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O BRASIL RURAL

EMBRAPA: HISTÓRIA BRASILEIRA DE SUCESSO 1

 

EMBRAPA: HISTÓRIA BRASILEIRA DE SUCESSO 1

 

A Embrapa é a realidade entre um sonho e um milagre. Em 51 anos de vida, a empresa provou que sonhar gera grandeza e crescimento. E que o milagre não é nada impossível. É, isto sim, a confirmação de que o possível é muito real. Projeto vencedor, a Embrapa é protagonista da maior Revolução Verde tropical no mundo. Sementes das mais diversas, em produtos e ideias, plantadas em solo nacional, proporcionam ao Brasil colher múltiplos e excepcionais milagres. O incremento biotecnológico, o mapeamento genético e a autonomia tecnológica para a correção do cerradão tropical possibilitaram ao Brasil colher, hoje, culturas sustentáveis, empreendedorismo rural, conquistas de mercados e anunciar, a cada ano, recordes de safras. O Brasil do agro é Antes e Depois da Embrapa.

Se antes a agropecuária brasileira vinha da tradição familiar e da força braçal, hoje o milagre de converter a aridez do Cerrado em celeiro do mundo vem de um santo nacional: a Embrapa só na fixação biológica de nitrogênio no solo economiza para o Brasil, anualmente, cerca de 80 bilhões de Reais. E provoca, com as centenas de novas tecnologias, um lucro social de mais de 200 bilhões de Reais. Nas contas do ex-presidente da Embrapa, Celso Moretti, “para cada UM REAL aplicado na Embrapa em 2022, foram devolvidos 34,70 REAIS para a sociedade brasileira”.

 

PAÍS DA ABUNDÂNCIA

O Brasil sempre foi um país com abundância de recursos naturais, com extensas áreas agricultáveis e disponibilidade de água, calor e luz, elementos fundamentais para a vida. Mas, nas décadas de 40 e 60, prevalecia no Brasil o trabalho braçal na produção agropecuária. Em 1948, segundo relatórios da Universidade Federal de Viçosa, menos de 2% das propriedades rurais tinham máquinas agrícolas. A

trajetória recente da agricultura brasileira é resultado de uma combinação de fatores. O que fez a diferença nestes últimos 50 anos foram os investimentos em pesquisa agrícola – que trouxe avanços nas ciências, tecnologias adequadas e inovações -, a assertividade de políticas públicas e a competência dos pesquisadores e dos agricultores.

 

A FORÇA DE UM MUTIRÃO

A Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus. A José Pastore o que é de José Pastore, a Cirne Lima o que é de Cirne Lima, a Eliseu Alves o que é de Eliseu Alves e a Alysson Paolinelli o que é de Alysson Paolinelli quando a discussão é a criação da Embrapa e a Revolução Verde Tropical.

Na verdade, o Brasil é hoje o líder mundial nas tecnologias de produção da agricultura e pecuária tropical que salva os países situados nas regiões equatoriais e tropicais do Planeta (quase sempre as mais pobres. Por quê? Simples. Por ter investido na década de 70 em ciência, tecnologia, inovação e conhecimento. Como o Brasil conseguiu fazer essa revolução verde?  Primeiro, porque deixou de ter a mentalidade de colônia para procurar resolver seus problemas com as próprias mãos. Segundo, porque colocou as pessoas certas nos lugares certos e deu a elas condições de trabalho. Assim, após o fortalecimento do sistema de pesquisa agropecuária e crédito, incentivou a iniciativa privada a ocupar o espaço empreendedor. Enfim, o Brasil fez uma descoberta fundamental. Entendeu que, diferente do setor industrial e de serviços, o trabalho com a terra, ou seja, a produção de alimentos tem características distintas de um lugar para outro.

Fabricar um produto industrial é relativamente simples. Pagam-se royalties e faz igual. Mas na agricultura é diferente. Uma coisa é fazer agricultura nos países de clima temperado, em terras férteis, onde a neve elimina a maioria das pragas e ainda irriga o solo no degelo.

Outra coisa é fazer agricultura em terras tropicais. O solo precisa ser corrigido, as sementes modificadas, há que desenvolver formas de fixação de nitrogênio no solo, controle biológico de pragas, adaptar condições de plantio e colheita. Não há como copiar.

Nenhum país quer dar essas tecnologias de graça. Este foi o desafio de profissionais sérios e comprometidos que fizeram a revolução verde no Brasil dos anos 70.

 

RETRATO DO BRASIL RURAL DOS ANOS 40

DIA DE CAMPO NA UNIVERSIDADE DE VIÇOSA – Aula de campo realizada na década de 40, na Escola Superior de Agricultura e Veterinária, futura UFV (Universidade Federal de Viçosa) uma das pioneiras em pesquisa agropecuária no Brasil. Entre 1930 e 1950, prevalecia o trabalho braçal na produção agropecuária. Em 1948, menos de 2% das propriedades rurais contavam com máquinas agrícolas.  Foto: UFV.

 

 

RETRATO DO BRASIL RURAL MODERNO

APÓS A REVOLUÇÃO VERDE DOS ANOS 70

 

Novas tecnologias e a adoção da agricultura de precisão têm ajudado a elevarem em até 90% os índices de produtividade no campo.

 

A Fazenda Pamplona, em Cristalina-GO, tem parceria com a Embrapa na agricultura de precisão. A colheita de algodão é realizada por operadores treinados e máquinas com alta tecnologia. As colheitadeiras estão equipadas com sensores que registram dados georreferenciados de produtividade, permitindo visualizar a produção da lavoura em mapas de colheita. Todos os fardos colhidos são devidamente identificados na lavoura e permitem obter a rastreabilidade de informações conforme a sua qualidade.

 

Captação de imagens para análise digital de folhas (Foto: Joana Silva/Embrapa)

 

SAIBA MAIS:
Leia a entrevista completa e inédita do professor José Pastore:
https://folhadomeio.com/2025/02/jose-pastore-conta-a-a-historia-da-embrapa-que-ninguem-contou/

 

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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ

O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.

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No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.

Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…)  formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”

O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.

Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.

Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

 

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.

 

 

DESCRIÇÃO COMPLETA

 

Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:

Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.” 

 

 

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A MAGIA EM FLORES

A Cidade Canção primaverou-se!

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Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.

 

MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO

“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.

Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo,  a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

 

 

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO

Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.

Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.

Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.

 

SAIBA MAIS

Veja duas outras matérias:

1) O batismo e a

cronologia da criação e urbanização.

2) Como o modelo de gestão participativa levou

 o município de Maringá a bater recordes

de competitividade e de sustentabilidade.

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ERA UMA VEZ…

QUANDO NASCIA UM REI.

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Mais uma data cheia de uma lenda brasileira.
Neste 2026, fazem 70 anos da posse de JK na Presidência da República, em 31 de janeiro… 50 anos de sua morte em 22 de agosto… e, 70 anos do primeiro jogo oficial do Rei Pelé, então um menino de apenas 15 anos, como profissional do Santos.
Pelé, que completaria 16 anos em 23 de outubro de 1956, entrou no segundo tempo (no lugar de Del Vecchio) do jogo Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, fez gol aos 36 min do segundo tempo e ganhou seu primeiro troféu: a Taça Independência.
Daí para frente, o Edson virou DICO… que virou PELÉ… que reinventou o futebol e que parou guerras.
Recebi de um leitor de meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – PELÉ-BRASÍLIA-JK – A ERA DOS GRANDES DRIBLES NA POLÍTICA, CULTURA E HISTÓRIA” o seguinte comentário sobre a polêmica quem foi maior: Pelé ou Maradona?
– “Pelé tornou o futebol mudialmente conhecido. Maradona ficou conhecido por causa do futebol”.
FOTOS: A súmula original com o registro do primeiro gol de Pelé integra o acervo do Museu de Santo André desde 2019. Ela registra a partida realizada em 7 de setembro de 1956 entre o Santos Futebol Clube e o Corinthians de Santo André no Estádio Américo Guazzeli.
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Reportagens

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