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Confira escolas selecionadas pelo Programa Nosso Parlamento – Prêmio a Voz da Juventude
Programa possibilita uma vivência parlamentar aos estudantes do ensino médio, com direito a eleições e sessão simulada no plenário da CLDF
Foto: Divulgação/CLDF
A Câmara Legislativa do Distrito Federal disponibiliza o resultado do programa Nosso Parlamento – Prêmio A Voz daJuventude. A iniciativa é uma parceria entre a Escola do Legislativo (Elegis) e a Procuradoria da Juventude (Pejuv) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), voltada para estudantes do Ensino Médio de escolas públicas.
Confira as escolas selecionadas:
Centro de Ensino Médio 02 de Ceilândia
Centro de Ensino Médio 02 de Sobradinho
Centro de Ensino Médio 03 de Taguatinga
Centro de Ensino Médio 04 de Sobradinho 2
Centro de Ensino Médio 05 de Taguatinga
Centro de Ensino Médio 10 de Ceilândia
Centro de Ensino Médio 12 de Ceilândia
Centro de Ensino Médio 404 de Santa Maria
Centro de Ensino Médio 414 de Samambaia
Centro de Ensino Médio Ave Branca
Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga
Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional do Gama
Centro de Ensino Médio Integrado do Cruzeiro
Centro de Ensino Médio Paulo Freire
Centro de Ensino Médio Setor Oeste
Centro Educacional 01 do Riacho Fundo 2
Centro Educacional 06 de Taguatinga
Centro Educacional 01 do Guará
Centro Educacional do Lago
Centro Educacional do PAD DF
Centro Educacional 06 de Taguatinga
Centro Educacional 08 do Gama
Centro Educacional 203 do Recanto das Emas
A Iniciativa
O programa Nosso Parlamento é uma iniciativa que resulta da parceria entre a Escola do Legislativo (Elegis) e a Procuradoria da Juventude (Pejuv) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), voltada para estudantes do Ensino Médio de escolas públicas.
O objetivo é promover a vivência parlamentar entre os jovens, oferecendo uma experiência prática sobre o funcionamento do Legislativo. Ao todo, serão eleitos 24 jovens deputados, que terão a oportunidade de atuar como parlamentares por um dia, conhecendo de perto os processos democráticos e legislativos.
As eleições serão realizadas diretamente nas escolas participantes, com o uso de urnas eletrônicas, simulando um processo real.
Projetos
A edição deste ano contará com o prêmio A Voz da Juventude, no qual as instituições poderão inscrever redações apresentando uma ideia para uma proposição legislativa. Os textos devem abordar temas de relevância para a juventude do Distrito Federal, como educação, saúde, segurança, cultura, esporte, lazer, meio ambiente, trabalho, emprego e empreendedorismo.

Os três melhores trabalhos são contemplados por meio de emenda parlamentar destinada pelo procurador Especial da Juventude, deputado Joaquim Roriz Neto (PL).
“Precisamos despertar no jovem o interesse na discussão política. Trazê-los para dentro do debate como protagonista, dando voz a suas ideias. Esta edição do Nosso Parlamento – Prêmio a Voz da Juventude vai abrir as portas da CLDF para os estudantes do Ensino Médio, para que auxiliem na construção de políticas voltadas a essa importante parcela da sociedade”, afirma Roriz Neto. “Mais que defender os jovens, a Pejuv quer escutá-los”, observa o deputado.
Francisco Espínola
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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema
As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show
Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília
Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.
Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.
Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.
As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.
Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)
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A CIÊNCIA BUSCA UM FUTURO PARA A ARAUCÁRIA
Técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo para produção
DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO
O Dia Nacional da Araucária é celebrado em 24 de junho. A data foi instituída em 2005 por decreto presidencial para conscientizar sobre a preservação do Pinheiro-do-Paraná (Araucária angustifólia), árvore típica do Sul do Brasil. Paradoxo: leis criadas para protegê-la acabaram por ameaçar sua própria existência. Transformaram-na em uma árvore sem valor econômico e, muitas vezes, num incômodo para os produtores rurais. Agora, uma técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo até o início da produção e torna rentável o plantio de florestas produtoras de pinhão.
A araucária é um fóssil vivo, cujos ancestrais remontam a cerca de 200 milhões de anos. Com até 50 metros de altura, a árvore possui um tronco reto e em forma de cilindro, com ótimo rendimento em madeira. As sementes ficam agrupadas em pinhas nas árvores fêmeas. Maduras, as pinhas podem pesar até cinco quilos. O pinhão é a base de diversos pratos regionais.
A araucária serve de abrigo e fornece alimento para aves, como a gralha-azul, a maritaca, o papagaio-de-peito-roxo e o papagaio-charão, e mamíferos como cotias, serelepes, ouriços, catetos etc. Esses animais contribuem, de diversas formas, com sua disseminação natural.
DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO
A escolha do dia não foi por acaso. O dia 24 de junho, associado à festa de São João, coincide com o período de queda e colheita do pinhão, ingrediente essencial da culinária das festas juninas no Sul.
Ao plantar um pinhão, o agricultor não sabe se a futura árvore produzirá pinhas (fêmea) ou será uma árvore masculina, produtora apenas de pólen. É uma enorme limitação ao plantio de florestas para produzir pinhões.
A araucária é uma espécie de árvore quase exclusivamente brasileira. É encontrada com abundância nas serras e regiões mais altas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Ela também ocorre em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, em áreas mais restritas, com destaque para a região da Mantiqueira, além de pequenos trechos da Argentina e do Paraguai. As matas nativas de araucária possuíam árvores enormes, com mais de cinco metros de diâmetro e cerca de vinte metros de circunferência.
ORIGEM DO NOME LONDRINA
Em 1924, o grupo inglês Paraná Plantations Ltd. criou a Companhia de Terras Norte do Paraná, após a doação de 500.000 alqueires de terra pelo governo republicano. A empresa focou na colonização e transformou, com lucros substanciais, grandes extensões de mata em projetos imobiliários e agrícolas. A própria Londrina recebeu esse nome em homenagem à origem inglesa dos empreendedores (London).

A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX.
A derrubada das matas de araucária para a produção e exportação de madeira no Paraná foi resultado direto desse modelo de colonização e da expansão ferroviária. Assim como a fratricida Guerra do Contestado. As ferrovias viabilizaram a exploração madeireira em larga escala e a posterior expansão cafeeira no norte do Paraná.
A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX. A ideia de ‘responsabilidade coletiva na conservação dos recursos naturais’, difundida pelo ambientalismo urbano, transfere o ônus e a responsabilidade para o produtor rural, sob severas ameaças e sanções. Essas políticas terminaram por desestimular o plantio da araucária pelos produtores com receio de não poder utilizá-las economicamente, sobretudo a madeira, e levaram à erradicação crônica de jovens plantas em meio às pastagens. As matas seguiram declinando. A exploração extrativista do pinhão permaneceu marginal.
ARAUCÁRIA: ENXERTIA
COM PLANTAS FÊMEAS
Agora, o plantio e a exploração da araucária podem se tornar uma opção rentável para a agricultura. O professor Flávio Zanette (UFPR) e o engenheiro florestal Ivar Wendling (EMBRAPA) desenvolveram uma técnica revolucionária: a enxertia com plantas fêmeas de araucária. A técnica garante a produção precoce de pinhões (seis anos em vez de quinze), em plantios homogêneos e rentáveis para exploração florestal e agrícola, e já desperta o interesse de agricultores do Paraná e de outros estados.

O professor Flávio Zanette, da Universidade Federal do Paraná, explica que para a enxertia é necessário um pedaço de pinheiro pronto para ser enxertado. As mudas aptas para receber o enxerto devem ter pelo menos dois anos de idade.
A araucária pode ser integrada às pastagens e contribuir tanto para a preservação da espécie quanto para a recuperação de áreas degradadas. A conservação torna-se mais robusta quando a espécie possui valor econômico e é incorporada aos sistemas produtivos.
Com a produção crescente e segura de pinhões, toda uma indústria agroalimentar poderá se desenvolver. Além do amido, o pinhão contém minerais essenciais à saúde humana, como cálcio, ferro, fósforo, manganês e magnésio. Será possível atender a indústria e o consumidor com a farinha de pinhão, um produto sem glúten, sem lactose, de baixos teores de sódio e gordura e fonte de fibra alimentar.
A data nacional da araucária é um convite à reflexão sobre a necessidade de a legislação ambiental ser compatibilizada com as realidades econômicas e sociais. A ciência ofereceu uma alternativa ao extrativismo e ao impasse regulatório. Ao devolver valor econômico à araucária, a enxertia abre caminho para o plantio de florestas produtivas, a recuperação de áreas degradadas, a geração de renda e a conservação dos ecossistemas associados. A melhor proteção para uma espécie, do Sul à Amazônia, não é transformá-la em intocável. É fazer dela uma riqueza viva e cultivada.
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