferentes países e, assim, inspirar jovens acadêmicos em todo o mundo, enfatizando temas de impacto para a ciência atual e tendências para o futuro.

A participação da Embrapa

A área em que a Embrapa tem maior participação, segundo o ranking, é a de Ciência de Plantas e Agronomia, com 15 pesquisadores referenciados: Mariangela Hungria, Robert Boddey, Segundo UrquiagaBruno José Rodrigues AlvesJosé Ivo BaldaniVeronica Massena ReisMaria Fatima Grossi de SáMarcos Deon Vilela de ResendeSergio Miana de Faria, Miguel Borges, Rosana Pereira VianelloValeria Pacheco Batista EuclidesEder Jorge de Oliveira, Jose Renato Boucas Farias e José Ricardo Macedo Pezzopane. Mariangela Hungria é citada também na área de Microbiologia e Valéria Euclides, na de Ciências Animais e Veterinária.

Em seguida, aparece a de Ciências Animais e Veterinárias com oito cientistas mencionados. São eles: Luciana RegitanoMarcos Tavares DiasMaurício Alencar, Samuel PaivaMarcos Vinícius SilvaAna Carolina Chagas, Valeria Pacheco Batista Euclides e Gherman Araújo.

A área de Ecologia e Evolução no Brasil tem três pesquisadores relacionados: George BrownMarcelo Simon e Aldicir Scariot.

A área de Ciências Ambientais faz menção a dois pesquisadores: Joice Ferreira e Mateus Batistella.

Na área de Ciência de Materiais, há os pesquisadores: Luiz Henrique Mattoso e Caue Ribeiro. Ribeiro é o único citado na área de Química, o que também ocorreu em Biologia e Bioquímica (Dario Grattapaglia), e Engenharia e Tecnologia (Daniel Correa).

Fernanda Diniz (MTb 4.685/DF)
Assessoria de Comunicação (Ascom)

Contatos para a imprensa

Tradução em inglês: Mariana Medeiros (13044/DF)
Assessoria de Comunicação (Ascom)

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Investimento em cultura qualifica e emancipa, diz Margareth Menezes

Novas estratégias foram discutidas na Teia dos Pontos de Cultura

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Camila Boehm – Enviada especial*

“Já existem exemplos demais de como destruir a natureza, mas existem muitas memórias também de como preservar”. A declaração da ministra da Cultura, Margareth Menezes faz referência aos saberes tradicionais e populares que atravessaram gerações e permitiram um modo de vida aliado à preservação da biodiversidade.

A ministra participou, em Aracruz (ES), de diversas atividades na 6ª edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura, que neste ano teve como tema a justiça climática, além de extensa programação de terça-feira (19) até este domingo (24). 

Representantes dos povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas e periféricas puderam discutir, junto a autoridades de governo, caminhos para mitigação dos efeitos da crise climática a partir das culturas tradicionais.

Em entrevista à Agência Brasil, Margareth Menezes ressaltou ainda que o investimento em cultura tem potencial de qualificação e emancipação, inclusive no aspecto financeiro. 

“Quem faz a cultura é o ser humano. É um investimento que tem uma potência de mudança, de qualificar, também de emancipar, [com] mais geração de emprego e renda.”

Veja os principais trechos da entrevista:

Agência Brasil – O tema da Teia deste ano é Pontos de Cultura pela Justiça Climática. Como a cultura pode incidir na justiça climática?

Margareth Menezes – Podemos trazer as linguagens das artes e da cultura para auxiliar numa mudança de comportamento do ser humano em relação à natureza e às fontes naturais que precisamos tanto para viver.

Já existem exemplos demais de como destruir a natureza, mas existem muitas memórias também de como preservar.

Está mais do que na hora de começarmos a botar luz nesses exemplos de como preservar, e os povos originários, os povos de terreiro e outras linguagens culturais trabalham isso, dando à natureza a importância que ela precisa ter para nós. Nós é que precisamos da natureza viva para estarmos vivos também.

A cultura é uma grande ferramenta para isso e existem exemplos dentro das práticas culturais, especialmente desses povos, de como conviver com a natureza, [como] na maneira de vestir, na maneira de comer, na maneira de se relacionar.

Aracruz (ES), 23/05/2026 – A ministra da Cultura, Margareth Menezes posa com delegações dos estados durante a 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Margareth Menezes na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura. Tomaz Silva/Agência Brasil

Agência Brasil – Qual é a importância de valorizar as culturas dos povos originários, que estão bastante presentes nesta edição da Teia?

Margareth Menezes – Esses grupos trazem identidade da cultura brasileira, que tem, na sua base, tanto as culturas dos povos originários – que estão ainda resistindo bravamente e dando a sua colaboração para nossa identidade como sociedade – e também dos povos de matriz africana.

São povos que guardam memória, passando de geração em geração seus conhecimentos. A grande colaboração que os povos originários têm na nossa formação social, todo esse legado que a gente chama de cultura tem muito a ver com o que eles trazem para nós.

Agência Brasil – Durante a Teia, ocorreu o primeiro encontro para construção do Plano Nacional das Culturas Indígenas. Também foram assinados atos normativos direcionados a atores da cultura tradicional e popular, como seus mestres e mestras. Como essas ações beneficiam esses grupos?

Margareth Menezes – O decreto [da Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares] foi assinado justamente para estabilizar e ampliar as políticas mais diretamente para a cultura popular, que é uma cultura viva e, ao mesmo tempo, reciclada a cada momento.

É um marco muito importante a gente ter o decreto de culturas populares e tradicionais, porque vai garantir mais proteção, mais qualidade e um empenho maior de investimentos nessa base de produção cultural brasileira.

Dos mestres e mestras, já há algum tempo existe essa luta tanto para a questão da profissionalização como de uma política que trate [do assunto]. Quando falamos de mestres e mestras, estamos tratando de memória, mas também de excelência, porque eles detêm conhecimentos que, se nós não cuidarmos, corremos o risco de perder..

Agência Brasil – Como será o processo de elaboração do Plano Nacional das Culturas Indígenas?

Margareth Menezes – O plano está sendo construído com diálogo, é preciso haver muita escuta para que seja uma coisa assertiva. A cultura indígena são culturas, há 300 línguas que ainda estão preservadas. Para chegar a isso, é uma grande construção. Nós estamos com essa porta aberta, com a criação de um grupo de trabalho, com o Ministério dos Povos Originários, e que passa imperativamente pela participação dos povos originários.

Agência Brasil – Faz 12 anos desde a última edição da Teia Nacional dos Pontos de Cultura. Qual é o impacto da realização do evento para a população?

Margareth Menezes – A importância da Teia é recuperar e fortalecer essa grande conexão que existe dos pontos e pontões de cultura, que são ativos da sociedade civil, ativos de cada lugar, de cada cidade que tem esse essa marca. Cada ação cultural é legalizada [na prática] pelo que ela repercute no lugar onde ela acontece, quem dá essa legalização é a comunidade.

O Ministério da Cultura credencia a partir do momento que escuta a comunidade sobre aquela ação cultural, se ela é boa ou não, e a partir daí ela é um ponto de cultura. Então você imagina o potencial disso.

Quando chegamos aqui [ao MinC], estávamos em 4 mil [cadastros de pontos de cultura], hoje nós somos 16 mil pontos de cultura a partir da nossa gestão. Isso significa a cultura viva mesmo, por isso a importância da Teia: provocar esse lugar de discussão, busca de pautas, ouvir o que é necessário [para as comunidades], ouvir para que a gente possa ter condição de melhorar cada vez mais as políticas que o Ministério da Cultura lança.

Esse grande encontro promove o fortalecimento dessa teia, dessa grande conexão que já tem 22 anos, o Cultura Viva completa 22 anos este ano. É uma política assertiva, já é repercutida em 14 países. Eu estive na China no mês passado e ali se inaugurou o primeiro ponto de cultura [brasileiro] da Ásia, em Xangai. Então você vê a força que a cultura brasileira tem.

Aracruz (ES), 23/05/2026 – A ministra da Cultura, Margareth Menezes visita expositores na Feira de Economia Criativa e Solidária na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Ministra da Cultura cumprimenta participante da 6ª Teia Nacional. Tomaz Silva/Agência Brasil

Agência Brasil – Sobre os planos de reconstrução do Minc, o que já foi alcançado e o que ainda deve ser feito até o final do ano?

Margareth Menezes – De quando nós chegamos, diante do que encontramos, até o que estamos entregando agora neste último ano da gestão, já houve um avanço muito grande. Fazer com que as políticas tenham uma popularidade e cheguem a todos, pelo menos 96% das cidades brasileiras estão conectadas à política [da lei] Paulo Gustavo ou à política [da lei] Aldir Blanc, um aporte direto do Ministério da Cultura para as cidades e os estados.

A nacionalização, por exemplo, do mecanismo de fomento da lei Rouanet, que hoje está em todos os estados brasileiros. É uma mudança muito grande para onde vai esse investimento.

Todas essas estruturas, toda essa arquitetura, fazem parte desse novo momento do Ministério da Cultura, e que não é algo que está no campo do querer, é fato, está acontecendo no Brasil um novo momento no ambiente cultural, visando a que toda cidade, todo estado, tenha o seu setor cultural alimentado e fortalecido através da produção e através do apoio do governo federal.

Quando você investe em cultura, está investindo no ser humano. Quem faz a cultura é o ser humano. É um investimento que tem uma potência de mudança, de qualificar, também de emancipar, [com] mais geração de emprego e renda.

Por isso, também estamos trazendo a política da economia criativa e trabalhando esse aspecto financeiro que está dentro da cultura.

*A equipe de reportagem viajou a convite do Ministério da Cultura. Matéria atualizada às 16h50 para alterar informação.

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DF 360 completa três meses, com mais de 2,4 mil câmeras a serviço das forças de segurança

Plataforma integra equipamentos de órgãos públicos e de pessoas e empresas para fazer ‘cercamento virtual’ do Distrito Federal; iniciativa tem contribuído para manter Brasília como capital mais segura do país

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Fernando Jordão, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

Uma integração entre forças de segurança, órgãos públicos e sociedade civil para monitorar as ruas do Distrito Federal e, assim, ajudar a manter o título de unidade da Federação mais segura do Brasil. Esse é o objetivo da plataforma DF 360. Lançada há três meses, a iniciativa já mostra resultados.

No período, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) conseguiu incorporar à plataforma 320 câmeras de órgãos públicos e 321 de entidades privadas. Elas se somam às 1.402 da própria pasta. “Hoje, o sistema está com 2.403 [câmeras], mas a meta é 10 mil e nós vamos passar, porque estamos negociando com empresas que estão aderindo e com órgãos públicos. Agora, por exemplo, vão entrar de 3 mil a 5 mil câmeras da Saúde, de todas as UPAs [unidades de pronto atendimento], vão entrar câmeras da Educação que são apontadas para fora das escolas, Secretaria de Mobilidade de todos os terminais… A nossa expectativa é ficar entre 10 mil e 20 mil câmeras e aí, efetivamente, a gente terá um cercamento virtual de Brasília”, explica o secretário de Segurança Pública, Alexandre Patury.

Desenvolvida pela própria SSP, a plataforma DF 360 funciona da seguinte maneira: até 30 segundos depois de serem registradas no Centro de Operações da Polícia Militar do DF (Copom) — que concentra as chamadas para os números de emergência 190, 192 e 193, bem como os registros pelas forças de segurança —, as ocorrências aparecem em um mapa. “Então, a gente clica [na ocorrência] e a plataforma faz uma triangulação. Ela busca no sistema as câmeras mais próximas em um raio de 1 km e ali a gente consegue ‘cercar’ a ocorrência”, detalha Patury.

Além da ampliação do número de câmeras, os próximos passos do programa incluem a criação de prompts para identificação de atos considerados suspeitos por meio de inteligência artificial (IA). “Por exemplo, uma pessoa puxou uma faca, um homem batendo em uma mulher, uma confusão generalizada, uma inversão de sentido — nas passagens subterrâneas tem um casal andando, uma pessoa que ia em sentido contrário inverte o sentido e começa a seguir o casal. A partir daí, a plataforma vai dar um alerta e, com esse alerta, você vai poder ter uma atuação preventiva, não só repressiva”, pontua o secretário.

Empresas

Dono da firma de monitoramento Setec, Agenor Neto foi um dos empresários que aceitou compartilhar imagens com a Secretaria de Segurança — com autorização de seus clientes e apenas câmeras que filmam ruas ou espaços públicos. “A gente trabalha com segurança, então, a gente tem que se aliar. Nós temos o mesmo objetivo, que é diminuir a criminalidade, ter uma cidade mais segura. Então, o que pudermos fazer para ajudar, fazer a nossa parte para a sociedade, faremos”, conta.

Segundo ele, o DF 360 foi “uma grande sacada” e tem contado com o apoio dos comerciantes que utilizam o serviço da Setec. “O comerciante está sempre pedindo por mais segurança e vai receber isso de portas abertas. É até meio engraçado eu ligar para eles e falar: ‘Olha, vou te dar uma segurança a mais’. Ele vai perguntar: ‘Quanto?’ E eu vou falar: ‘Nada’. É um benefício, com certeza, para a sociedade e para o comércio.”

 

“A gente consegue vincular a nossa empresa de segurança à Secretaria de Segurança. Isso reforça o nome da empresa, reforça que ela está integrada, que está fazendo parte junto com a secretaria, que está, de alguma forma, ligada a ela”, aponta o empresário Agenor Neto

Ainda na avaliação do empresário, o compartilhamento acaba por contribuir até com a imagem da empresa: “A gente consegue vincular a nossa empresa de segurança à Secretaria de Segurança. Isso reforça o nome da empresa, reforça que ela está integrada, que está fazendo parte junto com a secretaria, que está, de alguma forma, ligada a ela”.

Líder

Hoje, Brasília é a capital mais segura do país e o Distrito Federal, a unidade da Federação mais segura, de acordo com o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da Federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).

Para o secretário Alexandre Patury, o DF 360 já contribuiu para essas marcas e, mais do que isso, vai ser fundamental para mantê-las. “Ele vai permitir que a gente não perca mais essa posição, que vem sendo construída ao longo dos anos, com a tecnologia e a participação da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Detran [Departamento de Trânsito], Polícia Penal e todos os órgãos do Governo do Distrito Federal”, elenca. “E devo dizer também com os Conselhos de Segurança (Consegs), que são imprescindíveis, porque é a participação popular, é a população dizendo onde a gente tem que colocar câmera, onde a gente tem que fazer poda de árvore, onde a gente tem que pedir para melhorar a iluminação. Efetivamente, é o povo que está na localidade que sabe das mazelas que contribuem para o aumento da criminalidade”, arremata.

Como participar

Se você for dono de empresa de monitoramento ou possuir alguma câmera de vigilância apontada para vias públicas e desejar integrá-la ao DF 360, basta acessar o site da plataforma. Nele, também é possível saber mais sobre a tecnologia.

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