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Festival inclusivo, competição de skate street e Férias no Ateliê do MAB animam o fim de semana na capital

Com programação gratuita, julho oferece opções de cultura, esporte e lazer para todas as idades

 

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Thaís Umbelino, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

 

As férias de julho chegaram com uma programação gratuita e diversificada para quem deseja aproveitar o melhor da capital. Cultura, esporte e lazer estão entre as opções para crianças, jovens e adultos. Aos domingos, os brasilienses ainda contam com os programas Vai de Graça e Lazer Para Todos, que garantem gratuidade no transporte público e acesso sem custos ao Zoológico e ao Jardim Botânico de Brasília.

Skate na Esplanada

Entre os dias 12 e 13 de julho, a capital federal sedia, pela primeira vez, uma etapa oficial da principal liga profissional de skate street do mundo: o Street League Skateboarding (SLS) Spot Takeover. O evento ocorre na Esplanada do Ministério e os  ingressos são gratuitos, mediante retirada antecipada aqui e entrega de 1 kg de alimento não perecível.

Fotos: Divulgação

No sábado (12), ocorrem as primeiras baterias da competição. Já no domingo (13) o público confere o formato inédito no Brasil, o Spot Takeover, no estilo Best Tricks, no qual os atletas têm sete tentativas para executar suas melhores manobras. Estão confirmadas estrelas da elite do skate street nacional e internacional, como Rayssa Leal e Felipe Gustavo.

Férias no Ateliê do MAB

O Programa Educativo do Museu de Arte de Brasília (MAB) preparou uma programação especial voltada para bebês, crianças, famílias e educadores. O projeto Férias no Ateliê do MAB oferece oficinas criativas, contações de histórias, visitas mediadas com jogos, brincadeiras populares e vivências teatrais. Todas as atividades são gratuitas, com vagas limitadas.

No espaço, o público também pode visitar a exposição Terra Fraturada, da fotógrafa Renate Graf, em cartaz até 15 de setembro. A mostra propõe uma reflexão sensível e urgente sobre as crises ambientais contemporâneas. O MAB Educativo ainda oferece visitas mediadas bilíngues às segundas-feiras, às 13h, com sessões em inglês sobre o acervo do museu.

Mais informações no perfil do Instagram.

Festival Trilha da Inclusão

O Festival Trilha da Inclusão 2025 começa nesta quinta-feira (10), no Espaço Cultural Renato Russo (508 Sul), com a abertura da exposição Monumento Aleijado, da artista cearense Céu Vasconcelos. A mostra marca o início da segunda edição do projeto, que promove acessibilidade e protagonismo de artistas com deficiência.

Com entrada gratuita, o festival segue até agosto, com apresentações de teatro e dança, mostra de cinema, feira criativa e experiências sensoriais. A realização é da Guia Acessibilidade Inclusiva, com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF) e apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF.

Durante o fim de semana do festival, a programação se expande com a Feira ARTeria, com curadoria de Beta Leonez, que reunirá artistas neurodivergentes e neurotípicos para celebrar o fazer manual, o empreendedorismo criativo e a convivência diversa. O evento conta ainda com o Espaço Acolher, dedicado a atividades lúdicas, educativas e de descanso para pessoas neurodivergentes, crianças, jovens e famílias.

Mais informações aqui.

Teatro em Samambaia

O Complexo Cultural Samambaia recebe, nos dias 11 e 12 de julho, às 20h, a peça Desassossego, com entrada gratuita. Inspirado na crise de oxigênio que atingiu Manaus em janeiro de 2021, o espetáculo retrata, por meio de três personagens, diferentes vivências de dor, luto e reconstrução no pós-pandemia.

A peça é realizada pelo Grupo Jurubebas de Teatro, de Manaus, com apoio da Bolsa Funarte de Teatro Myriam Muniz 2023. Logo após as apresentações, o público é convidado a participar da roda de conversa “Representatividade Indígena na Cena Contemporânea”, mediada pela historiadora e liderança indígena Kokama Maurille Gomes.

O grupo também promove duas oficinas com artistas locais nos dias 13 e 15 de julho, no Espaço Cultural H2O, no Recanto das Emas, incentivando o intercâmbio entre as regiões Norte e Centro-Oeste. As inscrições podem ser feitas neste site. Classificação indicativa: 14 anos.

Gira das Desempregadas Convida 

Neste fim de semana o projeto Gira das Desempregadas Convida desembarca em dois espaços públicos da cidade: Torre de TV e Eixão do Lazer, com espetáculos gratuitos e acessíveis para todos os públicos. No sábado (12), às 10h30 e às 16h30, a Torre de TV recebe a peça Pedaços de Maria, seguido da trilogia de teatro lambe-lambe Enquanto Houver Amor Eu Me Transformo, do grupo As Caixeiras Cia. de Bonecas. No domingo, 13/07, às 10h, o projeto ocupa o Eixão do Lazer, dentro do tradicional Choro no Eixo (207N), com uma apresentação que mistura circo e teatro.

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DF disponibiliza banco de perucas para pessoas em tratamento contra o câncer

Atendimento é gratuito e requer documento pessoal e relatório médico atualizado

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

Mulheres em tratamento de saúde que causa a perda de cabelos contam com atendimento gratuito para doação de perucas no Distrito Federal. Para a prestação do serviço, há um banco com cerca de 300 perucas, renovado a cada dois meses. O atendimento ocorre diariamente, conforme a demanda, com limite de uma peça por pessoa.

As perucas são produzidas por voluntários a partir do reaproveitamento de cabelos naturais doados. A iniciativa reúne a confecção de próteses mamárias, cortes de cabelo e barba, além do fornecimento de toucas e lenços. Há necessidade de novos voluntários para a produção, que oferece capacitação para os interessados.

Como doar

Para a doação, a orientação é separar mechas com no mínimo 20 centímetros, prender os fios antes do corte e entregá-los secos, em saco ou envelope. Fios com química ou coloração também podem ser entregues. O recebimento das doações de cabelo ocorre das 8h30 às 12h e das 13h às 16h. Para confirmar os dias de atendimento, a orientação é entrar em contato pelo telefone (61) 3364-5467.

 

A oficina também recebe insumos para a confecção das peças, como telas, linhas de náilon ou tecelagem, silicone adesivo selante, tecido do tipo voil, xampu e condicionador.

Como acessar o serviço

O atendimento é voltado a pessoas que passam por tratamento de saúde com perda de cabelo. O critério informado é estar preferencialmente sem cabelos e apresentar documento de identificação pessoal com foto e relatório médico atualizado, emitido nos últimos seis meses.

O cadastro é feito na Sala de Acolhimento da Rede Feminina, situada no ambulatório do Hospital de Base do Distrito Federal (Corredor 5). Após o registro, são apresentados os modelos, tamanhos e cores para escolha do beneficiário. Informações sobre serviços, voluntariado e doações também estão disponíveis neste site e no perfil oficial @‌redefemininabrasilia.

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Livro sobre participação das mulheres na política do DF será lançado na CLDF na quinta (13)

Obra da advogada Janaina Rodrigues analisa uma década de participação feminina na Câmara Legislativa

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Foto: Reprodução

Livro é fruto de dissertação de mestrado e se dirige a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadoras, além do público em geral

A Câmara Legislativa do Distrito Federal sediará, no próximo 13 agosto, a partir das 19h, o lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital, de autoria da advogada Janaína Rodrigues de Sousa. A obra analisa a participação feminina na política do Distrito Federal a partir de 2013 — ano em que a Câmara Legislativa do Distrito Federal implementou a Procuradoria Geral da Mulher. O lançamento será transmitido ao vivo pela TV Câmara e no YouTube.

A obra, que será lançada no dia 13, nasceu durante o mestrado da autora. Janaína destaca que o livro se dirige a mulheres que atuam ou desejam atuar na política, a parlamentares, lideranças partidárias, ativistas, estudantes e pesquisadores, além do público em geral. Ela espera também incentivar novas pesquisas sobre o tema na Câmara Legislativa. “Desejo que ele sirva como instrumento de formação política e de conscientização. Quero que as pessoas compreendam que a participação feminina não interessa apenas às mulheres — ela é indispensável para fortalecer a democracia e tornar as políticas públicas mais representativas.”

O livro mapeia os obstáculos que as mulheres enfrentam ao longo da trajetória política, com ênfase nas barreiras que persistem mesmo após a eleição. “Mesmo ocupando uma cadeira no Parlamento, muitas mulheres continuam afastadas dos principais espaços de poder, como a Mesa Diretora, as presidências de comissões estratégicas — o que chamamos de hard politics — e as relatorias de maior relevância. É o chamado ‘teto de vidro’: uma barreira muitas vezes invisível que permite a presença das mulheres, mas dificulta seu acesso ao poder real de decisão”, explica a autora.

Para Janaína, ocupar espaço não é suficiente se não vier acompanhado de poder de decisão. “Eu acredito que a presença das mulheres na política não pode ser apenas simbólica. Nós precisamos ocupar os espaços onde as decisões são tomadas, transformar nossas experiências em leis e a nossa voz em poder. Não estamos pedindo licença para participar da história — estamos assumindo o protagonismo de escrevê-la. A política é, também, um espaço para chamar de nosso. Precisamos de mais mulheres nos representando”, conclui.

Serviço
Lançamento do livro Mulheres na Política Distrital: A Representação Feminina na Política Distrital
Local: Foyer do Plenário
Quando: 13 de agosto, às 19h

Ana Carolina Rubo (sob supervisão de Ivan Iunes)

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Estudante cria jogo para apresentar funções do Ministério Público

Trabalho de estagiário foi destaque do MP na Rio Innovation Week

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Alana Gandra – repórter da Agência Brasil

 

Em meio a grandes marcas de tecnologia e inovação, a ideia de um universitário de 19 anos movimentou o estande do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) na Rio Innovation Week, na semana passada. Arthur Almeida Santos, de 19 anos, desenvolveu um jogo para explicar de forma lúdica as atribuições do órgão em que estagia.

Quando soube que a proposta do MP era desenvolver um quizz, jogo de perguntas e respostas, o ex-aluno da área de programação de jogos digitais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) levantou a mão para discordar.

“Pedi licença e disse que ‘quizz’ não é engajante. Perguntei por que não um jogo? E eles me deram o trabalho de desenvolver”, contou, em entrevista à Agência Brasil, o jovem de Quintino, na Zona Norte do Rio.

A ideia que ele deu foi “simples”, resume: as pessoas precisavam classificar, entre várias atribuições do poder público, qual era do MP-RJ, considerando as regiões do estado.

“É uma forma criativa de ensinar às pessoas o que é o Ministério Público e o que ele faz. As pessoas tinham um minuto e 40 segundos para fazerem sua melhor pontuação e ganharem o melhor brinde, que era um ecobag”.

Aluno do segundo período do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Arthur surpreende ao destacar que gosta da parte humana de sua formação.

“O curso é interessante, sobretudo pelo lado humano da coisa. Porque, quando você produz um jogo, normalmente ele visa ao lucro, mas também é preciso que a pessoa se divirta. Então, tem que conciliar a parte capitalista da coisa com a parte humana”.

Ele chegou a cursar Ciência da Computação no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca do Rio de Janeiro (Cefet-RJ), mas mudou de área em busca desse equilíbrio maior entre ser humano e tecnologia.

“Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado”, disse ele, que agora está em sua primeira experiência profissional.

 

Brasília - 07/08/2026 - Cleomar Barros ensina o filho desde criança a respeitar as meninas.( o estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) 
Crédito: MPRJ/Bruno Bou
O estagiário Arthur Almeida Santos mostra ao público o jogo do MPRJ) Crédito: MPRJ/Bruno Bou

Reconhecimento

O jovem integrou o grupo de trabalho liderado pela procuradora de Justiça Elisa Fraga. Ela conta que Arthur trabalhou em conjunto com o Laboratório de Inovação do MP-RJ, que o ajudou no visual do jogo.

“Mas todo o sistema, como funciona, foi concebido por ele”, afirmou Elisa Fraga. “Ele tem 19 anos, chegou aqui querendo trabalhar com gamificação, mas nós não temos um setor específico desse assunto, e ele trabalha, então, com o pessoal de tecnologia da informação (TI), da Coordenadoria de Segurança e Inteligência”.

A procuradora afirmou que esperava que o jogo fosse agradar, mas não imaginava que seria o sucesso que foi no evento.

“Foi muito bom, surpreendente. Nós fizemos questão que ele [Arthur] estivesse lá, presente, e todo mundo o identificou como o idealizador do projeto; ele foi reconhecido por todos, pela equipe e pelo procurador-geral, como o autor. Foi uma forma de mostrar que os estagiários são capazes”.

“Eu disse para ele, lá no festival, que ele tinha que aproveitar aquela oportunidade, que aquilo ali era uma porta que estava se abrindo para ele. Um futuro muito grande”, comentou Elisa Fraga.

Ter o trabalho reconhecido pelo procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, foi algo que emocionou Arthur.

“Ele apertou minha mão e falou: Esse é o cara”, lembra. “Conseguir um elogio da entidade máxima do MP é muito difícil e extraordinário. E eu consegui. É importantíssimo, porque o MP precisava muito falar com o público jovem e conseguiu. É importante essa comunicação”.

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