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BAUNILHA DO CERRADO

Brasília faz curso e oficinas para produção, polinização e beneficiamento gastronômico da especiaria da região.

 

Sob a coordenação da Gastróloga e pesquisadora de baunilhas brasileiras Cláudia Nasser, o Instituto de Baunilhas Edmond Albius, criado pela produtora de baunilha, Ângela Almeida, da Quinta do Alecrim, realizou no dia 25 de maio um curso prático sobre o cultivo de baunilhas. A atividade aconteceu em Brasília e reuniu agricultores, gastrônomos, comerciantes, empreendedores do ramo da alimentação e curiosos em conhecer de perto essa orquídea tropical de alto valor gastronômico e comercial.

A pesquisadora Cláudia Nasser explica que o curso busca criar uma rede de produtores capacitados, que compreendam o cultivo da baunilha desde a produção de mudas até o produto para comercialização.

A oficina marcou o início de uma série de capacitações que o Instituto oferecerá ao longo do ano, voltadas à produção e valorização das baunilhas brasileiras, com foco em espécies nativas que crescem em regiões do Cerrado.
Segundo a pesquisadora Cláudia Nasser, “o objetivo é criar uma rede de produtores capacitados, que compreendam o cultivo da baunilha desde a produção de mudas até o produto para comercialização, sejam favas in natura, bem como produtos à base de baunilhas como extratos, pastas, pó, mel, azeites etc., por meio da educação, pesquisa e experiências sensoriais”.

Dessa forma, em parceria com produtores, chefs, pesquisadores e comunidades tradicionais, o projeto busca inserir a baunilha nativa no circuito gastronômico e turístico do Brasil.
O Instituto leva o nome de Edmond Albius, jovem que descobriu, aos 12 anos, a técnica de polinização manual da baunilha na Ilha de Reunião (antiga Bourbon), tornando possível seu cultivo em diversas partes do mundo.

PRÓXIMOS CURSOS E OFICINAS

Após o sucesso da primeira oficina, o Instituto de Baunilhas Edmond Albius prepara novas atividades para os próximos meses. O importante, ressalta Cláudia Nasser, é que todas as atividades mesclam conteúdo técnico com vivências sensoriais, respeitando os saberes tradicionais e promovendo o uso sustentável das espécies nativas.

A programação e o conteúdo das próximas oficinas, incluem:
• Curso de Polinização – Técnica essencial para a produção de frutos fora do ‘habitat’ nativo.
• Curso de Beneficiamento da Baunilha – Etapas de cura e secagem, fundamentais para o desenvolvimento do aroma característico.
• Oficina de Análise Sensorial de Baunilhas – Uma experiência olfativa para identificar as notas e qualidades da especiaria.
• Oficinas Gastronômicas com Baunilhas – Aulas práticas onde os participantes aprendem a utilizar diferentes espécies de baunilha em receitas doces e salgadas, drinks e etc.

COMO PARTICIPAR

Os cursos são presenciais e realizados em pequenos grupos, com foco na prática. As inscrições serão divulgadas no perfil oficial da Quinta do Alecrim @quintadoalecrim, @nasserclaudia, e também por meio de parcerias com associações rurais, sindicatos e instituições de ensino do DF e entorno.

O sucesso e a procura pelo curso levou os organizadores a programarem novas oficinas sobre Baunilha do Cerrado.

QUEM FOI EDMOND ALBIUS

A vida de Edmond Albius não foi fácil. Mas ele deixou um legado eterno para a horticultura mundial de baunilha. Em 1841, Edmond Albius (1829-1880) era apenas um garoto de 12 anos, escravizado e sem educação formal. Mas ele conseguiu algo inédito, resolvendo um enigma que intrigava os principais botânicos da época: desenvolveu uma técnica inovadora para polinizar orquídeas baunilha de forma rápida e lucrativa. A verdade é que sem a sua contribuição, a baunilha não teria alcançado a popularidade que tem hoje.
Na década de 1820, os colonos franceses trouxeram cápsulas de baunilha para a ilha Reunião, onde Albius nasceu em 1829, vindas do México. Logo ficou claro que nenhum inseto na região poderia polinizar as orquídeas baunilha, ao contrário do que ocorria no México, onde as abelhas selvagens faziam esse trabalho.

Na década de 1830, o botânico belga Charles Morten desenvolveu uma técnica manual de polinização, mas era demorada e exigia muita mão de obra.

 

TÉCNICA SIMPLES E EFICAZ

Edmond Albius, aos 12 anos, usou folhas de erva ou pedaços finos de madeira para levantar a tampa da flor e dobrar a parte masculina, permitindo que o pólen entrasse em contato com a parte feminina. Depois, com seu polegar, pressionava levemente, realizando a polinização de forma eficaz. Embora simples, sua técnica revolucionou a indústria, transformando a Ilha Reunião em um dos maiores fornecedores mundiais de baunilha.
As contribuições de Albius para a ciência passaram despercebidas durante sua vida, e ele faleceu na pobreza e no esquecimento. Somente muitos anos após sua morte, que ocorreu em 1880, seu trabalho foi reconhecido e celebrado como um avanço significativo na história da botânica. Até hoje, em Madagascar, a técnica de Albius é utilizada, e o país se destaca como o maior fornecedor de baunilha do mundo.

ILHA DA REUNIÃO

A Ilha da Reunião, uma antiga colônia francesa, que se tornou um departamento ultramarino em 1960, é um pontinho de rocha vulcânica a cerca de 650 quilômetros de Madagascar. Um paraíso natural com enormes cachoeiras e pontos de surfe famosos no mundo todo.

A Ilha da Reunião tem 2.512 km², mas, no centro, o antigo pico vulcânico da Piton des Neiges ultrapassa as nuvens e alcança mais de três mil metros de altitude, criando uma infinidade de microclimas em suas encostas e dividindo a ilha em um lado “úmido” e outro “seco”.

A baunilha do Cerrado, conhecida também como “baunilha banana”, é uma especiaria rara, nativa do bioma Cerrado brasileiro, que se destaca pelo aroma floral e adocicado de sua fava.

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Sobre o Instituto de Baunilhas Edmond Albius
O IBEA foi concebido pela produtora Angela de Almeida e tem como coordenadora a gastróloga e mestre em Turismo, Cláudia Nasser Brumano. O Instituto atua na promoção do cultivo e valorização das baunilhas brasileiras por meio da educação, pesquisa e experiências sensoriais. Em parceria com produtores, chefs, pesquisadores e comunidades tradicionais, o projeto busca inserir a baunilha nativa no circuito gastronômico e turístico do Brasil.

 

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CABO VERDE

A COPA DO MUNDO E O BRASIL

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– “Um dia você vai olhar para trás e descobrirá que cada lágrima financiou sua vitória”. VOZINHA (Josimar José Évora Dias) goleiro de Cabo Verde,como filósofo e influenciador mundial do momento. ”
CABO VERDE está na ordem do dia. Na Europa, França e Bahia. Na Time Square, na rua e na Lua. O que é uma Copa do Mundo de Futebol, heim?
Na sexta Copa do Mundo de 1958, esse mesmo fenômeno de empatia e paixão aconteceu com o Brasil. Imagina que na recepção oficial dos 13 países participantes da Copa-6, em Estocolmo, o Comitê Organizador da FIFA simplesmente errou ao hastear a bandeira brasileira. Sim, a bandeira do Brasil – hoje cantada em prosa e verso – não estava lá. Pior: mesmo com o protesto e muita reclamação de Zagallo e do Mário Trigo, o coordenador da FIFA na Copa, Bengt Agren, levou os dois até o local onde estavam as bandeiras e mostrou, assim, com ar de autoridade:
– Está vendo? Olha aí vossa bandeira…
Era a bandeira de Portugal. Mário Trigo e Zagallo foram buscar uma enciclopédia Delta-Larousse para provar qual era a verdadeira bandeira do Brasil. Aí foi que Embaixada do Brasil na Suécia teve que entrar na historia para que a bandeira brasileira pudesse tremular em terras suecas.
Pois bem, a Copa terminou com show de Garrincha e Pelé e o mundo enrolado na bandeira do Brasil, cantando loas à Seleção Brasileira.
Pois bem, 68 anos depois, na COPA 23, CABO VERDE, por motivos diferentes, virou o queridinho da Europa, França e Bahia… do Brasil e do Mundo. E VOZINHA (Josimar Évora Dias) incorporou os mitos Garrincha e Pelé.
CABO VERDE: O QUE TEM A VER
O PAÍS DE VOZINHA COM O BRASIL?
Em abril de 2024, aportei na cidade de Praia, Capital de Cabo Verde. Como foi bom e prazeroso visitar Cabo Verde.
O país é um arquipélago de 10 ilhas. Cabo Verde, além de ser um dos nove países que falam o Português, tem duas referências fortes em relação ao Brasil. Uma delas com Brasília.
Depois de um dia em PRAIA, na Ilha Santiago, fui para Mindelo, a cidade cultural, que fica na Ilha São Vicente.
Cabo Verde foi a referência para definir a linha de demarcação do Tratado de Tordesilhas.
O Tratado foi assinado por Portugal e Espanha em 7 de junho de 1494 e ratificado em 5 de setembro do mesmo por D. João II de Portugal e Fernando II de Aragão. Ele estabelecia que as terras descobertas e as terras a descobrirem, nas Américas, deveriam obedecer um meridiano traçado a 370 léguas da ilha de Santo Antão (Cabo Verde). A OESTE do meridiano, as terras pertenceriam ao Reino de Castela (Espanha) e a LESTE ao Reino de Portugal.
O meridiano está, por assim dizer, numa linha reta de Belém do Pará até Laguna, em Santa Catarina.
Quem é de Brasília sabe que esse meridiano do Tratado de Tordesilhas passava a menos de 100km do DF, bem perto de Cacalzinho.
Os originais de cada idioma encontram-se depositados no Archivo General de Índias, na Espanha, e no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Portugal.
Voltando à Copa do Mundo vale dizer: a Argentina venceu o jogo entrando para as Oitavas de Final e CABO VERDE também venceu entrando para a História.
O SUCESSO DA PRIMEIRA COPA DO MUNDO NINGUÉM ESQUECE.
VIVA CABO VERDE!
FOTOS:
1) A pedido da FFIFA, Cabo Verde foi o primeiro país a dar o nome de REI Pelé ao seu estádio de futebol. (Seria o sucesso de Cabo Verde na Copa o primeiro milagre do Rei?)
2) Visitando Mindelo, terra da cantora Cesarea Évora, aliás também a terra natal do goleiro VOZINHA – Josimar Évora Dias.
3) VOZINHA – depois da atuação na Copa tem emprego com bom salário garantido.

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BioTech XP reúne público no Planetário de Brasília

Confirma nova edição no Pátio Brasil com mais de 40 horas de atrações

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Brasília recebeu nesta semana a festa de lançamento da BioTech XP no Planetário de Brasília, em um evento que combinou ciência, tecnologia e experiências imersivas voltadas ao público jovem e às famílias. A programação movimentou o espaço com atividades interativas, palestras e atrações que transformaram o ambiente em um grande laboratório de descobertas.

Entre os destaques da edição no Planetário estiveram os simuladores de realidade virtual de montanha-russa e asa-delta, que proporcionaram uma experiência sensorial de alta imersão aos visitantes. As atrações chamaram a atenção do público pela proposta de aproximar ciência e tecnologia de forma prática e acessível.

O evento também contou com a participação do Einstein Jr., que apresentou conteúdos de biologia e ciência de maneira dinâmica e interativa, despertando a curiosidade dos participantes e incentivando o aprendizado por meio da experimentação. A proposta central da BioTech XP foi justamente apresentar a ciência sob uma nova perspectiva, mais lúdica e conectada ao cotidiano.

De acordo com a organização, a receptividade do público reforça a consolidação do projeto como uma iniciativa de divulgação científica voltada para novas gerações, unindo educação, entretenimento e inovação em um mesmo ambiente.

Com o sucesso da estreia, a BioTech XP já tem nova edição confirmada no Pátio Brasil Shopping. O evento contará com mais de 40 horas de programação, incluindo experiências imersivas, atividades educativas e novas atrações voltadas à ciência e tecnologia, ampliando ainda mais o alcance da proposta.

A iniciativa reforça a expansão do projeto no Distrito Federal e a intenção de levar conteúdos científicos de forma acessível e envolvente a diferentes públicos, mantendo a experiência como elemento central da jornada do visitante.

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Assim nasceu

BRASILIA

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Pela primeira vez, graças a JK, levou-se um Planejamento urbanístico sério. Mesmo com todo rigor de um plano diretor, depois de 67 anos, houve desvirtuamentos… afinal, isso aqui é Brasil.
Vale a pena assistir a este vídeo

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